Rural

Rural (176)

A produção de uva tem ganhado espaço no município de Vargem Alta, região Sul do Estado. A cidade, que tem como forte a produção cafeeira, viu a fruticultura crescer nos últimos 10 anos e, hoje, são mais de 30 produtores da fruta.

Por ano, conseguem produzir 120 toneladas e, para ajudar a agregar valor, fazem sucos, vinhos e doces. A expectativa agora é conseguirem montar uma indústria de processamento de sucos, que irá beneficiar todos os produtores.

Um dos precursores do plantio da uva é o agricultor Ozeas Pasti, que aprendeu o manejo do fruto com o pai há mais de 50 anos. Mas com a intenção de gerar renda, ele começou há cerca de 10 anos a aumentar a área de plantio.

“Desde então, a gente vem melhorando e plantando mais e, hoje, a gente está como Cantina Vôttilio. Estamos chegando a dois hectares e a ideia é plantar mais” , disse Ozeas, que conta com a ajuda da esposa Antonieta Pasti.

Ele é o presidente da Associação dos Produtores de Uva de Vargem Alta (ProUva), que reúne boa parte dos produtores do entorno. Em sua propriedade, na localidade de Fruteiras, ele tem cerca de dois hectares de uva. As variedades que planta são Isabel Precoce e Bordô, uvas usadas para a fabricação de sucos e vinhos, que são comercializados na propriedade, além de vender o fruto in natura.

Após a criação da ProUva, que completa uma década em fevereiro, a produção de uva no município só tem aumentado. “Foi uma necessidade que a gente viu na época, há dez anos, para melhorar as práticas do cultivo da videira. Graças a Deus a gente conseguiu, em parceria com Incaper e Sebrae, mais capacitação e treinamento para os produtores. A safra de 2008 foi de 20 toneladas e, para 2018, a expectativa é de chegar entre 110 e 120 toneladas”, contou.

Na fruticultura, a uva é o item mais cultivado pelos produtores. As espécies mais plantadas são Niágara Rosada, Isabel Precoce, Vitória e Carmem. O engenheiro agrônomo do Instituto Capixaba de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) Haroldo Oliveira Gomes explicou que a tendência dos produtores é direcionarem a produção para a fruta.

“Quem mexe com uva não volta atrás, pois ela dá rentabilidade em pequenas áreas. Ela usa mão de obra familiar. Um hectare chega a produzir de 25 a 30 toneladas de uva. Colocando isso no mercado a preço de varejo, que é R$ 5,00, representa muito para a arrecadação do município. Também é bom para a agricultura familiar em questão de renda.”

Estado

O cultivo da uva está presente em 600 propriedades rurais espalhadas em 40 dos 78 municípios capixabas, de acordo com o Incaper. A cultura envolve cerca de mil produtores e ocupa uma área de mais de 200 hectares.

A expectativa é de que a safra capixaba 2017/2018 atinja em torno de 3 mil toneladas de uvas, sendo 90% delas destinadas ao consumo in natura e 10% para processamento. A cidade de Santa Teresa é uma dos maiores produtoras de uva e vinho.

Parreirais se transformam em atração turística

A beleza dos parreirais começou a atrair a curiosidade das pessoas que passavam pelo local e, com isso, os produtores de Vargem Alta viram uma oportunidade de ganhar uma renda extra, trabalhando com o agroturismo. A partir daí, as famílias também passaram a fabricar subprodutos da uva, o que garante ainda mais renda.

Somente a propriedade administrada pelo jovem Murilo Romão, de 21 anos, recebe a visita de 25 mil pessoas durante a colheita, entre os meses de janeiro e abril. Dos sete alqueires de terra, um alqueire (o equivalente a cinco hectares) é reservado para o plantio de uva. Para este ano, a previsão é de colher 40 toneladas das espécies Vitória, Isabel Precoce, Carmem e Niágara.

O agricultor começou a produzir suco integral há cerca de oito anos, quando conseguiu a licença da Vigilância Sanitária Municipal para comercializar o produto em Vargem Alta e, há dois anos, conquistou a certificação do Ministério da Agricultura, permitindo vender para todo país.

