Rural

Rural (163)

O Brasil está habilitado a exportar arroz em casca para o México. A informação é da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(Mapa), segundo o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, que esteve em Brasília, na quarta-feira, dia 22.

Embora já exista um acordo fitossanitário entre os dois países, alguns detalhes do acordo ainda deverão ser discutidos. Por isso, está agendada para abril a viagem de uma comitiva brasileira ao México, composta pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e Federarroz, para acertar os últimos detalhes."É uma grande notícia para o setor. Temos que saldar o esforço das entidades e do Mapa que foram determinantes para esse acordo com o México", afirma Dornelles.

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A tecnologia já dispõe de inúmeros relatos de resultados ligados ao seu uso no plantio de grãos, mas no quesito referente ao cultivo de hortaliças a literatura é escassa e os dados ainda pontuais e inconsistentes. Para suprir essa deficiência, estudos comparativos estão sendo desenvolvidos na Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) com o objetivo de avaliar os impactos produzidos a partir da introdução do Sistema Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) em experimentos conduzidos nos campos experimentais da Unidade.

De acordo com o pesquisados Carlos Pacheco, da área de Solos e Nutrição de Plantas e que atua na mitigação e adaptação dos sistemas produtivos de hortaliças às mudanças climáticas, o uso ainda esparso da tecnologia pode ser explicado pelo pouco conhecimento por parte da cadeia produtiva, uma realidade que já vem sinalizando algumas mudanças.

“A partir da divulgação desses múltiplos resultados que estamos obtendo na Embrapa, e em outros órgãos que desenvolvem sistemas de produção sob plantio direto, já deu para perceber, pela demanda por informações, um aumento do interesse, recentemente reforçado pela questão da crise hídrica”, anota o pesquisador.

Segundo ele, há bem pouco tempo os benefícios do uso do SPDH estavam relacionados à conservação do solo. Atualmente, existe também o reconhecimento de que esse sistema é uma importante ferramenta de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. E os números comprovam. “Resultados publicados pela equipe envolvida com o tema relatam o papel que o SPDH desempenha no incremento dos teores de carbono no solo, na redução das perdas de água e solo e na melhoria do microclima de cultivo, reduzindo a necessidade de uso da água para irrigação e a ocorrência de grandes variações de temperatura na superfície do solo”, destaca Pacheco.

Ele acrescenta que em um dos trabalhos, por exemplo, observou-se que a temperatura na superfície do solo cultivado com brócolis em SPDH esteve em torno de 4ºC menor que aquela registrada no sistema convencional.  Segundo o pesquisador, essa diferença foi fundamental para a manutenção da temperatura dentro do limite máximo (30ºC), considerado ótimo para cultivo dessa hortaliça no SPDH.

 O SPD é uma das tecnologias inseridas no Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), do governo federal. “Nossos resultados mostraram claramente que o SPDH, após seis anos de uso, foi capaz de aumentar os níveis de carbono no solo. Esse aumento se deu tanto em frações da matéria orgânica, facilmente degradáveis, como nas de difícil degradação, o que nos leva a projetar um efeito positivo a longo prazo”.

GANHOS CONTABILIZADOS

Respostas a muitos dos experimentos que vêm sendo realizados na área da Embrapa Hortaliças já foram devidamente contabilizadas, a exemplo da medição do Carbono da Biomassa Microbiana (CBM), que quantifica os microrganismos do solo, conforme trabalho desenvolvido pela pesquisadora Mariana Fontenelle.  No cômputo geral, o CBM manteve-se mais elevado no plantio direto quando comparado ao sistema de preparo convencional, o que representa uma rápida resposta, considerando-se apenas dois ciclos de cultivo de melão.

“Isso implica em uma melhoria na qualidade do solo, com incorporação de matéria orgânica e aumento na diversidade de microrganismos benéficos, traduzido em aumento na produtividade”, sintetiza Mariana.

 

Anelise Macedo (MTb 2.748/DF)
Embrapa Hortaliças

Telefone: (61) 3385-9109

O aumento no Custo Operacional Efetivo (COE) médio da avicultura integrada ficou abaixo da variação na taxa de inflação em 2016, segundo indicam cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizados em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Enquanto o IGP-DI (FGV) neste período registrou alta de 7,15%, o COE médio brasileiro para a produção de frango de corte calculado pelo Cepea/CNA subiu 4,26%, em termos nominais. Este cenário evitou margens ainda mais apertadas em 2016, já que os avicultores integrados de regiões pesquisadas pelo Projeto Campo Futuro relataram queda na receita anual decorrente da diminuição do total de aves entregues no ano.

