Rural

Rural (182)

A Secretaria Estadual da Educação (Seduc), por meio da Superintendência da Educação Profissional (Suepro), promove, na quarta-feira (5), um workshop de encerramento das ações do Programa de Qualificação das Escolas Agrícolas em 2018. O encontro, que ocorre na Escola Senac Gestão e Negócios (Rua Cristóvão Colombo, nº 545, prédio 1, 3º andar), a partir das 9h, tem o objetivo de apresentar boas práticas de gestão desenvolvidas ao longo do ano nas 26 escolas agrícolas estaduais.

Na ocasião, também serão entregues às instituições de ensino, drones que serão utilizados como ferramenta na elaboração de projetos pedagógicos em sala de aula.

Parceria

O Programa de Qualificação das Escolas Agrícolas foi elaborado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), com o Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O intuito é qualificar a gestão das instituições de ensino, melhorar a aprendizagem e incentivar o desenvolvimento de práticas pedagógicas que criem um engajamento com foco na temática do empreendedorismo.

Texto: Diego da Costa/Seduc
Edição: André Malinoski/Secom Foto: Diego da Costa/Seduc

O Brasil exportou em outubro 163,0 mil toneladas de algodão, 2,91% menos que em igual período do ano passado, quando foram embarcadas 167,9 mil toneladas. Em receita, as vendas externas da pluma renderam US$ 282,8 milhões, 5,91% acima dos US$ 267 milhões faturados em outubro de 2017.

Conforme os dados divulgados nesta tarde de quinta-feira, 1, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em relação a setembro o resultado é positivo, com aumento de 124,5% no volume (72,6 mil toneladas em setembro/2018) e 121,8% na receita (US$ 127,5 milhões em setembro/2018).

No acumulado dos dez primeiros meses de 2018, o Brasil exportou 502,1 mil toneladas de algodão, com receita de US$ 870,7 milhões.

O preço médio da tonelada de algodão exportada em outubro foi de US$ 1.735,20, ante US$ 1.757,00 em setembro deste ano e US$ 1.590,60 em outubro do ano passado.

Fonte: https://www.agrolink.com.br

Pesquisadores japoneses modificaram genes de galinhas poedeiras para que seus ovos contenham medicamentos para tratar doenças, incluindo o câncer. De acordo com os cientistas, essa é uma tentativa para reduzir o custo dos tratamentos contra as principais doenças. 

O intuito dos cientistas é chegar ao ponto de conseguir produzir ovos com uma proteína que é usada atualmente para tratar doenças comuns e perigosas para a saúde humana, como esclerose múltipla e todo os tipos de hepatite. Segundo eles, o trabalho ainda está no início e não se pode tirar nenhuma conclusão precipitada sobre o real impacto que isso terá para o corpo humano.  

No entanto, o fato que os pesquisadores tratam como certo é a baixa considerável que deverá ser notada nos preços dos remédios que tratam essas doenças. De acordo com as informações divulgadas no relatório da pesquisa, o preço das drogas, que atualmente chegam a 100 mil ienes (cerca de US $ 888) por alguns microgramas, terá uma queda considerável.  

O projeto começou quando pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência Industrial e Tecnológica Avançada (AIST) da região de Kansai lançaram o processo através da introdução de genes que produzem interferon beta em células precursoras de espermatozoides de galo. Essas células são usadas para fertilizar óvulos com a ideia de que as galinhas que nascem têm seus genes modificados com essa particularidade.  

No momento, os cientistas têm três galinhas com a característica, botando ovos quase diariamente. A equipe de pesquisadores estima que o preço de um tratamento pode cair em 10% do seu valor atual.

Fonte: https://www.agrolink.com.br

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação, junto com a Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor) e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), estão dialogando para elaborar estratégias de combate ao cascudo serrador, uma espécie de inseto que ataca florestas de acácias- negras, árvores utilizadas para extração de tanino, celulose e produção de carvão.

Nesta semana, servidores do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) e o Departamento de Defesa Agropecuária (DDA) da Secretaria, mais as empresas Seta e Tanac e o Departamento de Engenharia Florestal da UFSM visitaram áreas infestadas pelo cascudo serrador nas regiões de General Câmara, São Jerônimo, Butiá e Encruzilhada do Sul.

