Gisnei

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A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou hoje (8) o projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020. O texto ainda precisa ser aprovado em sessão conjunta do Congresso Nacional antes de seguir para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Constitucionalmente, deputados e senadores deveriam ter aprovado a LDO pelo Congresso antes do recesso legislativo. No entanto, o recesso, que começaria dia 18 de julho, foi antecipado após a conclusão da votação do primeiro turno da reforma da Previdência sem a análise do parecer na CMO.

Salário mínimo

O texto prevê que o salário mínimo seja reajustado para R$ 1.040 em 2020, sem ganho acima da inflação. O aumento nominal será de 4,2% na comparação com o valor atual do mínimo (R$ 998). A variação é a mesma prevista para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para os dois anos seguintes, a proposta sugere que a correção também siga apenas a variação do INPC.

Em relação à meta fiscal, o projeto prevê um déficit primário para 2020 no valor de R$ 124,1 bilhões para o governo central, que considera as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central. Para este ano, a meta é de déficit de R$ 139 bilhões.

Reajuste salarial

O relatório da proposta da LDO de 2020 (PLN5/2019) incluiu a permissão para que o Executivo autorize reajuste salarial para o funcionalismo público em 2020. A medida contraria o governo que, na proposta original enviada ao Congresso em abril, prevê a possibilidade de aumento apenas aos militares.

Brasília - O relator-geral do Orçamento de 2018, deputado Cacá Leão (PP-BA), fala à imprensa sobre a votação do projeto (Wilson Dias/Agência Brasil)
Relator da LDO, deputado Cacá Leão (PP-BA), define teto de 0,44% da Receita Corrente Líquida (RCL) deste ano (Wilson Dias/Agência Brasil)

Fundo eleitoral

O relator da LDO na Comissão Mista de Orçamento, deputado Cacá Leão (PP-BA), também modificou o trecho da proposta enviada pelo governo que trata da destinação de recursos para o Fundo Eleitoral para as eleições municipais de 2020. Segundo ele, o texto original do Executivo não estabelecia limite para os repasses. Em seu parecer, Cacá Leão definiu teto de 0,44% da Receita Corrente Líquida (RCL) deste ano, equivalente a R$ 3,7 bilhões.

Edição: Carolina Gonçalves

Se o primeiro semestre de 2019 consolidou a curva descendente da criminalidade no Rio Grande do Sul, voltando a encerrar com menos de mil homicídios depois de nove anos, a segunda metade do ano iniciou com aprofundamento da redução de crimes.

O monitoramento da Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostra que, em julho, o número de vítimas de homicídios no Estado caiu de 171 no ano passado para 139 neste ano (-18,7%). No acumulado desde janeiro, o resultado é ainda mais expressivo: embora tenha havido 1.109 assassinatos, 326 vidas foram salvas em relação às 1.435 perdidas no mesmo período de 2018 – diminuição de 22,7%.

Além disso, os roubos com morte tiveram queda de 32,8% na soma dos sete meses de 2019, com 39 casos ante 58 de igual intervalo no ano passado. Na observação isolada de julho, a baixa atinge 42,9% – de sete ocorrências em 2018 para quatro neste ano.

Indicadores JUL 3
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“Se estamos satisfeitos? Claro que não estamos satisfeitos. Mas todos os indicadores mostram que estamos no caminho certo e que, com as ações do RS Seguro, esses índices vão cair ainda mais”, disse o vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior.

A incorporação de 2 mil novos policiais militares e 400 novos policiais civis, além do apoio da bancada federal e da iniciativa privada, por meio do Programa de Incentivo à Segurança Pública (Piseg), também deve contribuir para a queda dos índices. De acordo com o governador Eduardo Leite, “mesmo que os números positivos não nos deixem absolutamente satisfeitos, deixam a certeza de que estamos no caminho da redução da criminalidade no Estado.”

Indicadores JUL 4
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Outro destaque é a leitura dos resultados nos 18 municípios priorizados pelo programa transversal e estruturante RS Seguro. Os dados mostram que esse conjunto de cidades foi responsável por nove em cada dez das vidas preservadas no Estado entre janeiro e julho de 2019, na comparação com o total de homicídios em igual período do ano passado.

O número de assassinatos nesses municípios caiu 31,9%, de 955 para 650. Ou seja, das 326 mortes que deixaram de ocorrer em todo o RS, 305 foram evitadas nas localidades priorizadas pelo RS Seguro. A análise comprova a efetividade do planejamento do programa de Segurança Pública lançado em fevereiro, com foco territorial para combate à criminalidade nas cidades que concentraram os piores índices nos últimos 10 anos.

