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Os primeiros animais que vão participar da 41ª Expointer chegaram na manhã desta segunda-feira (20), por volta das 8h, ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Ovelhas abriram o desembarque para a programação oficial, que começa neste sábado (25) e vai até 2 de setembro. Logo após, vieram equinos da raça Crioula. A entrada dos animais prossegue até esta sexta-feira (24). A edição deste ano contará com 4.247 animais de argola e 1.817 rústicos. 
 
ESTEIO, RS, BRASIL 20.08.2018: Os primeiros animais começaram a chegar ao Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio para a 41ª edição da Expointer, na manhã desta segunda-feira (20). A abertura dos portões para o ingresso dos primeiros exemplares ocorre
Secretário da Agricultura recebe os animais que chegam ao parque - Foto: Juliana Baratojo
O número de animais apresentou um aumento de 32% na representatividade. Nesta edição, haverá uma readequação de estrutura nos lavatórios de gado leiteiro e de corte, com instalação de cobertura. Outra novidade é o retorno das aves, que ficaram de fora da edição de 2017 devido aos riscos da influenza aviária (gripe). Ovinos, bovinos, zebuínos, bubalinos, equinos, caprinos e pequenos animais integram as mais de 70 raças que estarão em exposição.

 
ESTEIO, RS, BRASIL 20.08.2018: Os primeiros animais começaram a chegar ao Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio para a 41ª edição da Expointer, na manhã desta segunda-feira (20). A abertura dos portões para o ingresso dos primeiros exemplares ocorre
Ovelhas foram as primeiras a chegar - Foto: Juliana Baratojo
O secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein, ressaltou o simbolismo do ato da chegada. "A Expointer se originou pela exposição de animais. Com o crescimento do agronegócio, hoje o maior volume de comercialização está nas máquinas e implementos agrícolas. Mas a chegada dos animais, além de representar aquilo que foi pioneiro, é efetivamente o primeiro ato de mobilização da feira", disse. 

 
A Feira da Agricultura Familiar terá 280 estandes para comercialização de produtos de 285 expositores, entre agroindústrias, artesanato, plantas e flores. O número de estandes vai aumentar 41% em relação ao ano passado, com a inauguração do novo pavilhão, que amplia a área para cerca de 7 mil metros quadrados.
 
"A maior novidade deste ano é o novo pavilhão da agricultura familiar,  com a participação das agroindústrias familiares. No ano passado, a Expointer comercializou mais de R$ 2 bilhões, desempenho que esperamos repetir. Mas a principal meta é que a Expointer seja uma boa feira, com o parque em condições de prestar seus serviços", disse Odacir Klein.
 
O evento conta ainda com o setor de maquinários, eventos de debates e workshops, atrações artísticas locais e a revitalização das esferas localizadas na entrada do parque, o símbolo da Expointer, que foram presenteadas pela Alemanha na década de 1970.
 
Também participaram do ato o presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Leonardo Lamachia, e o diretor administrativo da Federação da Agricultura do RS  (Farsul), Francisco Lineu Schardong.

Texto e edição: Secom, com informações da Seapi

Durante a 20ª Feira da Agricultura Familiar da Expointer, um concurso promovido pela Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) elegerá os melhores produtos das agroindústrias familiares. Em sua 7ª edição, o concurso avaliará os melhores itens nas categorias: suco de uva integral, vinho tinto de mesa seco, vinho tinto fino seco, salame, queijo colonial, cachaça prata, cachaça envelhecida (classificação premium e extra premium) e mel. 

“Esta iniciativa foi pensada para valorizar a produção de pequenos produtores, além de incentivá-los a continuar qualificando seus processos, tornando os produtos cada vez mais competitivos, com o apoio do Estado”, explicou o secretário da SDR, Tarcisio Minetto.

As agroindústrias que desejarem concorrer deverão inscrever-se durante a feira, preenchendo alguns pré-requisitos. Todos os empreendimentos familiares participantes da Expointer estão inclusos no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) e têm produtos registrados no órgão sanitário competente, embalados, rotulados e dentro do prazo de validade.

