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Qual é o tamanho da ameaça de novas lagartas híbridas, frutos do cruzamento da Helicoverpa armigera com a Helicoverpa zea, para a agricultura brasileira e mundial? Essa foi a pergunta que fizemos à Mestre em Entomologia e Doutora em Biotecnologia Cecília Czepak, que concedeu entrevista exclusiva ao Portal Agrolink. 

“Ainda não temos certeza disso, mas sabe-se que cada espécie tem seu potencial de dano e suas características relacionadas a resistência e portanto, juntas podem originar uma ‘nova superpraga’, algo meio ‘assustador’ no que se refere a agricultura”, afirma a especialista, que também é professora titular da Escola de Agronomia da UFG (Universidade Federal de Goiás).  

De acordo com ela, há que se ter presente que nossas fronteiras continuam abertas e provavelmente novas entradas estão sendo previstas: “Algo precisa ser feito de forma urgente, afinal, sabemos que foram várias incursões da H. armigera no Brasil e, com certeza, cada uma delas pode ter trazido genes diferentes, principalmente relacionados a resistência o que adicionados a H. zea podem desencadear o início de um novo problema a enfrentar na agricultura brasileira e possivelmente na agricultura mundial, se pensarmos que podemos também vir a exportar espécies híbridas para outras regiões agrícolas”.  

“Entretanto, isso para mim não é a essência do problema, vejo que a grande questão continua sendo a não aplicação de táticas de manejo dentro dos cultivos agrícolas, pois pragas como a H. armigera não podem ser controladas sob um único contexto, isto é, o químico, ou mesmo por meio de organismos geneticamente modificados, temos que unir forças, isto é combatê-las em várias frentes, ou melhor, manejá-las dentro dos princípios básicos do MIP (Manejo Integrado de Pragas) e isso por mais que os esforços da pesquisa caminhem nesse sentido, vejo que nossa agricultura caminha no sentido contrário. Precisamos mudar este rumo e adotar de forma urgente e definitiva o MIP”, conclui. 

Amanhã: O que técnicos, acadêmicos, profissionais, indústria, produtores e poder público devem fazer para minimizar essa ameaça?

Por: AGROLINK -Leonardo Gottems

Fonte: https://www.agrolink.com.br/

magem créditos: Embrapa

A participação do Brasil nas exportações globais de açúcar pode cair de mais da metade para cerca de um terço do comércio na safra mundial 2017/18, resultado de uma menor produção no país e do incremento de oferta em todos os principais concorrentes, de acordo com dados da INTL FCStone compilados pela Reuters.

O excedente exportável de açúcar do Brasil deve alcançar 22,2 milhões de toneladas na temporada vigente (outubro/setembro), o que representaria 35,46 por cento do total previsto mundo afora, conforme números da consultoria. Com grandes safras, União Europeia e Tailândia devem tomar espaço das exportações do Brasil, que no ciclo passado contou com um excedente exportável maior, de 30 milhões de toneladas, ou 52,54 por cento do total no mundo.

Os dados da FCStone destacam um cenário de maior concorrência para o Brasil, principal produtor e exportador mundial de açúcar, que está direcionando fortemente a moagem de cana para a produção de etanol, devido os preços baixos do adoçante em meio ao excesso de oferta gerado por recordes na Índia, União Europeia e Tailândia. “O Brasil vem perdendo participação há alguns anos, e o centro-sul deixou de ser nesta safra um ‘driver’ para os preços”, afirmou o analista de açúcar e etanol da consultoria, João Paulo Botelho, referindo-se à principal região produtora do país, onde o calendário de safra é diferente e vai de abril a março.

Com efeito, o centro-sul do Brasil pode fabricar até 6 milhões de toneladas de açúcar a menos neste ano, segundo projeções de diversas consultorias, resultado da preferência das usinas pelo etanol e também de renovações e tratos inadequados nos canaviais após anos de dificuldades financeiras no setor. “A safra do Brasil está estagnada há dez anos em termos de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis)”, avaliou o diretor da produtora de açúcar Südzucker do Brasil, Rui Sabino. 

De modo geral, a expectativa é de que a fabricação de açúcar no centro-sul neste ano recue para cerca de 30 milhões, ante 36 milhões de toneladas na temporada anterior.

