Gisnei

Gisnei

Mais de 20 mil empresas enquadradas na categoria geral com faturamento anual até R$ 3,6 milhões terão o prazo da obrigatoriedade para adoção da nova sistemática relacionada à apuração da complementação ou da restituição do débito de responsabilidade por substituição tributária do ICMS prorrogado para 1º de junho deste ano. Conforme a Secretaria da Fazenda, a medida não abrange os contribuintes com faturamento superior ao montante, que devem respeitar a nova regra desde 1º de março de 2019.

A alteração visa atender ao pedido de entidades empresariais e reduzir o número de pontos de discussão com os contribuintes substituídos, garantindo maior prazo para adequação dos respectivos sistemas e processos de trabalho. No caso dos contribuintes inscritos no Simples Nacional, ainda não há uma data definida para implementação das mudanças.

Entenda o caso

A possibilidade de restituição do ICMS-ST pago a maior e de complementação do ICMS-ST pago a menor é decorrência de recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), com efeito de repercussão geral (Recurso Extraordinário nº 593.849), no final de 2016.

Na época, os ministros decidiram que o contribuinte deve receber o ressarcimento, bastando a comprovação de que a Base de Cálculo presumida do imposto foi superior ao preço final efetivamente praticado – na substituição tributária, um contribuinte do segmento produtivo recolhe o imposto pelos demais a partir de um valor de mercadoria presumido.

A decisão, por analogia, também possibilitou que os estados tenham o direito de receber a diferença do ICMS pago a menor, ou seja, quando Base de Cálculo presumida do imposto foi inferior ao preço final efetivamente praticado. O montante já vem sendo cobrado ou está prestes a ser cobrado em diversas unidades da federação, como Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

A possibilidade também foi reconhecida em decisão do Tribunal de Justiça do RS em fevereiro deste ano (Acórdão da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça na Apelação Remessa Necessária 70000093492), que, baseado no princípio da isonomia, entendeu que o contribuinte não deve ser o único favorecido.

Texto: Ascom Sefaz
Edição: Marcelo Flach/Secom

Um dos mais tradicionais eventos do meio empresarial, voltado à discussão de ideias, tendências e ações ligadas ao desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul, o Tá na Mesa, promovido pela Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), abriu a agenda de 2019 com o governador Eduardo Leite nesta quarta-feira (20). 

Com o tema “Agenda do diálogo para vencer a crise”, Leite apresentou o diagnóstico da situação do Executivo, fez um balanço dos primeiros meses de governo e anunciou medidas que deverão ser adotadas para incentivar o desenvolvimento do RS.

"Não quero resolver meus quatro anos de governo, quero resolver os problemas do Estado, mudar a estrutura. Por isso, precisamos olhar para as reformas estruturantes que, sim, vão mexer em pontos sensíveis e, por isso, a agenda do diálogo é tão importante. Somente ouvindo, dialogando e sendo permeáveis que vamos conseguir vencer as divergências e encontrar as soluções para a crise”, afirmou o governador à plateia que lotou o Salão Nobre do Palácio do Comércio, no Centro Histórico de Porto Alegre.

Foco de sua gestão nos primeiros meses de mandato, a agenda de diálogo, reforçou Leite, passou pelos deputados estaduais, os “grandes responsáveis por mudar a estrutura do Estado”, mas também por sindicatos, federações, líderes de todos os segmentos e com as mais variadas posições. “Nossa agenda não se centra em aspirações eleitorais, mas no legado que queremos deixar”, disse o governador na reunião-almoço.

 

Tá na Mesa IA 4
"Somente ouvindo, dialogando vamos vencer divergências e encontrar soluções", disse Leite na Federasul - Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini

 

Nesse sentido, o governador apresentou algumas das medidas já tomadas, como a prorrogação das alíquotas do ICMS até 2020 e o lançamento do RS Seguro, um programa elaborado de forma transversal e estruturante que contempla as necessidades de diversas áreas do governo que impactam na segurança pública, como educação e saúde, e que tem a finalidade de oferecer à população um Estado mais seguro e civilizado para se viver e investir.

Lançamento do RS Parcerias

Além de comentar a expectativa sobre a votação do projeto que retira a exigência de plebiscito para a venda das estatais, já encaminhado à Assembleia e a sua posição de apoio à reforma da Previdência, que tramita em âmbito federal, o governador aproveitou a presença de lideranças empresariais e políticas para fazer o anúncio de duas medidas importantes.

A primeira é a divulgação, na próxima segunda-feira (25), do RS Parcerias, que prevê concessões e parcerias público-privadas (PPP) com a iniciativa privada. Serão apresentadas as primeiras propostas, que contemplam a concessão das rodovias RSC-287 e ERS-324, da rodoviária de Porto Alegre e do zoológico de Sapucaia do Sul. O programa foi baseado em estudo de viabilidade técnica iniciado pelo governo passado.

Além disso, Leite anunciou a prorrogação da obrigatoriedade para adoção da nova sistemática relacionada à apuração da complementação ou da restituição do débito de responsabilidade por substituição tributária do ICMS. O prazo passa ser 1º de junho deste ano. A medida contempla mais de 20 mil empresas enquadradas na categoria geral com faturamento anual abaixo de R$ 3,6 milhões. (Leia mais informações no texto abaixo.)

Os anúncios fazem parte do tripé considerado essencial pelo governador para promover o desenvolvimento econômico do Estado: reduzir os custos logísticos, a tributação e a burocracia.

Leite ainda apontou mais dois pontos fundamentais: a educação e a inovação. “Através da profissionalização da gestão da educação, que conseguiremos com a seleção para eleger os coordenadores regionais de Educação, e do desenvolvimento de políticas e parcerias para inovação, com a criação de uma Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia, acredito que conseguiremos deixar um legado para o futuro do RS”, afirmou o governador.

 Texto: Vanessa Kannenberg

Edição: Marcelo Flach/Secom

O Grêmio segue invicto na Europa. Na tarde desta quarta-feira, o Grupo de Transição gremista mpatou em 1 a 1 o amistoso diante dos espanhóis do Sevilla, na Ciudad Deportiva José Ramón Cisneros Palacios, em Sevilha. O gol gremista foi anotado por Jhonata Robert.