As avaliações, que ocorrerão às cegas, deverão analisar os produtos de acordo com os parâmetros e normas técnicas pré-definidas pela comissão técnica do concurso. A comissão julgadora será formada por uma dezena de jurados, entre professores, pesquisadores, chefes de cozinha, estudiosos e jornalistas. Em cada segmento, os produtos que receberem melhor pontuação serão classificados como 1º , 2º e 3º lugares.

O concurso é promovido pela SDR, com apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Emater/RS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Associação dos Produtores de Cana-de-Açúcar e Seus Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Aprodecana) e Embrapa Uva e Vinho.

As categorias

Suco de Uva Integral (engarrafado)
Vinho Tinto de Mesa Seco
Vinho Tinto Fino Seco
Salame
Queijo Colonial
Cachaça Prata
Cachaça Envelhecida: classificação Premium
Cachaça Envelhecida: classificação Extra-Premium
Mel

Programação

O evento será realizado nas dependências do Pavilhão da Agricultura Familiar:

Segunda-feira (27), 9h

Vinho Tinto de Mesa Seco
Vinho Tinto Fino Seco
Suco de Uva Integral 

Segunda-feira (27), 14h

Salame

Terça-feira (28), 9h

Cachaça Prata
Cachaça Envelhecida (Premium e Extra Premium)

Terça-feira (28), 14h

Mel

Terça-feira (28), 16h

Queijo Colonial.

Texto: Nathalie Sulzbach/Ascom SDR/RS
Edição: André Malinoski/Secom

Um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas (MAFF) do Japão notificou à Organização Mundial do Comércio (OMC) que revisará o sistema de recadastramento de pesticidas para promover uma reavaliação. Segundo o Departamento, as respostas para essas notificações são esperadas até o dia 30 de dezembro deste ano, só então o Japão poderá revisar os pesticidas.
“De acordo com o sistema atual, estabelecido em 1948, o MAFF exige que os registrantes renovem o registro de seus pesticidas a cada três anos. No entanto, esse processo não incluiu uma revisão científica de novas descobertas relacionadas a esse produto”, diz o relatório.

O USDA informou que o MAFF pretende substituir o sistema atual por um sistema de reavaliação, no qual cada pesticida registrado passará por uma avaliação de risco a cada 15 anos, que avalia novos dados desde o seu último registro. A expectativa é de que o ministério consiga implementar o novo sistema no ano fiscal do Japão (1 de abril a 31 de março) em 2021. Com uma meta de reavaliar 40 pesticidas a cada ano.

“O MAFF exigirá que os registrantes enviem um relatório anual que descreva novas informações relacionadas ao pesticida, tais como alterações em seu registro em outros países, documentos científicos relacionados ao uso seguro do pesticida ou informações sobre incidentes ou acidentes. O novo sistema também simplificará ou agilizará o processo de aplicação de substâncias genéricas”, salienta o USDA.

Além disso, irão ocorrer notificações adicionais para entrada em vigor em 2020, incluindo a avaliação do risco para aqueles que manuseiam pesticidas.
Por: AGROLINK -Leonardo Gottems

Produtores de milho já começaram as aquisições de insumos a serem utilizados para o cultivo do grão na próxima safra, percebendo aumento nos preços dos fertilizantes em relação à safra passada. Segundo Informativo Conjuntural elaborado pela Emater/RS-Ascar, também iniciaram o preparo das primeiras áreas onde será cultivado o milho, com dessecação da vegetação de inverno. Em municípios do Norte e Noroeste, como Horizontina, Doutor Maurício Cardoso e Novo Machado, o plantio deve iniciar nos primeiros dias de agosto próximo se as condições climáticas – de umidade e temperatura – permitirem. Nessa região a área ocupada pela cultura, destinada à produção de grão, deverá ser parecida com a do ano passado. 

