Gisnei

Gisnei

A delegação brasileira que participou da Universíade de Nápoles, de 3 a 14 de julho, conquistou a marca de cinco medalhas de ouro, superando o recorde de quatro, estabelecido em 2013. O país também levou três pratas e nove bronzes e somou 17 pódios ao todo.

O presidente da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), Luciano Cabral, comemorou o resultado, chamando atenção para o fato de que a delegação brasileira deste ano foi a menor das últimas cinco universíades.

"A participação foi extraordinária. Fomos em sete modalidades esportivas e conquistamos medalhas em seis. Quebramos o recorde de medalhas e ficamos em 13º. Isso aponta para um êxito total da participação", disse, acrescentando que ainda está concluindo o relatório técnico sobre a competição. Ele adiantou, no entanto, que, além das medalhas, o país cresceu em número de finais e disputas por medalhas de bronze. "O atletismo foi grande destaque dessa edição. Nos deu quatro das cinco medalhas de ouro, com uma equipe muito forte e atletas que já são uma realidade no esporte brasileiro".

10/07/2019 Nápoles/Itália. 
Universíade Nápoli 2019. 
Piscina Scandone. 
Natação

Jhennifer Alves conquista ouro. 

Foto: Saulo Cruz/CBDU
Jhennifer Alves conquistou ouro na Universíade 2019 - Saulo Cruz/CBDU/Direitos reservados

Atletismo

O atletismo brasileiro chegou ao topo do pódio com Gabriel Constantino (110 metros com barreiras), Alison Santos (400 metros com barreiras) e Paulo André Camilo, que foi ouro nos 100 e nos 200 metros rasos.

Paulo André Camilo ainda participou da final do revezamento 4x100 metros no último dia do atletismo, prova em que foi campeão mundial meses antes, mas sentiu a panturrilha e não conseguiu terminar a prova.

O atletismo teve ainda a prata de Mateus Sá, no salto triplo, e os bronzes de Alexsandro Melo, também no salto triplo, e Rodrigo do Nascimento, nos 100 metros rasos.

Luis Porto crava salto e garante bronze na ginástica artística da Universíade 2019
Luis Porto garantiu medalha de bronze na ginástica artística da Universíade 2019 - Raul Vasconcelos/ rededoesporte.gov.br

Com a exceção de Mateus, os demais medalhistas foram convocados pela Confederação Brasileira de Atletismo para os Jogos Pan-Americanos de Lima, que começa em 26 de julho.

Além disso, a delegação volta para o Brasil com um ouro na natação, de Jhennifer Alves, que venceu a prova de 50 metros peito e também estará em Lima no Pan-Americano. Na modalidade, também subiram ao pódio Luiz Gustavo Borges, Gabriel Ogawa, Felipe Ribeiro e Marco Antônio Junior, com a prata no revezamento 4x100 livre. No 4x100 medley, Gabriel Fantoni, Marco Antônio Junior, Pedro Cardona e Iago Moussalem ficaram com o bronze, medalha que Marco Antônio Junior também conquistou nos 100 metros livre.

Também estão na lista brasileira uma prata no futebol masculino, que perdeu na final para o Japão por 4 a 1; três bronzes no judô, com Gustavo Assis, Sibilla Faccholi e João Marcos da Silva; um na ginástica artística, com Luis Guilherme Porto; e um no taekwondo, com Bárbara Novaes.

Objetivo

O resultado aproximou o Brasil do objetivo de ficar entre as 10 delegações mais bem colocadas. "Batemos na trave", disse Cabral, já que a décima colocada, a África do Sul, teve um ouro a mais. Japão, Rússia, China, Estados Unidos e Coreia do Sul lideraram o quadro geral de medalhas, que teve ainda Itália, Taipei Chinesa, México e Irã no top 10.

Marco Antônio, Natação, Universíade
Marco Antônio Junior conquistou medalha de bronze nos 100 metros livre - Saulo Cruz/CBDU/ Portal Governo/Direitos reservados

"Na nossa frente estão os países que têm tradição no esporte universitário e que têm a tradição de usar o esporte universitário como a base de seu esporte", disse, comemorando a maior visibilidade que a categoria vem ganhando nos últimos anos.

Entre os fatos pelo qual esta Universíade será lembrada pelos atletas está a hospedagem em dois cruzeiros parados no Porto de Napóles, onde quase 3 mil atletas e técnicos ficaram acomodados. Os demais ficaram em hotéis nas cidades de Caserta e Salerno, onde também houve competições.

