Gisnei

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O conhecido desenvolvedor de híbridos de arroz Yuan Longping atingiu um novo recorde de produtividade no cultivo. Em um projeto experimental em terras localizadas na província de Hebei, no Nordeste da China, os híbridos da Yuan atingiram um rendimento de 17,2 toneladas por hectare, divulgaram autoridades chinesas nesta semana.

O campo experimental de sete hectares está localizado no Distrito de Yuan Longping, na cidade de Handan. Ali teriam sido escolhido três lotes aleatoriamente no campo em um evento organizado pela Departamento Provincial de Tecnologia e Ciência de Hebei. De acordo com os especialistas envolvidos nos testes, o que garantiu a alta produtividade foi o bom manejo de pragas e também a irrigação.

Também foi apresentado um novo tipo de arroz que pode crescer até uma altura de 2,2 metros, anunciou nesta semana o Instituto da Academia Chinesa de Ciências para Agricultura Subtropical (ISA). Com a altura média de mais de 1,8 metro, o rendimento do arroz “gigante” deverá superar 11,5 toneladas por hectare, 15 a 20% a mais do que o arroz comum, afirmou o ISA.

A Yuan Longping começou as pesquisas envolvendo o arroz há cerca 50 anos e tem batido anualmente os recordes mundiais de rendimento. O recorde anterior também era da empresa e havia sido registrado no ano passado nas províncias de Hebei e Yunnan. As áreas são conhecidas pela alta latitude. Na China, aproximadamente 60% da população depende do arroz como alimento principal.

A China produz anualmente mais de 200 milhões de toneladas de arroz, sendo que a produtividade média a nível nacional é sete toneladas por hectare. O recorde do ano de 2015 foi de 208 milhões de toneladas do cereal. Neste ano, este recorde deve ser batido com 215 milhões de toneladas produzidas, segundo o Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Fonte: https://www.agrolink.com.br

Imagem créditos: Agropages

A reativação do Banco de Alimentos no município esteve em pauta durante reunião na ACIL, nesta semana. Promovido pela primeira-dama Silvana Harden, o encontro reuniu representantes de clubes de serviço, do Poder Judiciário e empresários. Durante a reunião, a Primeira-dama apresentou informações obtidas na visita ao Banco de Alimentos de Porto Alegre, realizada há alguns meses.

Com o desejo de reativar a ferramenta social, Silvana convidou as entidades para que o local volte a funcionar no município, servindo como importante auxílio à famílias carentes e entidades assistenciais. Passada a apresentação inicial da ideia, novas reuniões deverão definir mecanismos para viabilizar a retomada do Banco na cidade.

FOTOS: FABIANA FERREIRA/ASCOM

O Grêmio enfrentou o Palmeiras na tarde deste domingo, na Arena, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Por conta do jogo com o Barcelona de Guayaquil, pela semifinal da Libertadores, que ocorre na próxima quarta-feira, no Equador, o Tricolor entrou em campo com um time misto.

O Grêmio iniciou bem, impondo seu ritmo na partida, mas parou na marcação paulista, que também mostrou bom desempenho, resultando em um primeiro tempo equilibrado, sem muita inspiração e com poucas chances claras de gol.

Para o início da segunda etapa, Renato providenciou mudanças: tirou Bruno Rodrigo e colocou Jailson, deslocando Marcelo Oliveira para a zaga e Kaio para a lateral-esquerda, mas a equipe não voltou bem. Logo aos 3 minutos, o Palmeiras conseguiu chegar ao gol com Dudu e aos 9', Moisés marcou o segundo, depois de pegar o rebote da defesa do goleiro gremista. O Tricolor não conseguiu controlar o jogo e acabou sofrendo o terceiro. Dudu marcou novamente, aos 17'.

O técnico gremista providenciou sua segunda alteração, colocando Beto da Silva no lugar de Arroyo. Aos 33', o Grêmio conseguiu descontar com Michel. Luan cobrou uma falta da esquerda, a zaga do Palmeiras não conseguiu o corte e o camisa 5 conseguiu chutar para o fundo das redes, descontando no marcador.

Com o resultado, o Grêmio não soma ponto, permanecendo com 50 na competição, quarto lugar na tabela.

Escalação: Paulo Victor, Léo Moura, Rafael Thyere, Bruno Rodrigo, Marcelo Oliveira, Michel, Kaio, Everton, Luan, Arroyo e Jael.