O primeiro tempo começou de forma equilibrada, com o time Sub-23 local tentando imprimir o ritmo na partida. Logo o Grêmio passou a reter mais a posse de bola e chegar com perigo. Depois de criar algumas oportunidades, o gol veio aos 32 minutos. Jhonata Robert cobrou o escanteio curto da esquerda para Patrick, que devolveu. Do bico da grande área Jhonata Robert cruzou rasteiro e contou com o corta luz do centroavante Da Silva. Assim a bola passou direto pro fundo das redes. 1 a 0!

No segundo tempo, o técnico do time local trocou quase todos os jogadores. Mais descansado, tentou pressionar e teve mais volume de jogo no início. Em uma forte chegada, o goleiro Vinicius Machado fez grande defesa para evitar o empate. Porém, aos 20 minutos, após infiltração pelo lado direito da área, a bola foi rolada para o avante livre na pequena área arrematar pro gol aberto.

A equipe do Sevilla estava abusando das jogadas desleais desde a etapa incial. Na etapa complementar as chegadas mais fortes continuaram e a arbitragem teve de terminar a partida faltando 10 minutos para encerrar o tempo regulamentar.

Agora a equipe descansa e volta a atuar na sexta-feira contra o Benfica, no CT do clube português, às 8h30, com transmissão ao vivo pela Grêmio TV.

Escalação: Vinicius Machado; Ericson (Felipe), Rodrigues (Ruan), Matias (Rodrigues) e Guilherme Guedes; Victor Bobsin (Frizzo), Lucas Araújo e Patrick (Guilherme Dantas); Jhonata Robert (Isaque), Léo Chú e Da Silva (Joanderson).

Técnico: Thiago Gomes.

*Confira abaixo a lista de amistosos

14/03 - 16h - Louletano/POR 0 x 2 Grêmio

18/03 - 8h - Bétis/ESP 2 x 3 Grêmio

20/03 - 13h30 - Sevilla/ESP 1 x 1 Grêmio

22/03 - 8h30 - Benfica/POR x Grêmio

24/03 - 6h - Vitória de Guimarães/POR x Grêmio

26/03 - 7h - Braga/POR x Grêmio 

* Horários de Brasília

Fotos: Rodrigo Fatturi/Grêmio.

É na colheita que verificamos se todas as operações que o produtor realizou durante o ciclo de desenvolvimento da soja, desde a escolha das sementes e a preparação do solo para o plantio, foram bem planejadas. Se todas as etapas foram tratadas adequadamente, aumentam muito as possibilidades de as colheitadeiras extraírem a máxima produtividade ao entrarem nas lavouras. O mesmo se espera da condição sanitária das plantas e dos grãos. “Quando pensamos em doenças, a ferrugem-asiática é a mais preocupante no final do ciclo da soja. Quando instalada, nessa fase ela já evoluiu, teve tempo de se multiplicar, por isso é muito importante o monitoramento constante da lavoura. É ainda uma fase difícil de se manejar a doença pois, com as entrelinhas fechadas, fica muito mais complicado levar um fungicida até os terços inferiores das plantas”, explica João Paulo Marinho, consultor de Marketing para Soja da BASF.

Os recursos que o produtor brasileiro desembolsa para controlar doenças, e principalmente a ferrugem, doença fúngica que é um dos principais problemas do sojicultor, está na casa dos bilhões de dólares, somando o investimento em fungicidas, equipamentos, mão de obra, e as perdas propriamente ditas causadas à lavoura. E a conta sempre pode ficar mais salgada se não forem tomadas as medidas necessárias em tempo hábil. Segundo Marinho, quem não conseguiu fazer um manejo eficiente das lavouras desde o princípio, certamente já contabiliza maiores perdas, pela queda na produtividade. “É de extrema importância que se realizem as aplicações de fungicidas de forma correta agora no final do ciclo para evitar ainda mais perdas”, diz o consultor. 

Há uma série de motivos que impedem o sojicultor de fazer o manejo com fungicidas no momento certo, como o excesso ou a falta de chuvas e até mesmo algum problema técnico com o maquinário. Daí a importância de ter um planejamento muito bem definido, pois ajuda a evitar ou amenizar esse tipo de situação. Mas nessa reta final, ninguém pode descuidar. “Todos os produtores devem fazer o monitoramento e decidir sobre fazer essas últimas aplicações, mesmo aqueles que capricharam desde o início e vêm protegendo suas lavouras, seguindo as recomendações de um manejo eficiente”, orienta Marinho. “Ou podem colocar em risco todo o trabalho feito até agora, como respeitar o intervalo de aplicações de fungicidas, utilizar a dosagem correta, fazer a rotação de modos de ação, cuidar a tecnologia de aplicação, entre outras medidas. ”

Para essa etapa que antecede a colheita, a BASF recomenda duas soluções que contribuem para reduzir e controlar o forte impacto da ferrugem. Uma delas é o fungicida Versatilis®, que impede o avanço da doença e contribui para que a lavoura tenha um melhor rendimento. Em avaliações técnicas realizadas a campo pela BASF, lavouras tratadas com o produto tiveram incremento médio de 2,5 sacas por hectare, na comparação com o tratamento padrão das fazendas. Por conta de seu ingrediente ativo fenpropimorfe, uma morfolina, o fungicida auxilia no manejo contra a resistência da ferrugem.  

Uma outra recomendação da BASF para o combate à ferrugem no período final da safra é o fungicida multissítio Status®, que atua no bloqueio de diferentes pontos e fases do desenvolvimento do fungo. Essa característica também auxilia bastante no manejo de resistência da doença. Os ganhos no manejo com Status® vêm ainda por conta da baixa dosagem e pela ótima cobertura foliar, mais duradoura, resultado de sua fórmula diferenciada. 

A ação conjunta de Versatilis® e Status® traz grandes benefícios para o agricultor, nestas que são as últimas aplicações do manejo eficiente contra a ferrugem na soja. Essa integração de produtos, associada à correta orientação técnica sobre o melhor manejo das lavouras, garante resultados superiores nessa fase, visto que se obtém uma associação perfeita de um produto sistêmico que age nas fases de crescimento do fungo e outro que protege as plantas quanto a penetração do fungo.

