Rural

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O comissário europeu para a Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, anunciou em Bruxelas a liberação do glifosato por mais 18 meses na União Europeia. A autorização do herbicida mais utilizado no bloco venceria nesta quinta-feira (30.06), mas teve seu uso prorrogado até o final de 2017.

A decisão foi tomada em meio a divergências entre os 28 Estados-membros, que provocaram diversas reuniões do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos de Consumo Humano e Animal da Comissão Europeia. Em meses de debate, os peritos não chegaram a uma maioria qualificada.

Por um lado, França e Malta votaram contra, tendo ainda a Alemanha, Itália, Portugal, Áustria, Luxemburgo, Grécia e Bulgária abstenções. Os outros 19 países aprovaram a proposta da Comissão Europeia de prolongar a autorização por mais nove anos. No entanto, representam apenas 51% da população da União Europeia, ao invés dos 65% necessários pela legislação do bloco.

Com o impasse, a decisão ficou com a Comissão Europeia, que decidiu liberar o glifosato apenas por mais 18 meses. Nesse período, o herbicida será reavaliado pela Agência Europeia de Produtos Químicos (Echa), responsável pela classificação das substâncias químicas.

 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

As profundas mudanças socioeconômicas e políticas em andamento no Brasil reforçam o agronegócio como o mercado que mais se destaca no país neste momento de crise. Único a apresentar o Produto Interno Bruto (PIB) positivo em 2015 e com aumento de 1,8% em relação a 2014, o setor deve seguir o bom desempenho ao longo deste ano, com um crescimento médio entre 1,5% e 2,2%, segundo analistas.

Em 2015, somente o mercado de distribuição de insumos agropecuários movimentou cerca de R$ 34 bilhões, entre fertilizantes, produtos de nutrição vegetal e medicamentos veterinários. Por ano, são realizadas mais de 10 milhões de visitas ao campo pelos distribuidores, oferecendo produtos, serviços, crédito e suporte técnico aos produtores rurais.

Porém, as tendências para 2017 mostram que o ano será bastante desafiador. A ANDAV - Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários, como principal entidade deste segmento que emprega mais de 50 mil profissionais e é responsável por 70% da comercialização de insumos, antecipa-se a isso na sexta edição do Congresso ANDAV – Fórum & Exposição.

Com uma pauta voltada aos desdobramentos políticos e econômicos e à importância da gestão estratégica dos distribuidores, o VI Congresso ANDAV, que acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, terá uma agenda ampla, que buscará discutir com toda a cadeia do agronegócio as necessidades, os aspectos e os desafios relacionados à gestão deste negócio para os próximos anos.

Em sua sexta edição, o evento é considerado o maior encontro de distribuição de insumos agropecuários do Brasil e do mundo, tendo como expectativa a reunião de 4.000 visitantes, 900 congressistas e 70 expositores.

A exposição reunirá mais de 70 marcas nacionais e internacionais que apresentarão suas novidades e lançamentos em adubos, defensivos, fertilizantes, nutrição animal, sementes, agricultura de precisão, automação comercial, soluções financeiras, entre outras. A visitação à exposição é gratuita e restrita aos profissionais do setor. “Além dos distribuidores, indústria nacional e internacional, agentes financeiros e órgãos públicos também estarão presentes para tratar de assuntos de interesse do setor, visando o desenvolvimento estratégico da distribuição”, explica Henrique Mazotini, presidente executivo da ANDAV.

Fórum
 
Com a participação de palestrantes renomados, o VI Congresso ANDAV apresentará em seu primeiro dia de Fórum os aspectos dos cenários político, econômico e financeiro, assim como as tendências e os impactos da macroeconomia para o agronegócio, em especial para a distribuição.
 
O segundo dia irá contemplar palestras relacionadas ao desenvolvimento gerencial e visão empresarial para o dia a dia da gestão dos distribuidores. Outros destaques são os painéis e debates interativos para promover a discussão sobre as oportunidades para superar possíveis obstáculos no mercado e os desafios que podem ser encontrados.
 
Para o encerramento do VI Congresso, a ANDAV preparou apresentações de casos de sucesso que visam fortalecer o segmento e fomentar sentimentos de união entre os distribuidores e mostrar como a Associação pode contribuir de maneira decisiva e positiva para integrar as empresas e o agronegócio como um todo. A programação completa do Fórum deste ano pode ser acessada no http://congressoandav.com.br/2016. 
Patrocínio e Apoio Institucional
 
O evento conta com o patrocínio máster da Syngenta, ouro da HELM e prata da Bayer, além do apoio institucional de importantes entidades como Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (ABISOLO), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas do Estado de São Paulo (ADIAESP), Associação de Distribuidores de Insumos Agrícolas do Cerrado (ADICER), Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas do Centro Oeste e Sul de Minas (ADICOSUL), Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP), Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), Conselho Estadual das Associações de Revendas de Produtos Agropecuários de Mato Grosso (CEARPA) e Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG).
 
