Gisnei

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O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou hoje (5) que empresas podem ser responsabilizadas de forma objetiva por acidentes de trabalho. Por 7 votos a 2, a maioria dos ministros entendeu que o trabalhador em atividade de risco tem direito a indenização civil, independentemente da comprovação de culpa da empresa na Justiça. 

O entendimento já é aplicado pela Justiça do Trabalho, mas a decisão da Corte pretende pacificar a questão, pois há diversas decisões divergentes em todo o país. Cerca de 300 processos estão parados nos fóruns trabalhistas e aguardam decisão do STF para serem resolvidos. 

A decisão do STF foi baseada no voto do ministro Alexandre de Moraes, proferido nesta quarta-feira (4). Para o relator, a regra é responsabilização subjetiva, mas, excepcionalmente, a comprovação da culpa direta por parte da empresa em casos de atividades de risco, como transporte de inflamáveis, contato com explosivos e segurança patrimonial, pode ser reconhecida, de acordo com o Código Civil. 

O entendimento foi acompanhado em parte pelos ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Gilmar Mendes. Marco Aurélio e Luiz Fux divergiram. 

Em geral, a responsabilização ocorre de forma subjetiva, ou seja, deve ser provada no processo a culpa da empresa pelo acidente para que a Justiça determine que o empregado receba uma indenização em dinheiro. Na forma objetiva, a reparação de danos ocorre praticamente de forma automática, sem comprovação de culpa direta do empregador. 

O caso que motivou o julgamento trata de um vigilante de uma empresa de transporte de valores que passou a sofrer de problemas psicológicos após ser assaltado enquanto carregava o carro-forte com malotes de dinheiro. A sentença de primeira instância garantiu ao vigilante direito de receber uma indenização mensal pelas pertubações causadas pelo assalto. Insatisfeita com a decisão, a empresa de valores recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e depois ao Supremo.

Edição: Nádia Franco
 
Por Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil

A seleção brasileira de futebol enfrenta nesta sexta-feira (6), às 21h30, a Colômbia, em amistoso, em Miami, nos Estados Unidos. Em entrevista coletiva, o técnico Tite disse que a seleção colombiana foi o adversário que deu mais trabalho ao Brasil nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

“Quando nos enfrentamos nas eliminatórias, foi a seleção [com] que mais embate técnico nós tivemos. Os dois jogos foram muito difíceis, mas com competição física e lealdade técnica. Nós enfrentamos agora uma seleção que continua sólida", afirmou Tite, ao lembrar a vitória por 2 a 1 contra os colombianos em Manaus, e o empate em 1 a 1 em Barranquilla.

Durante a fase eliminatória, a Colômbia era comandada por José Pekerman. No amistoso de amanhã no Hard Rock Stadium, quem dará as ordens ao time será o português Carlos Queiroz, treinador atual da equipe. De acordo com Cléber Xavier, o auxiliar técnico da seleção brasileira, Queiroz “tem experiência e qualidade nos trabalhos que realizou até aqui. Estamos acompanhando a Colômbia desde os amistosos para a Copa América. É uma equipe renovada em termos de idade, que tem jogadores de velocidade e força.”

Na entrevista, Tite falou sobre o estilo de jogo da seleção brasileira, que também tem buscado novas formas de atuar e mudou a sua característica em relação aos dois últimos confrontos. “Hoje nós jogamos com uma composição com quatro homens no meio de campo, e o quarto é o Firmino. É um desenho diferente do que tínhamos. Isso exige tempo até coordenar, acompanhar raciocínio de cada um, rapidez.”

A expectativa é de casa cheia na noite de sexta-feira no Hard Rock Stadium, palco dos jogos do Miami Dolphins, time de futebol dos Estados Unidos.

*Com informações da CBF

 Por Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

Edição: Nádia Franco
 
Tomaz Silva/Agência Brasil

A poupança registrou saldo positivo com a captação líquida somando R$ 1,316 bilhão em agosto, informou hoje (5) o Banco Central. Em julho, a captação líquida da poupança foi de R$ 1,605 bilhão. No mês de agosto, os depósitos somaram R$ 203,818 bilhões, contra R$ 202,502 bilhões dos saques.