Safra de Inverno 2018

Trigo – Atualmente 98% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo (perfilhamento ou alongamento), ao passo que 2% da área já está em floração. As lavouras apresentam boa população de plantas, bom desenvolvimento vegetativo e boa sanidade, sem ataque de pragas e doenças; a maioria das lavouras apresentam altura entre 25 a 50 cm, variando conforme o tempo de plantio. 

Canola – A lavoura permanece em desenvolvimento, mas com a maioria das áreas no estágio de floração e com muitas delas entrando em fase de enchimento de grãos. Com a umidade e o calor nessa semana que passou, a cultura teve boa evolução no período. Em geral apresenta aspecto fitossanitário satisfatório e bom stand de lavoura. 

Cevada – A maior parte das lavouras gaúchas está na fase de desenvolvimento vegetativo, mas apresentando as primeiras áreas implantadas em elongação e início de floração, desenvolvendo espigas longas. Em lavouras do Planalto Médio, algumas foram prejudicadas no estágio inicial pelo excesso de chuvas, propiciando o surgimento de manchas foliares e oídio; mas em geral, apresentam crescimento rápido, perfilhamento pequeno, bom padrão de plantas e boa sanidade. 

Criações

Bovinocultura de corte - As baixas temperaturas, o excesso de umidade, a nebulosidade, pouca luminosidade e as geadas têm prejudicado a rebrota do campo nativo e a qualidade das forragens. Quanto ao campo nativo do bioma Pampa, nas áreas de baixa fertilidade observa-se um maior efeito das geadas, se comparadas às áreas de média fertilidade. Nesse sentido a Emater/RS-Ascar orienta os pecuaristas para que realizem coleta de solo no campo nativo, para amostragem e posterior aplicação de corretivos e fertilizantes. Na região Sul, há aumento significativo de áreas inundadas na bacia das duas lagoas, o que está diminuindo a área das pastagens nativas, chegando a ponto de não ter lugar para os animais se deitarem. Por outro lado, nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, Erechim e Caxias do Sul, as condições climáticas da última semana contribuíram para ampliar a oferta de alimento volumoso aos animais, embora ainda exija atenção por parte do pecuarista, pois esse é o período mais crítico para o desenvolvimento das pastagens. 

O gado em geral permanece com boas condições nutricionais e consequentemente com bom estado corporal, mas devido às baixas temperaturas e à ocorrência de geadas, os animais em campo nativo já apresentam perdas corporais. Iniciou o nascimento de terneiros;recomendam-se vistorias permanentes para monitorar  as vacas em parição. 

Ovinocultura - Em geral, os rebanhos apresentam escore corporal satisfatório. Alguns ovinocultores utilizam pastagens cultivadas de inverno; porém muitos dias de chuva e poucos dias de sol causaram dificuldades no desenvolvimento das pastagens. Outros estão fornecendo suplementação para o rebanho, como farelo de arroz, resíduo de peneira, milho ou ração. 

Quanto ao manejo sanitário, as práticas se concentram no controle das verminoses, em especial a hemoncose, e miíases. Devido à umidade excessiva dos campos, já se observa a presença de manqueira em alguns animais. Continuam os trabalhos de manejo pré-parto e retirada do excesso de lã na região do úbere, para facilitar a futura amamentação dos cordeiros. Há um grande número de cordeiros nascidos. 

Texto: Raquel Aguiar, produzido a partir do documento Informativo Conjuntural, que pode ser encontrado no íntegra no site 
Edição: Léa Aragón/ Secom

A Vinícola Ravanello, no município de Gramado (RS), é a primeira empresa brasileira a apresentar o selo da produção integrada em seus rótulos, certificação que atesta o emprego de boas práticas agrícolas e de produção. A chancela assegura que o produto cumpriu uma série de quesitos, que vão desde a redução do uso de químicos na lavoura até a preocupação com a saúde do trabalhador e a sua capacitação, entre vários outros itens que também dão segurança ao consumidor.