Banco: Bruno Grassi, Conrado, Leonardo, Cristian, Jailson, Machado, Jean Pyerre, Patrick, Beto da Silva e Dionathã.

A arbitragem foi comandada por Ricardo Marques Ribeiro, auxiliado por Guilherme Dias Camilo e Sidmar dos Santos Meurer.


O jogo:

Primeiro Tempo

A saída de jogo foi palmeirense, mas quem criou primeiramente foi o Tricolor, logo aos 3 minutos, com uma jogada pelo meio. Jael deu passe para Michael Arroyo, que veio por trás da defesa, em posição regular, mas a arbitragem assinalou impedimento. Logo em seguida, em novo lance, Luan cobrou a falta do meio-campo, mas a bola saiu pela linha de fundo. Novamente no ataque, agora Arroyo foi lançado pela esquerda, mas acabou desarmado por Mayke, ao finalizar.

O Palmeiras ameaçou aos 8'. Egídio recebeu a bola na ponta esquerda, fez um cruzamento fechado, mas Paulo Victor fez a defesa. Os visitantes tiveram na sequência uma falta na intermediária, a seu favor. Dudu mandou na área, mas defesa tricolor cortou para lateral.

Aos 15', os paulistas chegaram bem, pela direita. A bola foi trabalhada, até que chegou a Keno, que arrematou. Houve o desvio e saiu pela linha de fundo. Escanteio. Na cobrança, a bola foi colocada na marca penal e Paulo Victor saiu para ficar com ela.

O Grêmio chegou com Arroyo, pela esquerda. Ele carregou até a linha de fundo e cruzou, mas a bola explodiu em Mayke e saiu para escanteio. O equatoriano colocou no primeiro poste, no entanto, a defesa fez o corte. Minutos depois, Léo Moura desceu pela direita e cruzou, mas a bola parou na zaga.

Aos 24 minutos, o Palmeiras chegou com Borja, sendo lançado na área. O atacante se livrou da marcação e tocou na saída de Paulo Victor, mas Léo Moura cortou, cedendo escanteio. Dudu cobrou e defesa tricolor mandou pra longe.

Os visitantes seguiram pressionando e, três minutos depois, Dudu cobrou novo escanteio, colocando a bola na marca pena. Paulo Victor saiu de soco e o Tricolor conseguiu se lançar em contra-ataque. Everton acionou Arroyo na esquerda, cortou a marcação e serviu Luan, mas a defesa estava bem postada e conseguiu o desarme.

Os gremistas chegaram vem aos 31'. Léo Moura carregou pela direita, foi a linha de fundo e rolou pra trás, para Luan. O atacante finalizou, mas mandou por sobre a meta de Fernando Pras.

Aos 36 minutos, Everton fez uma grande jogada individual pela direita da grande área. Passou por Egídio, mas foi barrado por Juninho, que conseguiu o tiro de meta.

O time paulista teve outro escanteio a seu favor. Dudu colocou no meio da área e a defensiva gremistas cortou por duas vezes.

Em resposta, Jael recebeu no meio, dominou e tirou de Mayke, que tocou ela com a mão. O centroavante deu sequência no lance, acionando Everton na direita, que recebeu e chutou, mas pegou mal na bola, que se perdeu pela linha de fundo.

No lance seguinte, o Palmeiras desceu com Borja, rapidamente. O atacante foi a linha de fundo e tentou cruzamento, mas mandou pra fora. Aos 43', de longe, Bruno Henrique finalizou a gol, mas mandou para fora, sem perigo.

O Palmeiras teve mais uma boa jogada, em velocidade. Keno foi rápido, fez o drible e chutou. Paulo Victor defendeu em dois tempos. Em seguida, Borja tentou mandar colocado; pegou forte e ela se perdeu pela linha de fundo.

Jogo finalizou aos 46 minutos.


Segundo tempo

O Grêmio voltou a campo com a seguinte alteração: Saiu Bruno Rodrigo, entrou Jailson. Com a mudança, Renato deslocou Marcelo Oliveira para a zaga e Kaio para a lateral-esquerda.

A primeira chance surgiu logo no primeiro minuto, com Everton, que cruzou da ponta direita para Jael, mas Edu Dracena afastou de cabeça, pela linha de fundo.

Em resposta, o Palmeiras conseguiu chegar ao gol no lance seguinte, com Dudu, aos 3 minutos. O atacante arrematou de longe, a bola desviou em Marcelo Oliveira, enganando Paulo Victor, que não conseguiu alcançar.

