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A colheita do milho segue de modo normal na parte Norte do Rio Grande do Sul, onde as lavouras se encontram em estágio mais adiantado. Como um todo, o percentual de produto colhido atinge 32% das lavouras plantadas nesta safra, ficando dentro da média para o período. De acordo com a Emater, na região de Santa Rosa o percentual chega a 72%.

Nessa região, a produtividade média das lavouras sem irrigação gira ao redor dos 7 mil kg/ha; já as irrigadas alcançam pouco mais de 10 mil kg/ha. Ao Leste, na região de Ijuí, o percentual é semelhante e os rendimentos médios superam os 8 mil kg/ha.

Tendo em vista a inconstância das chuvas ao longo do ciclo dessas lavouras, esses rendimentos podem ser considerados excelentes. Porém, as lavouras situadas ao Sul não deverão se aproximar desses patamares, influenciando de modo negativo a média geral para o Estado. 

Assim como no milho, a soja começa a registrar as primeiras colheitas também na região administrativa de Santa Rosa. Mais precisamente na Fronteira Noroeste, cerca de 2 mil hectares já foram colhidos, com produtividade média de 3 mil kg/ha. 

No caso da soja, é prematuro extrapolar esses resultados para as demais regiões, principalmente pelo comportamento observado nas condições meteorológicas até o presente. Todavia, a tendência, segundo técnicos, é que a Metade Norte não se distanciará muito do esperado inicialmente. Já a Metade Sul seguramente terá dificuldade em obter rendimentos aceitáveis. 

O cenário não é propriamente uma novidade para o Estado. Em anos anteriores, tal como ocorreu na safra 2012/2013, situação semelhante foi registrada. Ocorre que de lá para cá, por razões de conjuntura e condições climáticas excepcionais sucessivas, a cultura da soja avançou de forma significativa no Sul do Estado. 

Já a cultura do arroz segue evoluindo de maneira satisfatória, sem maiores percalços, em que pese a forte estiagem na Campanha e no Sul do Estado. Até o momento não há informações de indisponibilidade de água para a finalização da irrigação necessária, embora alguns mananciais apresentem decréscimo acentuado nas cotas de armazenamento.

A Fronteira Oeste começa a registrar as primeiras colheitas de arroz, mais precisamente em Itaqui e São Borja. Nos dois municípios estima-se que tenham sido colhidos 7 mil hectares até o momento, com produtividades que giram em média de 8 mil kg/ha, com boa qualidade de grão. A partir de agora, a colheita deve tomar impulso, uma vez que 8% do total das lavouras do Estado se encontram maduras e prontas para serem ceifadas. Outros 30% atingem a formação de grão.
 
 
Fonte: https://www.agrolink.com.br

A produção brasileira de milho está prevista pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 92 milhões de toneladas, o que seria 6% a menos que a temporada anterior. O principal motivo da redução de oferta total é a menor área plantada tanto na safra verão quanto na safrinha.

O plantio da safra de verão tem diminuído em nove dos últimos 10 anos, mas os preços baixos e os estoques altos do ano passado motivaram a ainda mais produtores a reduzirem superfície.  

A estimativa das exportações brasileiras de milho foi reduzida levemente para 34 milhões de toneladas durante o ano agrícola que começou em Março de 2017. Isso ainda seria um pouco mais do que dobro do volume exportado em 2015/2016 e é próximo do recorde histórico.

O Brasil continua a ser importador de milho com um volume insignificante com pequenas quantidades vindas anualmente do Paraguai e da Argentina para suprir operações de avicultura e suinocultura. Para os produtores de Santa Catarina, o custo de importar traz benefícios importantes comparado a trazer do Mato Grosso.

O USDA prevê um consumo brasileiro de milho de 61,5 milhões de toneladas, o que seria um crescimento e que deveria continuar crescendo durante 2018. A avaliação do órgão norte-americano é que a retomada da economia permite que os brasileiros voltem a consumir proteína animal.
 
Fonte: www.agrolink.com.br

As lavouras de soja da área de atuação da Cooperativa Agroindustrial Copagril estão se aproximando do período de colheita de mais uma safra, momento em que muitos agricultores buscam informações e produtos para realizar a dessecação pré-colheita da soja. Mas para realizar a prática da dessecação é necessário ter alguns cuidados na hora de sua realização, afinal, a prática da dessecação traz benefícios, mas pode ser prejudicial se executada de maneira incorreta.

