Rural

Rural (192)

A colheita da safra de arroz 2018/2019 alcançou 837.518 hectares, ou 85,1% do total semeado de 984.081 ha no Rio Grande do Sul. A produção é de 6.440.019 toneladas até o momento, com produtividade média de 7.689 quilos por hectare. Os dados estão no levantamento divulgado nesta segunda-feira (22/4) pela Seção de Política Setorial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a partir de informações fornecidas pelo Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) e Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates).

A regional da Zona Sul é a mais avançada em área colhida, com 145.865 ha (93,7%), produção de 1.198.978 toneladas e também detentora da maior produtividade até agora: 8.220 kg/ha. A Zona Sul abrange 12 municípios produtores de arroz.

A Planície Costeira Externa é a segunda mais adiantada, com 101.746 ha (90,2%), produção de 731.834 toneladas e produtividade de 7.193 kg/ha. Logo após está a Fronteira Oeste, com a maior produção até o momento, 2.082.950 toneladas, área colhida de 264.237 ha (87,7%) e produtividade de 7.883 kg/ha.

Para acessar levantamento completo e verificar dados por município e região, clique aqui.

Irga mapa RS 22ABR
A Zona Sul, que está com a colheita mais avançada, também é detentora da maior produtividade até agora: 8.220 kg/ha - Foto: Política Setorial / Irga

O engenheiro agrônomo André Barros Matos, responsável pela Coordenadoria da Regional da Zona Sul do Irga, destaca o desempenho satisfatório da região, mas observa que poderia ter sido ainda melhor se não fossem as condições climatológicas desfavoráveis e cita a quantidade de luz natural no período reprodutivo do grão como principal fator negativo.

“Apesar de o clima nem sempre contribuir positivamente, nossa região vem, nos últimos anos, registrando a mais produtividade do Estado. Nesta safra, cultivamos área menor de arroz e tivemos mais de 80% da semeadura dentro da época recomendada”, completa.

Área 100% colhida em 14 municípios:

– Fronteira Oeste: Caibaté e Itacurubi
– Central: Lavras do Sul (leste) e Pinheiro Machado
– Planície Costeira Interna: Amaral Ferrador, Charqueadas (oeste) e Dom Feliciano
– Planície Costeira Externa: Alvorada, Dom Pedro de Alcântara, Gravataí, Sapiranga e São José do Norte
– Zona Sul: Herval e Turuçu

Texto: Taís Forgearini / Ascom Irga
Edição: Marcelo Flach/Secom

Foto: André Barros Matos / Irga

Os dados estão transformando toda a cadeia de valor da agricultura, com os produtores coletando, processando e analisando dados para maximizar seus rendimentos e reduzir a necessidade de insumos agrícolas e recursos naturais. De acordo com o agfundernews.com, novas ferramentas digitais estão aumentando a transparência sobre como as plantações são cultivadas, o gado é produzido e a comida é processada e distribuída, satisfazendo a demanda dos consumidores e reguladores por mais informações sobre os alimentos que comemos.  

No entanto, os fornecedores de insumos agrícolas que trabalham com sementes, fertilizantes e proteção química de cultivos aos agricultores ainda não aproveitaram totalmente os dados e as novas ferramentas digitais para se aproximarem dos produtores e impulsionar as vendas. “Essas empresas têm uma riqueza de dados sobre o desempenho e o valor de seus produtos, mas sabem pouco sobre os produtores que realmente usam seus produtos”, disse o portal.  

“Enquanto isso, a concorrência está se fortalecendo à medida que a indústria de insumos agrícolas se consolida e novas empresas voltadas para a tecnologia estão entrando no mercado agrícola com modelos de negócios digitalmente projetados para proporcionar maior transparência no desempenho e nos preços e responder mais rapidamente às necessidades dos produtores”, completa.  

Nesse cenário, se os fornecedores de insumos continuarem a competir com sucesso, eles devem desenvolver novas estratégias de entrada no mercado que maximizem o uso de dados para obter insights sobre seus mercados e clientes e fornecer a eles produtos e serviços totalmente personalizados. “Eles devem agir rapidamente, porque o uso crescente de dados rapidamente separará os vencedores dos perdedores no negócio de fornecimento de insumos agrícolas, como em muitos outros setores”, conclui. 