Por: Por Cepea/Esalq

Fonte: http://www.agrolink.com.br

A Expodireto terminou com receitas em vendas que surpreenderam os próprios organizadores. O montante chegou a R$ 2,12 bilhões alta de 34% frente à edição de 2016, que somou R$ 1,58 bilhão. O ano passado foi marcado pela queda frente a 2015. A previsão inicial era de avançar 15%, no máximo, 20%, disse o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica. O balanço feito no fim da tarde desta sexta-feira, ultimo dia do evento que tem como marca a venda de equipamentos de agricultura de precisão, ainda indicou que 240,6 mil visitantes. Mesmo no encerramento, com chuva na parte da manhã, o fluxo se manteve, parte devido à audiência pública chamada pela Comissão de Agricultura do Senado para discutir a proposta da reforma da Previdência e impacto às aposentadorias rurais.

Mânica fez questão de chamar a atenção não para as cifras mais volumosas de contratos de intenção de compra, que tramitam em bancos, que somaram R$ 1,9 bilhão, ou 90% do resultado entre instituições comerciais, de fomento e ligadas a fábricas. "Teve uma empresa que vendeu 80% para produtores que iriam pagar com recursos próprios", exemplificou o dirigente. A disponibilidade para quitar as compras com capital próprio alcançou R$ 189 milhões, alta de 117% frente a 2016. Foi o maior valor em três anos.

O êxito na comercialização é atribuído à condição de capitalização dos produtores, que terão neste ano supersafra, esperada em mais de 30 milhões de toneladas. "Há boas perspectivas de safra, além disso as indústrias vieram com preços para girar estoque", apontou o dirigente. "Se o juro fosse menor, talvez tivesse mais vendas." Mas um recado foi reforçado, pois já havia sido alvo de painéis que discutiram o futuro do mercado de grãos, principalmente da soja. A direção da Cotrijal insistiu que os produtores "têm de tomar consciência e não concentrar em uma única data a comercialização. Devem vender 30% antecipadamente", frisou Mânica. O alerta ganha peso diante do recuo dos preços da soja, depois de cotação mais altas no segundo semestre de 2016.

 Os negócios do Banco do Brasil (BB) somaram R$ 710 milhões, em 1,8 mil propostas colocadas na instituição. Em 2016, haviam sido R$ 500 milhões nas intenções de compra. Com isso, a instituição teve alta de 40% frente ao fluxo do ano passado, acima da média de crescimento dos negócios. Contratação ficou na expectativa do banco, disse o superintendente estadual do BB, Edson Bündchen. "No ritmo de inovação da Expodireto, o banco utilizou a tecnologia para agilizar a realização de negócios. Esse diferencial possibilitou a superação das projeções iniciais para o evento", pontuou Bündchen.

Alguns fatos também marcaram a edição. A vinda do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, na quinta-feira, com mais de 30 embaixadores. A senadora Ana Amélia Lemos (PP), que liderou a audiência sobre a reforma da Previdência, elogiou a organização e capacidade do ministro em trazer os diplomatas em um só dia, que foram trazidos em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Já a expectativa de que Maggi pudesse anunciar a tendência de juros do Plano Safra 2017/2018 foi frustrada. "Havia a expectativa, mas o ministro disse que não ia projetar, pois depois poderia não vir no nível falado", lembrou o presidente da Cotrijal.

Ao anunciar os números finais, a organização divulgou pesquisa de satisfação feita pela Ulbra que indicou satisfação de 99% do público com a estrutura do parque. Na edição anterior, a pesquisa havia apontado 97%. Com a chuva de sexta, os raros problemas apareceram, como o lamaçal em um dos estacionamentos. "Há melhorias na área de alimentação e estacionamentos para fazer", rendeu-se Mânica. O que chama a atenção é o cuidado do ambiente interno, com passeios calçados, com escoamento da água da chuva para a região mais baixa, e um paisagismo impecável. "A beleza e a limpeza são efeitos da cultura dos agricultores. A exposição é como se fosse a nossa própria casa", comparou o dirigente. "Quero dizer que saímos realizados, mas queremos melhorar para fazer em 2018 uma Expodireto melhor", compromete-se Mânica. O evento no próximo ano também já tem data: 5 a 9 de março.

Fonte: http://jcrs.uol.com.br

Os números de 2016 só serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 17 de março, mas a expectativa é que a produção de leite no Brasil sofra a maior queda em 55 anos, desde que os índices passaram a ser registrados. "Embora a captação formal de leite no terceiro trimestre do ano passado tenha apresentado uma recuperação de 12,1% em relação ao trimestre anterior, o volume total captado teve uma quebra de 4,9% quando comparado ao mesmo período de 2015", informa o pesquisador da Embrapa Gado de Leite João César Resende.