Momento exato 

A dessecação quando feita no período correto traz aos agricultores vários benefícios, dentre os quais estão:

• Uniformidade de maturação;

• Antecipação da colheita;

• Eliminação de plantas daninhas

• Plantio da cultura subsequente no limpo;

• Melhor resultado na safrinha;

• Redução de perdas na colheita, como impurezas, proporcionando grãos mais limpos;

• Melhor qualidade dos grãos colhidos.

Ganho

O momento exato para a realização da dessecação é considerado o ponto mais crítico da prática a ser utilizada. O ganho com a dessecação na antecipação da colheita pode variar de 3 a 7 dias, isto depende muito de vários fatores, entre eles a umidade que o grão apresenta no momento da dessecação, a qualidade do produto utilizado e também as condições climáticas após a dessecação, pois em períodos chuvosos após a dessecação, acontece um atraso no ganho de dias que teria com a realização da prática. Para obter os resultados esperados, o agricultor deve sempre respeitar o período de carência dos dessecantes.

 

Cuidados

As aplicações não devem ser realizadas antes que os grãos da soja estejam fisiologicamente maduros, afinal quando as aplicações de dessecantes são realizadas antes desse estágio, podem ocorrer perdas no rendimento, interferindo assim no enchimento dos grãos e aumentando assim as possibilidades de defeitos como grãos esverdeados. Além disto, se ocorrer chuva após a aplicação, pode haver aumento da incidência de grãos com fungos, por isso é muito importante que o agricultor sempre esteja muito atento a todos os detalhes e procure assistência técnica para realizar esse processo da maneira mais correta possível.

 

Corpo técnico especializado - A Copagril possui profissionais e produtos à disposição para auxiliar o agricultor a fazer a dessecação da soja de maneira correta. Para mais informações do momento exato da aplicação e o produto a ser utilizado, os produtores podem entrar em contato com a equipe técnica da Copagril na unidade mais próxima. 

Por: MASSA NEWS

Fonte: www.agrolink.com.br

 

Produzido artesanalmente com leite cru, de gado criado em pastagens nativas, o queijo serrano é uma das iguarias mais conhecidas no Rio Grande do Sul, uma tradição mantida por gerações. Para garantir a continuidade do trabalho e a produção das famílias pecuaristas, a Fundação Banco do Brasil investiu R$ 150 mil na construção de nove mini queijarias nos municípios de Bom Jesus e São José dos Ausentes, situados em Campos de Cima da Serra. A parceria com a Associação dos Produtores de Queijo e Derivados do Leite dos Campos de Cima da Serra – Aprocampos permitiu a criação de negócios sustentáveis com geração de renda para as famílias participantes.


A propriedade de Adler Antônio Pinto Nunes e Daiane Hoffman, no município de Bom Jesus (RS), foi uma das contempladas com uma agroindústria. Casados há 12 anos e pais de uma menina de 11, eles criam gado de corte e leiteiro (cerca de 40 cabeças) e transferiram a fabricação do queijo que era feita em casa para o novo ponto. Na Fazenda do Tigre, como é chamada, as tarefas são realizadas conjuntamente – o cuidado com o rebanho, as duas ordenhas diárias, o manuseio do leite, a fabricação dos queijos e a comercialização. “Aprendi a fazer queijos com meu marido, e ele já sabia quando casamos, porque aprendeu com os pais. Hoje produzimos 26 quilos de queijo e vendemos no comércio local e para os turistas que passam aqui na BR 285", disse Daiane. A peça custa R$ 22, e o mais maturado, R$ 30.


Com 24 metros quadrados, cada queijaria tem capacidade de produzir 40 quilos de queijo artesanal por dia e são comercializados no município. As estruturas servem também como unidades demonstrativas e de referência não apenas para os 46 associados da Aprocampos, mas também para os demais pecuaristas que têm a fabricação de queijos artesanais como fonte de trabalho e renda.