 “Os produtos processados são mais rentáveis pois a gente aproveita 100% da uva. Se a gente for vender pro Ceasa, ele vai pagar pela fruta, mas e o que sobra dela? Aqui, a gente vai fazer o suco, e da polpa fazemos a geleia e os doces pastosos. Já do engaço dele, que é o talo da uva, a gente faz o aproveitamento para a compostagem de solo que serve para adubo orgânico”, disse Murilo.

O secretário de agricultura, Amarildo Sartori, explicou a importância da produção de uva para a cidade. “As culturas são em pequenas áreas e isso permite as famílias a se manterem na propriedade com mais dignidade e até a manter os seus filhos mais próximos. Além disso, contribuem para a geração de emprego e renda, porque o produtor precisa contratar pessoas, em geral, uma mão de obra bem especializada.”

Fonte: www.agrolink.com.br

Por: GAZETA ONLINE -Geizy Gomes 

Imagem créditos: Geizy Gomes

Exportações catarinenses de carne suína batem recordes em agosto.  Foram 28,65 mil toneladas vendidas para outros países, o melhor resultado já registrado num único mês em Santa Catarina. O crescimento foi motivado pelo aumento nas exportações de carne suína para Rússia e deve se repetir  em setembro, que já registra embarques acima da média.

A quantidade de carne suína exportada em agosto (28,65 mil toneladas) foi 12% maior do que no mês anterior e quase 23% superior ao resultado obtido no mesmo período de 2016. As receitas também trazem números favoráveis: foram US$ 66 milhões em faturamento – um incremento de 20% em relação a julho e de 22,5% se comparado com agosto de 2016.

Os principais destinos das exportações de carne suína catarinense foram Rússia, Hong Kong, China, Chile e Cingapura, que juntos responderam por 82,65% das receitas. E, enquanto a China reduziu as importações de carne suína catarinense, a Rússia ampliou as compras em 46,17% gerando uma receita 75,13% maior em relação ao mesmo período do ano passado.

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, comemora o desempenho da suinocultura catarinense e espera um crescimento ainda maior das exportações nos próximos meses. “Nós queremos ampliar nossa participação em alguns mercados, como é o caso da China, que já é um grande comprador de carne de frango. A carne produzida em Santa Catarina tem um grande diferencial: a qualidade dos nossos rebanhos. Somos reconhecidos internacionalmente como área livre de febre aftosa sem vacinação o que dá muita credibilidade para o produto catarinense”, ressalta.

As duas primeiras semanas de setembro já dão uma prévia de que o mês será de bons resultados para a suinocultura catarinense. A média diária de embarques de carne suína in natura produzida no Brasil é 63,3% maior do que em agosto e o faturamento aumentou em 62,9%.  Como Santa Catarina é o maior exportador nacional de carne suína, os índices devem ter reflexo positivo no estado.

Carne de frango

Santa Catarina também apresentou bom desempenho nas exportações de carne de frango em agosto. As 96,68 mil toneladas embarcadas foram a maior quantidade do ano e o melhor resultado desde março de 2012. Com o aumento das exportações para a China, o setor espera retomar o crescimento.

Ao todo, foram 96,7 mil toneladas de carne de frango exportadas no último mês e o faturamento chegou a US$ 175,2 milhões. Os principais destinos da carne catarinense em agosto foram Japão, China e Países Baixos, que responderam por 42% do valor das exportações do estado. Em 2017, Santa Catarina já exportou carne de frango para 114 países.

No papel de segundo maior exportador de carne de frango do país, Santa Catarina também deve obter bons resultados em setembro.  A média diária, nas duas primeiras semanas do mês. já demonstra um aumento de 13,3% nos embarques de frango in natura produzidos no país, em relação a agosto, com uma receita 12,7% maior.

Acumulado do ano

De janeiro a agosto de 2017, já foram embarcadas mais de 652,5 mil toneladas de carne de frango, gerando uma receita de US$ 1,2 bilhão – faturamento 8,6% superior ao mesmo período do último ano.