Os dados iniciais sugerem que a recuperação tenha se mantido no último trimestre, mas o País deve fechar 2016 com uma produção pouco acima dos 23 bilhões de litros, uma retração acima de 3% em relação a 2015 e há entre os analistas quem aposte em um índice de 4%. Os dois últimos anos não foram bons para o setor. Desde 2014, quando o Brasil registrou o maior volume de produção de leite sob inspeção (24,7 bilhões de litros), os índices vêm retrocedendo. Em 2015, a queda foi de 2,8% (figura 1).

Figura 1: Produção de leite sob inspeção no Brasil (bilhões de litros):

Fonte: IBGE, adaptado pela Embrapa (2016: Estimativa Embrapa Gado de Leite).

Ano de extremos

Um dos fatores que favoreceu o menor volume produzido foi o preço internacional do leite. Nos leilões da plataforma Global Dairy Trade (GDT), a tonelada do leite em pó chegou a ser vendida em julho por US$ 2,062.00, preço muito abaixo da média, segundo analistas. Isso favoreceu a importação de leite da Argentina e do Uruguai. "Importamos o equivalente a 8% da nossa captação de leite no ano que passou", explica o também pesquisador da Embrapa Gado de Leite Glauco Rodrigues Carvalho. Em dezembro, o leilão da GDT já estava pagando pela tonelada do leite em pó US$ 3, 568.00. A expectativa de Carvalho é que essa seja a média dos preços internacionais ao longo de 2017, reduzindo a competitividade das importações, possibilitando uma recuperação da produção doméstica.

Outro fator que prejudicou o setor foi a quebra de safra do milho. Enquanto a safra do grão em 2014/2015 foi de 84,3 milhões de toneladas, no período de 2015/2016 houve uma queda de 21% (66,5 milhões de toneladas). Isso encareceu a alimentação concentrada do rebanho, aumentando os custos para o produtor. "Vivemos fatos extremos em 2016, o que demonstrou a desorganização e a fragilidade da cadeia produtiva do leite no Brasil", argumenta Carvalho. O reflexo dessa fragilidade se deu, principalmente, nos preços pagos ao produtor. O ano começou com preços muito baixos, com o pecuarista recebendo R$ 1,06/litro. A média do primeiro semestre ficou abaixo de R$ 1,20.

A consequência foi a queda da atividade industrial, com as indústrias chegando a conviver com uma capacidade ociosa em torno de 40%. Para ampliar a captação do produto, a reação foi aumentar os preços, cuja média no segundo semestre foi de R$ 1,49/litro. Carvalho informa que o pico ocorreu em agosto (R$ 1,69), mas teve leite sendo comprado de alguns produtores por mais R$ 2,00/litro. "Com uma amplitude tão grande de preços, fica difícil para qualquer setor se planejar", afirma o pesquisador.

Apesar de um ano de tão grandes variações, desde 2010, o valor pago ao produtor tem mantido uma certa regularidade, como mostra a Figura 2. A produção total do Brasil (leite inspecionado mais leite informal) apresenta uma curva ascendente enquanto os preços caem, o que, segundo Resende, demonstra o potencial da atividade: "A longo prazo, a queda dos preços pagos ao produtor reflete a diminuição dos custos de produção que ocorreu no período. Temos um setor produtivo mais eficiente, que se modernizou tecnologicamente. E os preços para o consumidor também acompanham a tendência de queda. Se não houvesse essa modernização, estaríamos pagando hoje mais de R$ 4,00 pelo litro de leite".

Figura 2: Evolução da produção e dos preços pagos aos produtores no Brasil (1975/2016):

Fonte: IBGE e IEA (Organização: Embrapa Gado de Leite).
 

Tendências favoráveis para o mercado interno

Carvalho afirma que, para este ano, espera-se um volume de produção superior aos registrados em 2015 e 2016, mas sem excesso de oferta. "Será um ano de recuperação de safra, já que a relação preço do leite e insumo, na média, tende a ser melhor". O milho, vilão do aumento dos custos de concentrado em 2016, tende a ter preços mais amigáveis. A expectativa é que a safra 2016/2017 do grão gire em torno de 84 milhões de toneladas. A previsão somente para a safra de inverno é de 56 milhões de toneladas. O pesquisador espera que a safra de grãos no Brasil, capitaneada pela soja, seja recorde este ano.

Como já foi dito, os preços internacionais do leite tendem a subir, dificultando as importações, o que favorece o cenário interno. A tendência de aumento dos preços internacionais se ancora principalmente na desaceleração da produção na Europa e na queda recente da oferta na Oceania e na América Latina. A manutenção da cotação do dólar em patamares mais elevados também é um estímulo à produção interna, aumentando a competitividade relativa da exportação em relação à importação.