Indicadores JUL 2
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Alvorada tende a baixar
taxa de homicídios

Entre os 18 municípios priorizados e que puxaram a queda nos homicídios no Estado, cabe destacar a radical mudança de cenário em Alvorada, recentemente citada como a sexta cidade mais violenta do Brasil no Atlas da Violência 2019, produzido com dados de 2017 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

No acumulado entre janeiro e julho, a cidade registrou queda de 34% nos assassinatos, passando de 96 mortes em 2018 para 63 neste ano – média de nove óbitos por mês que, caso mantida, fará a cidade fechar o ano com 108 vítimas. Nesse caso, frente população de 209.213 moradores, conforme o dado mais recente do IBGE, a taxa de homicídios em Alvorada ficará em 51,6 para cada 100 mil habitantes.

Embora ainda supere em muito o limite de 10 mortes para cada 100 mil moradores, acima do qual a Organização das Nações Unidas (ONU) classifica a situação como epidemia, a projeção também representa queda pela metade na taxa verificada dois anos antes.

Conforme dados da SSP, em 2017, quando tinha 208.177 moradores, Alvorada registrou 209 assassinatos – taxa de 100,3 para cada 100 mil habitantes. Pelos números do Atlas da Violência, com 234 óbitos, a taxa naquele ano foi de 112,6. A diferença se dá em razão de o Atlas incluir óbitos classificados em outras tipificações que não a do crime de homicídio, como lesão corporal seguida de morte.

Indicadores JUL 1
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Além dos crimes contra a vida, a grande maioria dos outros delitos monitorados pela SSP registrou redução no Estado. No acumulado de sete meses, foram 3,1 mil roubos de veículos a menos neste ano na comparação com igual recorte em 2018, passando de 10.064 casos para 6.897 (-31,5%).

Outro destaque é a diminuição de 33% nos ataques a banco no RS. A soma de furtos e roubos a instituições bancárias caiu para 68 ocorrências entre janeiro e julho de 2019, ante 101 registradas no ano anterior.

Também houve quedas de 9,4% roubos (de 43.923 para 39,816), de 12,3% nos furtos de veículos (de 8.689 para 7.619), de 14,8% nos furtos (de 82.141 para 69.951) e de 24% nos roubos a transporte coletivo, incluindo passageiros e motoristas (de 1.901 para 1.450).

Capital mantém menores números
criminais dos últimos 10 anos

Na capital, que também integra o grupo de 18 municípios priorizados pelo programa RS Seguro, o início do segundo semestre manteve o padrão dos primeiros seis meses do ano, com os menores índices criminais da década.

Na comparação dos acumulados entre o primeiro e o sétimo mês de 2018 e de 2019, o número de latrocínios caiu pela metade, de oito para quatro (-50%), e a soma de homicídios reduziu de 357 para 200 (-44%), com 157 vidas preservadas.

Tanto nos assassinatos como nos roubos com morte, os números atuais são os mais baixos desde 2010. Na observação isolada de julho, a capital teve 10 mortes a menos do que no mesmo mês do ano passado (de 34 para 24) e nenhum latrocínio ocorreu.

Indicadores JUL 5
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A significativa queda nos roubos de veículos em Porto Alegre reforça a importância do foco territorial adotado pelo RS Seguro para priorizar as ações de combate ao crime. Do total de 3,1 mil ocorrências a menos em todo o Estado, 2.204 foram na capital. Entre janeiro e julho de 2018, 5.300 veículos foram levados por ladrões na cidade, enquanto em igual intervalo deste ano o acumulado ficou em 3.096 – queda de 41,6%. Comparando apenas os meses de julho, o número de automóveis roubados passou de 666 para 445 (-33%) – 221 a menos.

Feminicídios seguem
em queda no ano

O número de feminicídios em julho trouxe alerta para as autoridades de Segurança Pública, mas a comparação dos acumulados entre janeiro e julho de 2018 e 2019 mantém a queda geral na violência contra mulher. No mês que dá início ao segundo semestre, houve 15 assassinatos de mulheres em razão do gênero, ante oito do mesmo mês no ano anterior.

Ainda na comparação mensal, todos os demais indicadores monitorados pela SSP registraram queda. As tentativas de feminicídio em julho passaram de 33 para 22, as ameaças reduziram de 2.868 para 2.533, as lesões corporais foram de 1.432 para 1.345, e os estupros, de 121 para 111.