Após acompanhamento técnico e auditorias, os vinhos Chardonnay e um assemblage de Merlot e Cabernet Sauvignon, elaborados na Safra 2017/18, receberão o certificado e a autorização do Instituto de Avaliação da Qualidade de Produtos da Cadeia Agro Alimentar (Certifica) para a impressão de selos da produção integrada para as garrafas. O Programa da Produção Integrada tem a chancela do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

A conquista do vinho certificado é o resultado de nove anos de pesquisas científicas, período no qual foi avaliado e validado todo o sistema de manejo da uva e o processo de elaboração da bebida. Segundo o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho (RS) Samar Velho da Silveira, que lidera o projeto de produção integrada, à medida que as normas propostas pela equipe técnica iam sendo avaliadas e validadas, as vinícolas parceiras já incorporavam as práticas em suas rotinas. “A parceria com produtores nesse processo foi fundamental para conseguirmos ter um sistema que funciona na prática. É um novo momento para os vinhos brasileiros”, comemora o cientista.

Selo é diferencial no mercado

Silveira explica que a produção integrada é um sistema de certificação que tem a sua base na adoção de boas práticas, tanto agrícolas quanto de fabricação, no qual por meio do uso do manejo integrado de pragas e doenças se busca a redução de uso de agroquímicos, visando à ausência de resíduos químicos, físicos e biológicos nos produtos ou, se existirem, que estejam dentro de padrões de segurança estabelecidos na legislação brasileira, oferecendo assim alimentos seguros e de alta qualidade aos consumidores. “A Produção Integrada é a consolidação do melhor conhecimento agronômico disponível, que permite uma produção ambientalmente sustentável. Ao cumprir a normativa, os agricultores poderão certificar seus vinhos e usar o selo Brasil Certificado, diferenciando o produto no mercado”, declara.

O sistema também leva em conta aspectos sociais da produção, como a saúde do trabalhador rural, isenção do uso de mão de obra infantil e o constante treinamento das pessoas. “O resultado final é uma garrafa de vinho com um selo que garante acesso a mercados exigentes e que possibilita a rastreabilidade de todo o sistema”, pontua Silveira. Todo o histórico da produção na propriedade fica registrado nos “Cadernos de Campo” e nos “Cadernos do estabelecimento Vinícola”, que é um dos materiais auditados pela certificadora. A vinícola pode adicionar um código de barras ou um código QR ao rótulo para que essas informações possam ser visualizadas pelo consumidor por meio de seu aparelho celular ou tablet.

A certificação

Para um vinho receber o selo da produção integrada, um longo caminho deve ser percorrido. O produtor deve contar com assistência técnica capacitada e habilitada em Produção Integrada de Uva para Processamento (PIUP) para conduzir as práticas de manejo no parreiral, atendendo aos princípios e às Normas Técnicas. Entre elas, conduzir sua área dentro das normas durante um ano prévio à certificação e ser auditado por uma certificadora independente, nesse caso, o Instituto de Avaliação da Qualidade de Produtos da Cadeia Agro Alimentar (Certifica).

Nede Lande Vaz da Silva, diretor do instituto, comenta que todo o processo de certificação é acompanhado a partir de uma lista de checagem detalhada, que envolve a produção da uva ao longo da safra no campo, começando já na época da poda, passando pela colheita, vinificação e dos testes em laboratórios terceirizados para identificar a possível existência de resíduos no vinho. “É um processo bastante demorado e minucioso. Percorremos todo o caminho da produção que se encerra com a análise dos vinhos, dos quais somos responsáveis pela coleta das amostras, que são lacradas e enviadas ao laboratório”, explica.

O laudo técnico do laboratório vai para a certificadora, que confere se todas as moléculas que integram a grade de agroquímicos da cultura estão dentro dos limites estabelecidos pelo Mapa e pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Se tudo estiver de acordo, a empresa emite o certificado e autoriza a emissão do selo, que contém a marca do Programa Brasil Certificado, do Mapa e da certificadora. A emissão dos selos é controlada pela certificadora, que autoriza a gráfica a imprimir somente a quantidade de selos necessária para as garrafas que receberão o vinho elaborado dentro do sistema de produção integrada.