"Do ponto de vista do consumo interno, a tendência também é de melhora gradual", aponta Carvalho. "A despeito do frágil cenário político e econômico nacional, os indicadores têm melhorado e as perspectivas são de que inflação, taxa de juros e PIB caminhem no sentido de estimular o consumo, promovendo uma retomada do crescimento econômico, ainda que modesto", conclui.

O pesquisador destaca que, independentemente das oscilações conjunturais, existem transformações importantes acontecendo na cadeia produtiva do leite no Brasil. Entre elas, cita:

- Melhoria na gestão das propriedades;

- Maior especialização do rebanho brasileiro (dados de 2015 do IBGE mostram uma queda de 5,5% do número de vacas leiteiras, o que significa que os animais de pior genética estão sendo descartados);

- Maior velocidade na adoção de tecnologias, que geram ganhos de produtividade (algumas microrregiões brasileiras apresentam produtividade comparável a países de primeiro mundo);

- Menor custo de produção de milho e soja do mundo.

"Esses elementos, somados ao clima propício, à disponibilidade de terras, à relativa abundância de água e ao potencial de consumo de uma população continental tornam a pecuária de leite brasileira uma das atividades agrícolas de maior potencial", afirma Carvalho. Mas ele lembra que produzir leite exige gestão, dedicação e tecnologia, como em todas as atividades econômicas. "Os que conseguem unir essas características são os empreendedores que irão continuar tendo sucesso na atividade, garantindo uma boa remuneração e uma produção cada vez mais sustentável economicamente", finaliza.

 

Rubens Neiva (MTb 5445)
Embrapa Gado de Leite

Telefone: (32) 3311-7532

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

Fonte: 

Os números de 2016 só serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 17 de março, mas a expectativa é que a produção de leite no Brasil sofra a maior queda em 55 anos, desde que os índices passaram a ser registrados. "Embora a captação formal de leite no terceiro trimestre do ano passado tenha apresentado uma recuperação de 12,1% em relação ao trimestre anterior, o volume total captado teve uma quebra de 4,9% quando comparado ao mesmo período de 2015", informa o pesquisador da Embrapa Gado de Leite João César Resende.

Os dados iniciais sugerem que a recuperação tenha se mantido no último trimestre, mas o País deve fechar 2016 com uma produção pouco acima dos 23 bilhões de litros, uma retração acima de 3% em relação a 2015 e há entre os analistas quem aposte em um índice de 4%. Os dois últimos anos não foram bons para o setor. Desde 2014, quando o Brasil registrou o maior volume de produção de leite sob inspeção (24,7 bilhões de litros), os índices vêm retrocedendo. Em 2015, a queda foi de 2,8% (figura 1).

Figura 1: Produção de leite sob inspeção no Brasil (bilhões de litros):

Fonte: IBGE, adaptado pela Embrapa (2016: Estimativa Embrapa Gado de Leite).

Ano de extremos

Um dos fatores que favoreceu o menor volume produzido foi o preço internacional do leite. Nos leilões da plataforma Global Dairy Trade (GDT), a tonelada do leite em pó chegou a ser vendida em julho por US$ 2,062.00, preço muito abaixo da média, segundo analistas. Isso favoreceu a importação de leite da Argentina e do Uruguai. "Importamos o equivalente a 8% da nossa captação de leite no ano que passou", explica o também pesquisador da Embrapa Gado de Leite Glauco Rodrigues Carvalho. Em dezembro, o leilão da GDT já estava pagando pela tonelada do leite em pó US$ 3, 568.00. A expectativa de Carvalho é que essa seja a média dos preços internacionais ao longo de 2017, reduzindo a competitividade das importações, possibilitando uma recuperação da produção doméstica.

Outro fator que prejudicou o setor foi a quebra de safra do milho. Enquanto a safra do grão em 2014/2015 foi de 84,3 milhões de toneladas, no período de 2015/2016 houve uma queda de 21% (66,5 milhões de toneladas). Isso encareceu a alimentação concentrada do rebanho, aumentando os custos para o produtor. "Vivemos fatos extremos em 2016, o que demonstrou a desorganização e a fragilidade da cadeia produtiva do leite no Brasil", argumenta Carvalho. O reflexo dessa fragilidade se deu, principalmente, nos preços pagos ao produtor. O ano começou com preços muito baixos, com o pecuarista recebendo R$ 1,06/litro. A média do primeiro semestre ficou abaixo de R$ 1,20.

A consequência foi a queda da atividade industrial, com as indústrias chegando a conviver com uma capacidade ociosa em torno de 40%. Para ampliar a captação do produto, a reação foi aumentar os preços, cuja média no segundo semestre foi de R$ 1,49/litro. Carvalho informa que o pico ocorreu em agosto (R$ 1,69), mas teve leite sendo comprado de alguns produtores por mais R$ 2,00/litro. "Com uma amplitude tão grande de preços, fica difícil para qualquer setor se planejar", afirma o pesquisador.

