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Diferentemente dos últimos anos, a Consultoria AgResource (ARC) afirma que não irá entrar em um novo ano com uma visão baixista dos preços. “Pelo contrário, em meio à dinâmica climática que tem sido presenciada na América do Sul e a grande possibilidade de uma intensificação da interferência de um La Niña na Argentina e Sul do Brasil, é difícil manter uma posição baixista para os próximos meses”, afirmam os especialistas.

Um indicativo dessa tendência é que a Bolsa de Chicago (CBOT) fechou o último dia de 2017 em alta, após uma sessão de pressão com incertezas climáticas ainda sendo sondadas para a Argentina e partes do Sul do Brasil: “Os mapas climáticos atualizados nesta última madrugada trouxeram uma redução dos níveis de umidade do solo previstos para os próximos 10 dias na Argentina”, confirma a ARC. 

“O padrão climático previsto para os próximos 10 dias na Argentina continua similar às previsões passadas. No entanto, os totais pluviométricos previstos foram reduzidos sucintamente, especialmente a partir do dia 2 de janeiro, quando um cenário mais seco se alastra pela Argentina e parece perdurar até o dia 11 do mesmo mês. O período de estiagem é considerado grave, uma vez que os níveis de umidade do solo no país ainda não foram reestabelecidos para níveis adequados, sofrendo com precipitações abaixo da média desde o começo de novembro”, explica a Consultoria. 
 
“No geral, nenhuma perda de produção por conta de intempéries climáticas já foi contabilizada, no entanto, o cenário é delicado e sensível à qualquer variação meteorológica. Rodadas extras de chuvas ainda são necessárias para a Argentina, as melhores chances de precipitações são previstas para os próximos 3 dias”, conclui a ARC.
 
Imagem créditos: Gazeta do Povo
 
Fonte: www.agrolink.com.br

“O ano começa com um fator baixista e pelo menos três fatores altistas, o que nos leva a ser otimistas (mas não muito) quanto aos preços da soja para 2018”. A projeção é do analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco.

O fator baixista, segundo ele, diz respeito aos estoques mundiais, que passaram de 77,92 milhões de toneladas na safra 2015/16, para 96,62 MT na safra 2016/17, um aumento considerável de 24% e para uma projeção de 98,32MT em 2017/18, mais 1,76%. Estes estoques se concentram principalmente no Brasil (18,20MT, 24,86MT e 22,26MT, respectivamente, segundo o USDA) e na Argentina (31,7MT, 36,42MT e 37,17MT, respectivamente).

“O estoque brasileiro teve uma leve queda nesta temporada, porque a demanda por soja do país por parte da China aumentou inusitadamente, durante um período fora do costumeiro [agosto-dezembro] mais do que o esperado. Os estoques americanos também aumentaram no período, mas são bem menores (5,35MT, 8,20MT e 12,12MT, respectivamente, segundo o USDA). Além disso, as vendas do grão no Brasil estão atrasadas (não precificadas): há 30 dias eram de apenas 26,7%, contra 28% no ano anterior, 46% em 2015 e 33% da média dos últimos 5 anos”, afirma.

De acordo com Pacheco, os fatores altistas são três:

1º) A dinâmica climática que tem sido presenciada na América do Sul e a grande possibilidade de uma intensificação da interferência de um La Niña na Argentina e Sul do Brasil, reduzindo a produção esperada, é o primeiro e principal deles. Por enquanto, nenhuma perda de produção por conta de intempéries climáticas já foi contabilizada, mas, o cenário é delicado e sensível à qualquer variação meteorológica. Rodadas extras de chuvas ainda são necessárias para a Argentina, as melhores chances de precipitações são previstas para os próximos 3 dias. Este fator é sobremaneira importante porque afetaria o fornecimento e soja em grão de dois dos três maiores exportadores mundiais (Brasil e Argentina) e de farelo e óleo (Argentina), principalmente para a China, cuja indústria de carnes aumentou a demanda nesta temporada; 

2º) No mercado interno brasileiro, a antecipação do B10 – mistura de 10% de biodiesel no diesel mineral – para março de 2018, o que demandará mais de 3,5 milhões de toneladas de soja para a obtenção de 700 mil t de óleo. Desse processamento resultarão 2,8 milhões de t de farelo proteico; 

3º) O comportamento do dólar no Brasil em 2018 deverá ser extremamente errático e para cima, com as oscilações provenientes das negociações sobre a Reforma da Previdência, no primeiro trimestre e, depois, com os humores da disputa eleitoral, no segundo e terceiro trimestres. Os agricultores deverão estar atentos para aproveitar os picos que o dólar oferecer, pois não serão altas contínuas, mas muitos altos e baixos no decorrer do período. A recuperação da economia brasileira é outro fator de alta do dólar internamente. Do ponto de vista externo, a redução de impostos nos EUA deverá fortalecer o dólar a nível mundial, jogando contra as altas internas no Brasil.