Por: AGROLINK -Leonardo Gottems

Fonte: https://www.agrolink.com.br

Imagem créditos: Pixabay

Enquanto as lavouras da safra de verão são colhidas, os agricultores gaúchos começam a planejar a safra de inverno. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (4), os agricultores negociam crédito para financiamento de custeio das lavouras de trigo, em especial na parte Norte, e encaminham amostras de solo para análise e correção de nutrientes.

Nas regiões Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, os altos custos dos insumos interferem na definição da área a ser cultivada, de acordo com o Informativo Conjuntural. Na Fronteira Noroeste e Missões, foram liberados os primeiros recursos destinados a insumos para lavouras de trigo.

No caso da canola, produtores buscam crédito para custeio em agentes financeiros, mas a expectativa é de diminuição da área no Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial também conforme o Informativo Conjuntural. Na Fronteira Noroeste e Missões, diferentemente, empresas agrícolas estão fazendo pré-contratos de compra com fornecimento de insumos, o que tem motivado a ampliação da área de canola, até mesmo como alternativa ao cultivo do trigo.

Soja

 

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Rendimento médio está em 3.800 kg/ha na região da Produção - Foto: Rodger Timm / Palácio Piratini / Reprodução

 

No Estado, colheita da soja avançou muito, chegando aos 52% das lavouras, sendo que outras 33% estão maduras e 15%, em enchimento de grãos. A produtividade está de acordo com a expectativa, chegando à média de 3.800 kg/ha na região da Produção.

No Sul, o rendimento das lavouras de soja é distinto: nas coxilhas, tem sido de 75 sacas por hectare; na fronteira, não deve ultrapassar 40; e na região da Encosta da Serra do Sudeste, a produtividade esperada fica acima de 60 sacas por hectare. Se o tempo favorecer, a colheita da soja será finalizada até meados de abril.

Milho

O tempo seco dos últimos dias favoreceu o avanço da maturação e a colheita do milho, alcançando 70% da área, estando com 19% maduro e 10% em enchimento de grãos, com apenas 1% em floração.

Na região Central, 43% da área foi colhida, com produtividade média de 90 sacas por hectare. Em específico no município de Tupanciretã, onde a maior parte da lavoura é irrigada com pivô central, a área está 95% colhida, com produtividade de 210 sacas por hectare.

Feijão

Restam apenas 5% das lavouras de feijão para serem colhidas, todas nos Campos de Cima da Serra. As produtividades estão próximas do esperado inicialmente, que é de 2,5 toneladas por hectare.

A safrinha está quase toda implantada. Como a segunda safra de feijão é basicamente cultivada pela agricultura familiar e para autoconsumo ou reserva de sementes, tende a se estender por um período maior.

Atualmente, 9% da segunda safra de feijão foi colhida; 11% está madura e por colher; 35% está em enchimento de grãos; 30%, em floração; e 15% das áreas estão em germinação e desenvolvimento vegetativo.

Arroz

A safra de arroz teve a colheita acelerada na última semana, chegando a 60% da área. As lavouras da Campanha e Fronteira Oeste, regiões de grande importância da cultura no estado, estão com bom ritmo de colheita, avançando em todos os municípios. Na Zona Sul, outra região de grande expressão da cultura no RS, também prossegue a colheita, atingindo 51% da área. Até o momento, a produtividade de referência é 8,2 toneladas por hectare.

Olerícolas e frutícolas

Pepino: apesar de ter crescido o consumo, o pepino japonês ainda é bem menos comercializado do que o pepino salada convencional. No RS, há um movimento crescente de olericultores que estão substituindo o plantio do pepino salada pelo japonês. Contudo, como o segmento olerícola responde forte e rapidamente às oscilações entre oferta e demanda, a partir do momento que o mercado estiver sobrecarregado de pepino japonês, o preço tende a cair.

Kiwi Serra 07
Em breve, começará a colheita das variedades mais cultivadas na Serra - Foto: Arquivo / Secom

Quivi (também escrito kiwi): o produto está em plena colheita das variedades glabras (peladas) e de polpa amarela, da espécie Actinidia chinensis, com frutos de bom calibre e altos teores de açúcar. Em breve, terá início a colheita das variedades mais cultivadas na Serra, da espécie Actinidia deliciosa. De maneira geral, as plantas apresentam bom vigor e sanidade.