Apesar de um ano de tão grandes variações, desde 2010, o valor pago ao produtor tem mantido uma certa regularidade, como mostra a Figura 2. A produção total do Brasil (leite inspecionado mais leite informal) apresenta uma curva ascendente enquanto os preços caem, o que, segundo Resende, demonstra o potencial da atividade: "A longo prazo, a queda dos preços pagos ao produtor reflete a diminuição dos custos de produção que ocorreu no período. Temos um setor produtivo mais eficiente, que se modernizou tecnologicamente. E os preços para o consumidor também acompanham a tendência de queda. Se não houvesse essa modernização, estaríamos pagando hoje mais de R$ 4,00 pelo litro de leite".

Figura 2: Evolução da produção e dos preços pagos aos produtores no Brasil (1975/2016):

Fonte: IBGE e IEA (Organização: Embrapa Gado de Leite).
 

Tendências favoráveis para o mercado interno

Carvalho afirma que, para este ano, espera-se um volume de produção superior aos registrados em 2015 e 2016, mas sem excesso de oferta. "Será um ano de recuperação de safra, já que a relação preço do leite e insumo, na média, tende a ser melhor". O milho, vilão do aumento dos custos de concentrado em 2016, tende a ter preços mais amigáveis. A expectativa é que a safra 2016/2017 do grão gire em torno de 84 milhões de toneladas. A previsão somente para a safra de inverno é de 56 milhões de toneladas. O pesquisador espera que a safra de grãos no Brasil, capitaneada pela soja, seja recorde este ano.

Como já foi dito, os preços internacionais do leite tendem a subir, dificultando as importações, o que favorece o cenário interno. A tendência de aumento dos preços internacionais se ancora principalmente na desaceleração da produção na Europa e na queda recente da oferta na Oceania e na América Latina. A manutenção da cotação do dólar em patamares mais elevados também é um estímulo à produção interna, aumentando a competitividade relativa da exportação em relação à importação.

"Do ponto de vista do consumo interno, a tendência também é de melhora gradual", aponta Carvalho. "A despeito do frágil cenário político e econômico nacional, os indicadores têm melhorado e as perspectivas são de que inflação, taxa de juros e PIB caminhem no sentido de estimular o consumo, promovendo uma retomada do crescimento econômico, ainda que modesto", conclui.

O pesquisador destaca que, independentemente das oscilações conjunturais, existem transformações importantes acontecendo na cadeia produtiva do leite no Brasil. Entre elas, cita:

- Melhoria na gestão das propriedades;

- Maior especialização do rebanho brasileiro (dados de 2015 do IBGE mostram uma queda de 5,5% do número de vacas leiteiras, o que significa que os animais de pior genética estão sendo descartados);

- Maior velocidade na adoção de tecnologias, que geram ganhos de produtividade (algumas microrregiões brasileiras apresentam produtividade comparável a países de primeiro mundo);

- Menor custo de produção de milho e soja do mundo.

"Esses elementos, somados ao clima propício, à disponibilidade de terras, à relativa abundância de água e ao potencial de consumo de uma população continental tornam a pecuária de leite brasileira uma das atividades agrícolas de maior potencial", afirma Carvalho. Mas ele lembra que produzir leite exige gestão, dedicação e tecnologia, como em todas as atividades econômicas. "Os que conseguem unir essas características são os empreendedores que irão continuar tendo sucesso na atividade, garantindo uma boa remuneração e uma produção cada vez mais sustentável economicamente", finaliza.

 

Rubens Neiva (MTb 5445)
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Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

Fonte: https://www.embrapa.br

Foto: Humberto Nicoline

As tentativas do México de diversificar seus fornecedores de milho podem ameaçar um mercado crucial para produtores dos Estados Unidos, que estão cada vez mais dependentes de exportações para escoar estoques recordes que têm pressionado os preços. O México compra dos Estados Unidos quase toda sua importação de milho, em carregamentos que totalizaram 13,6 milhões de toneladas no ano encerrado em 31 de agosto de 2016. As vendas representam cerca de 28 por cento de todas as exportações de milho dos EUA, segundo do Departamento de Agricultura (USDA).

Contudo, o México quer agora reduzir sua dependência dos EUA, à medida que o presidente norte-americano Donald Trump ameaça interferir no comércio entre os dois países. Na quinta-feira, o ministro de Agricultura do México disse que tem planos de visitar a Argentina e o Brasil para comprar milho. O ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, havia dito na semana passada que as políticas protecionistas que estão sendo implementadas pelo novo presidente dos Estados Unidos já estão abrindo espaço para negociações do Brasil com novos compradores de produtos do agronegócio, como o México. Segundo Blairo, uma rodada de negócios com empresários mexicanos deverá ocorrer a partir do dia 20 de fevereiro.