A Ravanello passou pela fase da auditoria em campo em outubro de 2017, e da vinícola em janeiro de 2018. Em abril deste ano, finalizando o processo, os vinhos foram coletados e as análises de resíduos foram realizadas em laboratório. “Todo o processo segue à risca um grande check list, que garante um produto final de qualidade. Atualmente, o consumidor brasileiro ainda não reconhece a certificação de produção integrada como um diferencial, mas é uma questão de conscientização e de tempo”, avalia Silveira. Ele comenta que, além da uva para elaboração de sucos e vinhos, a Empresa também tem sido responsável pela certificação da Produção Integrada de maçãs e morango.

Saiba mais

Por meio do Plano Agro+, em novembro de 2016 o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a instrução normativa contemplando as Normas Técnicas Específicas (NTE) para 13 culturas agrícolas, entre elas a da uva para processamento.  Com essa publicação, criada com base na documentação elaborada pela Embrapa Uva e Vinho, os agricultores poderão aderir, de modo voluntário, às respectivas Normas Técnicas, passando a cultivar de acordo com a Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil), voltada à sustentabilidade e à preservação do meio ambiente e da saúde do agricultor e dos consumidores.

O conceito de Produção Integrada foi criado na Europa na década de 1970. Naquela época, manifestaram-se nos círculos científicos preocupações quanto ao alcance restrito do manejo integrado de pragas, como estratégia utilizada para racionalização e redução de uso de agroquímicos e de sustentabilidade da atividade frutícola. Em 1989, estabeleceu-se um regulamento que foi aceito e reconhecido pela Organização Internacional de Luta Biológica de Pragas (IOBC). No Brasil, foi criado um modelo de pesquisa e desenvolvimento pela Embrapa Uva e Vinho, inicialmente validado para a cultura da maçã, que foi o primeiro produto brasileiro a receber a certificação de Produção Integrada.

A Produção Integrada de Uva para Processamento foi desenvolvida pela Embrapa em parceria com instituições de pesquisa, de extensão e do setor produtivo, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Governo do Rio Grande do Sul (Emater/Ascar-RS), Tecnovin do Brasil, Cooperativa Nova Aliança, e as vinícolas Almadén, Luiz Argenta, Ravanello, Perini e Santa Maria.

No Brasil, a viticultura ocupa uma área aproximada de 82,5 mil hectares, produzindo anualmente em torno de 1,34 milhão de toneladas de uvas. A cultura da videira tem importante relevância socioeconômica para o País, sendo o Rio Grande do Sul o maior polo vitivinícola do Brasil, responsável por cerca de 90% da produção nacional de vinhos e sucos.

Entre 2010 e 2015, foram elaboradas e harmonizadas as normas PIUP, os Manuais Técnicos e os Documentos de Acompanhamento (Caderno de Campo, Caderno do Estabelecimento Vinícola e a Grade de Agroquímicos), que dão suporte à adoção do sistema de produção integrada. As normas PIUP foram então repassadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para publicação em Diário Oficial, de maneira que os produtores e as vinícolas interessadas possam adotar o sistema de forma oficial.

Segundo Silveira, a expectativa é que outras vinícolas tenham sua produção certificada e que os viticultores de outras regiões sigam a experiência e mostrem o caminho para outras empresas.

 

Viviane Zanella (MTb 14004/RS) 
Embrapa Uva e Vinho 

Contatos para a imprensa 
 
Telefone: (54) 3455-8084

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Um relatório especial divulgado pela INTL FCStone na terça-feira (17.07), denominado “Perspectivas para Commodities” indica que o mercado de commodities agrícolas deve sofrer com incertezas e ser marcado por situações complexas a curto prazo ao longo do terceiro trimestre desse ano. De acordo com Vitor Andrioli, analista de mercado da INTL FCStone, a situação é motivada por fatores como a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, a incerteza sobre as eleições presidenciais, a greve dos caminhoneiros e a probabilidade de quatro altas nas taxas de juros sinalizada pela Federal Reserve.  