Pastagens e criações

Na pecuária de corte, o campo nativo, as espécies de pastagens perenes de verão (tíftons, panicuns e braquiárias) e as gramíneas anuais de verão (sorgo forrageiro, capim sudão e milheto) apresentam-se fibrosas, com menor taxa de crescimento e baixa qualidade, devido aos baixos índices de umidade no solo.

Pecuaristas dos Campos de Cima da Serra iniciaram a implantação das pastagens cultivadas de inverno, procurando antecipar o pastoreio e evitar que o gado reduza em demasia a condição corporal, que ocorre quando os animais são mantidos em pastagens naturais durante o inverno.

Em propriedades com integração lavoura-pecuária, após a colheita de soja e arroz são implantadas as pastagens de inverno (aveia e azevém). Assim, é necessária chuva nos próximos dias, para não prejudicar a germinação. Alguns produtores estão acessando crédito de custeio para implantação de pastagens de inverno.

Na pecuária de leite, as pastagens anuais de verão começam a ficar mais fibrosas, diminuindo a qualidade da forragem e o potencial produtivo, caracterizando o início do vazio forrageiro de outono.

Para implantação das pastagens de inverno, são recomendados especialmente centeio, trigo forrageiro, aveia melhorada e azevém tetraploide. Na região de Caxias do Sul, alguns produtores fizeram a semeadura de milheto em fevereiro, visando enfrentar o vazio forrageiro outonal.

Texto: Adriane Bertoglio Rodrigues / Ascom Emater/RS-Ascar
Edição: Marcelo Flach/Secom

É na colheita que verificamos se todas as operações que o produtor realizou durante o ciclo de desenvolvimento da soja, desde a escolha das sementes e a preparação do solo para o plantio, foram bem planejadas. Se todas as etapas foram tratadas adequadamente, aumentam muito as possibilidades de as colheitadeiras extraírem a máxima produtividade ao entrarem nas lavouras. O mesmo se espera da condição sanitária das plantas e dos grãos. “Quando pensamos em doenças, a ferrugem-asiática é a mais preocupante no final do ciclo da soja. Quando instalada, nessa fase ela já evoluiu, teve tempo de se multiplicar, por isso é muito importante o monitoramento constante da lavoura. É ainda uma fase difícil de se manejar a doença pois, com as entrelinhas fechadas, fica muito mais complicado levar um fungicida até os terços inferiores das plantas”, explica João Paulo Marinho, consultor de Marketing para Soja da BASF.

Os recursos que o produtor brasileiro desembolsa para controlar doenças, e principalmente a ferrugem, doença fúngica que é um dos principais problemas do sojicultor, está na casa dos bilhões de dólares, somando o investimento em fungicidas, equipamentos, mão de obra, e as perdas propriamente ditas causadas à lavoura. E a conta sempre pode ficar mais salgada se não forem tomadas as medidas necessárias em tempo hábil. Segundo Marinho, quem não conseguiu fazer um manejo eficiente das lavouras desde o princípio, certamente já contabiliza maiores perdas, pela queda na produtividade. “É de extrema importância que se realizem as aplicações de fungicidas de forma correta agora no final do ciclo para evitar ainda mais perdas”, diz o consultor. 

Há uma série de motivos que impedem o sojicultor de fazer o manejo com fungicidas no momento certo, como o excesso ou a falta de chuvas e até mesmo algum problema técnico com o maquinário. Daí a importância de ter um planejamento muito bem definido, pois ajuda a evitar ou amenizar esse tipo de situação. Mas nessa reta final, ninguém pode descuidar. “Todos os produtores devem fazer o monitoramento e decidir sobre fazer essas últimas aplicações, mesmo aqueles que capricharam desde o início e vêm protegendo suas lavouras, seguindo as recomendações de um manejo eficiente”, orienta Marinho. “Ou podem colocar em risco todo o trabalho feito até agora, como respeitar o intervalo de aplicações de fungicidas, utilizar a dosagem correta, fazer a rotação de modos de ação, cuidar a tecnologia de aplicação, entre outras medidas. ”

Para essa etapa que antecede a colheita, a BASF recomenda duas soluções que contribuem para reduzir e controlar o forte impacto da ferrugem. Uma delas é o fungicida Versatilis®, que impede o avanço da doença e contribui para que a lavoura tenha um melhor rendimento. Em avaliações técnicas realizadas a campo pela BASF, lavouras tratadas com o produto tiveram incremento médio de 2,5 sacas por hectare, na comparação com o tratamento padrão das fazendas. Por conta de seu ingrediente ativo fenpropimorfe, uma morfolina, o fungicida auxilia no manejo contra a resistência da ferrugem.  