De acordo com o engenheiro florestal da Secretaria da Agricultura, Jackson Brilhante as florestas de acácia-negra apresentam grande importância social, por serem plantadas em pequenas propriedades. “Em média, estima-se que haja perda entre 20 a 35% na produtividade de madeira com o ataque da praga. Em alguns casos, a perda pode ser de 100% da área”, alerta.

O Rio Grande do Sul é o maior produtor brasileiro de acácia-negra. A cultura foi implantada no estado há cem anos, em 1918.

Texto: Elaine Pinto/Seapi
Edição: André Malinoski/Secom   Foto: Fernando Dias/Divulgação

Com 88% das lavouras de trigo no Rio Grande do Sul entre as fases final de enchimento de grãos e início da maturação, os triticultores estão preocupados com a persistência do tempo úmido e quente prevista para as próximas semanas. A se concretizar esse cenário, mais que a quantidade, a qualidade final do grão poderá sofrer sérios danos, resultando em um produto final de baixo valor.

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nessa quinta-feira (4), apesar da recente ocorrência de chuvas intensas, acompanhadas de granizo e ventos fortes, a situação da cultura ainda é considerada boa, com o potencial de produtividade se mantendo estável, ao redor dos três mil quilos de trigo por hectare.

Também evolui para a fase de enchimento de grãos a cevada, que apresenta boa formação de espigas e grãos. O clima úmido do período favoreceu o desenvolvimento de doenças fúngicas, principalmente manchas foliares, determinando que os produtores realizem tratos culturais, visando proteger as espigas da cevada e preservar a qualidade dos grãos a serem colhidos. As lavouras mantêm bom stand a campo, prospectando boa qualidade industrial (cervejeira).

A canola está finalizando a fase de enchimento de grãos basicamente no Planalto Médio, e em maturação e colheita no Noroeste, com 33% da área estimada da região (12,5 mil ha) já colhida. As áreas da cultura que estão evoluindo para o estádio de maturação apresentam desuniformidade entre plantas.

Milho – A alta umidade no solo prejudicou a evolução do plantio, que avançou pouco e no momento atinge 47% da área prevista para a safra. As lavouras recém-plantadas apresentam boa emergência e desenvolvimento inicial adequado, com poucas necessitando controle em relação ao ataque de lagartas. Nas semeadas há mais tempo, segue aplicação de adubação nitrogenada em cobertura e de herbicidas para controle de invasoras.

Feijão 1ª safra – Produtores continuam implantando as lavouras em todo o estado, já alcançando cerca de 52% da área prevista. A fase é de germinação e desenvolvimento vegetativo. Os agricultores também já estão realizando a adubação nitrogenada em cobertura nas primeiras lavouras semeadas. Até o momento, há pouca presença de pragas e doenças, não sendo necessários tratamentos fitossanitários nas lavouras. Na região Centro-Serra, as lavouras semeadas apresentam boa germinação e emergência, além de ótimo estande de plantas.

FRUTÍCOLAS

Citros  Apesar das chuvas frequentes na região do Vale do Caí, os períodos de tempo bom têm permitido que os citricultores realizem a colheita das últimas frutas dos pomares cítricos. Em relação às bergamoteiras, está no final a colheita da Montenegrina, cultivar com maior área de cultivo e produção tanto no Vale do Caí quanto no RS. A safra de bergamotas foi de muito boa qualidade, com frutas suculentas, casca lisa e pouca incidência da pinta preta, principal doença das bergamoteiras. Já entre as laranjas, ainda está em colheita a cultivar Valência, de colheita mais tardia. A Valência é a fruta cítrica com maior área de cultivo no estado e se destina à elaboração de suco, tanto na indústria como nos lares, bares e restaurantes.

CRIAÇÕES

Bovinocultura de leite  A produção de leite tem apresentado crescimento em decorrência da maior oferta de forragem, pois a produção de azevém está na sua fase mais favorável. O clima do início da semana passada proporcionou um quadro bastante positivo para as pastagens de inverno, porém, a grande quantidade de precipitações no final de semana fez com que os animais fossem retirados das pastagens para não haver muito pisoteio. Os produtores com bom planejamento apresentam resultados muito satisfatórios em relação à produção de leite, fator que, aliado ao aumento do preço pago, gera um ótimo momento para o setor.