Na avaliação do resultado do início do ano até o sétimo mês, todos os cinco indicadores fecharam em queda. Entre janeiro e julho de 2019, houve 58 feminicídios ante 63 do mesmo intervalo no ano passado. No mesmo parâmetro, as tentativas de feminicídio caíram de 227 para 206, as ameaças foram de 22.049 para 21.515, as lesões corporais passaram de 12.576 para 12.010, e os estupros baixaram de 1.098 para 819.

Texto: Carlos Ismael Moreira/Ascom SSP
Edição: Marcelo Flach/Secom 

Foto: Rodrigo Ziebell / SSP

Depois de empatar em 3 a 3 com a Chapecoense, na Arena, ontem, o plantel gremista se reapresentou na tarde desta terça-feira, no CT Luiz Carvalho.
Sem jogo no meio de semana, o técnico Renato Portaluppi terá quatro dias para trabalhar visando o duelo diante do Flamengo, no próximo sábado, no Maracanã, também pelo Brasileiro. A tendência é que seja colocada em campo uma equipe alternativa, já que, na quarta, começa o confronto de mata-mata com o Athletico PR pelas semifinal da Copa do Brasil.
Como normalmente ocorre após os jogos, os atletas que começaram a partida contra a Chape realizaram apenas um trabalho regenerativo no vestiário.
Os demais, com a presença de alguns jogadores da transição, fizeram um treino coletivo sob a orientação de Renato. Um dos times, que pode até ser o principal contra o Flamengo, teve Júlio César, Galhardo, Paulo Miranda, David Braz e Capixaba; Darlan e Thaciano,; Tardelli, Luan e Pepê; Luciano. Sem Rômulo, que por questão contratual não pode enfrentar o clube carioca, o tradicional 4-2-3-1 variou bastante para 4-4-2, com Tardelli mais avançado ao lado de Luciano, que pode fazer sua estreia. Na outra equipe, o destaque foi o atacante Ferreira, que vem despontando no grupo de transição.

O volante Michel, retornando de lesão, correu em volta do gramado.

O atacante Pepê, que ontem entrou no segundo tempo, atendeu a imprensa em entrevista coletiva na sala de conferência do CT. Ele falou sobre o empate de ontem e projetou uma nova oportunidade para começar como titular no próximo sábado, diante do Flamengo.


Fotos: Lucas Uebel

A venda de veículos no país aumentou 12,1% de janeiro a julho de 2019 na comparação com o mesmo período do ano anterior, passando de 1,38 milhão de unidades para 1,55 milhão. Quando comparadas as vendas de julho de 2019 (243,6 mil) com o mesmo mês de 2018 (217,5 mil), houve elevação de 12%. Na comparação com junho, os licenciamentos aumentaram 9,1%.

Os dados foram divulgados hoje (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A exportação de veículos montados caiu 38,4% de janeiro a julho na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação a julho de 2018, a venda para o exterior caiu 15,7% e ante junho deste ano houve aumento de 4,2%.

"Continuamos tendo queda nas exportações basicamente por conta da Argentina. Este mês tivemos um pequeno acréscimo de exportações para Colômbia e México que ajudou a diminuir essa queda, mas exportação é um número que estamos estimando que poderá gerar queda no total do ano de cerca de 29%", afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

Segundo a associação, a produção dos sete meses de 2019 aumentou 3,6% ante o mesmo período do ano passado, ao passar de 1,68 milhão para 1,74 milhão de veículos produzidos. Na comparação entre os meses de julho houve crescimento de 8,4%. No sétimo mês deste ano a produção chegou a 266,4 mil. Na comparação com junho o aumento foi de 14,2%.

"A produção teve um crescimento importante em linha com o crescimento do mercado interno e também compatível com o novo cenário das exportações", disse Moraes.

Edição: Lílian Beraldo
 
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Secretaria da Educação (Seduc) lançou oficialmente, na manhã desta terça-feira (6/8), no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), o programa RS Alfabetizado, que visa intensificar ações de melhoria da aprendizagem dos estudantes do 1º ao 3º anos do Ensino Fundamental. 

O foco é promover avaliações diagnósticas com os alunos, identificar as dificuldades e realizar formações continuadas com os professores. O projeto já funciona de forma piloto em 60 instituições de ensino e atende mais de 6 mil crianças da Região Metropolitana de Porto Alegre. 

