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O governo autorizou nesta quinta-feira, por meio de decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), a renegociação de dívidas de produtores de soja em municípios do Rio Grande do Sul após chuvas em excesso terem provocado danos em lavouras.

O Ministério da Fazenda destacou em nota que a renegociação vale para produção de soja em municípios do Estado onde tenha sido decretada situação de emergência ou estado de calamidade pública em decorrência de alagamento, chuvas intensas, enxurradas, inundações e vendavais a partir de 1º de setembro de 2015, com reconhecimento pelo Ministério da Integração Nacional.

Pela decisão, foi aprovado um reembolso em até cinco parcelas anuais para custeio contratado na safra 2015/16, e em 1 ano após o vencimento final do contrato de financiamento para custeio prorrogado e investimento.

Apesar de problemas pontuais, o clima mais úmido permitiu que o Rio Grande do Sul colhesse a melhor safra de sua história, com produção de mais de 16 milhões de toneladas.

Fonte: www.agrolink.com.br

 

 

O fenômeno climático La Niña já começa a se configurar no Pacífico, e a partir do início da próxima primavera deve ser tão prejudicial para a agricultura quanto seu predecessor, El Niño (2015/16). É o que dizem os meteorologistas da Climatempo, apontando que haverá secas no Sul e aumento das chuvas no Norte e Nordeste, por conta de mudanças significativas nos padrões de precipitação e temperatura ao redor da Terra.

“La Niña é a fase fria de um fenômeno atmosférico-oceânico. Ela é caracterizada pelo esfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical”, explica a meteorologista Bianca Lobo. Segundo ela, este fenômeno altera toda circulação de umidade e calor ao redor do globo, alterando ou potencializando características normais das estações do ano. 

A alternativa para os produtores rurais é planejar melhor seus períodos de plantio: “As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem ter temperaturas de normal a ligeiramente acima da média, ou seja, bem mais ameno do que nos últimos dois anos. Já o Norte e Nordeste devem estar mais quentes, mas em relação ao ano anterior será mais ameno também”, pontua o meteorologista da Climatempo, Alexandre Nascimento.

O especialista projeta que La Niña já esteja presente no Brasil a partir do próximo mês de outubro, permanecendo ao longo de 2017. “Pode haver seca no Sul, mas só no período de inverno/primavera”, destaca Nascimento. Com isso, a região pode sofrer grandes prejuízos no trigo, soja e arroz – suas culturas exponenciais.

Já nas regiões Norte e Nordeste as chuvas acima da normalidade devem prejudicar a cana-de-açúcar, principal produto da região, além da soja, algodão, caju, uvas finas, manga, melão e acerola, mandioca, milho e arroz.

 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

A Caixa Econômica Federal inicia em julho as contratações do novo Ano Safra 2016/2017. Para o período, o banco projeta aplicar no crédito rural R$ 10 bilhões, por meio das linhas de recursos obrigatórios, recursos livres e do BNDES, beneficiando todas as regiões do país com vocação agrícola.

“Esse volume de recursos possibilitará ampliar nossa participação neste importante mercado, permitindo que a CAIXA estreite ainda mais o relacionamento com toda a cadeia do agronegócio”, comenta o superintendente nacional de Agronegócio da CAIXA, Márcio Vieira Recalde.

As estratégias da CAIXA para auxiliar o produtor no financiamento de sua produção englobam agilidade e simplicidade nos processos de concessão e a presença das agências do banco em todas as regiões. “Somos um importante parceiro para financiar o agronegócio e temos a preocupação em atender todos os produtores, desde o pequeno até a agroindústria, em todo ciclo produtivo”, afirma o superintendente.

A CAIXA encerrou o Ano Safra 2015/2016 com uma carteira de R$ 7,8 bilhões em contratos de crédito rural, distribuída em operações de custeio e investimento, agrícola e pecuário, além de linhas destinadas à comercialização, beneficiando mais de 12 mil produtores rurais.

 

Agrolink com informações de assessoria
 
 
 

 

Seguindo uma tendência mundial na realização de eventos pela internet, o Brasil terá entre os dias 7 e 13 de agosto o 1º Congresso Brasileiro Online de Agricultura. Organizado pelo Portal Ciência do Solo, plataforma de educação à distância voltado ao setor produtivo, o evento contará com palestras de grandes nomes da agricultura brasileira, entre pesquisadores, consultores e economistas. Com o tema “Bem-vindo à agricultura do futuro”, o congresso vai analisar cenários econômicos, tecnologia, sustentabilidade, manejo, pesquisa e inovação, logística e tendências de mercado.