Apicultura  Os enxames já mostram bastante atividade e os produtores estão colocando melgueiras e cera nova nos ninhos. No entanto, o excesso de dias chuvosos na região Sul e Campanha prejudica o trabalho das abelhas. Apesar disso, tem início o caça-enxame, manejo no qual os produtores distribuem as armadilhas para recuperar enxames e aumentar o número de colmeias. Esse período exige atenção ao manejo da colmeia, visando o direcionamento para a produção. O manejo de caixilhos e a renovação de quadros são importantes para garantir colmeia forte e ganhos de produção para o próximo ciclo. A expectativa de produção é de 15 a 25 quilos por colmeia.

Texto: Adriane Bertoglio Rodrigues/Ascom Emater/RS-Ascar
Edição: André Malinoski/Secom

Foto: Deise FroelichAscom Emater/RS-Ascar

O percentual de plantio do milho avançou no Rio Grande do Sul e, apesar da ocorrência de chuvas intensas em algumas áreas, atinge 42% da área prevista para o estado. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as lavouras de milho implantadas no início de agosto já estão recebendo adubação nitrogenada de cobertura e foi intensificado o controle de ervas daninhas. A emergência das plantas tem sido muito boa, proporcionando stand uniforme às lavouras.

Iniciado pela Região Noroeste, o plantio do feijão 1ª safra já acontece em quase todas as regiões produtoras. As primeiras lavouras semeadas estão emergindo de forma satisfatória. No Baixo Vale do Rio Pardo, as chuvas regulares nas últimas semanas proporcionaram boa germinação e emergência. Na Zona Sul, a lavoura também está em início de semeadura, e já se encontram semeados 25% da intenção de plantio, apresentando pequeno atraso.

No arroz, as chuvas dos últimos dias prejudicaram o preparo das lavouras para a próxima safra. Em alguns locais será necessário um período maior sem chuvas para ser possível iniciar o preparo das lavouras. Apesar do excesso de umidade no solo, alguns produtores da Fronteira Oeste já fizeram a dessecação das áreas. Em Itaqui, Maçambará e São Borja já teve início o plantio de algumas poucas áreas. Nas demais regiões, a semeadura da próxima safra deverá se intensificar a partir de 10 de outubro.

Trigo

Atualmente, a cultura se encontra com 10% da área em desenvolvimento vegetativo, 34% em floração, 52% em enchimento de grãos e 4% em processo de maturação. No momento, a maior preocupação dos triticultores é com a possível incidência de doenças fúngicas. Assim, o monitoramento deverá ser intensificado, pois o trigo está numa das fases mais importantes do ciclo (floração e formação de grãos). Caso as doenças não sejam controladas em tempo oportuno e de maneira adequada, poderá haver queda na qualidade e produtividade das lavouras. Por ora, a produtividade média apontada pelos técnicos segue ao redor dos 3 mil quilos por hectare.

Cevada - A cultura se aproxima das fases finais, estando em formação e enchimento dos grãos, com bom padrão geral nas lavouras. Em decorrência da umidade no solo, os agricultores realizam tratamentos fúngicos, visando proteção das doenças de espiga, como as da septoria e giberella. O potencial produtivo médio das lavouras situadas no Norte do RS está em torno de 3 mil quilos por hectare, com boa qualidade industrial.

Canola – A lavoura evolui para o final do ciclo, já se constatando colheita em 15% da área estimada para o RS, a maioria na região Noroeste. Há expectativa de bons rendimentos, apesar dos danos provocados pelas geadas no início do mês. De maneira geral, a cultura vem demonstrando perspectivas de boa produtividade média, superando as estimativas iniciais no Estado.

CRIAÇÕES
Neste início da primavera, os campos nativos e as pastagens perenes de verão, como tíftons, capim elefante e braquiárias, começam a rebrotar, devido ao aumento gradual das horas de sol e à boa umidade do solo, proporcionando assim melhor qualidade forrageira para os rebanhos. No entanto, em alguns locais ainda se observa o aspecto crestado devido às baixas temperaturas e às geadas ocorridas no inverno. Áreas que têm trevos implantados estão dando pastejo, com índices de rebrote em ascensão.