“Essa conjuntura deve impactar os mercados de commodities de maneira significativa, orientando as expectativas para o crescimento econômico mundial e doBrasil, rebalanceando o market share americano no mercado chinês e conduzindo a trajetória do câmbio”, avalia. 

Segundo o relatório, os grãos devem ser os mais afetados pelos fretes e também pelo desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que definirão a situação da soja e milho no mercado mundial. Ana Luiza Lodi, analista de mercado do grupo, destaca que a tendência é de que haja uma queda das exportações norte-americanas de soja, fazendo com que o país diminua os preços para atrair mais compradores, com exceção da China, que buscará adquirir o máximo da oleaginosa da América Latina.  

“Por mais que a China esteja comprando muito pouca soja dos EUA há alguns meses, as importações chinesas anuais chegam perto de 100 milhões de toneladas, mesmo com as estimativas de queda. Outros produtores, principalmente o Brasil, não são capazes de fornecer toda essa soja sem contar com o grão norte-americano”, explica. 

A previsão da INTL FCStone para o trigo é de que a colheita nos EUA e Mar Negro aliada a ampliação de área no Mercosul mantenham a pressão sobre os preços, com a possibilidade de expansão em 7% da área plantada na Argentina em relação ao ciclo anterior fazendo com que o market share do país seja aumentado. Já em relação ao algodão, a perspectiva é de que o Brasil deve ter uma safra cheia, assumindo a terceira colocação entre os maiores exportadores de algodão na temporada 2017/18.  

Para o mercado sucroenergético, a previsão da consultoria é de que pressão sobre as cotações da commodity devem ser mantidas, impulsionadas principalmente pelo excedente global de açúcar nos ciclos 2017/18 e 2018/19. Além disso, as possibilidades de uma safra recorde na índia devem obrigar o país a exportar grandes volumes do adoçante no próximo ciclo.  

 

Por: AGROLINK -Leonardo Gottems

Fonte: https://www.agrolink.com.br

A Farsul participou do lançamento da Campanha de combate aos crimes agropecuários, da Frente Parlamentar de Combate a Crimes Agropecuários da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, criada pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da ALRS, presidida pelo deputado Sérgio Turra ( PP/RS).

O objetivo do grupo é combater os crimes agropecuários, iniciando pela divulgação da importância do registro de ocorrência nas delegacias especializadas nos Crimes Agropecuários e Abigeato – DECRAB, já instaladas no Rio Grande do Sul, nos municípios de Bagé e de Santiago. 

A Federação teve forte atuação na criação das delegacias com o Governo do Estado para que as ações de segurança passassem a ser direcionadas ao setor. A entidade reforça a importância do registro das ocorrências de crimes no campo para que a Secretaria de Segurança Pública adote as medidas estratégicas necessárias.
Representaram a Farsul na Solenidade o Assessor Técnico do Sistema Farsul Luiz Fernando Cavalheiro Pires e o Assessor de Segurança Gerônimo Barbosa.  

Observatório da Criminalidade no Campo 

O Sistema CNA, através do Instituto CNA monitora o aumento da criminalidade no meio rural, através da criação do Observatório da Criminalidade no Campo. A prática criminosa no campo deve ser denunciadas pelo Whatsapp da CNA (61) 99834-7773 ou através do formulário no link abaixo. Os dados da denúncia e da sua propriedade serão mantidos em sigilo.

Fonte: www.agrolink.com.br

Por: FARSUL - FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 

Na última sexta-feira (29) o avanço de uma nova frente pela Região Sul do Brasil deixou o tempo instável e com possibilidade para chuva ao longo do dia, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e região sudoeste do Paraná. Para as lavouras de trigo a chuva continuará sendo favorável. No Paraná, a instabilidade pode atrapalhar, pontualmente, o pleno andamento da colheita do milho safrinha.