Muinta oferta

Em tempos passados, uma projeção de menor produção no Brasil seria suficiente para sustentar as cotações internacionais do açúcar bruto, cujos contratos são negociados na Bolsa de Nova York. Mas não é o que se vê atualmente, com os preços em queda e no menor patamar em mais de dois anos, no caso do primeiro contrato da bolsa, que expira na segunda-feira. Já o segundo contrato, o julho, atingiu o menor valor desde 2008, nesta semana. A razão para esse movimento está nos outros grandes produtores de açúcar. Índia, Tailândia e União Europeia (UE) devem registrar safras recordes em 2017/18.

O caso mais emblemático é o da Índia, que em meio a condições favoráveis e apoio governamental deve impulsionar a produção neste ano para mais de 30 milhões de toneladas. “A produção de açúcar na Índia deve superar 31 milhões de toneladas. O país deve produzir mais do que o centro-sul do Brasil na safra (global) 2017/18”, disse o consultor Bruno Guimarães, da INTL FCStone, durante apresentação em evento da consultoria.

Pelos dados da INTL FCStone, a Índia contará com um excedente exportável de açúcar de 7 milhões de toneladas em 2017/18, revertendo um déficit de 4,7 milhões no ano anterior.

No entanto, não há clareza se a Índia (maior consumidor global de açúcar) poderá avançar fortemente no mercado global de exportação ou se acumulará estoques, uma vez que geralmente consome tudo o que produz e precisa, em alguns anos, recorrer à importação para suprir o mercado doméstico. Contudo, o país flexibilizou regras de exportação de açúcar em março. 

A UE é outra região que também deve passar de déficit para superávit de açúcar disponível para venda ao exterior. A reversão se segue ao fim do regime de cotas de produção e exportação em outubro do ano passado. De acordo com a INTL FCStone, os países europeus contarão com excedente exportável de 2,7 milhões de toneladas de açúcar, contra déficit de 1,5 milhão em 2016/17.

Já no caso da Tailândia, segundo maior exportador após o Brasil e que contou com condições climáticas favoráveis, o excedente exportável deve saltar a 10,8 milhões de toneladas nesta safra, de 7,1 milhões na temporada anterior. Com isso, a nação asiática passará a responder por mais de 15 por cento de toda a exportação mundial do alimento, segundo os números da INTL FCStone.

Superávits

O presidente da Datagro, Plinio Nastari, destacou nesta semana, em teleconferência online, que esses outros produtores compensarão a queda de fabricação de açúcar no centro-sul do Brasil, levando o balanço mundial de oferta e demanda a registrar superávits tanto neste quanto no próximo ano.

 Pelas estimativas da consultoria, os excedentes serão de 10,8 milhões de toneladas em 2017/18 e de 7,6 milhões em 2018/19, temporada esta que começa em 1º de outubro. “Tudo indica que a área plantada com cana na Índia passa de 4,9 milhões para 5,1 milhões de hectares em 2018/19, porque os preços internos do açúcar continuam remuneradores, equivalentes a 40 dólares por tonelada. Esses preços estimulam a produção de cana”, destacou Nastari, explicando por que aposta em outra forte produção na Índia na próxima safra.

Na avaliação de Maria Carolina Ometto Fontanari, presidente do grupo de açúcar e etanol USJ, porém, é necessário reverter a perda de participação do Brasil no mercado mundial de açúcar. “O Brasil precisa de uma política internacional forte para conter as distorções dos subsídios”, avaliou ela. Maria Carolina está, desde 2013, à frente da empresa que conta com três usinas em São Paulo e Goiás.

No início deste ano, a Tailândia eliminou o controle de preços do açúcar justamente para resolver uma disputa com o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Por: REUTERS 

Fonte: www.agrolink.com.br

Um livro destinado principalmente a estudantes de Agronomia, que procuram conhecimento básico do ciclo do nitrogênio (N) no solo, envolvendo todos os seus principais processos, foi disponibilizado recentemente pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) em sua base de publicações. O Ciclo do Nitrogênio em Sistemas Agrícolas está disponível aqui.

O nitrogênio (N) é um nutriente requerido por todos os organismos vivos e, no solo, é um elemento extremamente dinâmico em decorrência das várias reações de oxido-redução a que está sujeito. O suprimento inadequado de N é considerado um dos principais fatores limitantes à produtividade de grãos. Este elemento é necessário em grandes quantidades, uma vez que é componente essencial de proteínas, ácidos nucleicos e de outros constituintes celulares.