Sobre o Congresso ANDAV
O Congresso ANDAV – Fórum & Exposição – reúne empresas nacionais e internacionais que fornecem equipamentos, serviços e tecnologias para toda a cadeia da distribuição de insumos agrícolas e veterinários. Em 2015, em sua 5ª edição, o evento reuniu 3.576 visitantes, 879 congressistas e 68 expositores.
 
ANDAV
A ANDAV– Associação Nacional dos Distribuidores de Insumo Agrícolas e Veterinários – tornou-se reconhecida pelo governo, entidades de classe do setor, indústrias e, principalmente, pelos distribuidores de insumos agropecuários do país, como representante legítima do setor, ao longo de mais de 20 anos de trabalho. Com a missão de contribuir para o desenvolvimento, diferenciação e sustentabilidade de seus associados, visando a melhoria do negócio distribuição de insumos agrícolas e veterinários, hoje a ANDAV conta com mais de mil filiados presentes em mais de 400 municípios, de 26 Estados da federação.
 
Clarion Events
Por mais de 65 anos, a Clarion Events dedica-se à promoção e organização de feiras de negócios, eventos e congressos. Reúne aproximadamente 700 mil pessoas e 12 mil expositores e patrocinadores em mais de 200 eventos realizados ao redor do mundo. A Clarion Events tem presença global – atua em 12 escritórios em 9 países diferentes e está no Brasil desde 2008.
 
Serviço
VI Congresso ANDAV – Fórum & Exposição
Data: 15 a 17 de agosto de 2016.
Horário de exposição: Dia 15, das 10h às 20h; Dia 16, das 8h às 20h; Dia 17, das 8h às 17h.

Horário do congresso: Dia 15, das 13h às 18h30; Dia 16, das 8h às 18h30; Dia 17, das 9h às 14h. 
Local: Transamerica Expo Center
Endereço: Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo-SP
Mais informações: http://www.congressoandav.com.br/2016/

 

Agrolink com informações de assessoria

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta quinta-feira que pretende negociar dentro do governo federal para impedir o avanço de estudos sobre o estabelecimento de uma taxação adicional sobre o agronegócio do país, uma medida que poderia reduzir a competitividade do setor.

Ao ser questionado sobre um possível novo tributo que incidiria sobre exportadores, Maggi disse que se opõe à ideia, durante audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado.

Segundo reportagem desta quinta-feira do jornal O Estado de S.Paulo, está sendo discutido dentro do governo que empresas exportadoras do agronegócio passem a pagar contribuição patronal ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), atualmente cobrada apenas em vendas para o mercado interno, em uma reforma da Previdência Social.

Fazendo a ressalva de que não ouviu a ideia da taxação dentro do governo, Maggi disse, entretanto, que “obviamente” será contra.

"O setor da agricultura é importante, o que mais contribui para a economia brasileira. Penalizar quem está sendo eficiente é uma loucura, é um abraço de afogado", disse o ministro a jornalistas.

A família do ministro é proprietária da Amaggi, uma das principais exportadores do agronegócio brasileiro.

Falando após a audiência, o ministro disse também que está defendendo, dentro do governo, um mecanismo para atrelar à inflação os juros em financiamentos para investimentos no agronegócio, como para a compra de máquinas ou construção de armazéns.

A ideia é evitar que, com a queda prevista para a inflação, os juros reais de financiamentos de longo prazo acabem ficando muito elevados.

"É para investimentos, para esses programas que preveem 10 anos para pagar. Imagina lá na frente o produtor devendo 10 por cento de juros e a inflação estar em 2 por cento. A ideia é que tenhamos de pagar a inflação mais um juro condizente com a atividade", disse.

Na audiência desta quinta-feira, Maggi também afirmou que o governo vai iniciar conversas para a venda de ativos de armazenagem da estatal Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Neste caso, segundo o ministro, a ideia seria "a Conab ficar mais na regulação e comprar armazenagem do setor privado, quando precisar".

TERRAS

O ministro também disse ser favorável à proposta de liberação da venda de terras a estrangeiros, afirmando que isso foi discutido na quarta-feira em uma reunião de governo.

Outros ministros também apoiam a proposta.

"Eu defendo porque isso vai aumentar o crédito para os produtores, e as propriedades passam a ter um valor maior", disse.