Apoio técnico
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater/RS e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina - Epagri são parceiras do projeto nas capacitações dos produtores, qualificação e certificação do queijo.


De acordo com Juruema Batista Velho, técnica social da Emater-RS/Ascar, a caminhada foi longa até deixar os empreendimentos de acordo com as exigências sanitárias, ambientais e tributárias. "Tivemos que nos preocupar com todas as etapas - em não descaracterizar ou alterar a receita tradicional; atender a legislação e até adequar a rotina diária. A qualificação do queijo começa com a sanidade do rebanho, com isenção de qualquer doença, o cuidado com a ordenha e o manuseio adequado do leite, uma vez que trabalhamos com o leite cru”, declarou.

Assessoria de Comunicação da Fundação BB:
Dalva de Oliveira: 61 - 3108-7381
Elizângela Araújo: 61 - 3108-7380
Maria Paula: 61 - 3108-7382

 
 
A 7ª abertura oficial da colheita da oliva está marcada para 2 de março, na propriedade Quinta Santa Júlia, de Fernando Schwanke, localizada nos municípios de Encruzilhada do Sul e Pantano Grande. A data e local foram definidos em reunião nesta quinta-feira (25), por representantes de entidades do setor produtivo, o coordenador da Câmara Setorial da Olivicultura da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Paulo Lipp, o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Eudes Marchetti, o prefeito em exercício de Pantano Grande, Ivan Trevisan, e o secretário da Agricultura de Encruzilhada do Sul, Danilo Cardoso.
 
Além da solenidade de abertura, com a presença de autoridades, a Abertura Oficial deve contar também com três estações demonstrativas, com apoio da Emater/RS-Ascar, para mostrar ao público como deve ser feito o planejamento e escolha da área para a implantação de um olival, mudas e variedades disponíveis para comercialização e preparação e correção do solo para a instalação do pomar. O evento terá espaço com estandes para empresas ligadas ao setor exibirem seus produtos, organizado pelo Ibraoliva. Também está prevista uma degustação de alimentos feitos à base de azeite de oliva e azeitonas.
 
 
Texto: Elaine Pinto
Foto: Bethânia Helder
 

Assessoria de Comunicação Social
Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação
(51) 3288-6210 / (51) 3288-6224 / (51) 3288-6228

A produção de uva tem ganhado espaço no município de Vargem Alta, região Sul do Estado. A cidade, que tem como forte a produção cafeeira, viu a fruticultura crescer nos últimos 10 anos e, hoje, são mais de 30 produtores da fruta.

Por ano, conseguem produzir 120 toneladas e, para ajudar a agregar valor, fazem sucos, vinhos e doces. A expectativa agora é conseguirem montar uma indústria de processamento de sucos, que irá beneficiar todos os produtores.

Um dos precursores do plantio da uva é o agricultor Ozeas Pasti, que aprendeu o manejo do fruto com o pai há mais de 50 anos. Mas com a intenção de gerar renda, ele começou há cerca de 10 anos a aumentar a área de plantio.

“Desde então, a gente vem melhorando e plantando mais e, hoje, a gente está como Cantina Vôttilio. Estamos chegando a dois hectares e a ideia é plantar mais” , disse Ozeas, que conta com a ajuda da esposa Antonieta Pasti.

Ele é o presidente da Associação dos Produtores de Uva de Vargem Alta (ProUva), que reúne boa parte dos produtores do entorno. Em sua propriedade, na localidade de Fruteiras, ele tem cerca de dois hectares de uva. As variedades que planta são Isabel Precoce e Bordô, uvas usadas para a fabricação de sucos e vinhos, que são comercializados na propriedade, além de vender o fruto in natura.

Após a criação da ProUva, que completa uma década em fevereiro, a produção de uva no município só tem aumentado. “Foi uma necessidade que a gente viu na época, há dez anos, para melhorar as práticas do cultivo da videira. Graças a Deus a gente conseguiu, em parceria com Incaper e Sebrae, mais capacitação e treinamento para os produtores. A safra de 2008 foi de 20 toneladas e, para 2018, a expectativa é de chegar entre 110 e 120 toneladas”, contou.