Considerando, o rendimento de R$ 3,008 bilhões no mês, o estoque total na caderneta de poupança passou a R$ 806,387 bilhões no fim de agosto. Apesar da captação positiva, o resultado é o pior para o mês de agosto desde 2016, quando o saldo da captação líquida foi negativo em R$ 4,466 bilhões.

Com o resultado de agosto, a caderneta de poupança acumula saques líquidos de R$ 14,789 bilhões no ano de 2019. No mesmo período do ano passado, as captações (depósitos) tinham superado as retiradas em R$ 16,960 bilhões.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, as retiradas superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam os saques em R$ 17,12 bilhões. Em 2018 a captação líquida foi R$ 38,26 bilhões.

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança está se tornando menos atrativa porque os juros básicos estão no menor nível da história, em 6% ao ano. Nos últimos meses, o investimento não tinha conseguido garantir rendimentos acima da inflação, mas a aplicação voltou a atrair o interesse dos investidores porque a inflação está em queda.

Edição: Fábio Massalli
 
Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

No próximo sábado, 07 de setembro, acontece o Desfile Cívico-Militar 2019. Organizado pela Secretaria Municipal de Educação, o desfile inicia às 8h30, com os militares, enquanto o Desfile Escolar está previsto para às 9h30. São esperadas mais de trinta instituições.

 

 

CONFIRA A ORDEM DO DESFILE:
8h30 - Desfile Militar
9h30 - Início do Desfile Escolar

1. E. E. Vitélio Gazapina
2. Instituto E. E. Dr. Carlos Vidal
3. E. M. Camilo Alves Gisler
4. E. M. Célia Irulegui/ Banda Dr. Silvio Ribeiro
5. E. E. General Neto
6. E. Cyrino Luiz de Azevedo
7. Aldrovando Santana
8. E. M. Pacheco Prates
9. E. E. Alceu Wamosy
10. E. Dr. Élbio
11. Banda Juvenil Thélis – E. M. Pedro Alencastre
12. E. E. Olavo Bilac
13. Instituo Liberato Salzano Vieira da Cunha
14. E. M. Paulo Freire
15. E. E. Dr. Silvio Ribeiro
16. E. E. Hector Acosta
17. E. E. Mauricio Cardoso/ Banda Integração
18. São Leopoldo
19. Instituto Sul Rio-Grandense
20. E. M. Abreu Fialho
21. E. M. Unidade de Ensino Agrícola
22. E. E. Julio de Castilhos
23. Esporte Clube 14 de Julho
24. Movimento Meninos e Meninas de Rua
25. Banda Santanense/ Instituto Hugolino Andrade
26. Instituto Cultural Santanense
27. ASPREM
28. Prefeitura
29. Secretaria de Educação
30. Secretaria da Saúde
31. Secretaria de Assistência Social
32. SISPREM
33. Comdecon
34. DAE
35. Santa Casa
36. Movilcor
37. Amsterland
38. Herdeiros do Asfalto

 
ATENÇÃO: Com a previsão de chuva para os próximos dias, a programação poderá passar por alterações. Caso as precipitações permaneçam até às 6h, de sábado (7), o Desfile Escolar será transferido para o domingo (8), às 8h30. Em caso de chuva até às 6h de domingo (8), o Desfile será cancelado. O Desfile Militar acontece normalmente no dia 7, independente das condições climáticas.  

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Assessoria de Comunicação Social - ASCOM
Prefeitura Municipal Sant'Ana Do Livramento
Telefone (55) 3968-1003

A seleção feminina de tênis de mesa está, no momento, em Assunção, no Paraguai, disputando o Campeonato Pan-Americano. A competição serve de preparação para o evento mais importante da temporada: o Pré-Olímpico por equipes, no Peru, entre 25 e 27 de outubro. O torneio será em Lima, onde o time formado por Bruna Takahashi, Caroline Kumahara e Jéssica Yamada conquistou a prata nos Jogos Pan-Americanos.