Maggi disse, porém, que é preciso criar alguma salvaguarda para o caso das culturas anuais. A ideia, disse, é evitar que algum investidor internacional decida deixar de produzir de um ano para o outro sem um aviso prévio, "para não fazer com que a economia local e estadual sofram".

 

http://www.agrolink.com.br/

O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner, reuniu-se, nesta terça-feira, (14/6), com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, para discutir ajustes no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2016/2017 e a revisão da Política de Garantia dos Preços Mínimos (PGPM). No encontro, ele defendeu mais recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e para programas de investimentos, além da redução dos juros das linhas de financiamento.

Os recursos para a próxima safra podem ser contratados a partir de 1º de julho. Por isso, o objetivo é que as mudanças sejam efetuadas ainda este mês, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) deve aprovar e formalizar a vigência dos programas, entre os quais se incluem: Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), Agricultura de Baixo Carbono (ABC) e o Programa de Incentivo à Modernização da Irrigação (Moderinfra). Em resposta, o ministro e o secretário de Política Agrícola do ministério, Neri Geller, disseram que vão analisar os pedidos do setor agropecuário.

O PAP 2016/2017 destinará R$ 202,8 bilhões à próxima safra para financiar custeio, investimento e comercialização. No entanto, houve queda de recursos para os investimentos em relação ao ano passado, além da alta dos juros, o que tem preocupado os produtores rurais. Quanto à PGPM, o setor agropecuário propôs ao ministro o reajuste de preços mínimos para culturas como milho, trigo e arroz, por conta da alta dos custos de produção. Sobre este tema, governo e setor produtivo devem voltar a discutir o assunto na próxima semana.

Participaram do encontro, além da CNA, o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e representantes da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (ANDAV) e Instituto Pensar Agro (IPA).

 

Agrolink com informações de assessoria
Fonte: http://www.agrolink.com.br/ 
 
 

 

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária deste ano está estimado em R$ 504,4 bilhões, 3,3% menor do que o de 2015 (R$ 521,9 bilhões). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (13) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O VBP corresponde ao faturamento dos principais produtos agropecuários, como grãos, carnes, café e cacau. Apesar da redução, a soja isoladamente apresenta alta de 0,6%, com o maior VBP entre todos os produtos agropecuários: R$ 113,1 bilhões.
As lavouras correspondem a R$ 327,5 bilhões do VBP total e a pecuária, RS$ 176,9 bilhões. Entre as lavouras, além da soja, outros destaques são a cana de açúcar (R$ 51,5 bilhões) e o milho (R$ 42,8 bilhões). Na pecuária, a carne bovina representa R$ 75,1 bilhões, seguida pela carne de frango (R$ 50,4 bilhões) e pelo leite (R$ 25,6 bilhões).

Segundo a Coordenação Geral de Estudos e Análises da SPA, o principal motivo da redução do VBP está na queda da produção e da produtividade de culturas relevantes, como arroz, feijão, milho e soja, como apontam os levantamentos de safra referentes ao mês de maio. As estimativas indicam também uma redução na produção de frutas, que registraram uma das maiores médias de preço entre os grupos de produtos que compõem o IPCA-15 do mês de maio.

Entre os produtos que apresentaram faturamento mais baixo este ano, estão o arroz (-14,1%), fumo (-26,8%), laranja (-31,4%), mandioca (-14,8%), tomate (-49,1%) e uva (-17,8%).
 
Por outro lado, vários produtos tiveram alta no VBP. É o caso da banana (25,7%), batata-inglesa (17,9%), cacau (14,2 %), café (14,1%), trigo (26,1%) e maçã (11,5%), que tiveram aumento de preço em relação ao ano passado. 

O maior valor bruto da produção agropecuária é da região Sul (R$ 147,8 bilhões), seguida do Centro-Oeste (R$ 139,4 bilhões), Sudeste (R$ 134,7 bilhões), Nordeste (R$ 44,9 bilhões) e Norte(R$ 29,5 bilhões). Entre os estados, as maiores reduções no VBP são observadas no Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins, principalmente por causa da seca que prejudicou lavouras de milho e soja.

 

Fonte: Agrolink.com.br

Foram vendidas 3,4 mil unidades de máquinas agrícolas e rodoviárias em maio, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (06.06) pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). O número representou alta de 19,3% frente as 2,9 mil unidades comercializadas em abril. 

O resultado, porém, segue inferior ao desempenho de 2015, registrando queda de 16,9% na comparação com maio do ano passado, quando foram comercializadas 4,1 mil unidades. No acumulado do ano foram vendidas 13 mil unidades, resultado 36% abaixo das 20,3 mil unidades apontadas entre janeiro e maio de 2015.