Ao todo, serão 33 palestras em vídeo, com datas, horários e temas programados. A inscrição é gratuita, mas as vagas são limitadas. Para participar, é preciso apenar cadastrar um e-mail válido e aguardar uma mensagem da organização confirmando a inscrição. O e-mail funcionará como login do usuário para assistir as palestras.

Em cada dia do congresso, os participantes receberão mensagens com aviso do horário e tema a ser abordado. “O participante até pode entrar na plataforma depois do início da palestra, mas terá perdido o conteúdo já transmitido. Esse tipo de evento é tendência aqui nos Estados Unidos e em todas as áreas”, explica Luiz Tadeu Jordão, engenheiro agrônomo e diretor de pesquisa e desenvolvimento do Portal Ciência do Solo, que atualmente conclui doutorado em Purdue University, Indiana, EUA

O 1º Congresso Brasileiro Online de Agricultura conta com o patrocínio prata da Fortgreen e bronze da Produquímica.

Serviço
1º Congresso Brasileiro Online de Agricultura será realizado entre os dias 7 e 13 de agosto na plataforma online do Portal Ciência do Solo www.cboa.com.br. A programação se inicia às 15h (Brasília) do dia 7.

 

Agrolink com informações de assessoria

A produção brasileira de grãos da safra 2015/16 deve chegar a 189,3 milhões de toneladas, com um decréscimo de 8,9% ou 18,5 milhões de toneladas menor que a anterior, que foi de 207,7 milhões de t. Os números estão no boletim do 10º levantamento da safra de grãos, divulgado nesta quinta-feira (7) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O trigo, juntamente com as culturas de inverno, teve um crescimento de produção. Subiu 13,5%, chegando a 6,28 milhões de toneladas, apesar de uma redução de área de 12,5%. Já a soja reduziu 0,7%, alcançando 95,6 milhões de toneladas, e o milho, que apresentou as maiores reduções, teve queda de 3,99 milhões e 11,5 milhões de toneladas, respectivamente, na primeira e na segunda safra. As demais culturas também tiveram queda de produção. Entre as razões para a queda, estão a redução na área plantada e as adversidades climáticas, como estiagens prolongadas e altas temperaturas.

Contudo, a área plantada teve aumento em relação à safra anterior. Este ano deve chegar a 58,15 milhões de hectares, ou 0,4% a mais do que em 2014/15, que teve 57,93 milhões de ha. A cultura da soja, responsável por 57% da área cultivada do país, permanece como principal responsável pelo aumento de área. A estimativa de crescimento é de 3,5%, passando de 32,1 milhões de ha  em 2014/15 para 33,2 milhões na safra atual.

Outro aumento de área ocorreu com o milho segunda safra. A expectativa é de crescimento de 8%  (763,8 mil h), totalizando 10,31 milhões de ha. Para o primeira safra, a exemplo do que ocorreu anteriormente, a área foi reduzida em 11,4%, atingindo 5,44 milhões de ha. Outras reduções de área ocorreram também com o feijão primeira safra (8,5%), situando-se em 963,9 mil hectares, o feijão segunda safra, com redução de 2,6%, totalizando uma área plantada de 1,28 milhão de hectares e o feijão terceira safra, com queda de área de 13,6%, chegando a 577,5 mil hectares.
 

 

Agrolink com informações de assessoria

Dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MICS) no dia 01/07, mostram que, no primeiro semestre de 2016, o Brasil obteve superávit de US$ 23,6 bilhões na balança comercial - valor dez vezes maior que o resultado apresentado no mesmo período do ano passado (US$ 2,2 bilhões). O crescimento do saldo comercial foi impulsionado principalmente pela queda de 27,7% das importações.

Apesar do resultado positivo no saldo da balança, o comércio externo do país tem apresentado forte desaceleração. Houve queda de US$ 29,6 bilhões na corrente de comércio do Brasil e retração de 4,3% nas exportações, conforme informações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O governo tem destacado o comércio internacional como uma prioridade para a recuperação econômica do país. O agronegócio tem sido o setor que mais contribuiu para o saldo comercial positivo nos primeiros seis meses de 2016. O destaque pode ser observado na composição dos 10 principais produtos brasileiros exportados no período.
 
No primeiro semestre de 2016, esses produtos trouxeram ao Brasil US$ 41,6 bilhões em receita, 46% do valor total. Dentre esses, sete são do agronegócio, US$ 29,9 bilhões (33,2%) do total das exportações brasileiras.