Para carne suína, o ano de 2017 está sendo de crescimento constante nas vendas. Desde janeiro, Santa Catarina exportou 191 mil toneladas, arrecadando mais de US$ 451,5 milhões. Em relação ao mesmo período de 2016, o incremento foi de 33,9% na receita e de 6,7% na quantidade. Ao longo deste ano, Santa Catarina já exportou carne suína para 50 países.

Fonte: https://www.agrolink.com.br

Imagem créditos: Famasul

As chuvas do final de semana em áreas secas da chamada Núcleo da Argentina ajudou os produtores a finalizar o plantio de soja, segundo a especialista agroclimática do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA) Natália Gattinoni. Produtores tem estado preocupados que condições excessivamente secas no Norte da província de Buenos Aires bloqueando o plantio de soja em algumas áreas. As informações são da agência Reuters.

“Na parte central e no Norte do país foram chuvas significativas, mas inconsistentes. Algumas áreas tiveram um volume importante de chuvas. Algumas áreas tiveram um nível importante de chuvas enquanto que em outras não”, afirmou Natália.

Por exemplo, partes da província de Córdoba e o importante município de Junín no Norte na província de Buenos Aires recebeu mais de 50 milímetros de chuvas, acrescentou ela. Os produtores mais ao Sul não tiveram a mesma sorte.

“Choveu um pouco na parte norte do país no final de semana. Não choveu aqui, mas nós já plantamos toda a soja que planejávamos semear”, disse Fernando Meoli, um produtor do sul da província de Buenos Aires, que contou com 20 milímetros de chuva e conseguiu terminar o plantio na semana passada.

A Argentina deve colher 52 milhões de toneladas de soja nesta safra, segundo a Bolsa de Comércio de Rosario. A previsão anterior era de 52 milhões de toneladas.
 
Fonte: https://www.agrolink.com.br

Produzir café no Brasil usando novas tecnologias vem se tornando uma atividade mais rentável do que há pelo menos uma década. Isso é o que mostra o estudo intitulado A Cultura do Café: Análise dos Custos de Produção e da Rentabilidade nos Anos-Safra 2008 a 2017, divulgado nesta terça-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo o estudo, o aumento da produtividade aparece como responsável pela melhoria de rentabilidade tanto da variedade do café arábica quanto do café conilon, variedade também conhecida como robusta.

Para o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo de Oliveira Neto, o investimento em tecnologia em algumas regiões de produção cafeeira foi fundamental para a mudança de cenário.

"Quando se fala nessa mudança é preciso voltar no tempo em que se usava basicamente a mão de obra na colheita do café. Na medida em que você usa a tecnologia - e a mecanização faz parte disso - você vai aumentar a quantidade de café colhido e a um custo muito menor. Porque, apenas à guisa de exemplo, onde se colhia um saco manualmente seria possível colher, digamos, 100 sacos", explica o superintendente.

Mas a mecanização da colheita não foi o único fator de aumento da rentabilidade. Aroldo Oliveira observa que a qualidade do café também melhorou graças a uso de novos insumos e novos processos de produção. Ele cita o caso de Rondônia, onde o estudo mostra claramente a diferença da tecnologia.

"Um cafezal tem vida útil de 30 anos. Então, a partir de 2013, um programa do governo estadual, com a participação de diversas entidades e instituições ligadas ao setor, começou a incentivar os produtores a erradicar o café velho e substitui-lo pelo clone, que é uma planta resultante de um processo de enxerto. Esse pé de café é mais forte e produz um grão de melhor sabor. Então o preço acaba sendo melhor", explica o superintendente.

Aroldo Oliveira destaca ainda que na região do estado que adotou esse pacote tecnológico os resultados foram comparativamente melhores que os da região onde a introdução dos novos processos de produção e colheita foi feita mais recentemente. Uma das vantagens do clone, segundo Aroldo Oliveira, é a de que o clone se adapta a qualquer tipo de região onde for plantado. "O Brasil tem hoje a produção do café com novas tecnologias em outras regiões como o Espirito Santo, que é o maior produtor do café conilon, e o sul da Bahia."