Por: AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA

Seguindo as comemorações do Mês da Mulher, o Sesc Santana do Livramento, em parceria com o Movimento Assessoria Esportiva, Prefeitura Municipal, intendência municipal e apoio do Sindilojas realiza uma corrida em homenagem a elas. A atividade acontece no dia 24, às 9h, com largada no Parque Internacional – a corrida será binacional, pois larga no Brasil e adentra o lado do Uruguai. O percurso terá 5km e homens também são convidados a participar. A competição irá premiar com troféus os cinco primeiros lugares de cada naipe. As vagas são limitadas para 250 participantes e os primeiros 150 recebem uma camiseta. As inscrições devem ser feitas pelo site www.sesc-rs.com.br/esporte/corridas com taxas que variam de R$ 30 a R$ 35. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (55) 3242-3210, no site www.sesc-rs.com.br/santana_do_livramento e na página www.facebook.com/sescsantanadolivramento.

Esporte Sesc – Para promover o bem-estar físico da comunidade gaúcha, “Esporte Sesc – Praticar Faz Bem”, pilar do Sistema Fecomércio-RS/Sesc, realiza torneios e competições, tais como o Circuito Verão Sesc de Esportes, Jogos Comerciários, Triathlon Sesc - Circuito Nacional e o Circuito Sesc de Corridas, além das ações voltadas à qualidade de vida promovidas pelas Academias Sesc, que mantém desde 2011 certificação NBR ISO 9001:2008.
 
Corrida do Dia da Mulher – Santana do Livramento
 
Data: 24 de março (Domingo)
Horário: 9h
Local: largada no Parque Internacional
 
Inscrições pelo site www.sesc-rs.com.br/esporte/corridas com taxas de R$ 30 a R$ 35

A Sicredi Pampa Gaúcho tem o seu período de Assembleias de 11 a 29 de março, em 10 municípios de sua área de atuação. A Assembleia Geral Ordinária acontece em 13 de abril, na Superintendência Regional, em Alegrete. 

No município de Santana do Livramento, a Assembleia será realizada no dia 29 de março, no Galeto Itália, as 20h. Ao comparecer na Assembleia, o associado exerce os princípios cooperativos, recebendo informação e, principalmente, auxiliando a decidir os rumos da cooperativa. 

“A participação do associado nas Assembleias é fundamental para transformar o seu município. Aqui na Sicredi Pampa Gaúcho todo o investimento do associado é revertido no desenvolvimento da economia local. Desta forma a rede de negócios é fortalecida, beneficiando a comunidade. Além disso, o associado também recebe a sua parte proporcional aos resultados do período”, explica José Antônio Menezes, presidente da Cooperativa. 

Valor “S”

Além do desempenho financeiro da agência de Santana do Livramento, outro destaque será a entrega dos recursos financeiros do Valor “S”. As entidades do município de Santana do Livramento, que tiveram seus projetos aprovados, receberão esses valores durante a assembleia. 

O Valor “S” é uma iniciativa da Sicredi Pampa Gaúcho, que veio para mudar a realidade da região. Nesse primeiro ano do Valor “S”, foram inscritos 241 projetos nas áreas de educação e cultura, segurança, saúde e empreendedorismo. “Uma instituição financeira cooperativa forte é capaz de promover mudanças na região onde atua. O grande impacto local é resultado do fluxo de recursos financeiros que giram nas nossas comunidades”, destaca o diretor Executivo da Cooperativa, Henrique Camargo de Assis. “A partir da relação de parceria, associado e cooperativa crescem juntos e, por consequência, a comunidade se desenvolve”, conclui 

Fonte:

Gerente Agência – Iuri Pasquali – 99626.0535 

Informações:

Assessora de Comunicação – Mônica Corrêa – 99928.4664

autoestima é o valor que atribuímos a nós mesmos e nossa capacidade de nos amar, segundo a psicóloga Adriana de Araújo. "Amar a si mesmo" requer atitudes como o autorrespeito, a autoaceitação e o autoconhecimento.

O autoconhecimento significa ter consciência de nossa história e de todos aspectos de nossa personalidade. A autoconfiança, de acordo com a especialista, é acreditar em nossos pensamentos e decisões, tendo em vista que temos coerência em nossas ideias. Já a autoaceitação é acolher nossos erros e acertos. "Isso não significa se acomodar, mas ser capaz de reconhecer e celebrar quem somos, mudando alguns comportamentos caso necessário", diz Adriana.

Todos esses sentimentos agem em harmonia na construção de nossa autoimagem e fazem parte do conceito de autoestima.

A importância da autoestima

Todos nós já estivemos em contato com as narrativas de super-heróis. Alguns deles já nascem dotados de poderes, e outros precisam de uma vestimenta para exercer suas funções com maestria. Nós, seres humanos comuns, estamos mais próximos deste último grupo. Ao acordarmos, vestimos nossas roupas e partimos para mais um dia na rotina, em que precisamos conciliar as obrigações da vida profissional e nossas necessidades internas.

Porém, isso é comum. A vida não é feita de vitórias contínuas, apesar de sermos orientados a pensar dessa forma. Há dias em que iremos acreditar no que o mundo nos conta, e talvez apenas não nos sintamos bons o suficiente.

E é neste momento que a autoestima pode tornar-se uma grande aliada. Muito mais do que olhar no espelho e gostar do que se vê, este sentimento nos faz acolher quem somos. Nós não precisamos dar conta de tudo, ter o corpo perfeito ou ser emocionalmente exemplares. Nós não precisamos nos amar o tempo inteiro. Existe espaço dentro de nós para as decepções e as dúvidas.

O que precisamos é aceitar nossa humanidade, que engloba falhas e forças. Quando aprendemos a fazer isso, podemos nos sentir confortáveis em nossa própria pele, o que nos fornece segurança para apenas ser quem somos.