Na fruticultura, a uva é o item mais cultivado pelos produtores. As espécies mais plantadas são Niágara Rosada, Isabel Precoce, Vitória e Carmem. O engenheiro agrônomo do Instituto Capixaba de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) Haroldo Oliveira Gomes explicou que a tendência dos produtores é direcionarem a produção para a fruta.

“Quem mexe com uva não volta atrás, pois ela dá rentabilidade em pequenas áreas. Ela usa mão de obra familiar. Um hectare chega a produzir de 25 a 30 toneladas de uva. Colocando isso no mercado a preço de varejo, que é R$ 5,00, representa muito para a arrecadação do município. Também é bom para a agricultura familiar em questão de renda.”

Estado

O cultivo da uva está presente em 600 propriedades rurais espalhadas em 40 dos 78 municípios capixabas, de acordo com o Incaper. A cultura envolve cerca de mil produtores e ocupa uma área de mais de 200 hectares.

A expectativa é de que a safra capixaba 2017/2018 atinja em torno de 3 mil toneladas de uvas, sendo 90% delas destinadas ao consumo in natura e 10% para processamento. A cidade de Santa Teresa é uma dos maiores produtoras de uva e vinho.

Parreirais se transformam em atração turística

A beleza dos parreirais começou a atrair a curiosidade das pessoas que passavam pelo local e, com isso, os produtores de Vargem Alta viram uma oportunidade de ganhar uma renda extra, trabalhando com o agroturismo. A partir daí, as famílias também passaram a fabricar subprodutos da uva, o que garante ainda mais renda.

Somente a propriedade administrada pelo jovem Murilo Romão, de 21 anos, recebe a visita de 25 mil pessoas durante a colheita, entre os meses de janeiro e abril. Dos sete alqueires de terra, um alqueire (o equivalente a cinco hectares) é reservado para o plantio de uva. Para este ano, a previsão é de colher 40 toneladas das espécies Vitória, Isabel Precoce, Carmem e Niágara.

O agricultor começou a produzir suco integral há cerca de oito anos, quando conseguiu a licença da Vigilância Sanitária Municipal para comercializar o produto em Vargem Alta e, há dois anos, conquistou a certificação do Ministério da Agricultura, permitindo vender para todo país.

 “Os produtos processados são mais rentáveis pois a gente aproveita 100% da uva. Se a gente for vender pro Ceasa, ele vai pagar pela fruta, mas e o que sobra dela? Aqui, a gente vai fazer o suco, e da polpa fazemos a geleia e os doces pastosos. Já do engaço dele, que é o talo da uva, a gente faz o aproveitamento para a compostagem de solo que serve para adubo orgânico”, disse Murilo.

O secretário de agricultura, Amarildo Sartori, explicou a importância da produção de uva para a cidade. “As culturas são em pequenas áreas e isso permite as famílias a se manterem na propriedade com mais dignidade e até a manter os seus filhos mais próximos. Além disso, contribuem para a geração de emprego e renda, porque o produtor precisa contratar pessoas, em geral, uma mão de obra bem especializada.”

Fonte: www.agrolink.com.br

Por: GAZETA ONLINE -Geizy Gomes 

Imagem créditos: Geizy Gomes

Exportações catarinenses de carne suína batem recordes em agosto.  Foram 28,65 mil toneladas vendidas para outros países, o melhor resultado já registrado num único mês em Santa Catarina. O crescimento foi motivado pelo aumento nas exportações de carne suína para Rússia e deve se repetir  em setembro, que já registra embarques acima da média.

A quantidade de carne suína exportada em agosto (28,65 mil toneladas) foi 12% maior do que no mês anterior e quase 23% superior ao resultado obtido no mesmo período de 2016. As receitas também trazem números favoráveis: foram US$ 66 milhões em faturamento – um incremento de 20% em relação a julho e de 22,5% se comparado com agosto de 2016.

Os principais destinos das exportações de carne suína catarinense foram Rússia, Hong Kong, China, Chile e Cingapura, que juntos responderam por 82,65% das receitas. E, enquanto a China reduziu as importações de carne suína catarinense, a Rússia ampliou as compras em 46,17% gerando uma receita 75,13% maior em relação ao mesmo período do ano passado.