Os jogos universitários de 2019 chegaram a ser programados para Brasília, mas, após a desistência do governo do Distrito Federal, em 2014, a Itália assumiu o calendário, levando a competição para Nápoles. Com menos tempo para construir uma vila para a competição, que costumava reunir mais de 10 mil participantes em edições anteriores, os organizadores reduziram o número de categorias e apostaram na acomodação flutuante.

"Quem ficou nos navios teve uma experiência de competir em um dos maiores jogos do mundo, hospedado em um cruzeiro que tinha todos os serviços. Só não tinha bebida alcoólica e cassino", disse Luciano Cabral. "Eles jamais vão esquecer. A felicidade era visível no rosto de todos eles".

Edição: Fernando Fraga
 
Por Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil
 
 
Foto: Saulo Cruz/CBDU/ Portal Governo/Direitos reservados

Entra em vigor nesta terça-feira (16) a lista Não Perturbe para as operadoras de telecomunicações. Os clientes incluídos nesse grupo não poderão ser objeto de ligações de telemarketing de empresas para a venda de serviços, como pacotes de telefonia, acesso à internet e TV paga. A medida foi uma determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

As pessoas que não desejarem receber esse tipo de chamada podem incluir seu nome no site criado para a iniciativa, no ar a partir desta terça-feira (16).

A lista vai ser única e atingirá as principais empresas do setor: Algar, Claro/Net, Nextel, Oi, Sercomtel, Sky, TIM e Vivo. Essas empresas também deverão, nesse prazo, criar e divulgar amplamente um canal por meio do qual o consumidor possa manifestar o seu desejo de não receber ligações.

Segundo a Anatel, se uma pessoa solicitar a sua inclusão e continuar recebendo ligações de oferta de bens e serviços de telecomunicações, ele pode ligar para o número 1331 e fazer uma reclamação. As sanções podem variar de advertência a multa de até R$ 50 milhões.

Outras medidas

Outra decisão da Anatel é que essas empresas não poderão mais efetuar ligações telefônicas com o objetivo de oferecer seus pacotes ou serviços de telecomunicações para os consumidores que registrarem o número na lista nacional a ser criada.

As companhias vão ter de abrir canais para que seus clientes possam solicitar a inclusão no grupo, que passará a não poder mais receber ligações com ofertas de serviços de telecomunicações. Assim, na prática, as empresas ficam impedidas se oferecer seus produtos e serviços utilizando o telemarketing.

A agência determinou ainda que as áreas técnicas estudem medidas para combater os incômodos gerados por ligações mudas e realizadas por robôs, mesmo as que tenham por objetivo vender serviços de empresas de setores não regulados pela Anatel. Segundo a Anatel, estudos de mercado estimam que pelo menos um terço das ligações indesejadas no Brasil são realizadas com o objetivo de vender serviços de telecomunicações.

Além dessa iniciativa, a Anatel deve discutir novas ações relacionadas à prática do telemarketing. De acordo com o comunicado do órgão, o Conselho Diretor da autoridade solicitou que a área técnica elabore propostas para limitar os abusos nessas chamadas, mesmo que de outros serviços fora da área de telecomunicações.

Edição: Fernando Fraga
 
Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil

Dados de agências da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que 20 milhões de crianças em todo o mundo não foram vacinadas contra doenças como o sarampo, a difteria e o tétano em 2018. As informações foram divulgados nesta segunda-feira (15), pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Para as agências, esse número equivale a mais de um em cada 10 menores em todo o planeta.

Doses

O nível de estagnação da cobertura de vacinação com três doses de difteria, tétano e coqueluche, também conhecida como tosse convulsa, e uma dose da vacina contra o sarampo, é de cerca de 86% em nível global. Apesar de ser considerado elevado, esse nível de cobertura não é suficiente. As agências destacam que é necessária uma cobertura de 95% entre países e comunidades em todo o mundo, para proteger as crianças contra surtos de doenças que podem ser evitados pela vacinação.

Grande parte das crianças que não foram vacinadas vive nos países mais pobres e está desproporcionalmente em nações que vivem em conflitos ou são afetadas por eles de alguma forma. Quase metade do total de crianças não vacinadas vive em 16 países com esses problemas: Afeganistão, República Centro-Africana, Chade, República Democrática do Congo, Etiópia, Haiti, Iraque, Mali, Níger, Nigéria, Paquistão, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria e Iêmen.

De acordo com as agências da ONU, se essas crianças ficarem doentes, correm o risco de sofrer as consequências mais graves para a saúde e têm menor oportunidade de acesso a tratamentos e cuidados de saúde que salvam vidas.

Acesso

De acordo com as agências da ONU, as grandes disparidades no acesso a vacinas acontecem em países de todos os níveis de rendimento. Essa situação resultou em surtos de sarampo em muitas partes do mundo, incluindo em países com altas taxas de vacinação em geral. Em 2018, quase 350 mil casos de sarampo foram registrados em todo o mundo, mais do dobro do que em 2017.