Um comprador de grãos em uma usina de milho no México disse à Reuters na quinta-feira já pediu cotações de preços para exportadores do Brasil e da Argentina, para envio ao México. O México costuma importar da América do Sul ou outros países além dos EUA apenas quando os preços estão atrativos e quando a oferta está apertada.

Atualmente os preços do milho dos EUA entregue no México estão em 190 dólares por tonelada, cerca de 10 a 15 dólares mais barato que o da América do Sul, disseram fontes do mercado. "A extensão na qual vai haver qualquer mudança (do México) para oferta da América Latina, francamente depende do preço. Nesse momento, não funciona, portanto teria que haver algo mais que dispare isso", disse o presidente da trading Bunge, Soren Schroder, em uma conferência com analistas na quarta-feira.

Produtores dos EUA estão preocupados com a possibilidade de os primeiros movimentos da administração Trump ameaçarem exportações, que são um raro foco de prosperidade em uma economia agrícola que sofre com queda de receita. Trump já levantou a perspectiva de renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), com México e Canadá. O Nafta, segundo produtores de alimentos, ajudou a quadruplicar as exportações de produtos agrícolas dos EUA para a região nas últimas duas décadas. "Nós estamos preocupados que a escalada na retórica esteja criando um ambiente em que compradores mexicanos sintam a necessidade de olhar para fornecedores alternativos, o que poderia afetar a fatia de mercado dos EUA", disse o Conselho de Grãos dos EUA, um grupo de comércio que fomenta mercados de exportação, em uma nota à Reuters.

(Karl Plume)

 

 
Fonte: http://www.agrolink.com.br

O agronegócio está entre as principais atividades responsáveis por movimentar a economia brasileira. De acordo com um levantamento feito pelo Centro de Estudos de Economia Agrícola, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz de Piracicaba/SP (Cepea/Esalq), o setor emprega 19 milhões de pessoas, número que representa 20% do total das oportunidades de trabalho do país.

Nesse cenário, uma atividade que chama a atenção é a agricultura familiar, que conta com 11,5 milhões de trabalhadores e é responsável por produzir 70% dos alimentos consumidos no país. Entre as culturas que provêm dela, estão: mandioca, feijão, milho, café, arroz e trigo, além da produção de leite e a criação de suínos, aves e bovinos.

A partir dos números positivos e do potencial de expansão que possui, diferentes segmentos da economia voltaram os seus olhares aos profissionais dessa atividade. Um exemplo é a indústria de maquinários agrícolas, que se adaptou à necessidade específica dos produtores para oferecer eficiência e segurança no trabalho.

Isso porque o agricultor familiar está em busca de tecnologias com custos acessíveis, de fácil manuseio, com menos esforço físico na operação e capazes de garantir o aumento da produtividade. O uso do Motocultivador no lugar da enxada, por exemplo, é indicado para atividades de preparo do solo, principalmente em hortas. Sua utilização também é bastante difundida em granjas para remover a cama de frango, melhorando o ambiente de criação. Com o equipamento, o produtor consegue diminuir o tempo de trabalho de forma significativa.

Outro exemplo de inovação é o uso da Derriçadora na colheita do café e também da acerola. Conhecida por "mãozinha", a tecnologia substitui a colheita manual de grãos e frutos, pois gera vibrações para que eles se desprendam das plantas e sejam projetados ao solo, sem danificar os arbustos ou o mecanismo atuador.

Essas são apenas duas das soluções destinadas ao pequeno produtor. No entanto, é possível notar que cada vez mais a tecnologia tem um papel essencial no campo. Além de garantir o aumento da produtividade na manutenção de diferentes culturas, ela contribui com o fim das jornadas exaustivas de trabalho.

O importante é enxergar que a agricultura familiar se transformou em uma atividade muito competitiva, por isso devemos dar uma atenção especial aos pequenos produtores rurais. Com o aumento da produtividade e a redução dos custos, é possível gerar ainda mais valor ao agricultor.

* Paulo Figueiredo consultor técnico de produtos da Husqvarna, líder global no fornecimento de equipamentos para o manejo de áreas verdes.

Foto: EBC

Extensionistas da Emater/RS-Ascar têm intensificado o trabalho para concluir obras em 13 espaços temáticos que serão vistos por milhares de pessoas durante a Expodireto 2017. A feira se realiza de 6 a 10 de março no Parque da Cotrijal, em Não-Me-Toque. Diariamente, o coordenador da Emater/RS-Ascar na feira, Celso Siebert, orienta as equipes em atividades que vão do paisagismo à terraplanagem de açude.