Aroldo Oliveira reconhece que a rentabilidade gerada pela melhora da produtividade, em 2016, foi influenciada também pelo preço favorável do café no mercado internacional.

"Mas é preciso lembrar que o café é uma commoditie e que seu preço oscila. Mas mesmo quando o preço cai, o prejuízo que poderia advir dessa queda será sempre muito menor graças ao uso da tecnologia", disse o superintendente.

Edição: Fernando Fraga
 
Olga Bardawil - Repórter da Agência Brasil

Diferentemente dos últimos anos, a Consultoria AgResource (ARC) afirma que não irá entrar em um novo ano com uma visão baixista dos preços. “Pelo contrário, em meio à dinâmica climática que tem sido presenciada na América do Sul e a grande possibilidade de uma intensificação da interferência de um La Niña na Argentina e Sul do Brasil, é difícil manter uma posição baixista para os próximos meses”, afirmam os especialistas.

Um indicativo dessa tendência é que a Bolsa de Chicago (CBOT) fechou o último dia de 2017 em alta, após uma sessão de pressão com incertezas climáticas ainda sendo sondadas para a Argentina e partes do Sul do Brasil: “Os mapas climáticos atualizados nesta última madrugada trouxeram uma redução dos níveis de umidade do solo previstos para os próximos 10 dias na Argentina”, confirma a ARC. 

“O padrão climático previsto para os próximos 10 dias na Argentina continua similar às previsões passadas. No entanto, os totais pluviométricos previstos foram reduzidos sucintamente, especialmente a partir do dia 2 de janeiro, quando um cenário mais seco se alastra pela Argentina e parece perdurar até o dia 11 do mesmo mês. O período de estiagem é considerado grave, uma vez que os níveis de umidade do solo no país ainda não foram reestabelecidos para níveis adequados, sofrendo com precipitações abaixo da média desde o começo de novembro”, explica a Consultoria. 
 
“No geral, nenhuma perda de produção por conta de intempéries climáticas já foi contabilizada, no entanto, o cenário é delicado e sensível à qualquer variação meteorológica. Rodadas extras de chuvas ainda são necessárias para a Argentina, as melhores chances de precipitações são previstas para os próximos 3 dias”, conclui a ARC.
 
Imagem créditos: Gazeta do Povo
 
Fonte: www.agrolink.com.br

“O ano começa com um fator baixista e pelo menos três fatores altistas, o que nos leva a ser otimistas (mas não muito) quanto aos preços da soja para 2018”. A projeção é do analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco.

O fator baixista, segundo ele, diz respeito aos estoques mundiais, que passaram de 77,92 milhões de toneladas na safra 2015/16, para 96,62 MT na safra 2016/17, um aumento considerável de 24% e para uma projeção de 98,32MT em 2017/18, mais 1,76%. Estes estoques se concentram principalmente no Brasil (18,20MT, 24,86MT e 22,26MT, respectivamente, segundo o USDA) e na Argentina (31,7MT, 36,42MT e 37,17MT, respectivamente).

“O estoque brasileiro teve uma leve queda nesta temporada, porque a demanda por soja do país por parte da China aumentou inusitadamente, durante um período fora do costumeiro [agosto-dezembro] mais do que o esperado. Os estoques americanos também aumentaram no período, mas são bem menores (5,35MT, 8,20MT e 12,12MT, respectivamente, segundo o USDA). Além disso, as vendas do grão no Brasil estão atrasadas (não precificadas): há 30 dias eram de apenas 26,7%, contra 28% no ano anterior, 46% em 2015 e 33% da média dos últimos 5 anos”, afirma.