No topo da lista de incidência da doença em 2018 está a Ucrânia. Apesar de o país ter vacinado mais de 90% de seus bebês, a cobertura foi baixa durante vários anos, deixando um grande número de crianças mais velhas e adultos em risco.

Várias nações com alta incidência e cobertura têm grupos significativos de pessoas que não foram vacinadas contra o sarampo no passado. Essa situação “demonstra como a baixa cobertura ao longo do tempo ou comunidades distintas de pessoas não vacinadas podem desencadear surtos mortais”, diz a ONU.

HPV

Pela primeira vez, os dados de cobertura de vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano, o HPV, foram revelados pelas agências internacionais. A cobertura da vacina protege as meninas contra o cancro do colo do útero na idade adulta.

De acordo com o estudo, 90 países introduziram a vacina contra o HPV nos seus programas nacionais desde 2018. O número de meninas alcançadas na área analisada equivale a uma em cada três em todo o mundo.

A OMS e o Unicef fazem parte da parceria com a Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi), que ajuda a reforçar os sistemas de imunização e resposta a surtos em países. As iniciativas incluem vacinar todas as crianças com imunização rotineira, conduzindo campanhas de emergência e dando formação aos profissionais de saúde como parte essencial da qualidade dos cuidados de saúde primários.

* Com informações da ONU New 

Edição: Fernando Fraga
 
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Por Agência Brasil 

A exemplo do movimento sistêmico nacional, a Sicredi Pampa Gaúcho está atenta as oportunidades de desenvolvimento a que os recursos do Plano Safra se propõem. 

Nos municípios da nossa região, que integram a Cooperativa, estão sendo disponibilizados R$ 600 milhões em recursos para o crédito rural no ciclo 2019/2020. 

Em nível nacional, o Sicredi vai disponibilizar mais de R$ 20 bilhões em crédito rural no Plano Safra 2019/2020, projetando atingir mais de 220 mil operações. O valor representa um crescimento de 21% em relação aos R$ 16,6 bilhões concedidos no ano-safra anterior. A projeção é de que R$ 17,5 bilhões sejam empregados em operações de custeio, comercialização e investimento, além de R$ 2,6 bilhões com recursos direcionados, oriundos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO). 

O gerente do ciclo de crédito da Sicredi Pampa Gaúcho, Marcelo Righi, lembra os associados que procurem a sua agência para ter acesso aos recursos do Plano Safra 2019/2020. “Nossos colaboradores estão preparados para atender às necessidades e buscar a melhor forma de crédito rural”, completa Righi.

Mônica Freitas Valle Corrêa

Assessora de Comunicação e Marketing

Área de Relacionamento

As cotações da soja em Chicago, nesta primeira semana de julho, trabalharam estáveis, após um início baixista, quando o bushel, para o primeiro mês cotado, atingiu a US$ 8,72 no dia 05/07 (a mais baixa cotação em um mês). Posteriormente o mercado se recuperou um pouco na expectativa do relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado neste dia 11/07 (quinta-feira). Após o anúncio do relatório o primeiro mês cotado em Chicago fechou o dia em US$ 8,96/bushel, contra US$ 8,85 uma semana antes, apesar de o relatório ter reduzido bastante a safra e os estoques finais futuros dos EUA.

O referido relatório indicou os seguintes números:
1)    Área semeada com soja nos EUA, em 2019/20, 32,4 milhões de hectares (-5,4% sobre o indicado em junho);
2)    Produtividade média esperada nos EUA para a atual safra 3.261 quilos/hectare (54,3 sacos/hectare);
3)    Produção esperada para os EUA 104,6 milhões de toneladas, ou seja, 7,3% a menos do que o indicado em junho passado e 15,4% a menos do que a última safra 2018/19;
4)    Preço médio aos produtores estadunidenses, neste novo ano comercial: US$ 8,40/bushel, contra US$ 8,25 em junho e US$ 8,50/bushel neste ano de 2018/19;
5)    Estoque final em 2019/20 em 21,6 milhões de toneladas nos EUA, contra 28,4 milhões em junho e 28,6 milhões no atual ano comercial;
6)    A safra mundial de soja fica estimada agora em 347 milhões de toneladas e os estoques finais em 104,5 milhões (nos dois casos, cerca de 8 milhões de toneladas a menos do que o estimado em junho);
7)    A produção brasileira de soja será de 123 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina ficaria em 53 milhões para o ano 2019/20;
8)    Enfim, as importações da China foram mantidas em 87 milhões de toneladas (há institutos estatísticos mundiais indicando 83 milhões para este novo ano).