A diretora-adjunta do Departamento Pedagógico da Seduc, Neli Moreira, destaca que o programa é uma prioridade para o governo do Estado e diz que a alfabetização é um momento fundamental na formação do estudante. “Não adianta querermos mudar o IDEB do Ensino Médio se não lembrarmos que tudo começa na alfabetização. A educação começa na base e a nossa prioridade é qualificar o rendimento do Ensino Fundamental”, explica.

A assessora pedagógica do Ensino Fundamental da Seduc, Ludimila Andrade, acrescenta que “o ponto central do RS Alfabetizado é o monitoramento das aprendizagens durante o processo de alfabetização nos anos iniciais. Isso permite com que as etapas deste trabalho sejam constantemente reavaliadas e readaptadas para qualificar o ensino”, afirma.

Avaliação diagnóstica dos estudantes

A previsão é realizar duas avaliações diagnósticas com as séries iniciais ainda em 2019. A primeira deve ocorrer no final de agosto e a segunda no final do mês de novembro. Em 2020, a meta é promover três avaliações. O objetivo é verificar o desempenho e os índices de aprendizagem por aluno, escola e coordenadoria. Desta forma, será possível planejar ações específicas para cada situação.

Texto: Ascom Seduc
Edição: Secom

Este domingo foi bastante positivo para o Brasil no Panamericano deste ano, disputado em Lima, no Peru. Os atletas conseguiram garantir mais de 10 medalhas em diversas categorias, do atletismo ao surf, passando pela canoagem. Até o começo da noite deste domingo (4), os triunfos do dia haviam contabilizado quatro medalhas de ouro, duas de prata e cinco de bronze.

Com isso, a representação verde e amarela consolidou a segunda colocação na classificação geral, com 21 ouros, 16 pratas e 32 bronzes. O país fica atrás apenas dos Estados Unidos, com 52 ouros. Nas posições seguintes do ranking estão México (19 ouros), Canadá (17), Colômbia (14), Cuba (14) e Argentina (12).

Na canoagem slalom, o Brasil subiu duas vezes ao posto mais alto do pódio: com Ana Sátila na canoa feminina e com Pedro “Pepê” Gonçalves no Caiaque masculino. Com isso Sátila conquistou o bi-campeonato, já que havia vencido também no Pan de Toronto, em 2015.

Além deles, Felipe Borges chegou em terceiro e obteve o bronze na prova de canoa masculina. Na canoa feminina, Omira Estácia fez tempo para a prata, mas foi requalificada e não alcançou o pódio.

A nadadora Ana Marcela subiu no topo do pódio na prova de maratona aquática feminina, de 10 quilômetros. Nesta categoria, Viviane Jungblut chegou em terceiro e garantiu o bronze. Ainda nas águas, Chloé Calmon também subiu mais alto, mas no longboard. Já Nicole Pacelli foi a terceira na categoria de Stand Up Paddle (SUP) feminino.

Caio Bonfim (Brasil) é medalha de prata nos 20km da marcha atlética nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019.
Caio Bonfim (Brasil) é medalha de prata nos 20km da marcha atlética nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019. - Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

No atletismo, Caio Bonfim ficou com a prata na marcha de 20 quilômetros masculina e Érica Rocha de Sena levou o bronze na mesma categoria, mas no feminino.

Já no hipismo, o Brasil conquistou a prata na disputa por equipes e assegurou o bronze na categoria individual com Carlos Parro.

Edição: Aline Leal
 
Por Jonas Valente -Repórter Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal anuncia amanhã (5) o cronograma de liberação do saque imediato de parcela de até R$ 500 por conta ativa ou conta inativa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Conforme a Medida Provisória nº 889,  as liberações ocorrerão de setembro deste ano a março de 2020.

A projeção do Ministério da Economia é alcançar 96 milhões de trabalhadores e injetar R$ 30 bilhões na economia – R$ 28 bilhões em 2019 e R$ 12 bilhões em 2020.

A indústria e o comércio têm expectativa de aquecimento econômico com a liberação desses recursos. Segundo o economista Marcelo Azevedo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), “é uma medida de curto prazo que é fundamental para a retomada da economia. Se as medidas de longo prazo [como as reformas da Previdência Social e tributária] vão ajudar a sustentar [o crescimento], medidas como liberação de recursos têm potencial de, no curto prazo, uma injeção necessária para o primeiro arranque na economia”, defende.

Consumo

A liberação do FGTS pode estimular o consumo e reduzir o estoque de artigos já produzidos pela indústria, movimento importante para preparar a retomada do ciclo econômico mais positivo. A CNI, no entanto, ainda não tem uma estimativa desse eventual efeito.