De acordo com Pacheco, os fatores altistas são três:

1º) A dinâmica climática que tem sido presenciada na América do Sul e a grande possibilidade de uma intensificação da interferência de um La Niña na Argentina e Sul do Brasil, reduzindo a produção esperada, é o primeiro e principal deles. Por enquanto, nenhuma perda de produção por conta de intempéries climáticas já foi contabilizada, mas, o cenário é delicado e sensível à qualquer variação meteorológica. Rodadas extras de chuvas ainda são necessárias para a Argentina, as melhores chances de precipitações são previstas para os próximos 3 dias. Este fator é sobremaneira importante porque afetaria o fornecimento e soja em grão de dois dos três maiores exportadores mundiais (Brasil e Argentina) e de farelo e óleo (Argentina), principalmente para a China, cuja indústria de carnes aumentou a demanda nesta temporada; 

2º) No mercado interno brasileiro, a antecipação do B10 – mistura de 10% de biodiesel no diesel mineral – para março de 2018, o que demandará mais de 3,5 milhões de toneladas de soja para a obtenção de 700 mil t de óleo. Desse processamento resultarão 2,8 milhões de t de farelo proteico; 

3º) O comportamento do dólar no Brasil em 2018 deverá ser extremamente errático e para cima, com as oscilações provenientes das negociações sobre a Reforma da Previdência, no primeiro trimestre e, depois, com os humores da disputa eleitoral, no segundo e terceiro trimestres. Os agricultores deverão estar atentos para aproveitar os picos que o dólar oferecer, pois não serão altas contínuas, mas muitos altos e baixos no decorrer do período. A recuperação da economia brasileira é outro fator de alta do dólar internamente. Do ponto de vista externo, a redução de impostos nos EUA deverá fortalecer o dólar a nível mundial, jogando contra as altas internas no Brasil.

Fonte: www.agrolink.com.br 

 

O mercado da Europa Extra-UE fechou o ano de 2017 como principal importador da carne suína brasileira, com um crescimento de 8% no mercado nacional o continente se tornou um destaque para o setor. As informações foram apresentadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

No acumulado do ano, entre janeiro e novembro, o mercado europeu importou um total de 254.774 milhões de toneladas, o que representa um crescimento se comparados aos níveis exportados para o continente no ano de 2016, um total de 236.110 milhões de toneladas. Comparado ao ano anterior, o share do Brasil subiu de 35% para 40% na Europa Extra-UE.

Grandes parceiros comerciais do Brasil, como América e Oriente Médio também registraram crescimento nas importações de carne suína nacional. Os países americanos totalizaram um aumento de 2% nos embarques da proteína, enquanto que o Oriente Médio fechou o acumulado com um crescimento de 4%.
 
 
 
Imagem créditos: Jonathan Campos 

O último dia de 2017 deve ser marcado por fortes temporais. De acordo com o estudo climático elaborado por um instituto privado através da RGE, a chuva chegou ao Estado nesta quarta-feira (27.12), e se intensifica até o dia 31, quando há previsão de severos temporais entre a tarde e noite. 

Desde a terça-feira (26.12), parte do Rio Grande do Sul já sofre influência de uma massa de ar seco e quente. Até a quinta-feira há possibilidade de chuvas em pontos isolados entre o Noroeste e o Litoral Gaúcho.

Já na sexta-feira, dia 29, o amanhecer deve ser marcado por muitas nuvens acompanhadas de chuva no Noroeste. A instabilidade prevalece durante todo o dia, que teve apresentar alternância com períodos de melhoria. Na Região Norte também pode chover forte ao longo do dia. 

No sábado o cenário muda bastante com a aproximação de uma frente fria, que traz ventos com rajadas intensas. A chuva forte chega na Fronteira Oeste, na Campanha e Região Sul no final da tarde. No Norte e Serra há previsão de chuvas isoladas.

No último dia de 2017 a massa de ar avança com mais força e cobre o território gaúcho. O tempo fica abafado e entre a tarde e noite chove com bastante intensidade e alerta para possibilidade de temporais generalizados em qualquer ponto do Estado.

No dia 1º de janeiro de 2018, chove com menos intensidade em todo Centro-Norte e Leste do Estado. Nas demais regiões a massa de ar perde força à noite não deve mais haver registro de mau tempo.