A pesquisadora Rosana Faria Vieira explica que embora a maior parte das etapas envolvidas no ciclo do N tenha sido identificada há mais de um século, ainda hoje nos deparamos com novas descobertas. “Os primeiros dez anos do século 21 foram extremamente importantes no entendimento das relações funcionais dentro do ciclo deste elemento. Nesse período ocorreu a identificação de novas espécies de microrganismos envolvidas em processos já conhecidos até a identificação de processos nunca descritos anteriormente. Nos primeiros tópicos deste livro é feita uma descrição das etapas envolvidas na dinâmica do N no solo, até então conhecidas”, informa ela. 

De acordo ainda com a autora, “apesar do N ocupar posição de destaque na nutrição mineral de plantas, a eficiência de sua utilização pelas culturas é baixa, o que gera grandes perdas deste elemento para o ambiente. “As preocupações com estas perdas tornam-se cada vez maiores se considerarmos que até 2050 a produção de alimentos deve aumentar em 70% para suprir a demanda de uma população que poderá chegar a 9,1 bilhões”, enfatiza ela.

Rosana salienta que a delicada coexistência de efeitos benéficos e prejudiciais do N em sistemas agrícolas sugere a necessidade urgente de entendimento mais profundo do ciclo deste elemento. Assim, “nos itens finais deste livro são descritas as rotas e apresentados os processos relacionados com as perdas de N após a aplicação de fertilizantes nitrogenados minerais e/ou orgânicos. São descritas também algumas medidas de mitigação com potencial para o incremento da eficiência de uso do nitrogênio pelas culturas”.

 A pesquisadora informa que se o leitor desejar aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto encontrará no tópico relativo às referências uma ampla lista de artigos, boletins e livros, tanto nacionais quanto internacionais, que lhe fornecerá fontes de informações mais especializadas e pormenorizadas.

Por: EMBRAPA

Fonte: https://www.agrolink.com.br/

O levantamento mensal da Embrapa Suínos e Aves apontou que em março passado o custo de produção do frango atingiu a marca dos R$2,70/kg, aumentando 4,65% em relação ao mês anterior e 11,57% em relação a março de 2017.

Na prática, o custo retornou, aproximadamente, ao valor registrado em dezembro de 2016 (R$2,71/kg), o que significa que atingiu o maior nível dos últimos 15 meses. Além disso, ficou apenas 43 centavos abaixo dos R$3,13/kg registrados em junho de 2016, mês em que o custo de produção do frango atingiu o maior valor de todos os tempos.

Traçando um paralelo entre o custo de produção (relativo a aviário com climatização positiva no estado do Paraná) e a cotação do frango vivo no mercado paulista observa-se que em junho de 2016, quando o setor enfrentou custos até então inimagináveis, o valor então apontado (R$3,13/kg) ficou 11% acima da quantia paga na ocasião pelo frango vivo (R$2,81/kg).

Pois bem: em março passado, a cotação referencial do frango vivo comercializado em São Paulo (referencial, explica-se, porque muitos negócios foram concretizados por valores inferiores) foi de pouco mais de R$2,35/kg. E isso significa que o custo atual se encontra cerca de 15% acima do preço do frango, ou seja, onera mais o produtor que há dois anos atrás.

Por: AVISITE 

Fonte: https://www.agrolink.com.br 

 

 

Na terceira edição da Reunião de Interiorização do Programa de Sanidade Suína do Rio Grande do Sul, o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, destacou que o Rio Grande do Sul exporta 40% do total brasileiro de carne suína. “Mesmo assim, por ter a vacinação contra a febre aftosa, exportamos para mercados menos exigentes e, por consequência, menos remuneradores”, afirma. Por isso, o setor produtivo e o serviço veterinário oficial têm se unido para implementar medidas que garantam ainda mais segurança ao comprador internacional, já que o estado seja área livre de febre aftosa com vacinação.

O encontro, realizado nesta terça-feira (17) em Santa Rosa, registrou a presença de mais de 60 pessoas. Foram abordados temas como biosseguridade, compartimentação e bem-estar animal. Para a coordenadora do Programa de Sanidade Suína do RS, Juliane Webster Galvani, a integração de técnicos das empresas e do serviço veterinário oficial do Ministério e da Secretaria da Agricultura é fundamental para identificar gargalos e buscar soluções, bem como atuar em conjunto nas ações de defesa sanitária.