Dito isso, será o relatório de agosto que definirá melhor o mercado, podendo haver correções para cima no que diz respeito à produção e aos estoques finais estadunidenses, caso o clima permaneça positivo nas próximas semanas nas regiões produtoras dos EUA.

Por enquanto, o clima continua favorável ao desenvolvimento das lavouras nos EUA, porém, a qualidade das mesmas piorou um pouco. De fato, até o dia 07/07, 53% das mesmas estavam em condições entre boas a excelentes, contra 54% uma semana antes. Outras 35% estavam regulares e 12% entre ruins a muito ruins. Ao mesmo tempo, até aquela data, 96% da área de soja estadunidense havia sido semeada.

 

 

Já as exportações líquidas de soja por parte dos EUA, referentes ao ano comercial 2018/19, iniciado em 1º de outubro passado, somaram 867.600 toneladas na semana encerrada em 27/06. A China teria comprado 607.300 toneladas. Somadas as 161.500 toneladas exportadas para o ano 2019/20, o total ficou dentro da expectativa do mercado.

Por outro lado, as inspeções de exportação somaram 757.903 toneladas na semana encerrada em 04/07, ficando abaixo do esperado pelo mercado. No acumulado do ano comercial atual o volume inspecionado chega a 37,8 milhões de toneladas, contra 50,3 milhões um ano antes.

Enquanto isso, a Argentina encerrou sua colheita de soja no final de junho e o volume final teria sido de 56 milhões de toneladas, ou seja, 60% acima da frustrada safra do ano passado.

Pelo lado do litígio comercial entre EUA e China tem-se a notícia de que os dois países irão se reunir em breve, após uma paralisação das negociações e acirramento do protecionismo entre ambos que vem desde o início de maio passado. A este respeito o presidente dos EUA, em recente entrevista, afirmou que "Nós tínhamos um acordo com a China e eles romperam. Parece que agora querem um acordo de novo. Vamos ver o que acontece no futuro". Diante de constantes idas e vindas destas negociações, atualmente o mercado não está repercutindo muito esta situação. O fato é que há poucos negócios com soja, neste momento, entre os dois países.

 

Aqui no Brasil, os preços se mantiveram estáveis, porém, com viés de baixa, especialmente para os lotes, diante de uma revalorização do Real, o qual chegou a R$ 3,75 durante a semana.

Com isso, a média gaúcha no balcão ficou em R$ 70,69/saco, enquanto os lotes giraram entre R$ 74,50 e R$ 75,50/saco. Nas demais praças, os lotes se fixaram entre R$ 71,50 e R$ 73,50 no Paraná; R$ 60,00 a R$ 67,00 no Mato Grosso; R$ 66,00 a R$ 68,00 no Mato Grosso do Sul; R$ 66,50 a R$ 67,00 em Goiás; R$ 78,00 a R$ 79,00 em Santa Catarina; R$ 69,50 em Uruçuí (PI); e R$ 67,50/saco em Pedro Afonso (TO).

A comercialização da atual safra de soja, até o dia 05/07, atingia a 71% do volume colhido, contra 75% na média histórica. Por Estado a mesma assim se apresentava: RS com 51%, contra 59% na média; PR com 69%, contra 67%; MT com 80%, contra 84%; MS com 73%, contra 71%; GO com 75%, contra 83%; SP com 80%, contra 71%; MG com 71%, contra 78%; BA com 83%, contra 81%; SC com 55%, contra 58%; MA com 75%, contra 83%; PI com 70%, contra 70%; TO com 74%, contra 88%; e os demais Estados produtores com 80%, contra 83%. (cf. Safras & Mercado)

Já a comercialização antecipada da futura safra, também até o dia 05/07, apresentava 15% já vendido no país, contra 11% na média histórica, sendo que os quatro principais Estados produtores apontavam o seguinte: Mato Grosso 20%, contra 13%; RS 6%, estando dentro da média; PR 14%, contra 10%; e Goiás 20%, contra 11% na média. (cf. Safras & Mercado)

 

 

No geral, os produtores estão antecipando as vendas, diante de preços interessantes para a próxima safra, dada a realidade cambial nacional que se desenha, na medida em que a Reforma da Previdência venha a ser aprovada, e de cotações em Chicago estáveis entre US$ 8,50 e US$ 9,50/bushel.

Enfim, os prêmios nos portos brasileiros fecharam a presente semana entre US$ 0,75 e US$ 1,08/bushel, confirmando a tendência de estabilização indicada há alguns meses.