Uma autoestima estável está relacionada ao nosso senso de autopreservação. Para Adriana, isso implica na tomada de decisões que visem nosso bem-estar. Sendo assim, condições como a ansiedade e estresse são reduzidas, já que tendemos a olhar com mais atenção para nossas necessidades, equilibrando o que é importante para nós e para os outros.

A forma como enxergamos o mundo também depende do valor que atribuímos a nós mesmos. De acordo com a psicóloga Milena Lhano, a autoestima funciona como um óculos, onde uma boa autoimagem torna as lentes cor de rosa, deixando o mundo colorido e positivo. Já a autoimagem negativa deixa as lentes cinzas, fazendo a realidade perder a cor, o brilho e a diversão. "Vemos o que está ao nosso redor de acordo com o padrão que usamos para ver a nós mesmos", explica.

Autoestima x beleza

A terapêuta holística Karla Assis explica que existe um equívoco conceitual entre autoestima e vaidade. "A primeira envolve a relação 'eu-comigo mesma', e a última é a relação 'eu-e outras pessoas'".

Quando não temos um grande autoconhecimento, é normal sentir que seremos valorizados e amados pelo corpo e aparência que temos. Entretanto, ao fazer isso, podemos estar apenas cedendo aos padrões estabelecidos pela sociedade, o que não significa que estamos de fato nos aceitando.

"Muitas pessoas usam a beleza como medida de autoestima porque pode ser a única qualidade que reconhecem em si. Ou então, esta pode ter sido a característica mais elogiada pelos outros", afirma Milena Lhano. Entretanto, de acordo com a especialista, a aparência é mutável e não deve ser vista como único ponto forte que temos.

Para a psicóloga Lia Clerot, devemos primeiro agradar a nós mesmos, pensando que todas nossas qualidades e limitações andam juntas e são importantes para a formação de nossa singularidade.

Causas da baixa autoestima

Adriana de Araújo explica que uma das principais causas da baixa autoestima pode ser a estagnação de problemas em nossas vidas. Quando não conseguimos encontrar uma solução para as adversidades, passamos a acreditar que não somos capazes de ter boas escolhas ou realizar o que precisa ser feito, o que reduz nossa autoconfiança.

As relações sociais também exercem uma grande influência sobre a autoestima. Ao entrarmos em contato com pessoas que constantemente nos colocam para baixo, desmerecendo quem somos, podemos adquirir uma autoimagem pessimista, concluindo que somos feitos apenas de limitações.

Comparar-se com os outros também é prejudicial. "A falta de oportunidades e desafios que nos dêem a chance de agir por nós mesmos e viver as próprias escolhas também pode reduzir a autoestima", afirma Adriana.

A especialista conta que precisamos exercitar o cuidado com nós mesmos, pois isso potencializa a nossa autoconfiança, o que consequentemente nos faz enxergar quem somos de forma otimista.

Sintomas da baixa autoestima

De acordo com a psicóloga Adriana de Araújo, alguns sinais podem indicar que você está com baixa autoestima:

  • Não confiar em si
  • Não acreditar que sabe realizar as melhores escolhas
  • Não saber lidar com as consequências das próprias decisões
  • Medo do arrependimento
  • Insegurança em interagir com outras pessoas
  • Dúvidas constantes e paralisantes sobre diversos aspectos da vida
  • Incerteza em relação aos valores e ideais
  • Falta de objetivos
  • Falta de motivação
  • A opinião do próximo possui um impacto desproporcional.

Consequências da baixa autoestima

A falta de autoestima nos deixa em um estado de baixa energia, semelhante ao que acontece na depressão. Adriana explica que quando não acreditamos em nosso potencial para tomar as rédeas de nossas vidas, perdemos a esperança de que podemos ser felizes.

Por outro lado, a baixa autoestima também pode causar um acúmulo de energia. "O fato de não conseguirmos tomar decisões causa ansiedade, pois nos perdemos no agora e no que está por vir. Essa insegurança nos faz ver um futuro negativo, onde não existem possibilidades de boas escolhas. Acabamos desenvolvendo um grande medo decorrente da antecipação", esclarece a psicóloga.

Também é importante ressaltar que a falta de amor próprio nos faz colocar o outro em primeiro lugar. Como consequência, podemos nos encontrar em situações que trazem grande sofrimento. A qualidade de nossa vida pessoal e profissional decai, e nossos relacionamentos tendem a seguir um caminho semelhante.

Milena Lhano alerta que uma visão negativa de nós mesmos pode nos tornar indivíduos submissos e pouco questionadores, que apenas aceitam e concordam com as críticas que recebem. O risco de entrarmos em relacionamentos abusivos e sermos manipulados torna-se muito maior.

"Quando você não tem consciência do seu valor, fica sujeito aos valores atribuídos pelos outros", afirma Karla Assis.

Baixa autoestima e distúrbios psicológicos

Adriana de Araújo explica que quem tem depressão costuma ter grandes dificuldades em aliviar o próprio mal-estar. Isso potencializa uma queda nos níveis de autoestima, pois a pessoa se sente incapaz de mudar.

O mesmo acontece com quem tem ansiedade: Segundo a especialista, a sensação de falta de controle nos faz acreditar que não podemos gerenciar a nós mesmos, e isso está intimamente ligado a autoestima. Em ambos os casos, é necessário o acompanhamento de um especialista que realize uma intervenção psicoterápica e em alguns casos medicamentosa.

Como aumentar nossa autoestima

Antes de nos proteger da negatividade externa, é preciso trabalhar o nosso próprio desenvolvimento emocional e o respeito que temos conosco. Para isso, Adriana de Araújo indica ter foco nas qualidades e limitações que temos atualmente, acolhendo quem se é para estipular metas e desafios. Cobrar-se excessivamente só irá causar danos a sua autoestima.

Uma outra recomendação prática é treinar fazer escolhas. Colocar-se em situações onde você precisa agir treina a mente para ficar bem e aceitar quaisquer resultados, mesmo que estes não correspondam às expectativas.

Adriana também conta que pequenos desafios podem ser adotados no dia a dia, a fim de provarmos a nós mesmos que temos a capacidade de trilhar nossos caminhos. E sempre que fizermos isso, é importante reconhecer nossas conquistas.