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O Pan, aliás, foi a primeira experiência de Caroline e Jéssica jogando em dupla pela seleção após muito tempo. Juntas, elas venceram seus jogos contra México, Colômbia e Chile, e venderam caro as derrotas para parcerias de Estados Unidos, na semifinal, e Porto Rico, na decisão do ouro — de quem ganharam a revanche em Assunção na última terça-feira (3).

"A gente realmente não sabia como seria. O estilo de cada uma mudou muito, as adversárias eram diferentes também, mas conseguimos jogar bem. Fizemos frente à dupla com as duas mais fortes dos Estados Unidos e quase ganhamos (da dupla) de Porto Rico, que joga junto há muito tempo. O entrosamento é a coisa mais importante em uma dupla", destacou Caroline.

"Nosso time tinha muito potencial para ganhar o ouro (no Pan). Foi uma pena, mas a prata foi muito boa. Na hora, fica meio frustrada, mas, quando se para e analisa o torneio, foi muito positivo. Foi nossa primeira vez juntas, como equipe", completou Jéssica.

Jéssica Yamada (Brasil) durante partida da final feminina por equipes do tênis de mesa nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019. Local: Polideportivo 2, em Vidana, em Lima (Peru). Data: 10.10.2019. Crédito obrigatório: Abelardo Mendes Jr/
Jéssica Yamada durante partida da final feminina por equipes do tênis de mesa nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019. - Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

LIGAÇÃO ESPECIAL

O Pré-Olímpico de Lima garante a seleção campeã em Tóquio. As demais equipes terão que disputar um qualificatório mundial, que dá nove vagas nos Jogos, contra rivais da Europa e da Ásia — onde estão as potências do tênis de mesa.

Estar no Oriente para o mais importante evento do esporte será especial para a dupla. Caroline Kumahara é nissei, ou seja, filha de japoneses.

"O pouco que eu sei é que ele veio de navio com os irmãos, quando tinha quatro anos. Pelo que entendi, eles estavam meio que fugindo da guerra. A família decidiu vir para cá sem nada, sem lugar para ir. Meu pai não é muito de falar das histórias. Acho que foi muito sofrido, é o que minha irmã mais velha fala", contou a mesatenista, que tem outra memória marcante do Japão: o título do equivalente à segunda divisão do Mundial por Equipes feminino, em 2014.

Caroline Kumahara (Brasil) durante partida da final feminina por equipes do tênis de mesa nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019. Local: Polideportivo 2, em Vidana, em Lima (Peru). Data: 10.10.2019. Crédito obrigatório: Abelardo Mendes Jr/
Caroline Kumahara durante partida da final feminina por equipes do tênis de mesa nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019. - Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

Jéssica Yamada é a quarta geração de uma família também de origem japonesa. Mas o carinho dela pelo país vai além da relação sanguínea.

"Em 2003, eu tive a oportunidade de passar três meses lá fazendo estágio pelo tênis de mesa. É engraçado, porque quando voltei, minha mãe disse que trocaram a filha dela (risos). É uma cultura muito bonita. Aprendi muito quando fui para lá, a dar mais valor às coisas que tenho, a respeitar o próximo. No começo foi muito duro, mas, quando entendi a mentalidade, a educação, a importância de se esforçar e dar o melhor, eu cresci muito", descreveu.

RUMO À TÓQUIO

Além de assegurar a seleção na disputa por equipes em Tóquio, o título do Pré-Olímpico garante duas vagas ao país na disputa individual. Atualmente, Bruna Takahashi é a brasileira mais bem colocada no ranking mundial (53ª), seguida por Jéssica (154ª) e Caroline (294ª). A concorrência entre elas, porém, não preocupa as atletas no momento.

"Na minha cabeça, é uma disputa saudável. Todas estamos brigando pelo mesmo objetivo, tentamos evoluir... Claro, ali na mesa, todas querem ganhar, mas vejo que uma vai puxando a outra. O Pré-Olímpico individual é em fevereiro, então o foco agora é classificar a equipe para Tóquio", comentou Jéssica.