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, comemora o desempenho da suinocultura catarinense e espera um crescimento ainda maior das exportações nos próximos meses. “Nós queremos ampliar nossa participação em alguns mercados, como é o caso da China, que já é um grande comprador de carne de frango. A carne produzida em Santa Catarina tem um grande diferencial: a qualidade dos nossos rebanhos. Somos reconhecidos internacionalmente como área livre de febre aftosa sem vacinação o que dá muita credibilidade para o produto catarinense”, ressalta.

As duas primeiras semanas de setembro já dão uma prévia de que o mês será de bons resultados para a suinocultura catarinense. A média diária de embarques de carne suína in natura produzida no Brasil é 63,3% maior do que em agosto e o faturamento aumentou em 62,9%.  Como Santa Catarina é o maior exportador nacional de carne suína, os índices devem ter reflexo positivo no estado.

Carne de frango

Santa Catarina também apresentou bom desempenho nas exportações de carne de frango em agosto. As 96,68 mil toneladas embarcadas foram a maior quantidade do ano e o melhor resultado desde março de 2012. Com o aumento das exportações para a China, o setor espera retomar o crescimento.

Ao todo, foram 96,7 mil toneladas de carne de frango exportadas no último mês e o faturamento chegou a US$ 175,2 milhões. Os principais destinos da carne catarinense em agosto foram Japão, China e Países Baixos, que responderam por 42% do valor das exportações do estado. Em 2017, Santa Catarina já exportou carne de frango para 114 países.

No papel de segundo maior exportador de carne de frango do país, Santa Catarina também deve obter bons resultados em setembro.  A média diária, nas duas primeiras semanas do mês. já demonstra um aumento de 13,3% nos embarques de frango in natura produzidos no país, em relação a agosto, com uma receita 12,7% maior.

Acumulado do ano

De janeiro a agosto de 2017, já foram embarcadas mais de 652,5 mil toneladas de carne de frango, gerando uma receita de US$ 1,2 bilhão – faturamento 8,6% superior ao mesmo período do último ano.

Para carne suína, o ano de 2017 está sendo de crescimento constante nas vendas. Desde janeiro, Santa Catarina exportou 191 mil toneladas, arrecadando mais de US$ 451,5 milhões. Em relação ao mesmo período de 2016, o incremento foi de 33,9% na receita e de 6,7% na quantidade. Ao longo deste ano, Santa Catarina já exportou carne suína para 50 países.

Fonte: https://www.agrolink.com.br

Imagem créditos: Famasul

As chuvas do final de semana em áreas secas da chamada Núcleo da Argentina ajudou os produtores a finalizar o plantio de soja, segundo a especialista agroclimática do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA) Natália Gattinoni. Produtores tem estado preocupados que condições excessivamente secas no Norte da província de Buenos Aires bloqueando o plantio de soja em algumas áreas. As informações são da agência Reuters.

“Na parte central e no Norte do país foram chuvas significativas, mas inconsistentes. Algumas áreas tiveram um volume importante de chuvas. Algumas áreas tiveram um nível importante de chuvas enquanto que em outras não”, afirmou Natália.

Por exemplo, partes da província de Córdoba e o importante município de Junín no Norte na província de Buenos Aires recebeu mais de 50 milímetros de chuvas, acrescentou ela. Os produtores mais ao Sul não tiveram a mesma sorte.

“Choveu um pouco na parte norte do país no final de semana. Não choveu aqui, mas nós já plantamos toda a soja que planejávamos semear”, disse Fernando Meoli, um produtor do sul da província de Buenos Aires, que contou com 20 milímetros de chuva e conseguiu terminar o plantio na semana passada.

A Argentina deve colher 52 milhões de toneladas de soja nesta safra, segundo a Bolsa de Comércio de Rosario. A previsão anterior era de 52 milhões de toneladas.
 
Fonte: https://www.agrolink.com.br

Produzir café no Brasil usando novas tecnologias vem se tornando uma atividade mais rentável do que há pelo menos uma década. Isso é o que mostra o estudo intitulado A Cultura do Café: Análise dos Custos de Produção e da Rentabilidade nos Anos-Safra 2008 a 2017, divulgado nesta terça-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo o estudo, o aumento da produtividade aparece como responsável pela melhoria de rentabilidade tanto da variedade do café arábica quanto do café conilon, variedade também conhecida como robusta.