Ao longo do final de semana, ainda podem ocorrer algumas pancadas de chuva entre o norte do Rio Grande do Sul e sul do Paraná. No entanto, a nebulosidade aos poucos diminui e até domingo (01) o tempo volta a ficar mais firme na região. No entanto, no início da próxima semana, uma nova frente fria começa a avançar pelo o Sul do país, provocando novas áreas de instabilidade.

Já em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o tempo segue firme e sem previsão para chuva ao longo dos próximos dias, mantendo as condições bastante favoráveis a colheita do milho, algodão, café e da cana de açúcar. Em São Paulo, podem ocorrer apenas eventuais pancadas isoladas e de baixa intensidade no sudoeste do estado. Ressalta-se, que os índices de umidade relativa do ar, continuam, em muitos municípios abaixo do considerado ideal.
 
Mesmo com a passagem das frentes frias, as temperaturas, principalmente as mínimas,não sofrerão quedas acentuadas ao longo dos próximos dez dias. Em Passo Fundo (RS), por exemplo, as mínimas previstas ao longo da próxima semana, não deverão ficar abaixo dos 8ºC. Em Sorriso (MT), ao longo dos próximos dez dias, as temperaturas mínimas devem ficar acima dos 18ºC e as máximas, próximas aos 33ºC. Consequentemente, não há riscos para geadas para os próximos dias.
 
Fonte: https://www.agrolink.com.br

Após sete horas de discussão, a comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o Projeto de Lei 6.299/02, que trata do registro, fiscalização e controle dos agrotóxicos no país, aprovou nesta segunda-feira (25) o parecer do relator, deputado Luiz Nishimori (PR-PR). Nenhum destaque foi aprovado e prevaleceu o texto de Nishimori. O projeto ainda tem que ser apreciado pelo plenário da Câmara.

Em mais uma sessão tumultuada, parlamentares ambientalistas e ruralistas divergiram na apreciação da proposta. Sem sucesso, deputados do PCdoB, PSOL, PSB e PT tentaram adiar novamente a votação do relatório. Na semana passada, a sessão foi interrompida por uma suspeita de bomba na comissão. A ação foi assumida pela organização não governamental Greenpeace.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou que, caso a matéria seja aprovada pelo plenário, o partido ingressará com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). “Se chegar ao plenário, a sociedade brasileira vai repudiar esse projeto. Se ele passar, haverá uma ação direta de inconstitucionalidade. Vamos ao Supremo derrubar esse veneno”, disse.

Proposta

Chamado de “PL do Agrotóxico” por deputados da oposição e ativistas, o projeto prevê, por exemplo, a alteração do nome “agrotóxicos” para “pesticidas”, o que deve facilitar o registro de produtos cuja fórmula, em alguns casos, utiliza substâncias consideradas cancerígenas pelos órgãos reguladores. Antes, a proposta era alterar a nomenclatura para “produto fitossanitário”.

As definições sobre as competências do Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na análise dos produtos também foram alteradas pela proposta de Nishimori. A nova redação diz que os órgãos passam a “analisar e, quando couber, homologar, os pareceres técnicos apresentados nos pleitos de registro”. Dessa forma, o PL estabelece que pesticidas possam ser liberados pelo Ministério da Agricultura mesmo que Ibama e Anvisa não tenham concluído suas análises.

Entre as polêmicas do texto está a criação da Taxa de Avaliação de Registro, cujo valor arrecadado será destinado ao Fundo Federal Agropecuário. Outro ponto controverso é que o Ibama e a Anvisa continuam responsáveis pelas análises toxicológicas e ecotoxicológicas dos produtos, mas terão a nova atribuição de apresentar uma análise de risco.

Ao apresentar o parecer, o deputado Luiz Nishimori afirmou que “não quer colocar veneno no prato” das pessoas e que o projeto prevê a atuação da Anvisa na proibição do registro de produtos que apresentam risco “inaceitável” à saúde e ao meio ambiente. 