Uma outra recomendação da BASF para o combate à ferrugem no período final da safra é o fungicida multissítio Status®, que atua no bloqueio de diferentes pontos e fases do desenvolvimento do fungo. Essa característica também auxilia bastante no manejo de resistência da doença. Os ganhos no manejo com Status® vêm ainda por conta da baixa dosagem e pela ótima cobertura foliar, mais duradoura, resultado de sua fórmula diferenciada. 

A ação conjunta de Versatilis® e Status® traz grandes benefícios para o agricultor, nestas que são as últimas aplicações do manejo eficiente contra a ferrugem na soja. Essa integração de produtos, associada à correta orientação técnica sobre o melhor manejo das lavouras, garante resultados superiores nessa fase, visto que se obtém uma associação perfeita de um produto sistêmico que age nas fases de crescimento do fungo e outro que protege as plantas quanto a penetração do fungo.

Por: AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA

O Informativo Conjuntural da Emater-RS/Ascar reproduz dados da segunda estimativa da safra de verão gaúcha 2018/2019, divulgada na Expodireto, na terça-feira (12). Abaixo também há levantamentos sobre outras culturas, pastagens e produção de peixes.

 Arroz

A cultura de arroz chegou a 22% da lavoura colhida e 42% está madura. Outros 25% da área estão em enchimento de grãos e 4% em floração. A área total é estimada em pouco mais de 1 milhão de hectares. Em média as lavouras apresentam produtividade de 7.606 kg/ha – queda de 3,22% na comparação com a média da safra anterior.

“Em virtude do baixo percentual de área colhida até o momento e de eventuais ocorrências agrometeorológicas até o final da colheita, a Emater-RS/Ascar poderá fazer retificação dos números a qualquer momento, tanto na área como na produção e produtividade”, afirma Iberê de Mesquita Orsi, presidente da instituição.

Soja graos
Na soja, 15% da safra está colhida - Foto: Emater-RS/Ascar / Arquivo

 Soja

De acordo com o documento, a soja no RS segue amadurecendo, com 15% da safra já colhida, 25% por colher e 54% em enchimento de grãos. A área é estimada em 5,8 milhões de hectares – a maior já plantada em solo gaúcho.

Milho

O milho também segue em colheita, com 55% da área colhida. Em relação à fase, 19% estão maduros e 20% em enchimento de grãos. O milho safrinha tem 2% em desenvolvimento vegetativo e 4% em floração.

Feijão 1ª safra

Chega a 75% a área de feijão primeira safra colhida no RS. As demais lavouras estão maduras e em enchimento de grãos. A safra tem projeção de expansão de 9,21% da produtividade em relação à anterior, chegando a 1.766 kg/ha, o que representaria cerca de 70 mil toneladas.

Para o levantamento da segunda estimativa da safra de verão 2018/2019, os dados foram coletados na segunda quinzena de fevereiro (16 a 28) em escritórios municipais, escritórios regionais e escritório central.

O levantamento contemplou uma amostra que cobriu 94,4% da área cultivada com arroz; 82,9% com feijão primeira safra; 94% feijão segunda safra; 90,5% milho grão; 90,8% para milho destinado à silagem e 93,3% para área com soja.

Olerícolas e frutícolas

Pepino: a produção tanto de pepino salada como de pepino conserva na região do Vale do Caí foi boa neste último período, mesmo com a temperatura elevada. Segundo relatos, produtores mostraram-se satisfeitos com a melhora do preço na última quinzena, considerando que em fevereiro parte da produção encaminhada para a Ceasa não foi comercializada.