Na compartimentação, já possível conforme Instrução Normativa 44/2017, a adesão das empresas é voluntária. O compartimento não precisa, necessariamente, ser uma região geográfica, mas sim um conjunto de propriedades ou plantas de uma mesma empresa, ainda que em cidades ou estados diferentes. “É como se fosse um seguro. A compartimentação oferece garantias adicionais de biosseguridade que minimizam o risco de introdução e disseminação de febre aftosa ou peste suína clássica”, explica Juliane. A ferramenta é prevista no código da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

 

Saldo do Fundesa se aproxima de R$ 79 milhões

Os conselheiros do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal aprovaram, nesta segunda-feira (16), a prestação de contas do primeiro trimestre de 2018. O saldo do fundo está em R$ 78,734 milhões. Nos três primeiros meses do ano a arrecadação em contribuições e rendimentos financeiros foi de R$ 3,18 milhões e aplicação de recursos somou R$ 1,24 milhão.

O destaque no aporte de recursos para indenizações foi, mais uma vez, da cadeia de pecuária leiteira. Foram indenizados 769 bovinos, num valor total de R$ 1,024 milhão. A cadeia do leite é a que mais arrecada seguida pelas cadeias de suínos e bovinos de corte. 

 

 

 

A produção de queijos voltou a crescer depois do recuo causado pela crise. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Queijos (Abiq), o aumento previsto para este ano deve ser de 2,5%. A oferta de leite, contudo, pode ser um desafio para os fabricantes.

“Não vamos ter um avanço vigoroso como vinha acontecendo antes da crise, quando o setor crescia na casa dos 10% ao ano, mas a produção deve crescer”, afirma a assessora de marketing da Abiq, Silmara Figueiredo.

No ano passado, a produção de queijos superou um milhão de toneladas, alta de 2% sobre 2016. Segundo a dirigente, tanto a leve retomada que se viu em 2017 quanto a perspectiva de crescimento para 2018 estão amparadas no aumento do poder de compra do consumidor.

Silmara acrescenta ainda que isso também faz com que o brasileiro volte a se alimentar fora de casa, o que amplia a demanda pelo produto por parte de restaurantes, por exemplo.

O gerente de marketing e vendas da Scala Laticínios, Marco Antônio Barbosa, espera um crescimento superior ao do mercado para a empresa neste ano, de cerca de 9% nos volumes de produção. “Tivemos uma boa arrancada no primeiro trimestre”, conta.

Além da perspectiva de aquecimento da economia, ainda que com menos vigor que o esperado no começo do ano, Barbosa projeta que as vendas em atacarejos podem ter papel significativo nos negócios. “Acredito que essa opção se consolida e vai ter um peso relevante no aumento das vendas de queijo e de lácteos em geral”, avalia.

Localizado em Sacramento (MG), o laticínio tem três unidades fabris e capacidade para processar mais de 600 mil litros de leite por dia. Em 2017, foram processados aproximadamente 180 milhões de litros de leite e comercializadas 25 mil toneladas de produtos. 

O consumo de queijos no Brasil é de 5,5 quilos por habitante ao ano, ainda pouco se comparado com a Argentina, onde a média é de 11,5 quilos por habitante ao ano. Segundo a Abiq, em torno de dois mil laticínios se dedicam à produção de queijo no País, sendo que em torno de 150 empresas representam entre 70% e 80% das vendas.

A perspectiva positiva da indústria também está relacionada à oferta de leite. Na avaliação da Abiq, a captação deve crescer nos mesmos patamares do ano passado, quando o incremento alcançou 4%, para 35 milhões de litros, segundo estimativa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Margens

Ao longo da crise, as empresas tiveram um declínio da rentabilidade. Em 2016, quando a produção de queijos recuou 3%, o preço do leite aumentou devido à estiagem, o que reduziu a captação.

À época, para evitar uma queda das vendas, muitas empresas não repassaram o aumento de custos de forma integral. “Neste ano, se houver uma reacomodação dos preços, deve ser pequena, uma vez que grande parte do custo de produção é a aquisição do leite e a oferta deve ser equilibrada com a demanda.” 

Na avaliação de Barbosa, se não houver uma disparada dos preços do leite, as indústrias devem ter um segundo semestre positivo em 2018. No entanto, ele reconhece que a bacia da região em que a Scala atua é bastante disputada e os preços do leite são elevados. O executivo informa que a empresa já passou por dois reajustes neste ano.