Exercício prático para aumentar autoestima

Lia Clerot afirma que há um exercício indicado pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido que pode trazer benefícios para a autoestima. Veja como fazê-lo:

1. Faça uma lista com todas crenças negativas que você tem sobre si.

2. Depois, se defenda de cada item listado.

"O objetivo é entender que nossas crenças negativas não são completamente verdadeiras, e nós podemos melhorar o que não gostamos em nós mesmos", explica a psicóloga. Dessa forma, você reforça a sua autoconfiança e autoconhecimento, o que é importante para lidar com situações negativas.

Como ter autoestima em situações adversas

Mesmo com a autoestima estável, existem algumas ocasiões que testam a nossa autoconfiança, podendo nos abalar por um período indeterminado. Isso é comum, e não precisamos nos martirizar por nem sempre conseguirmos manter as nossas estruturas. É necessário permitir-se errar e ter emoções negativas.

Veja a seguir, situações que não estão sob nosso controle e como manter a autoestima nelas:

1. Quando vivemos em um ambiente hostil

Muitas pessoas convivem com famílias que possuem dinâmicas agressivas, regadas a críticas. Torna-se uma tarefa complexa nutrir autoestima quando vivemos em um local que vai de encontro a tudo o que acreditamos. Milena Lhano afirma que esses casos são delicados, uma vez que o núcleo familiar representa nosso primeiro contato social com o mundo.

"Tudo o que acontece nesse ambiente acaba tendo um grande peso, e o que escutamos acaba se tornando uma verdade absoluta. É difícil acreditar que sou capaz se as pessoas que eu amo me dizem o contrário", explica a psicóloga.

Nessas ocasiões, é preciso reconstruir a autoestima, refletindo e aceitando que algumas famílias podem ser tóxicas e depreciativas, e você não é culpado por isso. Assim que a aceitação da realidade acontecer, a especialista indica sempre pensar que o reconhecimento de nossas qualidades deve sempre partir de nós e de outros ambientes que nos deem acolhimento e positividade.

"O outro só doa aquilo que tem dentro de si", afirma Karla Assis. Quando temos consciência disso, é possível identificar quais são nossas crenças e quais são as do próximo, diferenciando-as. Segundo a terapeuta, devemos abandonar os padrões limitantes que aprendemos ao longo da vida e trilhar uma nova jornada por meio do autoconhecimento, para que aprendamos a ter novos comportamentos que curem as dores emocionais que causam a baixa autoestima.

Karla aconselha que não precisamos fazer isso sozinhos. A ajuda de um terapêuta é sempre bem-vinda e pode trazer novos ângulos positivos para que enxerguemos a nós mesmos.

2. Após o término de um relacionamento

Sentir-se rejeitado após um término nos faz acreditar que temos menos valor. Entretanto, Lia Clerot afirma que o valor de uma pessoa independe de uma relação. Todos carregam uma parcela de responsabilidade pelo fim de um vínculo amoroso, e o foco deve estar no aprendizado que será obtido com essa situação.

"Precisamos primeiro amar a nós mesmos antes de amar o próximo, e isso implica em aceitar que nossa felicidade não deve depender apenas de um relacionamento", diz a psicóloga. Para potencializar a autoestima, Milena Lhano afirma que é necessário ressignificar o término, encarando-o menos como uma derrota e mais como um fortalecimento.

3. Quando carregamos uma grande culpa pelo passado

O passado não deve nos definir, pois o presente oferece constantemente a oportunidade de realizar mudanças. Segundo Karla Assis, devemos praticar o autoperdão para voltar a ter autoestima. A terapêuta afirma que nós mudamos todos os dias, mesmo que não percebamos.

"A vida é um exercício eterno de erros e acertos. Ame-se e respeite sua jornada", diz. Nós apenas somos quem somos pelo caminho que trilhamos.

4. Quando a sociedade não nos aceita

Quando fazemos parte de grupos minoritários ou desfavorecidos socialmente, podemos sofrer pressões internas e externas que prejudicam nossa autoestima. Esse pode ser o caso de mulheres, homossexuais, negros e outros grupos que sofrem opressões e podem se ver excluídos do padrão.

Para manter a autoconfiança e o amor próprio nessas condições, Milena Lhano recomenda que compreendamos que tudo que é diferente na sociedade sempre será criticado e julgado.

"Quando as pessoas nos depreciam, não estão olhando para nossa essência. Elas estão apenas respondendo ao incômodo emocional que a quebra de padrões proporciona", afirma a psicóloga.

Para a especialista, as pessoas que fazem parte ou não das minorias devem continuar lutando contra as normas culturais, entendendo que os ataques muitas vezes sofridos não dizem respeito a quem somos. "Devemos continuar vivendo com orgulho de ser únicos, sem dar ao outro o poder de te limitar", conclui.

5. Ao nos comparar nas redes sociais

As redes sociais incentivam o nosso senso de comparação, e isso é prejudicial. "A internet nos permite ?maquiar? a realidade, para corresponder ao que comumente é esperado de nós", explica Milena.

Entretanto, para não nos sentirmos inferiores, é importante lembrar que as pessoas só compartilham o lado positivo da vida virtualmente, e a realidade está distante disso.

"Cada pessoa tem seu tempo, suas metas e sonhos. Não é porque não está realizando neste momento que a vida está estagnada. Às vezes, o momento não é o ideal. Por isso, é tão importante não se comparar, senão a pessoa viverá frustrada e com baixa autoestima", explica Lia Clerot.

Já nascemos com autoestima?

A autoestima não é uma característica inerente ao ser humano. Segundo Adriana de Araújo, este sentimento é construído dentro de nós com o passar dos anos por meio de nossas vivências. Crianças que se sentem inseguras e são incentivadas a encontrarem soluções para seus problemas já começam a desenvolver uma boa autoimagem logo cedo.

"As pessoas que convivemos, admiramos e em que nos inspiramos contribuem para a formação de nossa autoestima, pois 'copiamos' ideias e padrões de comportamento de quem está próximo de nossa realidade", explica a psicóloga.