Com dinheiro extra na mão, o trabalhador poderá ir às compras ou acertar o pagamento de dívidas. Segundo o Ministério da Economia, 23 milhões de pessoas poderão quitar suas dívidas com o saque imediato do FGTS.

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Marcello Casal Jr./Agência Brasil

“Mesmo que as famílias priorizem os pagamentos de dívidas. Isso também acaba ajudando o consumo”, assinala Marianne Hanson, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo ela, o pagamento de dívidas diminui o comprometimento da renda das famílias e retiram da inadimplência quem tem contas em atraso.

Projeção da CNC indica que com a liberação do FGTS pelo menos R$ 7,4 bilhões poderão migrar para o comércio varejista com a compra de bens duráveis e não duráveis. O efeito poderá ser potencializado, pois durante o período de liberação ocorrerá o pagamento do 13º salário. Hanson tem expectativa de que o crescimento do consumo abra mais vagas temporárias no comércio e aumente a renda das famílias onde há desempregados.

O consumo das famílias é responsável por R$ 6 de cada R$ 10 da demanda agregada que estimula o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede o fluxo de novos bens e serviços finais produzidos. No último ano, o PIB do comércio apresentou crescimento de 2,3%; e a indústria aumento de 0,6%. O PIB 2018 de toda a economia cresceu 1,1%.

Saque aniversário e construção civil

Além do saque imediato, a MP 889 traz a modalidade do saque aniversário que prevê, a partir de 2020, a possibilidade de o trabalhador retirar, anualmente, um percentual de seu saldo no FGTS. A expectativa do Ministério da Economia é de que o saque aniversário dê aos trabalhadores acesso a R$ 12 bilhões.

A liberação dos saques depende, no entanto, da adesão individual do trabalhador. As duas modalidades de saque criadas pela MP somam R$ 42 bilhões para serem liberados em 16 meses (quatro de 2019 e doze de 2020).

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, a liberação dos saques deve ser efetiva para o aquecimento da economia, por meio do consumo.

Ele, no entanto, demonstra preocupação com a manutenção da capacidade de financiamento do FGTS para o setor de construção civil. “Aquecendo a economia e não havendo perda já é muito bom. O que a gente precisa ver é como isso vai ser acontecer para que, ao longo do tempo, não tenha buraco de falta de recurso ou alguma coisa desse tipo”, escreveu em nota à Agência Brasil.

Martins sublinha que o anúncio da manutenção do financiamento de obras de habitação e infraestrutura por meio do FGTS deixou o setor otimista. “A veemência com que o presidente, ministros, secretários e presidentes de bancos estatais garantem que não haverá efeitos na construção nos tranquiliza em relação aos contratos que nós temos assinados e que têm desembolsos futuros”.

De acordo com o Ministério da Economia, as contas dos trabalhadores no FGTS somam R$ 419 bilhões.

Edição: Nélio de Andrade

Por Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil

O Parque da Fenadoce, em Pelotas, foi palco, neste sábado (3/8), da 10ª formatura de novos soldados da Brigada Militar. Os 115 formandos fazem parte do grupo de quase 2 mil alunos-soldados que iniciaram o curso superior de Tecnologia em Aplicação de Polícia Militar em novembro e que irão reforçar o policiamento ostensivo em todo o Estado.

As 23 mulheres e os 92 homens cumpriram um total de 1.675 horas-aula, englobando conhecimentos específicos da atividade policial militar e disciplinas como direito penal, direito processual penal militar e sociologia da violência.

Paraninfo pela terceira vez – depois de Porto Alegre e Santa Maria –, o governador Eduardo Leite se disse honrado em cumprir a função. “Muito obrigado por se entregarem a essa missão. Se temos a perspectiva de vivermos em paz, é porque existem pessoas como vocês, que deixam seus filhos e familiares e colocam a própria vida em risco para proteger a todos nós”, afirmou Leite.

Assim como o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Mário Ikeda, o vice-governador e secretário da Segurança Pública, delegado Ranolfo Vieira Júnior, desejou sucesso aos agora colegas: “Desejo que, ao final dos seus turnos de trabalho, vocês voltem para seus lares”, disse Ranolfo.

 

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As 23 mulheres e os 92 homens formados neste sábado cumpriram um total de 1.675 horas-aula - Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

 

Efetivo mínimo

Com o ingresso dos 1.965 novos policiais até o dia 10 de agosto – data das últimas duas formaturas, em Santa Rosa e Santo Ângelo –, vai ser cumprida a meta do governo de garantir que nenhum município gaúcho tenha menos do que cinco policiais militares.