No período, os destaques do agronegócio foram:

· Soja em grão, US$ 13,9 bilhões (+11%), aparecendo como o principal produto exportado;

· Açúcar em bruto, US$ 3,1 bilhões (+19%), em 4º;

· Celulose, US$ 2,7 bilhões (+7%), em 7º,

· Carne bovina, US$ 2,2 bilhões (+6%), em 8º.

Principais produtos do agronegócio exportados pelo Brasil no 1º semestre de 2016 - US$ bilhões e participação percentual

O crescimento das exportações de soja em grão tem sido puxado, principalmente, pelo aumento das importações chinesas. A demanda mundial pela oleaginosa está aquecida em consequência das perdas ocorridas nas safras do Brasil e Argentina, que geraram uma expectativa de baixa disponibilidade na próxima safra, estimulando sua compra no mercado internacional.

O aumento das exportações de açúcar também é influenciado pela valorização do preço mundial da commodity, devido a menor oferta e o aumento da demanda, o que deve gerar um déficit no ciclo atual. Outro fator que incentivou o crescimento dos preços foi a recente desvalorização do dólar em relação a moedas dos países produtores.

Apesar do menor crescimento da economia chinesa, a demanda por carne bovina de alta qualidade naquele país deve continuar aquecida no segundo semestre. Isso ocorre por que esse tipo de corte é demandado por consumidores de maior renda, que são menos influenciados pela desaceleração econômica.

A China, segunda maior economia mundial, foi o principal destino das exportações do Brasil no primeiro semestre de 2016, com receita de US$ 11,4 bilhões (17,2%). O país continua tendo um papel fundamental na balança comercial brasileira, principalmente em relação a demanda por produtos agropecuários.

Os dados apresentam um cenário com boas oportunidades para os produtores agropecuários do Brasil, principalmente devido à demanda aquecida e ao câmbio favorável. Desse modo, em 2016, o setor continua sendo um elemento chave para o desempenho da balança comercial do país.

Câmbio - Apesar da recente valorização do real - 19,9% no acumulado de 2016 - o câmbio tem contribuído para o aumento da competividade dos produtos brasileiros no mercado externo. De acordo com as expectativas do mercado, publicada no Boletim Focus (BCB), em 2016 a taxa de câmbio deverá encerrar o ano por volta de R$ 3,50.

 

Agrolink com informações de assessoria

O comissário europeu para a Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, anunciou em Bruxelas a liberação do glifosato por mais 18 meses na União Europeia. A autorização do herbicida mais utilizado no bloco venceria nesta quinta-feira (30.06), mas teve seu uso prorrogado até o final de 2017.

A decisão foi tomada em meio a divergências entre os 28 Estados-membros, que provocaram diversas reuniões do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos de Consumo Humano e Animal da Comissão Europeia. Em meses de debate, os peritos não chegaram a uma maioria qualificada.

Por um lado, França e Malta votaram contra, tendo ainda a Alemanha, Itália, Portugal, Áustria, Luxemburgo, Grécia e Bulgária abstenções. Os outros 19 países aprovaram a proposta da Comissão Europeia de prolongar a autorização por mais nove anos. No entanto, representam apenas 51% da população da União Europeia, ao invés dos 65% necessários pela legislação do bloco.

Com o impasse, a decisão ficou com a Comissão Europeia, que decidiu liberar o glifosato apenas por mais 18 meses. Nesse período, o herbicida será reavaliado pela Agência Europeia de Produtos Químicos (Echa), responsável pela classificação das substâncias químicas.

 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

As profundas mudanças socioeconômicas e políticas em andamento no Brasil reforçam o agronegócio como o mercado que mais se destaca no país neste momento de crise. Único a apresentar o Produto Interno Bruto (PIB) positivo em 2015 e com aumento de 1,8% em relação a 2014, o setor deve seguir o bom desempenho ao longo deste ano, com um crescimento médio entre 1,5% e 2,2%, segundo analistas.

Em 2015, somente o mercado de distribuição de insumos agropecuários movimentou cerca de R$ 34 bilhões, entre fertilizantes, produtos de nutrição vegetal e medicamentos veterinários. Por ano, são realizadas mais de 10 milhões de visitas ao campo pelos distribuidores, oferecendo produtos, serviços, crédito e suporte técnico aos produtores rurais.