Batata-doce: foi implantada a safra 2018/2019 na região Centro-Sul. Está em início de colheita o plantio de período normal (plantada de setembro a novembro). O mercado é considerado favorável pelos agricultores. Na região do Vale do Caí, a cultura apresenta distintas fases de desenvolvimento, inclusive colheita. Os tubérculos são comercializados a R$ 2,00/kg ou a R$ 40,00/cx. de 20 quilos. Na região Sul, a lavoura também está em estágios diferentes de desenvolvimento, com colheita em andamento. Na comercialização, há muita oferta em Pelotas. O produto lavado é vendido de R$ 0,70 a R$ 1,10/kg.

Uva: na maior região produtora do Brasil, a Serra, a colheita da safra vai se encaminhando para o final de forma mais rápida do que o esperado. A colheita está marcada por condições climáticas adversas, tanto no início como agora, na finalização, com pouca insolação e alta umidade. Esse panorama interferiu principalmente na graduação das variedades superprecoces e tardias. A isabella, principal cultivar produzida na Serra, além do pouco teor de açúcar, está com escassa coloração. As variedades de ciclo intermediário, como niágara e bordô, foram beneficiadas pelo clima na fase de maturação, garantindo ótima sanidade das frutas.

Pastagens e criações

O clima está excelente para a boa produção das espécies forrageiras. De maneira geral, a ocorrência de chuva com bons volumes, as temperaturas e a radiação solar adequadas favorecem tanto o campo nativo como as pastagens cultivadas, proporcionando aos rebanhos uma grande oferta de matéria verde de qualidade.

Nas pastagens perenes o predomínio é do tífton, aparecendo aruana, jiggs e braquiária, tendo também a presença do capim-elefante anão, variedade BRS kurumi, para o gado de leiteiro. Nas pastagens anuais de verão, a predominância é de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão.

Quanto ao campo nativo, favorecido pelas chuvas e temperaturas altas, mantém boa disponibilidade de pastagem. No entanto, as pastagens naturais e cultivadas começam a se apresentar fibrosas e com baixa qualidade, em razão do fim dos ciclos dessas forrageiras.

Nesta época do ano, os pecuaristas são orientados para diferir algumas parcelas de campo, preparando-se para o outono.

Vacas leiteiras
Há boa oferta de forragem para vacas leiteiras - Foto: Arquivo

Bovinocultura de leite: o período atual caracteriza-se pelo vazio forrageiro outonal, marcado pelo fim do ciclo das pastagens de verão até a entrada nas pastagens de inverno. Muitos produtores aproveitam o papuã espontâneo (Brachiaria plantaginea) e, assim, mantêm uma boa oferta de forragem aos animais. Realiza-se o pastejo das culturas anuais de verão – principalmente o capim-sudão, o milheto e o sorgo – e também das culturas perenes. Esse cenário tem forçado os bovinocultores a aumentar o fornecimento de silagem de pasto, azevém e trevos no cocho, o que também requer aumento da suplementação proteica no concentrado, sob risco de diminuição da produtividade.

Em alguns municípios é realizada a colheita de milho e sorgo para silagem, apresentando boa produção. O milho está em excelente condição, tanto de massa verde como da relação espiga/planta, o que deverá resultar numa silagem de excelente qualidade nutricional.

Piscicultura: produtores estão se preparando para as feiras da Semana Santa, em meados de abril. Alguns piscicultores já realizaram a despesca. A tendência do mercado é uma procura maior por peixes pequenos (entre um e três quilos).

Pesca artesanal: na Lagoa dos Patos, há relatos de que começou a salgar a água e está aparecendo mais camarão. Quanto a outras espécies, o volume ainda é baixo. Na Lagoa Mirim e no canal de São Gonçalo, há expectativa de uma pesca melhor neste ano, devido ao nível da água estar mais elevado que o de costume.

Texto: Adriane Bertoglio Rodrigues/Ascom Emater-RS/Ascar
Edição: Marcelo Flach/Secom

Agência de fomento do Estado, o Badesul estará na Expodireto 2019, de 11 a 15 de março, em Não-Me-Toque. Com estande no Lote 914, a instituição não cobrará taxa de análise para projetos de financiamento captados e protocolados até 22 de março, considerado período de prospecção comercial da Expodireto 2019.