Fonte: www.agrolink.com.br 

 

O mercado da Europa Extra-UE fechou o ano de 2017 como principal importador da carne suína brasileira, com um crescimento de 8% no mercado nacional o continente se tornou um destaque para o setor. As informações foram apresentadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

No acumulado do ano, entre janeiro e novembro, o mercado europeu importou um total de 254.774 milhões de toneladas, o que representa um crescimento se comparados aos níveis exportados para o continente no ano de 2016, um total de 236.110 milhões de toneladas. Comparado ao ano anterior, o share do Brasil subiu de 35% para 40% na Europa Extra-UE.

Grandes parceiros comerciais do Brasil, como América e Oriente Médio também registraram crescimento nas importações de carne suína nacional. Os países americanos totalizaram um aumento de 2% nos embarques da proteína, enquanto que o Oriente Médio fechou o acumulado com um crescimento de 4%.
 
 
 
Imagem créditos: Jonathan Campos 

O último dia de 2017 deve ser marcado por fortes temporais. De acordo com o estudo climático elaborado por um instituto privado através da RGE, a chuva chegou ao Estado nesta quarta-feira (27.12), e se intensifica até o dia 31, quando há previsão de severos temporais entre a tarde e noite. 

Desde a terça-feira (26.12), parte do Rio Grande do Sul já sofre influência de uma massa de ar seco e quente. Até a quinta-feira há possibilidade de chuvas em pontos isolados entre o Noroeste e o Litoral Gaúcho.

Já na sexta-feira, dia 29, o amanhecer deve ser marcado por muitas nuvens acompanhadas de chuva no Noroeste. A instabilidade prevalece durante todo o dia, que teve apresentar alternância com períodos de melhoria. Na Região Norte também pode chover forte ao longo do dia. 

No sábado o cenário muda bastante com a aproximação de uma frente fria, que traz ventos com rajadas intensas. A chuva forte chega na Fronteira Oeste, na Campanha e Região Sul no final da tarde. No Norte e Serra há previsão de chuvas isoladas.

No último dia de 2017 a massa de ar avança com mais força e cobre o território gaúcho. O tempo fica abafado e entre a tarde e noite chove com bastante intensidade e alerta para possibilidade de temporais generalizados em qualquer ponto do Estado.

No dia 1º de janeiro de 2018, chove com menos intensidade em todo Centro-Norte e Leste do Estado. Nas demais regiões a massa de ar perde força à noite não deve mais haver registro de mau tempo.

Fonte: www.agrolink.com.br

Nos últimos 40 anos, o Brasil reduziu em 30% sua área plantada de feijão, mesmo assim, a produção no período aumentou 35% atingindo três milhões de toneladas atuais. Esse ganho se deve ao incremento da produtividade das lavouras, que, em parte, é atribuído ao uso de novas variedades. No caso do feijão-carioca, o mais cultivado no País, estima-se um crescimento na produtividade de grãos de 0,72%, acréscimo de 17 quilos por hectare ao ano exclusivamente devido à utilização de plantas geneticamente superiores.

Essa informação é de um estudo da Embrapa que avaliou a eficiência de seu programa de melhoramento de feijão e se baseia no cálculo do progresso genético com a cultura. Esse é um indicador que correlaciona características agronômicas como a produtividade, e métodos utilizados para a seleção, cruzamento e avanço de gerações de plantas (linhagens). Considerando todo o período do estudo de 22 anos, o avanço da produtividade representa um aumento acumulado de 380 quilos por hectare, ou o equivalente a praticamente um terço da produtividade média nacional, que é de 1.354 quilos por hectare.

De acordo com o pesquisador que esteve à frente desse projeto, Luis Claudio de Faria, que trabalha no programa melhoramento de feijão da Embrapa, em Aracaju (SE), o progresso genético foi estimado em uma série de experimentos no campo, em conjunto com instituições parceiras, em quatro regiões produtoras (Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste), abrangendo 20 ambientes diferentes, três épocas de semeadura (água, seca e inverno) e empregando uma base de dados com 22 anos de informações sobre linhagens e variedades.