Porém, as tendências para 2017 mostram que o ano será bastante desafiador. A ANDAV - Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários, como principal entidade deste segmento que emprega mais de 50 mil profissionais e é responsável por 70% da comercialização de insumos, antecipa-se a isso na sexta edição do Congresso ANDAV – Fórum & Exposição.

Com uma pauta voltada aos desdobramentos políticos e econômicos e à importância da gestão estratégica dos distribuidores, o VI Congresso ANDAV, que acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, terá uma agenda ampla, que buscará discutir com toda a cadeia do agronegócio as necessidades, os aspectos e os desafios relacionados à gestão deste negócio para os próximos anos.

Em sua sexta edição, o evento é considerado o maior encontro de distribuição de insumos agropecuários do Brasil e do mundo, tendo como expectativa a reunião de 4.000 visitantes, 900 congressistas e 70 expositores.

A exposição reunirá mais de 70 marcas nacionais e internacionais que apresentarão suas novidades e lançamentos em adubos, defensivos, fertilizantes, nutrição animal, sementes, agricultura de precisão, automação comercial, soluções financeiras, entre outras. A visitação à exposição é gratuita e restrita aos profissionais do setor. “Além dos distribuidores, indústria nacional e internacional, agentes financeiros e órgãos públicos também estarão presentes para tratar de assuntos de interesse do setor, visando o desenvolvimento estratégico da distribuição”, explica Henrique Mazotini, presidente executivo da ANDAV.

Fórum
 
Com a participação de palestrantes renomados, o VI Congresso ANDAV apresentará em seu primeiro dia de Fórum os aspectos dos cenários político, econômico e financeiro, assim como as tendências e os impactos da macroeconomia para o agronegócio, em especial para a distribuição.
 
O segundo dia irá contemplar palestras relacionadas ao desenvolvimento gerencial e visão empresarial para o dia a dia da gestão dos distribuidores. Outros destaques são os painéis e debates interativos para promover a discussão sobre as oportunidades para superar possíveis obstáculos no mercado e os desafios que podem ser encontrados.
 
Para o encerramento do VI Congresso, a ANDAV preparou apresentações de casos de sucesso que visam fortalecer o segmento e fomentar sentimentos de união entre os distribuidores e mostrar como a Associação pode contribuir de maneira decisiva e positiva para integrar as empresas e o agronegócio como um todo. A programação completa do Fórum deste ano pode ser acessada no http://congressoandav.com.br/2016. 
Patrocínio e Apoio Institucional
 
O evento conta com o patrocínio máster da Syngenta, ouro da HELM e prata da Bayer, além do apoio institucional de importantes entidades como Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (ABISOLO), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas do Estado de São Paulo (ADIAESP), Associação de Distribuidores de Insumos Agrícolas do Cerrado (ADICER), Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas do Centro Oeste e Sul de Minas (ADICOSUL), Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP), Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), Conselho Estadual das Associações de Revendas de Produtos Agropecuários de Mato Grosso (CEARPA) e Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG).
 
Sobre o Congresso ANDAV
O Congresso ANDAV – Fórum & Exposição – reúne empresas nacionais e internacionais que fornecem equipamentos, serviços e tecnologias para toda a cadeia da distribuição de insumos agrícolas e veterinários. Em 2015, em sua 5ª edição, o evento reuniu 3.576 visitantes, 879 congressistas e 68 expositores.
 
ANDAV
A ANDAV– Associação Nacional dos Distribuidores de Insumo Agrícolas e Veterinários – tornou-se reconhecida pelo governo, entidades de classe do setor, indústrias e, principalmente, pelos distribuidores de insumos agropecuários do país, como representante legítima do setor, ao longo de mais de 20 anos de trabalho. Com a missão de contribuir para o desenvolvimento, diferenciação e sustentabilidade de seus associados, visando a melhoria do negócio distribuição de insumos agrícolas e veterinários, hoje a ANDAV conta com mais de mil filiados presentes em mais de 400 municípios, de 26 Estados da federação.
 
Clarion Events
Por mais de 65 anos, a Clarion Events dedica-se à promoção e organização de feiras de negócios, eventos e congressos. Reúne aproximadamente 700 mil pessoas e 12 mil expositores e patrocinadores em mais de 200 eventos realizados ao redor do mundo. A Clarion Events tem presença global – atua em 12 escritórios em 9 países diferentes e está no Brasil desde 2008.
 
Serviço
VI Congresso ANDAV – Fórum & Exposição
Data: 15 a 17 de agosto de 2016.
Horário de exposição: Dia 15, das 10h às 20h; Dia 16, das 8h às 20h; Dia 17, das 8h às 17h.