Bovinocultura de corte - Na pecuária de corte, é importante manejar o rebanho realizando o dimensionamento da carga animal em função da disponibilidade forrageira, tanto para o campo nativo como para as pastagens cultivadas, para evitar perdas maiores no desempenho dos animais. Há produtores usando cercas elétricas para divisão das áreas em potreiros, a fim de obter melhor manejo das pastagens, permitindo assim ampliar a oferta de forragem. Os pecuaristas continuam suplementando seus rebanhos com sal mineral.

Ovinocultura – O rebanho ganha peso devido à recuperação dos campos nativos. Nos rebanhos dos pecuaristas familiares, a parição já está praticamente concluída. A raça de corte Texel apresenta excelente produção de cordeiros. Os próximos manejos que a Extensão Rural da Emater/RS-Ascar recomenda são o tratamento das verminoses, a vacinação contra clostridioses e o tratamento da foot root (doença dos cascos). Nas raças de corte Texel, têm início a seleção de matrizes e aquisição de carneiros por parte do produtor, pois o encarneiramento é mais cedo que o das raças laneiras.

Texto: Adriane Bertoglio Rodrigues/ Ascom Emater/RS-Ascar
Edição: Léa Aragón/ Secom 

Foto: Deise Froelich/ Emater

O plantio de soja da safra 2018/19 do Paraná, segundo produtor da oleaginosa no Brasil, teve início nesta semana, marcando o início mais precoce das atividades de semeadura em pelo menos cinco anos, afirmou nesta sexta-feira o Departamento de Economia Rural (Deral), do governo do Estado. Chuvas que deverão continuar nos próximos dias permitiram o início dos trabalhos no Estado, com produtores vendo condições de umidade favorável para a germinação do grão.

Nos últimos dias, contudo, as mesmas precipitações podem ter prejudicado atividades mais intensas de plantio, disse à Reuters nesta sexta-feira o economista do Deral, Marcelo Garrido. “Como está chovendo em algumas regiões, é capaz de não ter evoluído muito o plantio, mas a perspectiva é melhor do que na safra passada, quando tivemos um setembro seco”, comentou ele.

Até o início da semana, o Deral contabilizava 1 por cento da área plantada no Estado, ante zero na mesma época dos últimos anos pelo menos desde 2013, segundo levantamento feito pela Reuters com base em dados do departamento.

Uma início precoce do plantio da soja é importante para o Estado, que tem semeado cada vez mais milho na segunda safra. “Ano passado, ficamos até 28 de setembro sem chuva, isso atrasou o plantio e a colheita, e atrasou o plantio da safrinha de milho depois.” 

Quanto mais cedo o plantio da safrinha, melhor a janela para o desenvolvimento da safra. Se o cereal é plantado mais tarde, fica mais sujeito à falta de chuva ou geadas —este ano, o Estado perdeu bons volumes pela seca.

Em 2018/19, a safra de soja do Paraná está estimada pelo Deral em 19,6 milhões de toneladas, o que seria um crescimento de 3 por cento ante 2017/18, ficando atrás apenas do recorde registrado em 2016/17 (19,9 milhões de toneladas). O Deral projeta o plantio em 5,45 milhões de hectares, com estabilidade ante a temporada passada.

Além de ser favorecido pelo clima, o plantio de soja mais precoce, na comparação com anos anteriores, ocorre após uma determinação fitossanitária no ano passado que autorizou a antecipação dos trabalhos em alguns dias. “Diante das recentes precipitações, produtores paranaenses, especialmente da região oeste do Estado, estão semeando a oleaginosa a todo vapor. Isso porque as previsões indicam chuvas também para os próximos dias...”, afirmou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em análise na sexta-feira.

Por: REUTERS

Fonte: https://www.agrolink.com.br

A semeadura do milho avançou nas áreas mais ao Norte do Estado. Mesmo com o período chuvoso dos últimos dias, 96 mil hectares estão semeados com milho, o que corresponde a 13% do total estimado para esta safra 2018/2019, que é de 738 mil hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar, a geada ocorrida nessas áreas causou alguma queima nas pontas das folhas emergidas, que estão se recuperando e, em princípio, não será necessário nenhum replantio. As lavouras de milho em germinação e as já emergidas têm apresentado população adequada de plantas. Todavia as temperaturas baixas retardam o desenvolvimento das mesmas.