Para manter o interesse do público em alta, a Emater/RS-Ascar tem o respaldo da Cotrijal para inovar. Novos Espaços Temáticos podem surgir, a exemplo do inédito MIP-Tecnologia de Aplicação-Solos, e mesmo os espaços consolidados, como Florestas Comerciais, Bovinocultura de Leite e Turismo Rural, destacando um ângulo diferente para convidar o visitante à reflexão.

O espaço da Emater/RS-Ascar durante a Expodireto tornou-se referência, especialmente para agricultores familiares, pesquisadores, estudantes, professores, imprensa e representações de outros países. Localizado em uma das extremidades do parque, o espaço recebe a visita diária de milhares de pessoas.

Espaços temáticos

Bovinocultura de Leite; Centros de Treinamento; Cooperativismo; Cozinha Didática; Energia Fotovoltaica; Florestas Comerciais; Horticultura e Fruticultura; Horto de Plantas Bioativas; MIP - Tecnologia de Aplicação - Solos; Piscicultura; Secagem e Armazenagem de Grãos; Turismo Rural; e Recanto Temático.

Texto: Cleuza Noal Brutti/EmaterRS
Edição: Secom 

Aproxima-se a época na qual os agricultores começam a tomar as decisões sobre a área utilizada para o plantio de trigo para a próxima safra de 2017/18. O assunto é igualmente relevante para o setor de insumos e para cerealistas e cooperativas, porque determinará o aumento ou redução dos volumes de venda destes produtos no inverno. 

Na avaliação da Consultoria Trigo & Farinhas, há razões para acreditar que o preço do trigo pode subir no médio e longo prazo. “Quem plantar trigo neste ano pode se dar bem”, afirma o analista Sênior da T&F, Luiz Carlos Pacheco, que aponta diversas razões para apoiar a projeção:

 
  1. Ainda não há um levantamento concreto sobre a intenção dos triticultores brasileiros em aumentar ou reduzir a área, mas em conversas informais estas intenções parecem se tender mais para a redução do que ao aumento de área. Como muitos agricultores tomam suas decisões futuras sobre os resultados do ano anterior (em vez de olharem para frente), é muito provável que isto realmente ocorra. Com isto, é provável que vá faltar trigo para o abastecimento dos moinhos do sul do país, suscitando disputas por matéria prima e, consequentemente, aumento nos preços; 
  2. Analisando o quadro atual de oferta & demanda de trigo no Rio Grande do Sul, apostaríamos que a possibilidade maior é de tendência de alta nos preços domésticos, principalmente a partir de abril e maio, quando terminar a safra de soja. Se o dólar se mantiver abaixo de R$3,20/US$ o preço do trigo nacional sobe, sem pânicos; mas, se por alguma razão, migrar para algo como R$/US$3,40, o importado fica caro e haverá corrida para o trigo nacional (inclusive de moinhos do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste); 
  3. O trigo gaúcho está realmente muito, muito baixo (sua relação com o preço do Paraná está o dobro do normal), mas, a desvantagem é que o moinho não está olhando o preço do trigo, mas o preço da farinha, que continua baixíssimo, por falta de demanda do consumidor final; 
  4. Os preços do trigo argentino, que permaneceram ao redor de US$ 165,00/FOB durante quase 6 meses e, aliados à queda do dólar, mantiveram alta a sua completividade contra os trigos brasileiros (prova que ainda há trigo argentino sendo descarregado nos portos de Rio Grande e Paranaguá, mesmo depois de colhida uma supersafra), já subiram para US$ 182/t a partir de fevereiro; 
  5. Os trigos internacionais tendem a subir na onda de Chicago, diante da redução de 1,0 milhão de acres da área plantada nos Estados Unidos. Também na Europa a consultoria Stratégie Grains cortou, na última quinta-feira, 19, sua estimativa de produção de trigo para a safra 2017/18, que começa em julho deste ano e vai até junho do próximo, projetando uma colheita de 143,8 milhões de toneladas, 1,2 milhão a menos do que a projeção anterior. Com isto, qualquer problema que ocorra com o trigo que está atualmente em dormência (alguns dos quais entraram nesta fase sem o desenvolvimento apropriado) poderá elevar significativamente as cotações ao redor do Mundo; 
  6. Diante destes e outros fatores (como excesso de posições vendidas dos Fundos nos mercados futuros, por exemplo), Chicago já subiu o equivalente a R$ 50,00/tonelada nos últimos quatro meses e continua com tendência de alta, como mostram os gráficos; 
  7. A economia brasileira tende a crescer positivamente um mínimo de 0,5% em 2017 (dependendo de algumas medidas que estão sendo estudadas poderá crescer mais), retomando alguns empregos e, principalmente, a demanda por produtos por parte da população do país. Com o um dos principais problemas do trigo é o preço das farinhas que, por sua vez, está atrelado à venda dos subprodutos massas e biscoitos, se a economia retomar, poderá haverá haver elevação nos preços das farinhas, melhorando o custo-benefício dos moinhos e da remuneração dos agricultores; 
  8. O dólar baixo está mantendo os preços dos insumos importados em níveis mais baixos: houve redução no custo do trigo há 8 meses, quando o dólar caiu para próximo de R$ 3,15/US$ (passando de R$ 40,09/sc para R$ 39,89/saca) e, de lá para cá, o Deral do PR não alterou mais os custos variáveis como costumava fazer a cada 3 ou 6 meses. Se o dólar continuar no patamar em que está (próximo a R$ 3,20) e a inflação a cair, os custos tendem a permanecer inalterados. E se, por outro lado, os preços realmente subirem, como tudo indica, o lucro estará mais próximo. (Sabemos que este “se” atrapalha, mas tudo poderá ser concretizado e garantido se você operar mercados futuros). 