“Como o estudo foi conduzido com repetições e em vários ensaios no campo, foi possível representar mais fielmente as condições de interação entre os genótipos e os diferentes ambientes de cultivo; e fazer uma estimativa consistente do progresso genético médio para produtividade de grãos, por meio do método do tipo direto, permitindo alcançar resultados bastante precisos”, conta Faria.

 

Estimativa inédita no Brasil

A estimativa do progresso genético para a produtividade de grãos na cultura do feijão-carioca no Brasil é inédita, pois nunca foi considerada em âmbito nacional, levando-se em conta as principais regiões produtoras do País. Isso só foi possível graças à ligação do programa de melhoramento da Embrapa à rede de instituições de pesquisa estaduais, que apoiaram a iniciativa. Em caráter regional, muitas dessas instituições já realizaram estudos semelhantes e chegaram a resultantes parecidos (veja abaixo).

Qualidade do feijão também melhorou

Além da produtividade, a estimativa de progresso genético para o feijão-carioca apresentou também ganho significativo de 2,37% ao ano na qualidade de grãos. Esta se relaciona a aspectos valorizados pelo consumidor e pela indústria, como tempo de cozimento, coloração do caldo de feijão, não escurecimento do produto empacotado e rendimento de grãos inteiros no beneficiamento.

Segundo Faria, o estudo do progresso genético serviu também para verificar se são necessários ajustes no rumo do programa de melhoramento de feijão-carioca, a fim de aprimorar seu desempenho. “O progresso genético nas duas características mais importantes, produtividade e qualidade de grãos, evidencia que o caminho seguido está na direção desejada e que, pelo menos por enquanto, não é preciso adotar nenhuma medida corretiva”, acredita.

Apesar disso, ele citou aspectos que precisam ser ajustados. “A seleção para produtividade de grãos gerou alguns resultados desfavoráveis para arquitetura ereta de plantas e a tolerância ao acamamento (tendência da planta se deitar sobre o solo). Com isso, as linhagens mais produtivas não, necessariamente, representam progresso também para essas outras duas variáveis”, afirma Faria.

Ele esclarece que isso acontece porque a associação entre a produtividade e a arquitetura ereta de planta e a tolerância ao acamamento só foi realizada recentemente nas linhagens do grupo carioca. E esse é um exemplo de desafio para o programa de melhoramento nos próximos anos.

O estudo sobre o progresso genético do programa de melhoramento do feijão-carioca no Brasil foi coordenado por pesquisadores da Embrapa Arroz e Feijão (GO), Embrapa Milho e Sorgo (MG) e Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE); e por professores da Universidade Federal de Goiás (UFG)e Escola Superior de Ciências Agrárias de Rio Verde (GO).

A Embrapa já lançou mais de 20 cultivares de feijão-carioca para o País. A leguminosa é cultivada ao longo do ano por pequenos, médios e grandes produtores, em ecossistemas subtropical e tropical, como Cerrados, Mata Atlântica e Semiárido, em variados arranjos de plantas, em monocultivo ou plantio consorciado. O produto está na dieta do brasileiro e é, reconhecidamente, uma excelente fonte de proteína. O Brasil é um dos maiores países produtores e consumidores de feijão ao lado da Índia, Myanmar, China, Estados Unidos e México.
 

Impacto de variedades

A estimativa do progresso genético para o feijão-carioca em 22 anos representa o avanço obtido pela eficiência do programa de melhoramento, considerando métodos de seleção, cruzamento e avanço de gerações de plantas. Para o setor produtivo, a contribuição mais perceptível desse processo é o impacto causado pelas variedades lançadas. Neste caso, a repercussão não é só da utilização da genética superior e, sim, de sua interação com condições locais do ambiente de cultivo e de manejo da cultura.  

O engenheiro-agrônomo e produtor rural em Planaltina (DF) Hélio Dal Bello planta feijão há mais de 50 anos e é um dos agricultores que usa variedades melhoradas e que testemunhou o impacto acarretado pela disseminação de novas cultivares. “Ao longo de minha experiência, percebo evolução grande em produtividade e na resistência a doenças, especialmente antracnose. As lavouras atualmente são, sem dúvida, bem mais sadias que antigamente. Hoje também o grão carioca possui maior durabilidade da cor clara, ele não escurece rapidamente, e, por isso, é um produto valorizado pela indústria. Outro aspecto importante é que o ciclo das plantas diminuiu, as cultivares se tornaram mais precoces”, disse o produtor.