"Agora não tem disputa interna. É unir forças, como fizemos no Pan. Temos que continuar unidas, uma completando a outra, e dar o máximo como equipe. Depois, a gente vê o individual", concluiu Caroline.

Edição: Verônica Dalcanal
Por Lincoln Chaves - Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional
 
Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

Pesquisa encomendada pelo Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis) mostra que 19% dos brasileiros consomem algum produto orgânico; 35% consumiram produtos orgânicos nos últimos seis meses; 67% estão dispostos a aumentar compra de produtos. Na Região Sul está o maior percentual de consumo, 48%, seguido pelo Sudeste, com 42%.

A pesquisa Consumidor Orgânico 2019 entrevistou 1.027 pessoas em maio e junho nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Manaus, Goiânia e Brasília, sendo 56% mulheres e 44% homens, de 18 a 40 anos, com renda de um a dez salários mínimos.

A primeira pesquisa Organis, em 2017, registrou 15% de consumidores de produtos orgânicos - sem incluir a Região Norte - e a deste ano mostra um crescimento para 19%.

“Constatamos que um em cada cinco brasileiros consome algum produto orgânico com frequência média de três vezes por semana, em especial hortifrutis. Há muitas oportunidades de crescimento, pois a pesquisa aferiu que 88% estão dispostos a comprar orgânico”, disse o diretor executivo do Organis, Ming Liu.

Para Ming Liu, o mercado tende a crescer nos próximos anos. "Muitos comentam que o mercado no Brasil é muito pequeno, mas eu vejo com outros olhos. O potencial que se pode chegar para um nível de consumo de oito a cada dez famílias, que é o nosso sonho, espelhado no maior mercado mundial [EUA]. A pesquisa vai mostrar que a educação para o consumidor é a chave de sucesso para o setor".

O executivo acredita que a pesquisa vai ajudar os produtores a definirem suas próprias estratégias para aumentar o consumo de orgânicos. "A estratégia virá da informação, da demanda do consumidor. Por isso nós temos que dar esse informação para que o produtor possa entender o mercado".

Ming Liu destaca ainda que a busca pela saúde é o que faz o consumidor comprar produtos orgânicos. "É uma demanda global de consumidores que estão buscando saúde, prevenção, segurança alimentar e qualidade de vida. A saúde envolve alimentos saudáveis, cada vez menos processados, com menos conservantes e produtos químicos".

Os hortifrutis se mantêm na liderança de consumo no setor orgânico, sendo 35% frutas, 24% de verduras, 21% alface, 16% legumes, 15% tomate e 8% de hortaliças. A pesquisa aponta ainda que 35% dos consumidores brasileiros sabem que existem outros tipos de produtos orgânicos além dos alimentícios, como produtos de limpeza, cosméticos e vestuário.

Preço

O preço dos produtos orgânicos ainda pesa na decisão de compra para 65% dos entrevistados, mas para 48% dos que consomem essa diferença é justificada. “O que nos anima é perceber que uma parcela significativa dos brasileiros já reconhece claramente o valor agregado aos produtos orgânicos, pois tanto os que consomem como os que não consomem esse tipo de produto, entendem que os custos de produção mais elevados justificam o maior preço dos orgânicos”, disse o diretor de Branding (marca) do Organis, Cobi Cruz.

De acordo com pesquisa, 84% dos pesquisados que consumiram orgânicos nos últimos 30 dias relatam a saúde como motivo para consumir os produtos. Já 30% consideram as características do produto, 9% a preocupação com o meio ambiente, 9% por curiosidade e 7% por estilo de vida.

A Pesquisa Consumidor Orgânico 2019 pode ser acessada diretamente no site do Organis.

 
Edição: Fernando Fraga
 

Com um número de nascimentos que voltou a cair depois de dois anos de estabilidade, a população do Rio Grande do Sul apresentou em 2018 a sua menor taxa de crescimento vegetativo. A diferença entre nascidos e o registro de óbitos resultou em 51,5 mil novos habitantes no Estado, o que significa um aumento de apenas 0,46% na comparação com o ano anterior. São os menores patamares ao longo da série histórica iniciada em 2010, o que reforça uma tendência gradativa de redução ao longo dos próximos anos da faixa etária entre 15 e 59 anos, que constitui o grupo de pessoas consideradas potencialmente ativas.