“Nosso projeto quer colaborar com comida mais sadia e segura para nossa sociedade. Ninguém vai colocar novas substâncias, novos produtos no mercado. A Anvisa é muito competente, muito rígida e vai ter as mesmas funções de hoje”, defendeu o relator. 

Críticas

Em nota técnica, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão do Ministério da Saúde que tem como missão apoiar o órgão no desenvolvimento de ações integradas para prevenção e controle do câncer, defendeu que o Marco Legal dos Agrotóxicos (Lei 7.802/1989) não seja alterado e flexibilizado.

“Tal modificação colocará em risco as populações – sejam elas de trabalhadores da agricultura, residentes em áreas rurais ou consumidores de água ou alimentos contaminados, pois acarretará na possível liberação de agrotóxicos responsáveis por causar doenças crônicas extremamente graves e que revelem características mutagênicas e carcinogênicas”, diz o documento.

A Anvisa também condenou a proposta, por acreditar que o projeto não atende à população, que deveria ser o foco da norma. “O PL não contribui com a melhoria, disponibilidade de alimentos mais seguros ou novas tecnologias para o agricultor, e nem mesmo com o fortalecimento do sistema regulatório de agrotóxicos”, diz a agência.

Edição: Davi Oliveira

Por Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil

Começa nesta terça-feira (19), a 20ª Feira Nacional do Arroz (Fenarroz), que vai até o dia 24, no Parque Ivan Tavares, Rua Conde de Porto Alegre S/N, bairro Carvalho, em Cachoeira do Sul. A programação técnica, organizada pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), ocorre no auditório da Fenarroz nos dois primeiros dias da feira e conta com painéis, palestras e workshop sobre temas importantes relacionados à cultura do arroz.

O primeiro dia começa com o painel: “A Cultura da Soja como Aliada ao Sistema Produtivo Arrozeiro”. Palestram pela Emater, o engenheiro agrônomo Dirceu Nöller, que falará sobre como reduzir as perdas de grãos na colheita (14h) e a engenheira agrônoma Lenise Mentges, que apresentará sobre o manejo integrado de pragas em soja (14h40). E pelo Irga, o engenheiro agrônomo José Fernando de Andrade, que ministrará a palestra "Alternativas de Culturas e Sistemas Produtivos para o Manejo de Plantas Daninhas" (15h40) e o engenheiro agrônomo Ricardo Tatsch, que abordará sobre o manejo da cultura da soja para alta produtividade (16h30).

O segundo e último dia de programação técnica terá pela manhã o workshop “Mercado e Exportação de Arroz” com debates e aspectos voltados a produção e o comércio. O diretor comercial do Irga, Tiago Barata, abordará as perspectivas de mercado (9h30) e o diretor técnico da autarquia, Maurício Fischer, falará sobre os aspectos técnicos e produtivos da lavoura arrozeira no Rio Grande do Sul (10h10). Além do gestor do Brazilian Rice, Gustavo Ludwig, que apresenta sobre o mercado externo e exportação de arroz (10h50). Após, o secretário da Agricultura, Odacir Klein, apresentará o Cacisc ao meio-dia.

Os professores da UFSM administrarão as palestras seguintes. O professor Ezequiel Saretta falará a respeito dos fundamentos da engenharia de irrigação (13h15). A professora Zanandra Boff de Oliveira fará uma apresentação sobre a necessidade de irrigação suplementar para a cultura da soja em Cachoeira do Sul (14h15). O professor e doutor Lucas Ávila palestrará sobre planejamento estratégico para propriedades rurais (15h15). Encerrando as atividades no auditório da Fenarroz, a palestra sobre o Exporta RS - Departamento de Promoção Comercial e Assuntos Internacionais  da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado.

Texto: Taís Forgearini/ Ascom Irga
Edição: Léa Aragón/ Secom

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