O Badesul oferecerá financiamentos direcionados à aquisição de colheitadeiras, tratores, implementos agrícolas, equipamentos para irrigação, para açudes, correção de solos, armazenagem e demais destinados à modernização do setor primário gaúcho.

Outra condição especial que a instituição oferece será destinada a clientes rating (classificação de risco) AA, A, B nas operações de crédito em equipamentos isolados por meio dos programas Pronamp, Moderfrota, Moderinfra e Fundo Clima. Nesses casos, a garantia é unicamente alienação fiduciária e o prazo de cinco anos de amortização e sem carência.

As condições especiais serão válidas para as operações aprovadas até 28 de junho deste ano, condicionadas à disponibilidade de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desde que todos os documentos sejam entregues para análise até 31 de maio.

O desenvolvimento e a ampliação da olivicultura e projetos ligados à sustentabilidade, como de energia renováveis, no RS também serão apoiados pela instituição com a oferta de financiamento. O Badesul tem forte atuação no financiamento ao investimento no setor agropecuário do Estado – cerca de 40% da carteira é voltada para projetos do setor.

“Trabalhamos acreditando que a constante modernização do segmento traz desenvolvimento, progresso e um protagonismo diferenciado em qualidade e produtividade para o Rio Grande do Sul”, afirma a diretora-presidente do Badesul, Jeanette Lontra.

Texto: Christian Coiro Spessato/Ascom Badesul
Edição: Marcelo Flach/Secom

Faltando, ainda, quatro dias para o encerramento do mês, as exportações de carne de frango in natura praticamente se igualam às de janeiro último, chegando às 260.205 toneladas (no mês passado, total de 260.679 toneladas). Ou seja: desta vez não só ficarão acima do alcançado há um mês, como também devem superar as 291.034 toneladas de fevereiro de 2018.

O volume diário exportado nos primeiros 16 dias úteis (e que deve sofrer variação mínima até o fechamento do mês, pois faltam apenas 4 dias úteis em fevereiro) se encontra em 16.263 toneladas, superando em 37% a média diária do mês anterior e em apenas 0,6% a média diária de um ano atrás.

Porém, a projeção para a totalidade do mês aponta outros resultados. Pois o projetado – 325 mil toneladas – irá significar aumento de 25% sobre janeiro passado e de 12% sobre fevereiro de 2018 – uma diferença devido ao número de dias úteis do mês (20 em fevereiro corrente; 22 em janeiro passado; e 18 em fevereiro de 2018). 

Vale registrar que, nos 12 meses anteriores a fevereiro corrente, a média dos embarques diários ficou próxima de 15.125 toneladas. Assim, a atual média diária é 7,5% superior – um bom resultado para um início de ano. 

Por: AVISITE

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Dos três fatores mais importantes para os preços da soja neste momento, o primeiro a se definir foi a safra dos países sul-americanos. “Já é admitido por todo o mercado que o Brasil não deverá colher mais do que 117 milhões de toneladas, contra a expectativa inicial de 121 MT”, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica. 

“A quebra poderá, também, não ser tão acentuada como alguns analistas acreditavam, porque choveu e recuperou pelo menos a soja plantada mais tarde. Na Argentina, a BCR fala em 52MT e a BCBA em 53MT. O Paraguai terá 8,84MT, segundo a Prograin”, complementa o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco.

A segunda definição está começando a se desenhar com o provável acordo entre a China e os EUA. “A informação que movimentou os mercados financeiros e de commodities nesta sexta-feira foi de que chegou a consenso com os Estados Unidos em pontos importantes da disputa comercial”, revela Pacheco. 

O terceiro fator é o Dólar, que se manteve na faixa entre R$ 3,70 e R$ 3,75 nos últimos quatro meses. No entanto, ressalva o especialista, o início dos trabalhos parlamentares em Brasília vai deflagrar uma fase de bastante instabilidade na economia – que se refletirá sobre a moeda norte-americana. 

“Como já dissemos aqui, tudo vai depender mais da oposição do que do governo. Se ela for forte e conseguir paralisar serviços essenciais, o Dólar sobe muito. Se ao contrário ela for fraca e desarticulada, como tem sido até agora, ele tenderá a permanecer onde está. Se o governo conseguir aprovar todas as reformas, o Dólar tenderá a ir para seu leito natural, ao redor de R$ 3,50 (embora nenhum economista, dos mais de 100 consultados semanalmente pelo Banco Central, acredita que isto ocorra neste ano, nem em 2020)”, conclui Pacheco.