Os principais aspectos da evolução populacional do RS foram detalhados nesta quarta-feira (4/9), quando a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) apresentou as estimativas que permitem conhecer o perfil das 497 cidades por faixa etária, sexo e percentual de pessoas potencialmente ativas para atuar no mercado de trabalho.

Estas informações já estão disponíveis e atualizadas através do PopVis: Portal Demográfico, ferramenta desenvolvida pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE/Seplag) e que permite a visualização de maneira interativa dos dados da população do RS, incluindo pirâmides etárias de todos os municípios, Coredes e regiões funcionais, numa série histórica entre 2010 e 2018. Pelas estimativas, o número de habitantes no Estado em 2019 ficará em 11.377.239, com uma taxa de crescimento ainda menor do que em 2018 (0,42%).

Mais gente ativa

A região do Vale dos Sinos concentra a metade dos 10 municípios (com população acima de 20 mil habitantes) com o maior percentual de moradores potencialmente ativos. Dois Irmãos lidera o ranking: dos 32.614 habitantes ao final de 2018, um total de 22.684 (69,55%) se encontravam nesta faixa etária. Na sequência, estão Charqueadas (68,34%), Nova Hartz (67,79%), Ivoti (67,78%) e Parobé (67,74%). “A média estadual fica ao redor de 63% da população nesta faixa etária, o que possivelmente traz reflexos para a economia destas cidades que ficam com percentuais acima”, observou o estatístico Pedro Zuanazzi.

Já duas cidades do Litoral Norte (Imbé-59,23% e Tramandaí-60,07%) apresentam os menores percentuais em termos de população hipoteticamente apta a produzir, com índices que são muito próximos de alguns municípios das regiões que enfrentam baixo nível de crescimento econômico, como a Fronteira Oeste e Campanha. Em compensação, o Litoral tem as duas cidades com maior presença de jovens (até 14 anos de idade) na lista dos municípios que reúnem mais de 20 mil habitantes: Capão da Canoa (24,05%) e Tramandaí (23,13%).

Para Zuanazzi, o acesso a essas informações caracteriza o PopVis como uma importante ferramenta para as áreas de planejamento. “Estão ali dados que podem nortear as políticas públicas de responsabilidades do governo do Estado e das prefeituras, assim como podem servir de orientação para a tomada de decisão em projetos da iniciativa privada. É preciso conhecer onde está o seu público alvo”, acrescentou ele.

O Corede do Litoral também chama a atenção por registrar o maior crescimento populacional entre 2010 e 2018: 15,49%, seguido do Vale do Taquari (10,61%) e do Vale do Caí (10,33%). Em compensação, o Corede Fronteira Oeste apresenta a maior perda populacional no período (5,19%).

Predominância feminina

As mulheres são maioria entre a população total do RS: para cada grupo de 100 pessoas do sexo feminino, são apenas 94,8 homens. Os meninos são maioria entre os nascimentos, porém as mulheres se tornam majoritárias já a partir da faixa dos 30 anos, situação que fica mais evidente com o avanço da idade. Entre a população com mais de 80 anos, a relação para cada 100 mulheres despenca a 53,5 representes do sexo masculino. “É uma decorrência da expectativa de vida entre as mulheres, mas também por conta da maior incidência de óbitos de homens pela violência e trânsito”, apontou o estatístico.

As mulheres representam 51,33% da população (5.815.522 habitantes). Das cidades com mais de 20 mil habitantes que ficam acima desta média, Porto Alegre leva o título da mais feminina. Dos moradores da capital, 53,76% são mulheres. Na sequência, estão Pelotas (52,97%) e Cruz Alta (52,77%).

Entre aqueles com mais de 20 mil moradores, os municípios com maior concentração masculina são Charqueadas (59,26%), São Francisco de Paula (51,22%) e São José do Norte (50,97%). Da população geral do RS, 48,67% são do sexo masculino.