Os paulistas conseguiram chegar ao segundo gol aos 9 minutos, com Moisés. Paulo Victor defendeu o chute de Borja, mas no rebote, Moisés chutou forte. A bola bateu no travessão e entrou.

Depois de trabalhar bem a bola na intermediária, pelo meio, Léo Moura foi acionado na direita e resolveu arriscar. Mandou forte, mas a bola se perdeu pela linha de fundo, aos 16'.

Um minuto depois, o Palmeiras chegou ao seu terceiro gol. Após boa triangulação, Mayke da linha de fundo fez um cruzamento forte. Dudu surgiu livre na pequena área e finalizou.

Substituição: Saiu, entrou Beto da Silva, aos 20 minutos.

O Grêmio chegou aos 26'. Após cruzamento de Léo Moura, a bola passa sou por Jael e Beto da Silva tentou alcançar, mas ela correu demais e saiu pela lateral. Já aos 33 minutos, Luan cobrou uma falta da esquerda, a zaga do Palmeiras não conseguiu o corte, a bola ficou viva e Michel chutou para o fundo das redes, descontando para o Tricolor.

O Tricolor ainda tentou com Dionathã, pela direita. O atacante recuou para jael, que não conseguiu dominar e a zaga do Palmeiras afastou.

Jogo finalizou aos 48'.

Público: 18.388 torcedores.

Fotos: Lucas Uebel | Grêmio FBPA

Driblar o adversário, encontrar espaço para um passe ou um chute e ainda fazer o gol. São muitos os desafios para quem joga futebol profissionalmente ou apenas se diverte no campinho do bairro. As jogadas e combinações no futebol que são ensinadas aos atletas desde a infância também são desafiadoras para um time de robôs que têm aprendido a andar, chutar e levantar, e cada novo movimento é construído a partir desses passos.

Um projeto desenvolvido pela Universidade de Campinas (Unicamp), em conjunto com Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), usa diversos tipos de processos de aprendizagem e constrói robôs que são estimulados em ambientes com simuladores de alta fidelidade, introduzindo algoritmos de aprendizagem e transferindo-os para os robôs reais. O trabalho destaca-se por reunir sistemas cognitivos que fazem os robôs aprenderem a enxergar as coisas, a se comportar e a tomar as decisões corretas, retransmitindo esses comportamentos e aperfeiçoando-os.

“Uma das formas de aprender é por imitação e também por interação com o ambiente. O robô interage com o mundo e aprende como se comportar da melhor forma, de acordo com o que a gente quer, como correr, andar, pegar alguma coisa. A gente escreve algoritmos de aprendizado por reforço para que eles aprendam como realizar determinadas tarefas”, explica a pesquisadora e professora da Unicamp Esther Luna Colombini.

Ela é também integrante do Institute of Electrical and Electronic Engineers (IEEE), sediado nos Estados Unidos e com escritório no Brasil. O IEEE, que se dedica ao avanço da tecnologia para a humanidade, acaba de lançar a série Como os Robôs Aprendem, com participação de cientistas do mundo todo e membros do organização, com expertise em robótica.

A tarefa do futebol de robôs vem sendo trabalhada em diversos projetos há mais 20 anos, mas os desafios dos cientistas continuam. “O que fazemos é desenvolver novas técnicas e novas arquiteturas de robôs para tentar fazer isso da melhor forma possível. Por exemplo, a caminhada de robôs é um problema seríssimo.Não tem [solução] para caminhada bípede, e para fazer as tarefas típicas do futebol de robôs, e principalmente de robôs humanoides e altos, que é o caso do nosso, ainda não é um problema resolvido na literatura [científica]. Então, o nosso desafio é construir um robô em que a estrutura dele seja relativamente diferente. Isso impõe algumas complexidades maiores no sistema”, diz Esther.

O desenvolvimento dos robôs vai além da prática do futebol. Segundo a pesquisadora, as técnicas são experimentadas e estudadas dentro desse contexto porque é complexo, mas podem ser transferidas para diversas outras áreas da ciência. “O projeto de locomoção de robôs pode ser transferido para um exoesqueleto que ajude uma pessoa que tenha deficiência, por exemplo.” Esther enumera outros casos.