Equilibrando nossa autoestima

Uma baixa autoestima pode acarretar em problemas de autoimagem, entretanto, a confiança excessiva pode nos fazer beirar a arrogância. Para encontrar o equilíbrio, Milena indica reconhecer que não somos feitos compostos só de defeitos, nem apenas de qualidades.

Lia afirma que a autoestima representa autoconhecimento e autoaceitação. Diferente da arrogância, que pode estar representando alguma insegurança dentro de nós que precisa ser analisada.

Escrito por Kalel Ad

O Informativo Conjuntural da Emater-RS/Ascar reproduz dados da segunda estimativa da safra de verão gaúcha 2018/2019, divulgada na Expodireto, na terça-feira (12). Abaixo também há levantamentos sobre outras culturas, pastagens e produção de peixes.

 Arroz

A cultura de arroz chegou a 22% da lavoura colhida e 42% está madura. Outros 25% da área estão em enchimento de grãos e 4% em floração. A área total é estimada em pouco mais de 1 milhão de hectares. Em média as lavouras apresentam produtividade de 7.606 kg/ha – queda de 3,22% na comparação com a média da safra anterior.

“Em virtude do baixo percentual de área colhida até o momento e de eventuais ocorrências agrometeorológicas até o final da colheita, a Emater-RS/Ascar poderá fazer retificação dos números a qualquer momento, tanto na área como na produção e produtividade”, afirma Iberê de Mesquita Orsi, presidente da instituição.

Soja graos
Na soja, 15% da safra está colhida - Foto: Emater-RS/Ascar / Arquivo

 Soja

De acordo com o documento, a soja no RS segue amadurecendo, com 15% da safra já colhida, 25% por colher e 54% em enchimento de grãos. A área é estimada em 5,8 milhões de hectares – a maior já plantada em solo gaúcho.

Milho

O milho também segue em colheita, com 55% da área colhida. Em relação à fase, 19% estão maduros e 20% em enchimento de grãos. O milho safrinha tem 2% em desenvolvimento vegetativo e 4% em floração.

Feijão 1ª safra

Chega a 75% a área de feijão primeira safra colhida no RS. As demais lavouras estão maduras e em enchimento de grãos. A safra tem projeção de expansão de 9,21% da produtividade em relação à anterior, chegando a 1.766 kg/ha, o que representaria cerca de 70 mil toneladas.

Para o levantamento da segunda estimativa da safra de verão 2018/2019, os dados foram coletados na segunda quinzena de fevereiro (16 a 28) em escritórios municipais, escritórios regionais e escritório central.

O levantamento contemplou uma amostra que cobriu 94,4% da área cultivada com arroz; 82,9% com feijão primeira safra; 94% feijão segunda safra; 90,5% milho grão; 90,8% para milho destinado à silagem e 93,3% para área com soja.

Olerícolas e frutícolas

Pepino: a produção tanto de pepino salada como de pepino conserva na região do Vale do Caí foi boa neste último período, mesmo com a temperatura elevada. Segundo relatos, produtores mostraram-se satisfeitos com a melhora do preço na última quinzena, considerando que em fevereiro parte da produção encaminhada para a Ceasa não foi comercializada.

Batata-doce: foi implantada a safra 2018/2019 na região Centro-Sul. Está em início de colheita o plantio de período normal (plantada de setembro a novembro). O mercado é considerado favorável pelos agricultores. Na região do Vale do Caí, a cultura apresenta distintas fases de desenvolvimento, inclusive colheita. Os tubérculos são comercializados a R$ 2,00/kg ou a R$ 40,00/cx. de 20 quilos. Na região Sul, a lavoura também está em estágios diferentes de desenvolvimento, com colheita em andamento. Na comercialização, há muita oferta em Pelotas. O produto lavado é vendido de R$ 0,70 a R$ 1,10/kg.

Uva: na maior região produtora do Brasil, a Serra, a colheita da safra vai se encaminhando para o final de forma mais rápida do que o esperado. A colheita está marcada por condições climáticas adversas, tanto no início como agora, na finalização, com pouca insolação e alta umidade. Esse panorama interferiu principalmente na graduação das variedades superprecoces e tardias. A isabella, principal cultivar produzida na Serra, além do pouco teor de açúcar, está com escassa coloração. As variedades de ciclo intermediário, como niágara e bordô, foram beneficiadas pelo clima na fase de maturação, garantindo ótima sanidade das frutas.

Pastagens e criações

O clima está excelente para a boa produção das espécies forrageiras. De maneira geral, a ocorrência de chuva com bons volumes, as temperaturas e a radiação solar adequadas favorecem tanto o campo nativo como as pastagens cultivadas, proporcionando aos rebanhos uma grande oferta de matéria verde de qualidade.

Nas pastagens perenes o predomínio é do tífton, aparecendo aruana, jiggs e braquiária, tendo também a presença do capim-elefante anão, variedade BRS kurumi, para o gado de leiteiro. Nas pastagens anuais de verão, a predominância é de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão.

Quanto ao campo nativo, favorecido pelas chuvas e temperaturas altas, mantém boa disponibilidade de pastagem. No entanto, as pastagens naturais e cultivadas começam a se apresentar fibrosas e com baixa qualidade, em razão do fim dos ciclos dessas forrageiras.

Nesta época do ano, os pecuaristas são orientados para diferir algumas parcelas de campo, preparando-se para o outono.

Vacas leiteiras
Há boa oferta de forragem para vacas leiteiras - Foto: Arquivo

Bovinocultura de leite: o período atual caracteriza-se pelo vazio forrageiro outonal, marcado pelo fim do ciclo das pastagens de verão até a entrada nas pastagens de inverno. Muitos produtores aproveitam o papuã espontâneo (Brachiaria plantaginea) e, assim, mantêm uma boa oferta de forragem aos animais. Realiza-se o pastejo das culturas anuais de verão – principalmente o capim-sudão, o milheto e o sorgo – e também das culturas perenes. Esse cenário tem forçado os bovinocultores a aumentar o fornecimento de silagem de pasto, azevém e trevos no cocho, o que também requer aumento da suplementação proteica no concentrado, sob risco de diminuição da produtividade.