Presente à divulgação, o secretário-adjunto de Planejamento e Orçamento da Seplag, Gilberto Pompílio Filho, ressaltou a importância das informações nas ações de governo. “Toda política pública é focada nas pessoas, mas para isso precisamos conhecer as pessoas”, destacou ele, ao lembrar que os estudos sobre a evolução populacional do RS servem também para orientar empreendedores e acadêmicos. O diretor do DEE, Liderau Marques Junior, igualmente acompanhou o evento.

Para visualizar o resumo da apresentação, clique aqui.

Texto: Pepo Kerschner/Ascom Seplag
Edição: Patrícia Specht/Secom

Foto: Carolina Greiwe / Ascom Seplag

Com foco no fortalecimento da parceria com o setor produtivo regional, contribuindo de forma efetiva com o movimento do campo, a Sicredi Pampa Gaúcho reuniu associados, gerentes das 11 agências e a diretoria da Cooperativa e da Central Sicredi Sul/Sudeste, para o lançamento do aplicativo Pampa “S”, que aconteceu na Casa Sicredi, na Expointer, dia 29 setembro. 

Para o presidente da Cooperativa, José Antônio Menezes, este aplicativo é uma fonte de consulta para informações técnicas, ferramentas gerenciais, cotações e análises do mercado agropecuário e download de materiais técnicos. “Queremos facilitar e agilizar os processos de gestão das propriedades”, garantiu Menezes. Ele destacou o nome do aplicativo, que tem o “S”, “muito usado na nossa roupagem regional”, que significa ser sustentável, ser Sicredi e ser do Pampa.

Conforme ele, o Sicredi está sempre atuando como um agente transformador das comunidades onde está inserido, o que justifica a permanente busca de inovação e tecnologia para fomentar os empreendimentos dos seus associados. Outro ponto destacado pelo presidente foi com relação a importância das parcerias com as universidades. “A Unipampa, campus Uruguaiana, com o CTPEC, que é um núcleo de pesquisa e também com a Porthal Sistemas, incubada no campus Alegrete, através do Pampatec, são fundamentais” garantiu.

O diretor Executivo da Central Sicredi Sul/Sudeste, Leandro Gindri de Lima, lembrou que este lançamento foi feito justamente quando o Sicredi conquista o 2º lugar no ranking de Crédito Rural do anuário Melhores & Maiores 2019. A Cooperativa tem esse vínculo forte com o produtor rural e vem ao longo de muitos anos fomentando e levando soluções financeiras responsáveis e adequadas ao agropecuarista. “O aplicativo é uma alternativa que a Cooperativa oferece ao produtor rural, de melhorar seu desempenho e gerar negócios”, disse. 

Na oportunidade, foi servido um coquetel, a base de carnes bovina e ovina, destacadas em criatórios da região. “Acreditamos nos empreendimentos da nossa região. Acreditamos em quem tem uma das mais nobres tarefas: a de produzir alimentos”, finalizou Menezes.

Mônica Freitas Valle Corrêa

Assessora de Comunicação e Marketing

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“A Coreia do Sul é fonte de inspiração permanente para o Brasil”, disse nesta terça-feira (3) o chanceler brasileiro Ernesto Araújo, ao participar da celebração da passagem dos 60 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Ele afirmou que a inspiração brasileira se deve sobretudo ao brilhante desempenho coreano em dois quesitos: inovação tecnológica e educação.

De acordo com Araújo, este mês as duas nações realizam mais uma rodada de negociações visando a conclusão de um Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e aquele país asiático. Segundo ele, a percepção do mercado de que o acordo é iminente já está trazendo resultados concretos para o Brasil, por meio da sinalização de empresas coreanas de que haverá aumento de investimentos no Brasil.

Estiveram presentes ao seminário o embaixador coreano no Brasil, Chan-Woo Kim, e o vice-ministro de Assuntos Econômicos da Coreia do Sul, Yun Kang-hyeon. Kim disse acreditar que o acordo Mercosul-Coreia deverá ser fechado em meados de 2020.