Fonte: www.agrolink.com.br

Nos últimos 40 anos, o Brasil reduziu em 30% sua área plantada de feijão, mesmo assim, a produção no período aumentou 35% atingindo três milhões de toneladas atuais. Esse ganho se deve ao incremento da produtividade das lavouras, que, em parte, é atribuído ao uso de novas variedades. No caso do feijão-carioca, o mais cultivado no País, estima-se um crescimento na produtividade de grãos de 0,72%, acréscimo de 17 quilos por hectare ao ano exclusivamente devido à utilização de plantas geneticamente superiores.

Essa informação é de um estudo da Embrapa que avaliou a eficiência de seu programa de melhoramento de feijão e se baseia no cálculo do progresso genético com a cultura. Esse é um indicador que correlaciona características agronômicas como a produtividade, e métodos utilizados para a seleção, cruzamento e avanço de gerações de plantas (linhagens). Considerando todo o período do estudo de 22 anos, o avanço da produtividade representa um aumento acumulado de 380 quilos por hectare, ou o equivalente a praticamente um terço da produtividade média nacional, que é de 1.354 quilos por hectare.

De acordo com o pesquisador que esteve à frente desse projeto, Luis Claudio de Faria, que trabalha no programa melhoramento de feijão da Embrapa, em Aracaju (SE), o progresso genético foi estimado em uma série de experimentos no campo, em conjunto com instituições parceiras, em quatro regiões produtoras (Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste), abrangendo 20 ambientes diferentes, três épocas de semeadura (água, seca e inverno) e empregando uma base de dados com 22 anos de informações sobre linhagens e variedades.

“Como o estudo foi conduzido com repetições e em vários ensaios no campo, foi possível representar mais fielmente as condições de interação entre os genótipos e os diferentes ambientes de cultivo; e fazer uma estimativa consistente do progresso genético médio para produtividade de grãos, por meio do método do tipo direto, permitindo alcançar resultados bastante precisos”, conta Faria.

 

Estimativa inédita no Brasil

A estimativa do progresso genético para a produtividade de grãos na cultura do feijão-carioca no Brasil é inédita, pois nunca foi considerada em âmbito nacional, levando-se em conta as principais regiões produtoras do País. Isso só foi possível graças à ligação do programa de melhoramento da Embrapa à rede de instituições de pesquisa estaduais, que apoiaram a iniciativa. Em caráter regional, muitas dessas instituições já realizaram estudos semelhantes e chegaram a resultantes parecidos (veja abaixo).

Qualidade do feijão também melhorou

Além da produtividade, a estimativa de progresso genético para o feijão-carioca apresentou também ganho significativo de 2,37% ao ano na qualidade de grãos. Esta se relaciona a aspectos valorizados pelo consumidor e pela indústria, como tempo de cozimento, coloração do caldo de feijão, não escurecimento do produto empacotado e rendimento de grãos inteiros no beneficiamento.

Segundo Faria, o estudo do progresso genético serviu também para verificar se são necessários ajustes no rumo do programa de melhoramento de feijão-carioca, a fim de aprimorar seu desempenho. “O progresso genético nas duas características mais importantes, produtividade e qualidade de grãos, evidencia que o caminho seguido está na direção desejada e que, pelo menos por enquanto, não é preciso adotar nenhuma medida corretiva”, acredita.

Apesar disso, ele citou aspectos que precisam ser ajustados. “A seleção para produtividade de grãos gerou alguns resultados desfavoráveis para arquitetura ereta de plantas e a tolerância ao acamamento (tendência da planta se deitar sobre o solo). Com isso, as linhagens mais produtivas não, necessariamente, representam progresso também para essas outras duas variáveis”, afirma Faria.

Ele esclarece que isso acontece porque a associação entre a produtividade e a arquitetura ereta de planta e a tolerância ao acamamento só foi realizada recentemente nas linhagens do grupo carioca. E esse é um exemplo de desafio para o programa de melhoramento nos próximos anos.

O estudo sobre o progresso genético do programa de melhoramento do feijão-carioca no Brasil foi coordenado por pesquisadores da Embrapa Arroz e Feijão (GO), Embrapa Milho e Sorgo (MG) e Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE); e por professores da Universidade Federal de Goiás (UFG)e Escola Superior de Ciências Agrárias de Rio Verde (GO).