Na avaliação da pesquisadora do Cepea, Natália Grigol, poderá ser um desafio para as indústrias equacionar o consumo mais fortalecido com uma matéria-prima mais cara. Embora espere um crescimento na captação entre 2,5% e 3% neste ano, ela alerta para o cenário atípico, com índice de produção de leite do Cepea acumulando queda de 3,1% desde dezembro. “Isso é resultado do desestímulo dos pecuaristas, que em 2017 produziram em excesso e viram os preços caírem abaixo de R$ 1 o litro”, explica Natália.

O aumento dos preços do milho também preocupa, pois amplia o custo de produção e pode reduzir as margens. O preço do leite chegou a R$ 1,07 o litro na média do País em março, com alta de 5,3% em relação a fevereiro.

Cultivada na Austrália, de onde é nativa, a videira perene Glycine tomentella pode ser facilmente notada. Mas a parente distante da soja contém recursos que podem aumentar substancialmente a produtividade da oleaginosa, segundo um novo estudo da Universidade de Illinois. 

“Nós vimos um aumento de 3,5 a 7 bushels por acres em soja em função do cruzamento com a Glycine tomentella”, diz Randall Nelson, autor do estudo e professor adjunto do Departamento de Ciências de Cultivos da  Universidade de Illinois.

A descoberta aconteceu por acidente. Pesquisadores da Universidade e o Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agrícola dos Estados Unidos estiveram trabalhando por anos para introduzir genes resistentes a doença da Glycine tomentella em soja. Depois de desenvolverem milhares de linhas de experimentos, eles finalmente conseguem modificar os genes da videira da Austrália para uma nova soja que é resistente a ferrugem. Mas os pesquisadores descobriram algo mais. 

“Algumas dessas linhas pareciam muito bem, então decidimos fazer provas de produtividade. Isso se tornou um projeto do estudante de doutorado Abraham Akpertey do Ghana. Ele encontrou muitas linhas que tiveram produtividade significativamente maiores que a soja mãe”, diz Nelson. “Nós fomos surpreendidos. Ao ver isso, a Glycine tomentella não tem características agronômicas – as sementes têm menos de um décimo do tamanho das sementes de soja. Nós nunca esperamos ter linhas de alta produtividade a partir dessa cruza”. 

O grupo planeja mapear o genoma das plantas promissoras com o objetivo final de identificar os genes responsáveis. O trabalho foi apoiado por associações de produtores de soja dos Estados Unidos.

Fonte: https://www.agrolink.com.br

Em maio, o Brasil será declarado formalmente como território livre de febre aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Para comemorar a conquista, entidades gaúchas do setor produtivo de proteína animal e representantes da área técnica de defesa sanitária reuniram-se na manhã desta quinta-feira (05/4), no gabinete da Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi), em Porto Alegre (RS). Lado a lado, estiveram presentes o novo secretário da pasta, Odacir Klein, e o ex-secretário Ernani Polo. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) esteve representado pela gerente administrativa, Júlia Bastiani.
 
O feito se deu após os estados do Amazonas, Roraima e Amapá serem reconhecidos como zonas livres da doença. O que se espera é que as relações internacionais se fortaleçam e que as exportações de proteína tenham ainda mais sucesso, segundo avaliação do superintendente do Ministério da Agricultura (Mapa), Bernardo Todeschini. Agora, a expectativa é de conquistar o reconhecimento de 'Estado Livre de Aftosa sem Vacinação' até 2021. Atualmente, só Santa Catarina possui esse status sanitário. “É um trabalho construído com inspiração, ciência e muita “transpiração””, brincou, referindo-se ao esforço que os profissionais têm no trabalho de campo. “O processo não só é fundamental, como muito bonito de se ver”.
 
Todeschini ainda lembrou o trabalho do Fundo de Defesa Sanitária Animal do RS (Fundesa), considerado imprescindível para os avanços do setor. Presente no encontro, o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, ressaltou o peso que a febre aftosa impõe nas operações comerciais com outros países. Na avaliação do dirigente, a caminhada até o atual cenário se deu de forma “forte, equilibrada, exaustiva e criteriosa”. Para Kerber, “o Rio Grande do Sul tem razão de ter um momento como esse para avaliar aquilo que se fez e do que se pretende fazer”.
 