Na manhã da última sexta-feira (12), Sant’Ana do Livramento sediou a Audiência Pública sobre a Retomada de Voos Regionais no Aeroporto Internacional de Rivera, proposta pela Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais da Assembleia Legislativa, através do deputado Frederico Antunes. O ato apresentou detalhes sobre os voos entre Livramento (Rivera) e Porto Alegre, confirmados pela empresa Gol nesta semana.

Realizada na Câmara Municipal de Vereadores, a Audiência reuniu autoridades de toda região, incluindo deputados, prefeitos e secretários, além de representantes da empresa aérea. A expectativa é de que os voos iniciem em setembro, a um custo inicial de R$ 200.

Em seu pronunciamento, o Prefeito Ico Charopen destacou a importância da união entre as entidades para que a retomada dos voos finalmente se concretizasse. "São mais de cinco anos de luta e será extremamente importante para o desenvolvimento do nosso município, principalmente neste momento em que vivemos”, ressaltou o Prefeito, que destacou que todos os dias novos projetos de empreendimentos chegam a Sala do Investidor do Município.

 Foto: Assessoria de Comunicação Social || Fonte: Assessoria de Comunicação Social

Composto derivado de planta originária da Mata Atlântica, a Nectranda leucantha, conhecida como canela-seca ou canela-branca, combate parasitas que transmitem a leishmaniose visceral e a doença de Chagas. Estudo do Instituto Adolfo Lutz, Universidade Federal do ABC e Universidade de Oxford, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), pode resultar em novos medicamentos para o tratamento de pacientes.

Os pesquisadores dessas instituições têm se dedicado à identificação de substâncias com origem na biodiversidade da Mata Atlântica que possam resultar em novos tratamentos para as chamadas doenças negligenciadas, aquelas causadas por agentes infecciosos ou parasitas que afetam principalmente populações mais pobres. Além da leishmaniose e Chagas, outros exemplos desse tipo de doença são dengue, malária e doença do sono.

Mata Atlântica
Mata Atlântica - Arquivo/Agência Brasil

“As doenças negligenciadas afetam vários países especialmente nas zonas tropicais, afetando muitas pessoas carentes. As drogas ou fármacos disponíveis para o tratamento são escassos e trazem muitos efeitos colaterais, de modo que muitos usuários desses fármacos preferem interromper o tratamento antes da cura definitiva. Por isso, a seleção de novos compostos é crucial”, disse o pesquisador João Henrique Ghilardi Lago, da Universidade Federal do ABC (UFABC).

Responsável pelo isolamento e determinação estrutural dos compostos da canela-seca, Ghilardi destacou que há diversas substâncias na natureza que podem servir como protótipos para o desenvolvimento de novos medicamentos.

Os compostos retirados da canela-seca foram muito potentes contra a Leishmania infantum – agente causador da leishmaniose visceral – e o Trypanosoma cruzi – causador da doença de Chagas –, de acordo com os pesquisadores, levando inclusive à morte dos parasitas.

“O próximo passo do nosso trabalho consiste na realização de ensaios in vivo, ou seja, no animal acometido pela doença para confirmação da atividade já observada nos nossos estudos. O importante, nesse caso, é que a substância que testamos apresenta baixa toxicidade, ou seja, é seletiva atuando no parasita”, explicou o pesquisador.

Ghilardi ressalta que o composto é acessível, o que é uma vantagem quando se trata do desenvolvimento de um remédio. “A preparação dessa substância ativa [que combate os parasitas] é simples e utiliza matérias-primas baratas e facilmente disponíveis. Esse ponto é muito importante quando se busca medicamentos para tratamento de doenças negligenciadas, eles precisam ser eficientes e baratos”, disse.

Participaram da pesquisa também André Gustavo Tempone Cardoso, do Instituto Adolfo Lutz, responsável pelos ensaios de atividade antiparasitária da substância, e Edward Anderson, da Universidade de Oxford da Inglaterra, responsável pelo planejamento e síntese dos protótipos ativos baseados nos produtos de origem natural.

Edição: Aécio Amado
 
Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

A cidade de Curvelo (MG) virou talismã para André Marques. Pela segunda vez ele faturou uma das copas regionais que integram o calendário da Copa Truck e ampliou sua pontuação para a Grande Final. De quebra, o time ainda comemorou o segundo lugar de Wellington Cirino na corrida 1 e a vitória de André Marques na corrida 2, com resultados anunciados após as vistorias técnicas.

Agora, André Marques tem 20 pontos  acumulados para a Grande Final, juntamente com Beto Monteiro, que terminou a Segunda Copa em terceiro. Felipe Giaffone e Roberval Andrade, com 10 pontos, também já estão classificados.