Além desses impactos, Dal Bello considerou alguns elementos que poderiam ser melhorados no futuro para as novas variedades, dentre eles, o sistema radicular. “Seria bom ter plantas mais resistentes a fungos de solo, como fusarium, que é um dos problemas que enfrento”, citou o agricultor.

Para esta safra de verão 2017/2018, Dal Bello semeou 950 hectares com a leguminosa e a BRS Estilo (de tipo de grão carioca) é uma das cultivares da Embrapa que foi utilizada, com expectativa de rendimento de aproximadamente 2.500 quilos por hectare.

 

Rodrigo Peixoto (MTb: 1.077/GO) 
Embrapa Arroz e Feijão 
 
Telefone: (62) 3533-2107

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de novembro, divulgado na última quarta-feira (13/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma redução de 1,1 milhão de toneladas na expectativa para a segunda safra de milho foi a principal responsável pela queda de 700 mil toneladas no segundo segundo prognóstico para 2018.

O levantamento aponta que com a diminuição, o prognóstico para a safra de 2018 foi para 219,5 milhões de toneladas, volume 9,2% menor que o estimado para 2017. "A queda deve-se, sobretudo, ao impacto da falta de chuvas em setembro e outubro, quando normalmente é plantada a soja, que precede a segunda safra do milho no campo", divulgou a a Agência de Notícias do IBGE. 

“A queda na segunda safra do milho tem a ver com a soja que está no campo, porque ele só é plantado depois da colheita da soja. Como esse plantio da soja atrasou, também vai atrasar o milho. A janela de segurança de plantio será melhor, possivelmente entrando em épocas que não chove, o que pode diminuir a produção”, explica o pesquisador do IBGE Carlos Antônio Barradas.
 
Segundo o agência de notícias oficial, a segunda safra de milho de 2018, portanto, teve sua estimativa reduzida de 59 milhões para 57,9 milhões de outubro para novembro. "Existe a possibilidade, entretanto, desse número ser revisto para cima nos próximos meses, uma vez que os produtores estão aproveitando a melhora nas condições climáticas para recuperar o ritmo de trabalho", afirmam os analistas.
 
 
Imagem créditos: Domínio Público

A Câmara dos Deputados concluiu nesta terça-feira a votação de emendas ao projeto que facilita a renegociação de dívidas de produtores com o Funrural, que segue para análise do Senado.

Deputados rejeitaram a maioria das emendas que pretendiam alterar o texto, que além de prever a renegociação de dívidas agrícolas, trata de outros passivos do setor agrícola.

Apresentado pela deputada Tereza Cristina (sem partido-MS), o projeto de lei substitui a MP 793, a chamada MP do Funrural. Ela havia sido editada pelo governo em agosto, mas não chegou a ser votada e perdeu sua validade no fim de novembro.

 

Deputados então fecharam um acordo, que previa a apresentação do texto da deputada.

O texto prevê que quem aderir à renegociação pagará no mínimo 2,5 por cento do valor da dívida consolidada em até duas parcelas iguais. O restante do passivo poderá ser pago em até 176 prestações mensais, tendo por base parte da média mensal da receita bruta. Essas parcelas não terão incidência de multas, juros ou encargos. 

Fonte: www.agrolink.com.br

Por: REUTERS -Maria Carolina Marcello

Imagem créditos: Bigstock

A ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) ainda é um grande desafio a ser vencido pelo sojicultor brasileiro, não apenas pelo seu potencial de perda, mas também pelo risco de resistência. Por isso, a Bayer lançou um apoio pioneiro aos órgãos de Pesquisas Agronômicas que recomendam fungicidas de ação específica combinados com multissítio no plano do manejo. Para saber mais sobre estas recomendações clique aqui

Um olho na resistência, outro no manejo correto

A escolha de fungicidas eficazes e o momento das aplicações são fundamentais para o manejo de resistência. Portanto, aplicações antes do fechamento das entrelinhas, com o uso de tecnologia de aplicação correta, resultam em diferenças de rendimento, mas um possível atraso nesta aplicação pode causar perdas ao agricultor como pode ser visto no site www.deprimeirasemduvida.com.br

 

Um olho nos resultados, outro no futuro da sojicultura

Mais do que uma ferramenta on-line de coleta de dados e compartilhamento de conhecimento, a plataforma da iniciativa De Primeira, Sem Dúvida, oferece orientação sobre as melhores práticas. Acompanhe e participe da iniciativa De Primeira, Sem Dúvida. 