“O sistema que usamos para o robô se localizar dentro do campo pode ser usado por um robô que está fazendo a limpeza de uma casa saber onde está, quais áreas já limpou, para onde tem que ir. O mesmo sistema de localização pode ser usado por um robô aéreo que vai identificar desmatamento em uma área. Muitas vezes o uso não é direto, mas as técnicas são usadas para cenários parecidos”, detalha.

Atualmente, muitos robôs são usados para finalizar procedimentos cirúrgicos ou agilizar processos em fábricas. Por essa razão, não necessariamente precisam ser “humanos”, pois interagem com menos frequência. Mas é fundamental que os robôs que passarão a ter maior interação com seres humanos ou que serão usados para entretenimento estejam mais próximos aos humanos em comportamento, movimento e até na fala.

“Cada vez mais os robôs estão sendo usados em aplicações onde tem humanos, isso significa que eles têm que aprender a não colidir com humanos, a entregar objetos, tem toda essa parte de coordenação dos movimentos, mas também têm a parte de entender as emoções humanas, como reconhecer a voz, o humor, então temos muitos estudos da parte da psicologia e da cognição para tentar refletir isso nos robôs”, acrescenta Esther.

O futuro da robótica

Para a professora, atualmente, os robôs já estão bem inseridos em tarefas específicas. “Já temos robôs de serviço presentes da educação, a robótica é uma ferramenta educacional utilizada em diversos níveis. Nos Estados Unidos, já temos uma quantidade maciça de casas que têm os robôs aspiradores de pó, de piscina, para tarefas muito específicas. No Japão já existem robôs para fazer companhia aos idosos em casa. A perspectiva é que esses robôs estejam nas casas maciçamente e em diversas tipos de aplicação.”

Mesmo com todo o avanço, a pesquisadora acredita que os robôs das histórias de ficção científica ainda demoram. “Ainda está longe de ser a Rose, das casas dos Jetsons*, um ser completo que entende completamente tudo o que você quer. Teremos robôs muito bons para tarefas específicas, mas nada ainda que seja visto nos filmes de Hollywood.”

De acordo com a pesquisadora, o desenvolvimento da robótica se deve a uma mudança de direção. “Essa área está focando muito em algo que é típico do humano, que é a capacidade de aprender, isso é o que está mudando a área. Em vez de fazermos programas que resolvam os problemas da forma como mandamos, queremos necessariamente que o sistema aprenda com o ambiente a resolver da melhor forma”.

Robôs enfrentarão campeões do mundo

Esther explica que o futebol foi escolhido pela complexidade de implantar o aprendizado do esporte nos robôs. “O futebol de robôs é uma tarefa extremamente complicada: o robô tem que saber quem ele é, onde ele está, como se locomove, quem é adversário, quem não é. Então, um dos maiores desafios da inteligência artificial no momento é ter um time de robôs humanoides jogando sozinho o futebol de robôs.” E o desafio já tem data marcada. Em 2050, um time de robôs humanoides totalmente autônomos vai enfrentar e derrotar a equipe humana campeã da Copa do Mundo de 2050.

“O desafio foi proposto há 20 anos, quando o Deep Blue ganhou do Garry Kasparov no xadrez. Esse era o grande desafio da inteligência artificial. Então a RoboCup, uma federação internacional formada por um grupo de professores de inteligência artificial, propôs esse novo desafio, o time de robôs vencer os campeões da Fifa em 2050.”

A eventual conquista do jogo não deve gerar impacto imediato, mas esse não é o objetivo da RoboCup. “Construir um robô que joga futebol não gerará, por si só, impacto social e econômico significativo, mas a realização certamente será considerada uma grande conquista para o campo”, informa o site oficial da organização.

*Série animada com o tema a Era Espacial, que introduziu no imaginário popular o que seria o futuro da humanidade: carros voadores, cidades suspensas, trabalho automatizado e robôs como criados (Rose)

Edição: Nádia Franco
 
Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil
 
Foto:Robôs disputam partida de futebol/Valdecir Becker/RoboCup/UFPB

Em meio a índices para medir o crescimento econômico, taxas de emprego, desemprego e inflação, o Brasil terá também um sistema para mensurar o patrimônio natural. Será o Produto Interno Verde (PIV) que levará em conta recursos naturais como florestas, águas e fontes de energia.

Na última quarta-feira (18), o presidente Michel Temer sancionou um projeto de lei aprovado no Congresso Nacional e tornou lei o cálculo do PIV.

Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olindo, o PIV fará parte de um extenso sistema macroeconômico de contas do país. Para obtê-lo, será necessária uma descrição detalhada dos recursos naturais como florestas, água e fontes de energia de forma a tornar possível mensurar o impacto das atividades produtivas e do crescimento econômico do país sobre esse patrimônio ecológico. Com base em tais informações, serão traçadas estratégias de desenvolvimento sustentável.

Olinto informou que o levantamento das riquezas naturais será feito em parceria entre o IBGE e órgãos de cada setor como a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Serviço Florestal Brasileiro e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), entre outros.

“O PIV vai refletir a economia, o que é gerado no ano, porém, considerando o quanto se consumiu não só de máquinas e de equipamentos, mas o quanto se consumiu de recursos naturais, o que é uma informação-chave para o planejamento”, explicou.

Ele disse que hoje não se conhecem bem os impactos ambientais no país. "Esse sistema é para prover o país de uma descrição bastante extensa dos recursos naturais, de que maneira eles são afetados pelo desenvolvimento econômico, ou seja, permitindo uma visão melhor do desenvolvimento sustentável.”

Como exemplo prático, o presidente do IBGE citou a água. Para Olinto, é fundamental saber o estoque de água disponível no país, como ela é consumida pela atividade econômica e pelas famílias e de que forma o impacto do crescimento se dará sobre o esgotamento ou a ampliação desse ativo natural. Segundo Olinto, a conta da água é o item para entrar na composição do PIV que está em estágio mais avançado.

A Lei 13.493, que criou o PIV, determina que o cálculo do índice seja formatado em ampla discussão com a sociedade e órgãos públicos. Prevê também que seja calculado pelo IBGE e divulgado anualmente, se possível. Por envolver aspectos tão abrangentes e complexos, não é possível definir uma data para o início da divulgação do PIV, ressaltou Olinto.

O ministro Sarney Filho destacou a importância do índice para fortalecer as ações de desenvolvimento sustentável no país. “O Brasil só tem a ganhar com essa lei, porque nos dá um norte visível de que estamos caminhando para essa economia de valorização do bem ambiental”. E completou “Estamos lutando para que essa política que valoriza o bem ambiental seja uma política adotada globalmente”.

A lei que criou o PIV detalha que é importante formatar um modelo de cálculo que torne possível a comparação com iniciativas semelhantes desenvolvidas por outros países.

O projeto de lei do PIV foi apresentado em 2011 pelo deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) que, na justificativa, fundamenta que para calcular as riquezas do país como, ocorre no Produto Interno Bruto (PIB), não pode ser deixada de fora a biodiversidade, visando sua valorização e preservação. Inicialmente, o projeto usava a nomenclatura PIB Verde para o novo dado a ser produzido.

Edição: Nádia Franco
 
Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil
 
Foto: Necessidade de preservar biodiversidade está na lei que criou o PIV Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou nesta quarta-feira (18) resolução que altera a forma de pagamento das multas de trânsito e demais débitos relativos aos veículos. A partir de agora, os pagamentos poderão ser feitos em parcelas, por meio de cartão de crédito. Cartões de débito também poderão ser utilizados para pagamentos integrais.

O conselho aponta que a medida objetiva aperfeiçoar o processo de cobrança e quitação de débitos. O parcelamento poderá englobar uma ou mais multas de trânsito. O órgão de trânsito receberá o valor integral no momento da operação e, então, procederá com a regularização do veículo.

Caso a divisão do valor em parcelas gere cobrança de juros, o acréscimo deverá ficar a cargo do titular do cartão, que deve ter acesso a informações sobre custos operacionais antes da efetivação da operação de crédito. Já as operadoras arcarão com possíveis atrasos.

A resolução já está em vigor. Agora, para que essa alternativa venha a ser disponibilizada, é preciso que as entidades integrantes do Sistema Nacional de Trânsito, como Detrans, Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) firmem acordos com empresas para habilitá-las a oferecer esse serviço. A resolução aponta que elas devem ser autorizadas por instituição credenciadora supervisionada pelo Banco Central do Brasil a processar pagamentos, sem restrição de bandeiras.

De acordo com a norma, não poderão ser parcelados os seguintes tipos de débito: as multas inscritas em dívida ativa; os parcelamentos inscritos em cobrança administrativa; os veículos licenciados em outras unidades da federação; e multas aplicadas por outros órgãos autuadores que não autorizam o parcelamento ou arrecadação por meio de cartões de crédito ou débito.

Edição: Amanda Cieglinski
 
Helena Martins - Repórter da Agência Brasil
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