Foram produzidas 4 mil unidades no último mês, um incremento de 3,4% sobre as 3,8 mil de abril e declínio de 31,6% ante o mesmo período do ano passado (5,8 mil). No acumulado anual se encontra a maior queda: apenas 15,2 mil unidades fabricadas em 2016 – nada menos que 43,5% menor frente as 26,8 mil do ano passado.

 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Estudo da consultoria inglesa PG Economics, divulgado na terça-feira (31), denominado GM Crops: global socio-economic and environmental impacts 1996-2014, mostra que as culturas geneticamente modificadas (GM) favorecem a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, proporcionando melhorias para a produtividade e para a renda do agricultor. De acordo com o levantamento, em 19 de adoção da biotecnologia agrícola, as culturas GM foram responsáveis por uma produção adicional de 158,4 milhões de toneladas de soja e 321,8 milhões de toneladas de milho. Além disso, a tecnologia também contribuiu com um acréscimo de 24,7 milhões de toneladas de algodão e 9,2 milhões de toneladas de canola.
 
Essa produção extra se deve ao fato de as lavouras transgênicas permitirem que os agricultores reduzam perdas e adotem práticas mais sustentáveis, resultando em incremento de produtividade e, assim, reduzindo a pressão sobre florestas e zonas de preservação ambiental. Se a biotecnologia agrícola não estivesse disponível para os 18 milhões de produtores que a adotaram em 2014, a manutenção dos níveis de produção global teria exigido 20,7 milhões de hectares extras plantados com de soja, milho, algodão e canola. Essa área total é equivalente a um terço das terras agricultáveis do Brasil.
 
Outro benefício da biotecnologia agrícola apontado no relatório da PG Economics é a redução significativa das emissões de gases do efeito estufa. Isso porque, como o manejo dessas culturas é mais fácil, há menor necessidade de utilização de combustíveis. Em 2014, essa diminuição evitou que 22,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono fossem jogadas na atmosfera, o equivalente à remoção de 10 milhões de carros das ruas por um ano. Para a bióloga e diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, o levantamento da consultoria inglesa soma-se a outros trabalhos que comprovam que os transgênicos, além de seguros, trazem benefícios. “É cada vez maior o número de estudos científicos sobre transgênicos e todos eles têm confirmado que os organismos geneticamente modificados (OGM) são tão seguros para alimentação humana, animal e para o meio ambiente quanto as variedades convencionais”.
 
Por fim, nos 19 anos de utilização da biotecnologia agrícola analisados pelo relatório, os ganhos econômicos globais com a adoção de transgênicos foram de US$ 150 bilhões (cerca de R$ 540 milhões). “Quando os agricultores optam pelo cultivo GM, os benefícios econômicos são claros, e, em 2014, eles representaram um crescimento médio de US$ 100 por hectare”, afirma Graham Brookes, diretor da PG Economics e coautor do relatório. Em 2014, nos países em desenvolvimento, os agricultores receberam US$ 4,42 para cada dólar investido, enquanto o retorno para os agricultores dos países desenvolvidos ficou na casa dos US$ 3,14 por dólar investido.

 

Agrolink com informações de assessoria

O agronegócio brasileiro vem impulsionando a economia do país mesmo em tempos de crise política e econômica, mas é preciso investir em agregação de valor para trazer rentabilidade aos produtores rurais. A avaliação é do economista e consultor Miguel Daoud, que proferiu palestra sobre o cenário político e econômico e os reflexos no agronegócio brasileiro na noite desta terça-feira, durante a Semana Arrozeira, organizada pela Associação dos Arrozeiros de Alegrete.

Inicialmente, o economista traçou um cenário da economia das grandes potências mundiais. Lembrou que os Estados Unidos foi o protagonista da crise mundial em 2008, já que o equivalente a 70% do PIB americano era consumido pelos próprios americanos e o PIB americano era um terço do PIB mundial. "Portanto a economia mundial entrou em recessão porque o americano retraiu o consumo. Se incentivou o crédito e o juro e isso vem se desenrolando. Quando chegou em 2008 a crise mundial se instalou", ressaltou.

Na Europa, a situação também não é confortável, especialmente pelo endividamento dos países do bloco e o desemprego em alta nas nações europeias. O socorro está vindo dos bancos centrais de cada país, mas o consultor salienta que uma hora esta fonte de receita vai acabar. Já a China, de acordo com Daoud, tem um endividamento de 260% do PIB e que o desaquecimento vai afetar a economia mundial. "Se fala muito da alta dos preços dos grãos, mas um dia a China vai dizer que acabou a brincadeira e não paga estes preços. É um risco muito grande", alertou.