Coletivamente, desde os anos 1950 as entidades lutam para erradicar a aftosa e as demais doenças que atingem a cadeia de proteína. “O status sanitário não é um fator isolado. É um conjunto que precisa avançar de forma harmônica”, avaliou o deputado Ernani Polo. Nesse sentido, o ex-secretário da Agricultura lembrou que um dos fatores determinantes na história do Estado foi, justamente, a criação do Fundesa, além do esforço para alcançar a erradicação da peste suína clássica no território gaúcho, outra doença grave para o setor. 
 
O atual desafio para o novo secretário, Odacir Klein, cuja nomeação foi publicada ainda nesta quinta-feira no Diário Oficial do Estado, é continuar o trabalho para alcançar o status de zona livre de aftosa sem vacinação. Segundo Klein, a capacidade de diálogo entre órgãos públicos e entidades é sua maior característica. “Vamos ter essa capacidade de dialogar e defender os interesses do Estado”, concluiu. 
 
Crédito: Bethânia Helder

 

 

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Importadores chineses estão pagando pela soja brasileira prêmios recordes para uma época de colheita, conforme procuram garantir o fornecimento em meio a preocupações de que as remessas dos Estados Unidos possam ser afetadas pela guerra comercial entre Washington e Pequim. 

A China compra aproximadamente 60 por cento da soja comercializada globalmente para alimentar a maior indústria pecuária do mundo. O Brasil forneceu metade das importações chinesas no ano passado, enquanto os EUA responderam por volta de um terço. Mas Pequim tem ameaçado mirar a soja, principal item da exportação agrícola dos EUA, em retaliação a medidas tomadas pela administração do presidente Donald Trump em busca de melhores termos de comércio para os EUA.

A demanda por soja em grão do Brasil, maior exportador do mundo, elevou os prêmios, por preocupações de que a China possa eventualmente cortar as compras dos EUA. Prêmios pagos pela soja enviada do porto brasileiro de Paranaguá (PR) ficaram mais de 1 dólar por bushel acima dos preços internacionais de referência, de acordo com a Esalq, órgão de pesquisa de mercado agrícola da Universidade de São Paulo (USP). 

Foi o mais alto prêmio spot já registrado para março, época em que o fluxo de soja recém-colhida do Brasil normalmente reduz os prêmios.

O prêmio era mais de um terço superior aos 65 centavos de dólar por bushel que os compradores estavam pagando em 1° de março para embarques em abril via Paranaguá.

Um ano atrás, os prêmios de Paranaguá para embarques spot estavam apenas 36 centavos de dólar acima dos futuros, de acordo com dados do Thomson Reuters Eikon. “O mercado está enlouquecendo”, disse um operador de Pequim, que recusou ser identificado por não ser autorizado a falar com a mídia. “Alguns compradores ainda estão comprando devido a boas margens de moagem aqui, mas eles estão muito desconfortáveis com os preços altos”, ele acrescentou.

Por: REUTERS

Fonte: www.agrolink.com.br

O abate de suínos cresceu 2% no ano de 2017, chegando a 43,19 milhões de cabeças aumento de 865,59 mil cabeças ante a relação de 2016, números que representam um recorde na série histórica iniciada em 1997. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O recorde para o ano de 2017 ficou para o 4º trimestre de produção, com números que chegaram a 11,05 milhões de cabeças de suínos. Representando aumentos de 0,2% em relação ao trimestre anterior e de 2,2% na comparação com o mesmo período de 2016.

Das 25 Unidades da Federação que participaram da pesquisa 12 delas registraram crescimento, os aumentos foram registrados principalmente em Santa Catarina, com mais de 772,49 mil cabeças, Paraná (+322,56 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+128,18 mil cabeças), Minas Gerais (+100,06 mil cabeças) e Mato Grosso (+75,78 mil cabeças).

Santa Catarina mantém liderança

O Estado de Santa Catarina manteve a liderança no abate de suínos em 2017, com 26,6% do abate nacional. Os Estados do Paraná e Rio Grande do Sul vieram em seguida, com 21,3% e 18,6% do abate nacional respectivamente.

Estados como Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás registraram queda no abate de suínos no ultimo ano. O Estado gaúcho contemplou uma diminuição de 334,55 mil cabeças, o mercado paulista teve déficit de 81,87 mil cabeças e o mercado goiano -69,77 mil cabeças.

Por: SUINOCULTURA INDUSTRIAL

https://www.agrolink.com.br

 

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