Para o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo de Oliveira Neto, o investimento em tecnologia em algumas regiões de produção cafeeira foi fundamental para a mudança de cenário.

"Quando se fala nessa mudança é preciso voltar no tempo em que se usava basicamente a mão de obra na colheita do café. Na medida em que você usa a tecnologia - e a mecanização faz parte disso - você vai aumentar a quantidade de café colhido e a um custo muito menor. Porque, apenas à guisa de exemplo, onde se colhia um saco manualmente seria possível colher, digamos, 100 sacos", explica o superintendente.

Mas a mecanização da colheita não foi o único fator de aumento da rentabilidade. Aroldo Oliveira observa que a qualidade do café também melhorou graças a uso de novos insumos e novos processos de produção. Ele cita o caso de Rondônia, onde o estudo mostra claramente a diferença da tecnologia.

"Um cafezal tem vida útil de 30 anos. Então, a partir de 2013, um programa do governo estadual, com a participação de diversas entidades e instituições ligadas ao setor, começou a incentivar os produtores a erradicar o café velho e substitui-lo pelo clone, que é uma planta resultante de um processo de enxerto. Esse pé de café é mais forte e produz um grão de melhor sabor. Então o preço acaba sendo melhor", explica o superintendente.

Aroldo Oliveira destaca ainda que na região do estado que adotou esse pacote tecnológico os resultados foram comparativamente melhores que os da região onde a introdução dos novos processos de produção e colheita foi feita mais recentemente. Uma das vantagens do clone, segundo Aroldo Oliveira, é a de que o clone se adapta a qualquer tipo de região onde for plantado. "O Brasil tem hoje a produção do café com novas tecnologias em outras regiões como o Espirito Santo, que é o maior produtor do café conilon, e o sul da Bahia."

Aroldo Oliveira reconhece que a rentabilidade gerada pela melhora da produtividade, em 2016, foi influenciada também pelo preço favorável do café no mercado internacional.

"Mas é preciso lembrar que o café é uma commoditie e que seu preço oscila. Mas mesmo quando o preço cai, o prejuízo que poderia advir dessa queda será sempre muito menor graças ao uso da tecnologia", disse o superintendente.

Edição: Fernando Fraga
 
Olga Bardawil - Repórter da Agência Brasil

Diferentemente dos últimos anos, a Consultoria AgResource (ARC) afirma que não irá entrar em um novo ano com uma visão baixista dos preços. “Pelo contrário, em meio à dinâmica climática que tem sido presenciada na América do Sul e a grande possibilidade de uma intensificação da interferência de um La Niña na Argentina e Sul do Brasil, é difícil manter uma posição baixista para os próximos meses”, afirmam os especialistas.

Um indicativo dessa tendência é que a Bolsa de Chicago (CBOT) fechou o último dia de 2017 em alta, após uma sessão de pressão com incertezas climáticas ainda sendo sondadas para a Argentina e partes do Sul do Brasil: “Os mapas climáticos atualizados nesta última madrugada trouxeram uma redução dos níveis de umidade do solo previstos para os próximos 10 dias na Argentina”, confirma a ARC. 

“O padrão climático previsto para os próximos 10 dias na Argentina continua similar às previsões passadas. No entanto, os totais pluviométricos previstos foram reduzidos sucintamente, especialmente a partir do dia 2 de janeiro, quando um cenário mais seco se alastra pela Argentina e parece perdurar até o dia 11 do mesmo mês. O período de estiagem é considerado grave, uma vez que os níveis de umidade do solo no país ainda não foram reestabelecidos para níveis adequados, sofrendo com precipitações abaixo da média desde o começo de novembro”, explica a Consultoria. 
 
“No geral, nenhuma perda de produção por conta de intempéries climáticas já foi contabilizada, no entanto, o cenário é delicado e sensível à qualquer variação meteorológica. Rodadas extras de chuvas ainda são necessárias para a Argentina, as melhores chances de precipitações são previstas para os próximos 3 dias”, conclui a ARC.
 
Imagem créditos: Gazeta do Povo
 
Fonte: www.agrolink.com.br
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