No trigo, os tratamentos fitossanitários (aplicação de fungicidas) ficaram praticamente paralisados em função da alta umidade, que resultou em plantas molhadas por várias horas e propiciou o aparecimento de oídio, manchas foliares e pústulas de ferrugem. As lavouras em florescimento também ficam suscetíveis ao desenvolvimento da giberela nas espiguetas, mas até o momento não há ocorrência significativa de pragas. A cultura do trigo apresenta 36% das lavouras em floração e 24% em enchimento de grãos, percentuais esses próximos da média observada nos últimos anos.

A canola apresenta cerca de 70% das lavouras em fase de enchimento do grão, sendo que 7% já estão em maturação. As geadas devem ter pouco impacto negativo na cultura, já que esta apresenta maior sensibilidade a este estresse após o término da floração, sendo que produtores ainda esperam uma boa safra, já que a boa sanidade da cultura aponta para isso. A cultura se apresenta como alternativa aos produtores que estão em busca de cultivos em substituição ao trigo.

OLERICULTURA
Alho – Na Serra e Planalto as lavouras foram prejudicadas pelo excesso de chuvas, granizo e baixa luminosidade, comprometem a sanidade das plantas. Houve rupturas de canteiros, alagamentos de parte de lavouras mais baixas e índices de erosão consideráveis na maioria das áreas implantadas. O momento é de tratamentos da parte aérea, no intuito de prevenção de fitopatias.

Batata inglesa – Na região de Santa rosa, as sementes de batata das variedades Baronesa e Rosa Maça encomendadas pelos escritórios municipais já estão sendo plantadas pelos produtores, com objetivo de obter boa produção. A maior parte desta produção destina-se para o consumo da própria família.

FRUTICULTURA
Pêssego – No Sul do Estado os pomares estão em plena frutificação e algumas cultivares ainda em floração. Nesta etapa, os produtores seguem realizando os tratamentos fitossanitários objetivando o controle das doenças fúngicas, bem como adubação de frutificação. Os produtores estão finalizando as atividades de poda de inverno com mão de obra familiar, principalmente, totalizando 99% dos pomares podados. Os agricultores estão encaminhando projetos de custeio para a próxima safra.

Citros – Na região do Vale do Caí a colheita das frutas cítricas está sendo finalizada. A grande quantidade de dias chuvosos dificultou a colheita, mas não prejudicou a qualidade das frutas cítricas, que continua excelente. A safra 2018 teve condições adequadas para o desenvolvimento e maturação das frutas, não tendo ocorrido condições adversas como chuvas excessivas, granizo ou geadas. Ao mesmo tempo em que se encerra a safra 2018 já está se formando a safra 2019, com o início da floração das plantas cítricas.

Um destaque na comercialização das frutas cítricas na região foi a elevação do preço recebido pelos citricultores pela lima ácida Tahiti, o conhecido limãozinho verde, cuja planta tem floração durante todo o ano, e, portanto, produção durante todo o ano, com diferente intensidade conforme o fluxo de floração.

CRIAÇÕES
Bovinocultura de corte – O campo nativo sofre crestamento pelo número acentuado de geadas. A orientação para os pecuaristas é que continuem fornecendo sal proteinado em cochos cobertos, acompanhando o consumo e a oferta, visando manter equilibrado o funcionamento do rúmen dos bovinos. Algumas áreas estão dando pastejo, com menor quantidade e qualidade. As áreas divididas em piquetes estão em melhores condições. Os pecuaristas estão sendo orientados também a fazer rodízio de áreas, inserindo e retirando os animais por no máximo duas horas por dia; uma pela manhã e outra à tarde, a fim de evitar pisoteio, que comprometerá o futuro das pastagens, já que a ocorrência de muita chuva e alta umidade prejudica a entrada dos animais.

Pecuaristas que entouraram o rebanho no cedo, se preparam para o nascimento dos bezerros, exigindo vistorias diárias dos potreiros das vacas gestantes. O período de cobertura deverá começar a partir do mês de outubro, dependendo do estado corporal das matrizes, se estendendo até o fim da primavera.