“Foi um fim de semana de muita superação. Tivemos problemas na sexta-feira, depois a penalização por fumaça no classificatório, mas nunca perdemos a vontade de continuar trabalhando e buscar. Larguei lá do fundão e buscamos o pelotão. A estratégia funcionou e o resultado veio”, avaliou o piloto campeão.

Emocionado, o piloto e chefe de equipe também agradeceu às pessoas que são importantes para que os resultados aconteçam.

“Em primeiro lugar minha esposa e os meus filhos, e minha equipe. Nossos parceiros, que acreditam no nosso trabalho à frente da equipe. E à Deus, por tudo de bom que vem acontecendo com a gente”, celebrou André.

Wellington Cirino também saiu de Curvelo levando troféu para casa. Depois de largar na corrida 1 ele teve boas chances de vitória, mas acabou queimando radar nas últimas voltas da corrida 1 e acabou com a segunda posição.

“Feliz demais por conquistar este troféu e com a conquista do André.  É um trabalho em equipe e que vem dando muitos resultados. A evolução do caminhão é constante e tenho a certeza que a partir de Santa Cruz do Sul vamos entrar na briga por uma copa e uma vaga na final”, avaliou o piloto cresol, Embreagex, Unimed/Beltrão.

Débora Rodrigues concluiu a prova 1 mas não chegou ao fim da prova 2 por problemas no equipamento de arrefecimento.

“Faz parte das corridas, mas é algo para a equipe trabalhar na solução para a próxima etapa. Vamos começar outra copa pensando em conquistar troféu também para entrar na Grande Final”, comentou.

A AM MotorSport tem o patrocínio da Cerveja Império e Cresol, com o apoio da Dopamina Energy Drink, Embreagex, Truck Van, Radiadores Visconde, Nino Faróis, Molas Marcheti, Frum, Cobreq e Mercedes Club. O time acelera os caminhões Mercedes-Benz.

A recém-criada fábrica brasiliense Origem se prepara para entregar, no próximo mês, uma frota de 50 motos elétricas para atender empresas de entrega de encomendas que utilizam serviços de motoboy. As motos terão arranque equivalente a um modelo convencional de 300 cilindradas, mas velocidade limitada a 60 quilômetros por hora (km/h).

A ideia dos empreendedores é alugar as motocicletas, já seguradas, a um custo fixo garantindo o fornecimento e trocas de baterias, uma vantagem em tempos de alta do preço dos combustíveis, como a gasolina. Estações para recarga serão instaladas em percursos usuais. A manutenção mecânica da frota, assim como a telemetria para rastreamento e gestão do uso das motos, será feita pela fábrica fornecedora.

“É um excelente momento para iniciar esse empreendimento”, garante Diogo Lisita, 30 anos, um dos três sócios fundadores da empresa que administram o negócio. “Quando leio notícias de que o país está em recessão, eu enxergo como responsabilidade minha ajudar o país a sair da crise”, disse ao comentar que a linha de produção tem dez engenheiros trabalhando diretamente nas motos e deverá contratar mais gente. A empresa tem autorização fiscal para se instalar na Zona Franca de Manaus.

Empresário -  Diogo Lisita Pinto - fundador da Origem Motos
Empresário Diogo Lisita Pinto, fundador da Origem Motos - Valter Campanato/Agência Brasil

A fábrica de Lisito e sócios forma o contingente de empresas inovadoras, definidas como startup: iniciativa de baixo custo e de base tecnológica, cujo modelo de negócio tem potencial de ganho de escala. Essas empresas estão surgindo no país em um momento em que muitas pessoas comuns tentam a oportunidade de ter um negócio próprio em época de alta do desemprego.

Segundo o Portal do Empreendedor – MEI, no início do mês de julho, cerca de 185 mil microempresários haviam optado pelo sistema de recolhimento de tributos em valores fixos mensais (abrangido pelo Simples Nacional). O número é 19% acima do verificado em fins de dezembro do ano passado - crescimento bastante superior ao aumento do emprego formal entre dezembro de 2018 e maio de 2019 (0,91).

Entre dezembro e julho, o número total de microempreendedores individuais passou de 7,7 milhões para mais de 8,5 milhões de pessoas (alta de 10,9%). Em período próximo, a taxa de desocupação do IBGE (emprego formal e informal) aumentou de 11,6% (trimestre outubro a dezembro de 2018) para 12,3% (trimestre de fevereiro a abril de 2019). No primeiro trimestre de 2019, a economia teve oscilação negativa (queda de 0,2% do PIB).