Fonte: www.agrolink.com.br

Pesquisadores da Universidade Nacional do Noroeste da Província de Buenos Aires, na Argentina, relataram o primeiro registro de sobrevivência de ferrugem asiática na soja durante o inverno. A descoberta foi reportada pelos pesquisadores através da rede social Engormix.

De acordo com os autores, as consequências disso representam um novo motivo de preocupação porque até então a ferrugem só havia presença documentada no país vizinho através de esporos vindo do Noroeste argentino, do Uruguai, do Sul do Brasil ou do Paraguai.

Os pesquisadores Miguel Ángel Lavilla e Antonio Ivancovich, especialistas em fitopatologia, são os autores do estudo e estão radicado no município de Pergamino, um dos mais produtivos da província de Buenos Aires.
 

Em 2002, a ferrugem asiática na soja havia sido documentada pela primeira vez na província de Misiones e no ano seguinte em Corrientes. Ambas as províncias possuem fronteira com o Brasil e Misiones possui fronteira também com o Paraguai. Já na safra 2003/2004, a doença foi registrada em 10 províncias do país vizinho. No ciclo 2004/2005, chegou à província de Buenos Aires e foi registrada também em La Pampa, Entre Ríos, Jujuy, Santa Fe e Córdoba.

No município de La Plata, ao sul da capital argentina, também foi registrada ocorrência do hospedeiro da ferrugem em plantas com infecções severas. No entanto, é a primeira vez que se registra a ferrugem com sobrevivência ao inverno no caso de Pergamino. A data do registro da ocorrência foi 13 de Setembro deste ano.
 
 
Por: AGROLINK -Leonardo Gottems 
 
Imagem créditos: COSTAMILAN, Leila Maria/Embrapa

Um estudo do criador de plantas Brian Diers e sua equipe da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign tenta resolver o problema de que geralmente as variedades de soja não trazem altos níveis de proteína e de produtividade ao mesmo tempo. Os resultados iniciais da pesquisa sugerem que é possível cruzar soja com alta concentração de proteína sem diminuir os volumes colhidos por hectares. O produto com alta proteína é ideal para a produção de farelo de soja, que geralmente sobre na extração de óleo de soja.

“Os produtores são pagos geralmente baseados no peso da soja que entregam aos compradores. Portanto, os agricultores decidem que variedades de soja vão produzir baseados primariamente na produtividade”, afirmou Diers.

Neste estudo, os pesquisadores testaram um gene que aumenta a proteína mesclando duas variedades de soja. Os resultados são considerados promissores. As plantas das duas variedades com gene de alta proteína aumentaram a concentração de proteína e não reduziram significativamente a produtividade.

“O estudo também aumentou nosso entendimento da genética da concentração de proteína na soja. É importante porque a concentração de proteína de soja é impactada por muitos genes”, disse Diers.

Esses genes se espalham por diferentes localidades do DNA da soja. Diferentes versões dos genes de cada localidade podem levar a maior ou menor concentração de proteína. O DNA em células de soja, como em qualquer outra célula, está dividido por estruturas chamadas cromossomos. Os pesquisadores se focaram em um gene do cromossomo 15, que previamente se mostrava que era o que impactava a concentração de proteína. “Mas não pesquisa conduzida sobre como esse impacta os traços agronômicos, como a produtividade”, contou Diers.

Os pesquisadores desenvolveram linhas com ou sem genes de alta proteína cruzando o gene com duas variedades de soja e testando as linhas tanto para alta concentração de proteína como para produtividade.

“Nós encontramos esse gene no cromossomo 15 que consistentemente aumentou a concentração de proteína. O geno aumentou a concentração entre oito e 14 gramas por quilo de soja. Esse gene podem ser uma boa opção para criadores para usar quando queiram soja com alta concentração de proteína”, explicou o pesquisador.

No óleo de soja houve redução de concentração em função do gene. No entanto, eles não observaram uma redução significativa de produtividade. Isso está em oposto ao impacto de um gene no cromossomo 20 que aumentou a concentração de proteína, mas também baixou a produtividade em variedades de soja.

 Por outro lado, Diers é cauteloso sobre a redução não signficativa de produtividade observada no estudo. “Nós observamos uma tendência negativa de produtividade, mas não foi estatisticamente negativa”, disse.


O gene foi testado pelo cruzamento em duas variedades. Isso é importante porque “os genes precisam ser avaliado em diferentes variedades. Às vezes os genes só funcionam em algumas variedades e não em outras”, resumiu.

Fonte: www.agrolink.com.br

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