Em alguns municípios é realizada a colheita de milho e sorgo para silagem, apresentando boa produção. O milho está em excelente condição, tanto de massa verde como da relação espiga/planta, o que deverá resultar numa silagem de excelente qualidade nutricional.

Piscicultura: produtores estão se preparando para as feiras da Semana Santa, em meados de abril. Alguns piscicultores já realizaram a despesca. A tendência do mercado é uma procura maior por peixes pequenos (entre um e três quilos).

Pesca artesanal: na Lagoa dos Patos, há relatos de que começou a salgar a água e está aparecendo mais camarão. Quanto a outras espécies, o volume ainda é baixo. Na Lagoa Mirim e no canal de São Gonçalo, há expectativa de uma pesca melhor neste ano, devido ao nível da água estar mais elevado que o de costume.

Texto: Adriane Bertoglio Rodrigues/Ascom Emater-RS/Ascar
Edição: Marcelo Flach/Secom

Foi anunciada neste sábado (16), durante encontro com governadores, em Belo Horizonte, a criação de um consórcio entre os sete estados que compõem as regiões Sul e Sudeste do país. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, participou da reunião, a convite do governador Romeu Zema, de Minas Gerais.

O objetivo do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), segundo o anfitrião, é integrar esforços em dez áreas comuns: segurança, saúde, educação, turismo, sistema prisional, logística/transporte, combate ao contrabando, desburocratização, desenvolvimento econômico e inovação e tecnologia.

"Tivemos uma reunião extremamente produtiva onde decidimos pela criação do Cosud, onde nós iremos integrar esforços para que as nossas mais diversas áreas possam compartilhar práticas e fazer aquisições em conjunto, via consórcio, de forma que os Estados sejam beneficiados dessa integração", afirmou Zema.

A reunião deste sábado contou com a presença de seis governadores. Além de Zema e de Leite, participaram Renato Casagrande, do Espírito Santo; Wilson Witzel, do Rio de Janeiro; Carlos Moisés, de Santa Catarina; e João Doria, de São Paulo. O representante do Paraná não compareceu por problema de agenda. Estes são os estados responsáveis por 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Para Leite, integração é oportunidade de melhorar eficiência da aplicação de recursos
Para Leite, integração é oportunidade de melhorar eficiência da aplicação de recursos - Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

O governador do RS disse que o consórcio integra estados que tem identidade do ponto de vista socioeconômico e que temas como segurança e logística estarão entre as pautas. Ele explica que os temas comuns entre todos os 27 estados da Federação continuarão sendo debatidos durante os Fóruns dos Governadores, mas que essa integração é uma maneira de unir grupos com identidades comuns do ponto de vista socioeconômico. "Teremos a oportunidade de melhorar a eficiência da aplicação de recursos", lembrou.

Leite ainda reafirmou seu apoio incondicional à Reforma da Previdência. Zema também destacou o apoio do grupo à proposta, em tramitação no Congresso Nacional. Segundo o governador, o grupo de chefes de Executivo compartilham da opinião de que a votação da reforma é essencial para o crescimento econômico e para a superação da crise financeira atual.

Outros pontos tratados durante a reunião foram o combate ao contrabando e segurança nas fronteiras interestaduais, e a Lei Anticorrupção, que irá ajudar os governantes em diversas frentes. Além disso, a desburocratização do estado e de impostos também esteve em pauta.

Adesão

O governador de São Paulo, João Doria, que será o anfitrião do próximo encontro do Cosud, pontuou que o objetivo é reunir, já em abril, governadores e seus secretários de Estado para prosseguir com o trabalho de integração iniciado em Minas por Romeu Zema.

"Os governadores estarão com as respectivas equipes de trabalho com o objetivo de melhorar o funcionamento dos Estados, principalmente na saúde, educação, segurança", disse. "Mais do que tudo, estamos unidos em uma grande causa. Não há como o Brasil pensar em crescimento, em geração de empregos e oportunidades, se não discutirmos e aprovarmos a Reforma da Previdência", pontuou.

Reunião teve presença dos governadores de MG, RS, ES, RJ, SC e SP
Reunião teve presença dos governadores de MG, RS, ES, RJ, SC e SP - Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

Para o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, a formação do consórcio é um momento histórico para o Brasil. "Poderemos investir em infraestrutura, portos, aeroportos, atrair mais investimentos para gerar empregos e mais renda. Isso vai se refletir também nos parlamentares e estaremos irmanados com o objetivo de desenvolver ainda mais o nosso país".

Já Renato Casagrande, governador do Espírito Santo, ressaltou que o trabalho em conjunto entre os estados permitirá uma melhor prestação de serviços aos cidadãos. "A proximidade nossa permite que os governadores do Sul e Sudeste se articulem", destacou. Sobre a Reforma da Previdência, o governador salientou que algumas questões ainda devem ser discutidas entre ele e seu partido.

No mesmo sentido, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, acrescentou a união via Cosud resolverá a guerra fiscal existente entre as unidades federativas. "É oportunidade de discutirmos os incentivos fiscais que hoje acabam promovendo guerra entre os estados. As regiões, juntas, falando a mesma língua, podem minimizar essa questão", finalizou.

Texto: Renan Arais, com informações do Governo de Minas Gerais
Edição: Gonçalo Valduga/Secom

O início da noite deste domingo, 17, foi de clássico Gre-Nal na Arena. Mais de 44 mil torcedores estiveram presentes no estádio para acompanhar a partida válida pela 10ª rodada do Campeonato Gaúcho e a vitória do Grêmio por 1 a 0 sobre o Internacional.

A etapa inicial foi equilibrada, com os adversários dificultando a saída de bola gremista, mas o Tricolor conseguiu driblar a marcação. O volante Nonato, do co-irmão, foi expulso da partida depois de uma sequência de faltas cometidas. Aos 42 minutos, em uma troca de passes que envolveu a defesa adversária, o Grêmio abriu o placar com Leonardo Gomes. O lateral recebeu passe de Montoya e finalizou por baixo do goleiro Daniel.