A estratégia de distribuição vai permitir empregar parte do reforço em unidades que podem atuar em todo o Estado. Para isso, estão sendo criados dois novos Batalhões de Choque com 110 PMs cada, um deles justamente em Pelotas e o outro, em Caxias do Sul.

“Esse batalhão fará operações especiais em Pelotas e nas cidades vizinhas e certamente vai dar um reforço para melhorarmos ainda mais os números da segurança pública”, completou o governador.

CALENDÁRIO DE FORMATURAS DA BM:

26 de julho
Porto Alegre
Rio Grande
Montenegro

30 de julho
Erechim

31 de julho
Passo Fundo

1º de agosto
Cruz Alta
Carazinho

2 de agosto
Santa Maria
Rio Pardo

3 de agosto
10h – Pelotas
16h30 – Lajeado

6 de agosto
15h – Caxias do Sul

7 de agosto
15h – Bento Gonçalves
16h – Uruguaiana

8 de agosto
15h – Igrejinha
16h – Bagé

9 de agosto
9h – Osório
10h – Frederico Westphalen
16h – Santana do Livramento
16h – Três Passos

10 de agosto
10h – Santa Rosa
15h – Santo Ângelo

Texto: Vanessa Kannenberg
Edição: Patrícia Specht/Secom

Na quarta-feira (31), a secretária de turismo, Silvana Harden, participou do lançamento do 6º Fronteira - Festival Binacional de Enogastronomia, realizado no Ministério do Turismo do Uruguai, na sala Horacio Arredondo, em Montevidéu.

Durante o lançamento, Claudio Escosteguy, representando o festival, fez a apresentação das atividades programadas para o evento, que acontece no período de 21 a 24 de agosto, no Parque Internacional.

No uso da palavra, Silvana Harden falou sobre as potencialidades da Fronteira, a integração entre os dois países, e o número de turistas que semanalmente visitam as duas cidades, destacando a importância do Festival de Enogastronomia para o processo de desenvolvimento do turismo e para unificar o mesmo entre os dois países.

"O festival é um evento que integra iniciativa privada e poder público de Sant'Ana do Livramento e Rivera, totalizando mais de cem pessoas em sua organização", frisou Silvana.
Várias autoridades do Brasil e Uruguai participaram do evento, incluindo o vencedor do Master Chef do Uruguai, chef Nilson Viazzo, o qual foi apresentado à secretária Silvana Harden.

Representando a Fronteira, estiveram presentes no evento, Claudio Escosteguy, representando o festival; Silvana Harden, representando o Governo Municipal de Livramento; Carlos Martorel, diretor de turismo de Rivera; a empresária Margarita Carrau e o guia de turismo de Rivera, Marcelo. Após a cerimônia oficial de lançamento do Festival de Enogastronomia, os convidados participaram de coquetel com degustação de vinhos locais.

Foto: Assessoria de Comunicação Social || Fonte: Assessoria de Comunicação Social

Pela primeira vez em um ano e quatro meses, o Banco Central (BC) diminuiu os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 6% ao ano, com corte de 0,5 ponto percentual. A decisão surpreendeu os analistas financeiros, que esperavam corte de 0,25 ponto.

Com a decisão de hoje (31), a Selic está no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. Desde então, a taxa não tinha sido alterada.

Em comunicado, o Copom reiterou a necessidade de avanços nas reformas estruturais da economia brasileira para que os juros permaneçam em níveis baixos por longo tempo. “O Copom reconhece que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado, mas enfatiza que a continuidade desse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia”, destacou.

O Banco Central indicou que novas reduções poderão ocorrer nos próximos meses. “O Comitê avalia que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo”, acrescentou o texto. A próxima reunião do Copom está marcada para 18 e 19 de setembro.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em junho, o indicador fechou em 3,37% no acumulado de 12 meses. Depois de vários meses de alta no início do ano, o índice desacelerou nos últimos meses. Em junho, o IPCA ficou em apenas 0,01%, o menor percentual para um mês desde novembro de 2018.

Para 2019, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu meta de inflação de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,75% neste ano nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Inflação

No Relatório de Inflação divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2019 em 3,6%, continuando abaixo de 4% até 2021. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,8%.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, o BC projetava expansão da economia de 0,8% para este ano. A expectativa está em linha com as do mercado. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos preveem crescimento de 0,82% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2019.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

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Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
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