Por: AGROLINK -Leonardo Gottems

“A maior parte dos analistas do mercado de soja no Brasil está reduzindo as suas projeções sobre a produção do País diante dos problemas de seca ocorridos nas últimas semanas. Mas, o que pudemos notar na ronda dos estados, pesquisada nesta sexta-feira, é que estas expectativas de quebra não estão fazendo, ainda, subir os preços da oleaginosa, nem no interior, nem nos portos brasileiros”, aponta o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica. 

De acordo com ele, no RS o mercado de soja esteve “morto, nesta semana, um negócio pequeno aqui, outro ali, ao redor de R$ 78,00 FOB. Já em SC encontramos uma polêmica muito grande sobre a tributação de ICMS, chamada ‘tributação verde’, que pode mudar os rumos do
mercado catarinense”. 

Por outro lado, ressalta, o mercado de farelo de soja está “firme, todo mundo de olho no que vai acontecer no desenrolar deste processo. Querem retirar a possibilidade de se creditar o ICMS de produtos [...] entre eles o do farelo de soja. O ICMS pago pelas fábricas de ração não poderá mais ser compensado com a venda de carnes, do qual o estado é grande produtor e exportador. A briga tá feia”.

No PR, acrescenta Pacheco, o mercado esteve praticamente parado nesta semana: “Quase nenhuma oferta. Não há preços de balcão ainda, devendo rertornar só nesta segunda-feira. Cotações no interior, para o mercado spot, ao redor de R$ 74,00 e no porto ao redor de R$ 78,00. Preços do mercado futuro ao redor de R$ 74,00 no interior.

No MS foram negociadas 15.000 toneladas para entrega em janeiro, a preços entre R$ 68,00 e R$ 70,00 base Dourados. Mercado futuro muito quieto, com preços de comprador ao redor de R$ 65,00 base Dourados, para entrega fevereiro e março. No MT a semana curta, mas com alguns volumes negociados. Soja spot, 30.000 toneladas negociadas, de soja safra nova para colher na primeira
quinzena de janeiro 2019. Preços entre R$ 63 a 70,00. Já os lotes para fevereiro e março 2019 sem negociações.

Imagem créditos: APPA

Fonte: https://www.agrolink.com.br

Um novo relatório do Rabobank indicou que existem vários fatores que estão desafiando o atual modelo de merchandising de grãos. De acordo com os especialistas do banco, as empresas tradicionais de grãos terão que se transformar rapidamente se quiserem ter sucesso nesse ramo de negócio. 

O relatório, “Armazenamento de grãos nos EUA e desafios para o tradicional merchandising de grãos”, diz que não são apenas padrões de armazenamento na fazenda e marketing de produtores que desafiam a viabilidade de longo prazo do modelo de merchandising existente. Essas razões são frequentemente dadas como explicação por grandes e pequenas empresas de grãos para ganhos relativamente pequenos. 

Stephen Nicholson, analista sênior de grãos e oleaginosas do Rabobank, disse no relatório que a situação é muito mais complexa. “Contribuir para um aperto nas margens também é a concentração de ativos de origem de grãos e capacidade de armazenamento nas principais empresas de grãos, maior competição por grãos no país de muitos usuários finais, atores do setor com diferentes objetivos e modelos de negócios, maior competição por negócios de exportação e jogadores mais ágeis”, escreveu.  

Um número menor de produtores está controlando uma grande quantidade de grãos. Como tal, eles controlam a produção, a logística e o armazenamento e tornam-se um vendedor viável para processadores e instalações de exportação. "Em outras palavras, eles se tornam um concorrente direto", disse o relatório. 

Ao mesmo tempo, grandes empresas de grãos controlam uma parcela maior dos ativos de origem de grãos. No entanto, eles ainda estão enfrentando desafios de lucratividade e existe uma maior competição com processadores, exportadores, grande operação pecuária e terminais de exportação competindo por grãos.

Por: AGROLINK -Leonardo Gottems

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