Apicultura – Com a entrada da frente fria, observa-se a diminuição no forrageamento, porém já se observa as floradas de algumas espécies nativas, mas ainda é escasso o pólen. Técnicos da Emater/RS-Ascar recomendam o manejo de desbloqueio de ninho, para induzir a postura da rainha, bem como a alimentação energética líquida, que objetiva aumentar o movimento de operárias no alvado e com isso induzir a postura da rainha para obter um bom número de campeiras para o início da primavera. Também é recomendada a distribuição das caixas iscas, pois devido às condições climáticas pode haver florações precoces.

Texto: Adriane Bertoglio Rodrigues/Imprensa da Emater/RS-Ascar
Edição: Léa Aragón/Secom

Mercado que movimenta R$ 16 bilhões ao ano no Brasil, a criação de equinos é tema de palestra que será promovida pela Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) no dia 27/08 (segunda-feira), às 10h30min, durante a Expointer 2018. A ideia é abordar os diferenciais que fazem um haras e/ou uma cabanha de excelência e o caminho para o aprimoramento de animais voltados ao esporte, segmento que representa 80% dos negócios na área. A palestra será ministrada pelo criador de equinos, jurado e engenheiro agrônomo paulista Daniel Dias. A agenda, alerta ele, é destinada a todas as raças. “Quando se fala em função, a morfologia é uma só. Um bom cavalo funcional precisa ter, independente da raça, equilíbrio, substância e qualidade”, pontuou. 
 
Durante a apresentação, também serão abordados aspectos relacionados ao bem-estar animal na equinocultura, um assunto polêmico, mas que precisa da atenção dos criadores, aconselha o palestrante. “A Febrac busca reunir as associações de criadores de equinos para um grande bate-papo que inspire reflexões sobre os propósitos e potencialidades da criação de cavalos no Brasil hoje”, acrescentou o presidente da Febrac, Leonardo Lamachia. 
 
Dias reforça a importância de os criatórios e haras que operam com animais voltados ao esporte também estarem atentos a questões morfológicas de base de suas raças. “Nossa experiência indica que quando se trabalha com esporte é preciso cuidado na seleção genética e morfológica dos animais. Se o criador relaxar nesse aspecto não terá os atletas que procura”.
 
Na foto: Daniel Dias
Crédito: Bernardo Bergmann/Press em Campo

As cotações da soja tiveram nesta quarta-feira (22.08) um dia de baixas no mercado físico brasileiro, com Chicago recuando 1,86% e os prêmios caindo 4,87%, o que compensou a alta do Dólar. Com isso, diz a T&F Consultoria Agroeconômica, o mercado “travou”.

Segundo destaca o analista Luiz Fernando Pacheco, se, por um lado, o sojicultor vibrou com a alta do dólar nos dois últimos dias, hoje tomou um “banho de água fria” com o forte recuo da CBOT e dos prêmios pagos nas vendas de exportações. Os prêmios da soja brasileira recuaram 30 cents/bushel no porto de Rio Grande e 20cents/bushel no porto de Paranaguá para entregas em setembro.

Para entregas em outubro o recuo foi de 25 cents/bushel em Rio Grande e 25 cents/bushel em Paranaguá. Os prêmios do óleo caíram 20 cents/libra-peso em Rio Grande e 40 cents/libra peso em Paranaguá, ambos para setembro; para outubro caíram 10 cnts/l-p em Rio Grande e 30 cents/l-p em Paranaguá.  

Na visão de Pacheco, isso contribuiu para tirar as empresas do mercado: “O Brasil depende, agora mais do que nunca, da definição sobre as negociações EUA-China para saber o futuro dos seus preços. Com isto, o mercado ficou complicado, muitas empresas fora, sem indicação de preços, outras fazendo apenas lotes pequenos; fábricas comprando apenas para recebimento novembro e pagamento dezembro. Todas muito bem compradas, sem necessidade de ir ao mercado procurar volume”. 

“Por outro lado, muitos produtores com soja ainda para vender, entretanto, mesmo com esse cenário, pedem preços melhores, vencimentos de carregamento e pagamento mais curtos. 
No MT houve vendas de 3.000 tons da mão para a boca a R$ 77,00 em Jaciara, para esmagadora de Rondonópolis. Para a próxima safra houve vendas de 3.600 tons em Campo Verde e 6.000 tons em Primavera do Leste a R$ 70,00 entrega fevereiro 19 e pagamento março19”, conclui. 

Por: AGROLINK -Leonardo Gottems

Fonte: https://www.agrolink.com.br

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