Horário do congresso: Dia 15, das 13h às 18h30; Dia 16, das 8h às 18h30; Dia 17, das 9h às 14h. 
Local: Transamerica Expo Center
Endereço: Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo-SP
Mais informações: http://www.congressoandav.com.br/2016/

 

Agrolink com informações de assessoria

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta quinta-feira que pretende negociar dentro do governo federal para impedir o avanço de estudos sobre o estabelecimento de uma taxação adicional sobre o agronegócio do país, uma medida que poderia reduzir a competitividade do setor.

Ao ser questionado sobre um possível novo tributo que incidiria sobre exportadores, Maggi disse que se opõe à ideia, durante audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado.

Segundo reportagem desta quinta-feira do jornal O Estado de S.Paulo, está sendo discutido dentro do governo que empresas exportadoras do agronegócio passem a pagar contribuição patronal ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), atualmente cobrada apenas em vendas para o mercado interno, em uma reforma da Previdência Social.

Fazendo a ressalva de que não ouviu a ideia da taxação dentro do governo, Maggi disse, entretanto, que “obviamente” será contra.

"O setor da agricultura é importante, o que mais contribui para a economia brasileira. Penalizar quem está sendo eficiente é uma loucura, é um abraço de afogado", disse o ministro a jornalistas.

A família do ministro é proprietária da Amaggi, uma das principais exportadores do agronegócio brasileiro.

Falando após a audiência, o ministro disse também que está defendendo, dentro do governo, um mecanismo para atrelar à inflação os juros em financiamentos para investimentos no agronegócio, como para a compra de máquinas ou construção de armazéns.

A ideia é evitar que, com a queda prevista para a inflação, os juros reais de financiamentos de longo prazo acabem ficando muito elevados.

"É para investimentos, para esses programas que preveem 10 anos para pagar. Imagina lá na frente o produtor devendo 10 por cento de juros e a inflação estar em 2 por cento. A ideia é que tenhamos de pagar a inflação mais um juro condizente com a atividade", disse.

Na audiência desta quinta-feira, Maggi também afirmou que o governo vai iniciar conversas para a venda de ativos de armazenagem da estatal Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Neste caso, segundo o ministro, a ideia seria "a Conab ficar mais na regulação e comprar armazenagem do setor privado, quando precisar".

TERRAS

O ministro também disse ser favorável à proposta de liberação da venda de terras a estrangeiros, afirmando que isso foi discutido na quarta-feira em uma reunião de governo.

Outros ministros também apoiam a proposta.

"Eu defendo porque isso vai aumentar o crédito para os produtores, e as propriedades passam a ter um valor maior", disse.

Maggi disse, porém, que é preciso criar alguma salvaguarda para o caso das culturas anuais. A ideia, disse, é evitar que algum investidor internacional decida deixar de produzir de um ano para o outro sem um aviso prévio, "para não fazer com que a economia local e estadual sofram".

 

http://www.agrolink.com.br/

O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner, reuniu-se, nesta terça-feira, (14/6), com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, para discutir ajustes no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2016/2017 e a revisão da Política de Garantia dos Preços Mínimos (PGPM). No encontro, ele defendeu mais recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e para programas de investimentos, além da redução dos juros das linhas de financiamento.

Os recursos para a próxima safra podem ser contratados a partir de 1º de julho. Por isso, o objetivo é que as mudanças sejam efetuadas ainda este mês, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) deve aprovar e formalizar a vigência dos programas, entre os quais se incluem: Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), Agricultura de Baixo Carbono (ABC) e o Programa de Incentivo à Modernização da Irrigação (Moderinfra). Em resposta, o ministro e o secretário de Política Agrícola do ministério, Neri Geller, disseram que vão analisar os pedidos do setor agropecuário.

O PAP 2016/2017 destinará R$ 202,8 bilhões à próxima safra para financiar custeio, investimento e comercialização. No entanto, houve queda de recursos para os investimentos em relação ao ano passado, além da alta dos juros, o que tem preocupado os produtores rurais. Quanto à PGPM, o setor agropecuário propôs ao ministro o reajuste de preços mínimos para culturas como milho, trigo e arroz, por conta da alta dos custos de produção. Sobre este tema, governo e setor produtivo devem voltar a discutir o assunto na próxima semana.

Participaram do encontro, além da CNA, o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e representantes da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (ANDAV) e Instituto Pensar Agro (IPA).

 

Agrolink com informações de assessoria
Fonte: http://www.agrolink.com.br/ 
 
 

 

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