Crise e empreendedorismo

Para o assessor especial do Ministério da Economia Guilherme Afif Domingos, o crescimento do número de empreendedores tem a ver com a procura de alternativas para obter trabalho e renda. “Na verdade, são empreendedores que estão trabalhando por conta própria, porque emprego, no sistema tradicional, está raro e vai ser muito raro daqui para frente”, prevê.

Afif avalia que a hora é oportuna para superar dificuldades. “No momento de crise, você encontra pessoas dispostas a arriscar sair da zona de conforto para buscar alternativas para própria sobrevivência. Portanto, a crise é alimentadora de atitudes empreendedoras”.

O diretor-superintendente do Sebrae no Distrito Federal, Valdir Oliveira, concorda com o assessor ministerial e acrescenta: “olhamos para crise e vemos recessão e desemprego. O empreendedor vê oportunidade. O dinheiro não some. O dinheiro muda de mão”.

Brasília -  Entrevista do Valdir Oliveira, superintendente regional do Sebrae
Valdir Oliveira, superintendente regional do Sebrae DF - Valter Campanato/Agência Brasil

Para Ênio Pinto, gerente nacional de relacionamento com o cliente do Sistema Sebrae, há uma “onda de interesse pelo empreendedorismo” no Brasil entre pessoas na faixa etária de Diogo Lisita – o empreendedor das motocicletas elétricas. “Essa nova geração deixa claro o interesse em empreender como alternativa que não vimos no passado”, reconhece.

Momento propício

O dirigente do Sebrae avalia que as empresas são criadas para atender demandas das pessoas e da sociedade. “Toda empresa existe para resolver um problema, o problema do cliente. Como alguém que abre uma lanchonete para resolver a alimentação de quem não pode comer em casa”.

Nesse sentido, o momento pode ser bastante propício “Hoje nós temos uma pluralidade de problemas muito grandes. Há muitas oportunidades”, sublinha Ênio Pinto.

A visão do gerente do Sebrae de associar a atividade econômica das empresas à busca de solução de problemas enfrentados pela sociedade é ilustrada na história de algumas iniciativas e na fala de alguns empreendedores em início de carreira entrevistados pela Agência Brasil.

No caso da Mi Petit, pequena empresa que produz comida para crianças, conforme cardápio recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pelo Ministério da Saúde, a preocupação é oferecer qualidade nutricional, conforme demanda dos pais.

“É uma demanda das famílias. A obesidade infantil tornou-se pandemia”, descreve Valéria Freitas, que antes de se juntar à nutricionista sócia da empresa para cuidar de alimentação infantil trabalhou no Brasil e no exterior como engenheira da área de telecomunicações.

Brasília -  Personagem -  Empresária Valéria Freitas, fundadora da Mi Petit
Empresária Valéria Freitas, fundadora da Mi Petit - Valter Campanato/Agência Brasil

A empresa, em funcionamento há dois anos, tem duas lojas em áreas nobres do Distrito Federal e contrata nove empregados que preparam e vendem cardápio de 41 pratos para almoço ou jantar, cinco sobremesas e dez tipos de lanches.

A administradora de recursos humanos Roberta Lopes é outra empreendedora que tem as crianças como clientela final. Em vez de comida, no entanto, seu negócio, chamado Mundo de Lívia, cuida do divertimento e desenvolvimento infantil. Ela criou uma pequena empresa para aluguel de brinquedos para crianças na fase inicial de desenvolvimento congnitivo.

Roberta Lopes conta que com o aluguel de brinquedos as mães incorporam espírito de compartilhamento e acabam economizando 70% dos gastos que teriam se a cada etapa de desenvolvimento substituissem o estoque de brinquedos. “As mães compram brinquedos em 10 meses e as crianças usam só por dois meses”, compara.

A pequena empresa, que dispõe de 170 brinquedos para aluguel, ainda funciona na residência de Roberta e já deu emprego a uma pessoa.

A design Jussara Pelicano Botelho e outras duas sócias também já contrataram uma funcionária em um negócio que começa a engatinhar: há mais de um ano, elas criaram um aplicativo para atender mulheres de todas as idades que querem viajar sozinhas, em segurança, e com poucos recursos.

Brasília -  Personagem - Empresaria Jussara Pellicano, cria a  startup SisterWave,
Empresaria Jussara Pellicano, criadora da startup SisterWave, - Valter Campanato/Agência Brasil

A plataforma liga viajantes e anfitriãs em 75 cidades brasileiras e já reúne uma comunidade com mais de 3 mil mulheres. “Elaboramos um produto que está resolvendo problemas reais”, descreve.

Escassez de crédito

Diego Reis, especialista em tecnologia e segurança da informação, fundou o grupo Afroempreendedor e assumiu como missão o desenvolvimento de produtos e atividades que geram empoderamento e inclusão social. “A gente quer equilibrar o jogo para que os pretos e negros tenham mais espaço na sociedade e, no nosso caso, no empreendedorismo”, resume. “O empreendedorismo é libertador”, defende.