Líder em inovação

Já Kang-hyeon lembrou que a República da Coreia é o país líder em tecnologias avançadas como semicondutores e TI (tecnologia da informação). Ele observou também que a Coreia foi o primeiro país a lançar o serviço comercial de 5G no mundo.

O  Vice-ministro de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores da Coreia, Yun Kang Hyeon,  durante debate sobre os 60 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Coreia do Sul.
O Vice-ministro de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores da Coreia, Yun Kang Hyeon, durante debate sobre os 60 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Coreia do Sul. José Cruz/Agência Brasil

“Considerando que o Brasil é detentor de competitiva vantagem tecnológica na agricultura, na indústria da aviação e na ciência espacial, acredito que nossos dois países poderão lograr uma cooperação de mútuo benefício”, disse.

Para ele, essa cooperação levará os dois países a se prepararem para a próxima etapa tecnológica, também conhecida como a quarta revolução industrial.  “Nesse sentido, este seminário será uma boa oportunidade para se dar um poderoso impulso e promover, entre os dois países, uma relação orientada para o futuro”.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto de Araújo, e o Vice-ministro de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores da Coreia, Yun Kang Hyeon, durante debate sobre os 60 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Coreia do
O ministro, Ernesto de Araújo, e o Vice-ministro de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores da Coreia, Yun Kang Hyeon - José Cruz/Agência Brasil

Por seu desempenho tecnológico e por sua poderosa indústria, a República da Coreia ocupa hoje a quinta posição no ranking das importações brasileiras. De janeiro a julho deste ano, o Brasil importou US$ 2,86 bilhões do país asiático. Já as exportações atingiram US$ 1,73 bilhões. Com isso, o comércio bilateral apresenta um déficit de US$ 1,12 bilhão para o Brasil. Já no ranking das exportações, a Coreia do Sul ocupa a 16ª posição.

Mercosul

Ao falar sobre os recentes acordos assinados pelo Mercosul com a União Europeia e com o EFTA (bloco de países compostos por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça), o chanceler Ernesto Araújo disse que o Brasil está muito empenhado em “reconstruir sua presença no mundo”.

Segundo ele, a presença brasileira no mundo foi abalada por um longo período de estagnação. “Não foi simplesmente estagnação econômica, foi também de ideias e de autoconfiança”, disse. Para ele, o Brasil já venceu essa inércia e essa timidez. “A Coreia deve ser um parceiro fundamental para comércio e investimentos nessa nova reinserção internacional”, disse o ministro Ernesto Araújo.

O seminário sobre os 60 anos das relações Brasil-República da Coreia foi realizado no auditório do Instituto Rio Branco. A organização do evento ficou a cargo da Fundação Alexandre de Gusmão, da Embaixada da Coriea e do Itamaraty. 

Edição: Augusto Queiroz
 
José Cruz/Agência Brasil

Inicia amanhã (4) e segue até a sexta-feira (6), a votação de projetos na Consulta Popular 2019/2020. O eleitor poderá escolher um projeto – entre os três da cédula de votação – que será incluído no orçamento 2020 do Governo Estadual.

Constam na cédula de votação os seguintes projetos da região Fronteira Oeste:
- Apoio à Agroindústria Familiar;
- Plano de Desenvolvimento Turístico Regional;
- Apoio ao Pequeno e Médio Produtor Agropecuário.

A votação acontece de forma online, pelo site www.consultapopular.rs.gov.br ou presencialmente nos seguintes pontos de votação:

- Secretaria Municipal de Desenvolvimento (localizada na Prefeitura Municipal);

- Secretaria Municipal de Agricultura e Serviço de Inspeção Municipal (SIM) – no Curralão (Av. Dom Pedro II, 401);

- Departamento de Água e Esgoto (DAE): Rua Moisés Vianna, 322.

- Câmara de Vereadores: Rua Senador Salgado Filho, 528.

- EMATER: Rua Aldrovandro Santana, 104.

- IFSul: Av. Paul Harris, 410.

Foto: Assessoria de Comunicação Social || Fonte: Assessoria de Comunicação Social

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