“A maioria dos fatores que influenciam os preços, tanto no mercado nacional como no mercado internacional apontam leve tendência de alta nos preços para 2017. Por outro lado, os preços dos insumos tendem a permanecer inalterados ou até cair. Com isto, os triticultores brasileiros que plantarem trigo na safra 2017/18 tem grandes chances de obterem bons lucros”, conclui Pacheco.

 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Após passar por uma situação difícil no último ano, seja do ponto de vista climático – por conta das secas em algumas regiões – e até mesmo econômico, os produtores rurais sentiram este impacto na safra e, consequentemente, no bolso. Apesar disso, o ano de 2017 começou com as cotações de soja acima dos valores referentes ao ano anterior, o que animou o produtor. 

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a tendência deste mercado é de uma constante melhora, pois existe a estimativa de 101,3 milhões de toneladas do grão para a safra 2016/2017.  O valor é 4,9% maior em relação ao período de 2015/2016.

Como no mundo do agronegócio o ditado “você colhe o que você planta” é literal, é preciso ter um manejo de qualidade em todas as fases de reprodução para que tenhamos uma boa safra. Para isso é preciso seguir três passos essenciais:

Controle 
A manutenção e vistoria regular da plantação são de extrema importância. É nelas que podemos identificar as necessidades do cultivo de forma precoce para que o tratamento se torne mais efetivo. 

No caso da ferrugem, controle efetivamente nas variedades de soja mais precoces que são plantadas mais cedo com um ciclo mais curto. Isso impedirá que prejudique as lavouras mais novas e de ciclos que virão depois. Para isso indicamos o uso de produtos que tenham eficácia desde o momento da aplicação até a colheita para que esses materiais tenham menor inóculo possível ao final do seu ciclo.

 

Proteção
Os fungicidas são a coluna vertebral de um manejo qualificado. Com efeito de médio a longo prazo, os protetores são essenciais e dão um retorno extremamente positivo ao produtor.  São eles que completarão o programa de defesa e deixarão as ferramentas de manejo úteis por mais tempo.

Estratégia
Tenha uma gestão de risco conservadora e não se arrisque desnecessariamente.
Trace uma estratégia que contenha desde o preparo das sementes à colheita. Evite surpresas desagradáveis. Para isso, faça o levantamento de todos os riscos da lavoura e seus respectivos tratamentos em todas as fases. 

Veja o vídeo: 

https://www.youtube.com/watch?v=GRYK5nnO5Jg

SOBRE A UPL
Com mais de 10 anos de atuação no Brasil, a indiana UPL é uma empresa global que traz soluções inovadoras e sustentáveis em proteção e nutrição de cultivos para o agricultor. Fundada em 1969, a companhia atua hoje em mais de 86 países com 27 fábricas que desenvolvem, fabricam, formulam e comercializam produtos da mais alta qualidade, segurança e tecnologia.  Com mais de 28 aquisições nos 11 últimos anos, a empresa está entre as 10 maiores empresas mundiais do segmento com faturamento de mais de US$ 2 bilhões e ações na Bolsa de Mumbai.  Por meio de novas formulações e produtos, equipe profissionalizada, pesquisas e expansão de portfólio, conta com forte presença nos mercados de soja, milho, cana-de-açúcar, arroz, café, citros, algodão, pastagem e hortifruti.
Conheça mais sobre a UPL e seus produtos no site www.uplbrasil.com.br
 

Por: Fabiano Siqueri, pesquisador da Fundação MT 

Fonte: http://www.agrolink.com.br/                                  

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