Sobre o agronegócio brasileiro, enfatizou os números do setor, que representa 30% do PIB nacional, com cerca de R$ 1,3 trilhão, gerando 30% dos empregos no país e sendo responsável por 50% das exportações do país. Mesmo neste cenário, Daoud salientou que ainda é preciso evolução. "Este é o setor que salva o Brasil, mas precisa melhorar. Precisa agregar valor, pois exportar matérias primas não vai resolver o problema. Não seremos a colônia do mundo, precisamos impor ao mundo esse valor". observou.

O economista também falou do cenário político brasileiro, afetado por escândalos de corrupção e que interfere diretamente no andamento da economia. Daoud afirmou que não há mais recursos para créditos e que é necessário achar soluções para não sucumbir os negócios à crise instalada no país com um rombo de R$ 170 bilhões nos cofres públicos. "Não tem dinheiro. O crédito será cortado. Tenho dúvidas se as dívidas serão renegociadas, pois acabou o dinheiro. O BNDES não tem dinheiro. Precisamos buscar alternativas, ninguém está pensando em conciliar a produção com o ajuste fiscal", concluiu.  

A Semana Arrozeira é realizada pela Associação dos Arrozeiros de Alegrete com co-participação da Unipampa e tem o patrocínio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Sicredi, Fertilizantes Heringer, Super Tratores, CAAL, Kepler Weber e Caixa Econômica Federal. Mais informações sobre o evento estão no site www.semanaarrozeira.com.br.

 

Agrolink com informações de assessoria

O Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) financiou contratos no total de R$ 12,5 bilhões desde o seu lançamento, em julho de 2010, até abril deste ano. Esse montante corresponde a 60,8% dos R$ 20,5 bilhões programados até julho de 2016, pelo governo federal, para crédito por meio do ABC. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas e da Produção Sustentável do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Segundo o coordenador de Sistemas de Produção e Sustentabilidade, Elvison Ramos, os R$ 12,5 bilhões financiaram 27,5 mil contratos em todo o país nesse período. O valor médio dos contratos é de R$ 454 mil por produtor. A área brasileira ocupada com tecnologias do ABC soma 4,3 milhões de hectares.

O plano tem o objetivo de organizar e planejar ações voltadas à adoção de técnicas sustentáveis de produção, a fim de contribuir para a redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE) no setor agropecuário.
Financiamento

As linhas de crédito mais procuradas são as de recuperação de pastagens degradadas (RPD), sistema plantio direto (SPD), florestas plantadas (FP) e integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF). O ABC também tem financiamento para sistemas agroflorestais, junto com a ILPF, tratamento de dejetos animais e fixação biológica de nitrogênio.

Ainda de acordo com Ramos, o Centro-Oeste, com R$ 3,2 bilhões, é a região com maior volume de crédito investido em tecnologias do ABC, entre janeiro de 2013 e abril deste ano. Depois, aparecem o Sudeste, com R$ 2,8 bilhões; o Norte, com R$ 972 milhões; o Sul, com R$ 963,2 milhões; e o Nordeste, com R$ 826,3 milhões.

Entre os estados, o maior tomador de financiamento do ABC é Minas Gerais, com R$ 1,6 bilhão. Em seguida, aparece Goiás, com R$ 1,3 bi. São Paulo, com R$ 1,2 bi, é o terceiro. Mato Grosso do Sul, com R$ 974,3 milhões, é o quarto, e Mato Grosso, com R$ 899,4 milhões, o quinto. Atualmente, 21 estados têm planos ABC locais.

Na avaliação de Ramos, o plano vem desempenhando um papel importante no contexto da adoção de práticas e sistemas sustentáveis.

 

 
 
 

 

As pesquisadoras da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) Viamão, Goreti Ranincheski e Sonia Pereira, participaram recentemente do “Curso Teórico e Prático de Agrohomeopatia e Homeopatia Veterinária para Avicultura Colonial”, em Canguçu. A finalidade foi aprender a produzir hortaliças, frutas e manejar as doenças de aves coloniais de maneira ecológica, utilizando plantas medicinais e homeopatia. Participaram técnicos agrícolas, agricultores familiares e interessadas no tema.

A promoção foi do Centro de Treinamento de Agricultores de Canguçu (Cetac), Emater/RS-Ascar, Instituto Comenius (Monterrey-México), Embrapa Clima Temperado e Câmpus Pelotas-Visconde da Graça (CAVG)/IFSul-Rio-grandense. A capacitação foi ministrada pelo professor de Agroecologia do Instituto Comenius, Radko Tichavsky.

 

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