Brasília -  Personagem - empreendedor Diego Reis, da startup Afro Empreendedor.
Empreendedor Diego Reis, da startup Afro Empreendedor. - Valter Campanato/Agência Brasil

Reis, que toca sete projetos, reclama no entanto da falta de crédito: "não consegui pegar capital de giro de R$ 30 mil em um ano”.

A mesma dificuldade é relatada por Diogo Lisita. “Agora precisamos da grana, mas não temos como dar todas as garantias que os bancos exigem. Quando mais precisa, a economia parece estar menos disposta”, observa.

“Querem oferecer o dinheiro depois que o seu negócio está validado, depois que você passou pela parte mais difícil. O mercado brasileiro tem apetite por inovação, melhoria, eficiência e por lucratividade. Só que não tem um apetite tão grande quanto vemos num ecossistema de startup no Vale do Silício, Europa, Índia e Israel”, compara.

Guilherme Afif Domingos faz coro com os dois empreendedores. “É flagrante a escassez de crédito, principalmente para o segmento de pequena empresa. O microcrédito famoso não chega”, pondera.

O assessor especial do Ministério da Economia é bastante crítico quanto às dificuldades de se obter empréstimos. “O sistema bancário é muito concentrado nas mãos de poucos que arrecadam de todos e emprestam só para alguns – aqueles que têm garantia reais para poder dar. O custo hoje do crédito é de agiotagem”.

Afif Domingos acredita que a macroeconomia vai melhorar após a aprovação da reforma da Previdência e que o ambiente econômico será mais favorável para os empreendedores com a futura reforma tributária, já em discussão no Congresso Nacional, e com o desdobramento de medidas em curso para reduzir a burocracia.

“O Brasil tem que ter um choque de desregulamentação para deixar essa turma livre. Com criatividade, eles vão buscar o caminho para o futuro. Agora é a hora de desburocratizar, simplificar”, promete.

Edição: Denise Griesinger
 
Por Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil
 
 
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Na estreia no Mundial Paralímpico de Halterofilismo, em Nur-Sultan, no Cazaquistão, o Brasil conquistou nesta sexta-feira (12) duas medalhas de ouro e uma de prata. O amazonense Lucas Manoel, na categoria até 49kg, e o paulista Marcos Terentino, até 54 kg, ficaram com o lugar mais alto do pódio, na classe júnior, enquanto Vinicius Freitas, até 80kg, ficou em segundo lugar.

Lucas Manoel é campeão mundial júnior pela segunda vez seguida. Ele já havia conquistado o ouro no Mundial realizado na Cidade do México, há dois anos. Nesta sexta-feira, ele enfrentou o jordaniano de 17 anos, Mohammad Alshnaiti, e venceu ao levantar 126 kg.

Lucas Manoel é campeão mundial júnior pela segunda vez seguida
Lucas Manoel é campeão mundial júnior pela segunda vez seguida - Ivo Felipe - Comitê Paralímpico Brasileiro

"A competição foi do jeito que eu gosto, com os atletas muito próximos em termos de marca. Esperava conquistar o bicampeonato e felizmente pude alcançá-lo. Espero continuar evoluindo daqui em diante", disse Lucas, que sofre de uma má-formação no membro devido a uma infecção no fêmur da perna direita ocorrida no nascimento.

Marcos Terentino também sofreu pressão de um de seus rivais na briga pelo ouro. Após registrar levantamentos de 93 kg e 95 kg nas duas primeiras tentativas, o brasileiro foi ultrapassado pelo cazaque Zakhar Buimov, que posicionou-se à frente com os mesmos 95 kg. Marcos, de 20 anos, não intimidou-se e conseguiu os 96 kg necessários para assegurar o segundo ouro brasileiro do dia.

Além de Lucas e Marcos, outros dois brasileiros também estiveram em ação hoje. O mineiro Vinicius Freitas ficou com a medalha de prata na categoria até 80kg. Sua conterrânea Lara Aparecida disputou a categoria até 41kg feminina, mas queimou suas três tentativas com 73 kg na barra.

Neste sábado (13), começam as disputas das classes adultas. Lara Aparecida representará o Brasil entre as mulheres, na categoria até 41kg, às 2h30 da madrugada (horário de Brasília), enquanto o potiguar João Maria de França Júnior estará em ação entre os homens com até 49 kg, a partir das 5h30.

*Com informações do Comitê Paralímpico Brasileiro

Edição: Aécio Amado
Por Agência Brasil*
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