Já o segundo tempo começou melhor para os colorados, que intensificaram sua marcação, anulando o jogo gremista. Nos minutos iniciais, tiveram algumas oportunidades, mas o Grêmio soube administrar e se impor.

Sobre as alterações promovidas pelo técnico Renato, Everton, Diego Tardelli e Darlan ocuparam as posições de Montoya, Jean Pyerre e André.

Com o resultado, o Grêmio atingiu 26 pontos na tabela de classificação da competição, mantendo a sua liderança isolada.


Primeiro Tempo

O Internacional foi o primeiro a chegar ao ataque na etapa inicial, logo aos 3 minutos, quando Guilherme Parede fez uma jogada pela esquerda, acionando Uendel. O lateral recebeu e fez o cruzamento para a área, na cabeça de Pedro Lucas, que desviou para o gol, mas Brenno defendeu com tranquilidade no meio do gol.

Já o Grêmio tentou responder pela esquerda, com Pepê, que avançava pela esquerda em velocidade, mas o zagueiro Roberto cometeu uma falta forte sobre o atacante, interrompendo a jogada. Na cobrança da falta, Jean Pyerre colocou no primeiro poste, André ainda tentou o desvio, mas a defesa cortou a escanteio, este que deu a melhor oportunidade para os gremistas. Depois de Jean cruzar no segundo poste, a bola sobrou para Montoya que finalizou, obrigando o goleiro Daniel a fazer grande defesa.

Com 10 minutos, da extrema direita, o Inter cobrou uma falta com Guilherme Parede, mas a defesa tricolor afastou de cabeça. Na sobra, Rithely tentou a finalização, mas Brenno defendeu com tranquilidade.

Dois minutos depois, Leonardo Gomes recuperou no meio, tentou o passe, mas a zaga colorada cortou com Neilton. A bola voltou ao lateral que buscou a conclusão do lance, mas pela segunda vez a defesa tirou, agora com Lindoso. Em seguida, Juninho foi lançado na esquerda e fez um cruzamento rasteiro na área. Mais uma vez, os defensores fizeram o corte.

Os adversários pressionaram em um lance pela esquerda, em que a bola foi colocada na área; a defesa gremista afastou de qualquer maneira, até que o Inter cometeu falta de ataque, aos 18'.

O Grêmio tentou com Matheus Henrique, aos 23 minutos, quando o volante recebeu passe na entrada da área, cortou para a perna direita e chutou colocado, mas a bola se perdeu pela linha de fundo.

Aos 28 minutos da partida, depois de uma sequência de faltas, Nonato comete mais uma sobre Matheus Henrique e, já amarelado, leva o seu segundo cartão, sendo expulso da partida. Na cobrança, da intermediária de ataque, Montoya bateu, mas em cima da barreira.

Uma grande oportunidade gremista veio aos 33' com um lançamento perfeito de Jean Pyerre por trás da zaga para Pepê. O atacante recebeu no peito, ajeitou e finalizou, mas a bola desviou na defesa e saiu a escanteio. Respondendo, o Internacional chegou com Guilherme Parede, que acionou Pedro Lucas no ataque. Ele tentou a finalização, mas Brenno conseguiu acompanhar a bola e fazer a defesa.

Depois de recuperar a bola no meio-campo, aos 40', o Grêmio avançou pela esquerda, com Juninho Capixaba, que recebeu na esquerda e fez um cruzamento no segundo poste. No lance, Leonardo Gomes e Uendel subiram para cabecear, mas o gremista acabou cometendo falta sobre o lateral.

Aos 42 minutos, em uma troca de passes que envolveu a defesa colorada, o Grêmio abriu o placar com Leonardo Gomes, que recebeu passe de Montoya e finalizou por baixo do goleiro Daniel.

Jogo finalizou aos 50'.

 

Segundo Tempo

O Grêmio voltou a campo com a mesma formação e logo nos primeiros minutos criou com Montoya, que desceu em velocidade pela direita, cruzou na área, mas Roberto conseguiu cortar. Em seguida, Pepê sofreu falta na entrada da área, depois de ser puxado pela camisa por Bruno. Na cobrança, Jean Pyerre mandou forte, direto a gol, obrigando Daniel a defender, espalmando para escanteio.

Já o Inter também teve oportunidade, aos 7 minutos. Em falta perigosa, da intermediária de ataque, Uendel mandou razante, mas Brenno conseguiu boa defesa.

Os visitantes seguiram pressionando e, minutos depois, Uendel cobrou uma nova falta na área. A bola quicou e passou por todo mundo na área, saindo pela linha de fundo.

Aos 15 minutos, o Grêmio tentou com Juninho Capixaba, mas o lateral esbarrou em Uendel e caiu na área, mas nada foi assinalado.

Substituição: Saiu Montoya, entrou Everton, aos 17 minutos.

Depois de uma cobrança de falta do Internacional, a bola sobrou para Tréllez que chutou com muito perigo em direção a meta. Paulo Miranda salvou praticamente em cima da linha, impedindo o gol de empate.

Procurando o ângulo esquerdo, Emerson Santos cobrou uma falta e mandou uma bomba em direção a meta, mas a  bola saiu à esquerda do goleiro Brenno, aos 23'.

O Grêmio respondeu com uma jogada de Everton e Pepê, mas Roberto cortou a tabela dentro da área, impedindo o ataque tricolor no minuto seguinte. Logo na sequência, em nova chance, Jean Pyerre, de longa distância, tentou um chute, mas mandou longe do gol.

Substituição: Saiu Jean Pyerre, entrou Diego Tardelli, aos 30 minutos.

O Grêmio tentou pela direita, com Leonardo Gomes, que avançou a linha de fundo, mas acabou desarmado pela defensiva colorada, aos 36'.

Substituição: Saiu André, entrou Darlan, aos 37 minutos.

O Grêmio ainda teve uma falta da extrema esquerda já nos acréscimos. Na cobrança curta, a defesa colorada cortou, mandando pela linha de fundo.

Jogo finalizou aos 50'.


Foto: Lucas Uebel | Grêmio FBPA

Página 1 de 321
Topo