A Embrapa já lançou mais de 20 cultivares de feijão-carioca para o País. A leguminosa é cultivada ao longo do ano por pequenos, médios e grandes produtores, em ecossistemas subtropical e tropical, como Cerrados, Mata Atlântica e Semiárido, em variados arranjos de plantas, em monocultivo ou plantio consorciado. O produto está na dieta do brasileiro e é, reconhecidamente, uma excelente fonte de proteína. O Brasil é um dos maiores países produtores e consumidores de feijão ao lado da Índia, Myanmar, China, Estados Unidos e México.
 

Impacto de variedades

A estimativa do progresso genético para o feijão-carioca em 22 anos representa o avanço obtido pela eficiência do programa de melhoramento, considerando métodos de seleção, cruzamento e avanço de gerações de plantas. Para o setor produtivo, a contribuição mais perceptível desse processo é o impacto causado pelas variedades lançadas. Neste caso, a repercussão não é só da utilização da genética superior e, sim, de sua interação com condições locais do ambiente de cultivo e de manejo da cultura.  

O engenheiro-agrônomo e produtor rural em Planaltina (DF) Hélio Dal Bello planta feijão há mais de 50 anos e é um dos agricultores que usa variedades melhoradas e que testemunhou o impacto acarretado pela disseminação de novas cultivares. “Ao longo de minha experiência, percebo evolução grande em produtividade e na resistência a doenças, especialmente antracnose. As lavouras atualmente são, sem dúvida, bem mais sadias que antigamente. Hoje também o grão carioca possui maior durabilidade da cor clara, ele não escurece rapidamente, e, por isso, é um produto valorizado pela indústria. Outro aspecto importante é que o ciclo das plantas diminuiu, as cultivares se tornaram mais precoces”, disse o produtor.

Além desses impactos, Dal Bello considerou alguns elementos que poderiam ser melhorados no futuro para as novas variedades, dentre eles, o sistema radicular. “Seria bom ter plantas mais resistentes a fungos de solo, como fusarium, que é um dos problemas que enfrento”, citou o agricultor.

Para esta safra de verão 2017/2018, Dal Bello semeou 950 hectares com a leguminosa e a BRS Estilo (de tipo de grão carioca) é uma das cultivares da Embrapa que foi utilizada, com expectativa de rendimento de aproximadamente 2.500 quilos por hectare.

 

Rodrigo Peixoto (MTb: 1.077/GO) 
Embrapa Arroz e Feijão 
 
Telefone: (62) 3533-2107

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de novembro, divulgado na última quarta-feira (13/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma redução de 1,1 milhão de toneladas na expectativa para a segunda safra de milho foi a principal responsável pela queda de 700 mil toneladas no segundo segundo prognóstico para 2018.

O levantamento aponta que com a diminuição, o prognóstico para a safra de 2018 foi para 219,5 milhões de toneladas, volume 9,2% menor que o estimado para 2017. "A queda deve-se, sobretudo, ao impacto da falta de chuvas em setembro e outubro, quando normalmente é plantada a soja, que precede a segunda safra do milho no campo", divulgou a a Agência de Notícias do IBGE. 

“A queda na segunda safra do milho tem a ver com a soja que está no campo, porque ele só é plantado depois da colheita da soja. Como esse plantio da soja atrasou, também vai atrasar o milho. A janela de segurança de plantio será melhor, possivelmente entrando em épocas que não chove, o que pode diminuir a produção”, explica o pesquisador do IBGE Carlos Antônio Barradas.
 
Segundo o agência de notícias oficial, a segunda safra de milho de 2018, portanto, teve sua estimativa reduzida de 59 milhões para 57,9 milhões de outubro para novembro. "Existe a possibilidade, entretanto, desse número ser revisto para cima nos próximos meses, uma vez que os produtores estão aproveitando a melhora nas condições climáticas para recuperar o ritmo de trabalho", afirmam os analistas.
 
 
Imagem créditos: Domínio Público
Página 5 de 18
Topo