Rural

Rural (163)

A safra de grãos brasileira deste ano deve ser favorecida pelo clima de Norte a Sul do País, afirma o meteorologista da Climatempo Alexandre Nascimento. Sem a ocorrência do fenômeno climático “El Niño” que começou na temporada 2015/16, a chuva tende a se espalhar mais sobre o Brasil, até mesmo sobre a região de Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). 

Segundo o especialista, sobre o Sul – que teve um 2015 e o primeiro semestre de 2016 muito chuvosos e com perdas – já havia expectativa de menos precipitações e temporais, mas sem prognósticos de seca estendida, ou seja, o clima também vai ajudar. No Sudeste e no Centro-Oeste tem chovido frequente, intercalando com dias de sol. 

 “Desde o fim de dezembro a chuva deu uma trégua e os períodos de sol e de calor aumentaram, assustando os produtores, mas isso já deve mudar nos próximos dias, ou seja, o clima não deve ocasionar perdas grandes (apenas pontuais e sem grande significância). Pontos negativos: podemos ter chuva na colheita, principalmente no Sudeste e no Centro-Oeste e em Março. Outro ponto negativo é que o clima quente e úmido favorece o surgimento de pragas e doenças, como a ferrugem asiática e devemos ter um controle fitossanitário mais elaborado e preciso”, alerta.

“O clima também deve ser favorável para a safrinha neste ano, com bastante umidade no início do período e, pelo menos, algumas poucas pancadas de chuva em maio, favorecendo o fim do desenvolvimento. A próxima safra deve ser sem El Niño e sem La Niña e também deve ser favorecida”, conclui Nascimento.

 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou nesta quinta-feira a estimativa da safra de soja do Brasil 2016/17 para um recorde de 104 milhões de toneladas, ante 102 milhões de toneladas na previsão de dezembro. O relatório do USDA também trouxe um número do Brasil acima da expectativa do mercado, de 102,4 milhões de toneladas.

O USDA projetou a safra de soja da Argentina 16/17 em 57 milhões de toneladas, estável ante dezembro e um pouco acima da projeção do mercado, de 56,48 milhões de toneladas.
Fonte: http://www.agrolink.com.br/ 

O Brasil poderá registrar em 2017 a maior safra de sua história: 213,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. As previsões, se confirmadas, indicam que este ano a safra poderá ser 16,1% superior ao total do ano passado: 184 milhões de toneladas – uma queda de 12,2% em relação ao recorde de 2015 (209,7 milhões).

Os dados fazem parte do terceiro prognóstico para a safra deste ano e constam do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de dezembro, divulgado, hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o instituto, a queda de 12,2% na safra de 2016 foi a primeira retração da produção agrícola desde os 8,3% da retração da produção de 2009 e a maior desde os -13,3 da safra de 1996 na relação com a de 1995.

Sobre o crescimento previsto para a safra deste ano, o IBGE destaca que o aumento da produção deverá se dar em todas as regiões do país, com destaque para a previsão de crescimento de 73% para a safra do Nordeste; 20,5% para o Centro-Oeste; 13,4% do Norte; 11,1% do Sudeste; e 5,8% da região Sul do país.

Números da safra 2016

 

Os últimos prognósticos do IBGE em relação à safra 2016, e que apontam para uma produção de 184 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas – resultado 12,2% menor que o de 2015 – indicam que a área a ser colhida na safra do ano passado é de 57,1 milhões de hectares, representando queda de 0,9% em relação a 2014.

O arroz, o milho e a soja, principais produtos deste grupo, representaram 92,2% da estimativa da produção e responderam por 87,8% da área a ser colhida. Em relação a 2015, houve recuos na produção da soja (-1,8%), do arroz (-14%) e do milho (-25,7%).

Regiões do país

Para 2016, a distribuição regional esperada da produção de grão é de 75,1 milhões de toneladas no Centro-Oeste; de 73 milhões, no Sul (as duas regiões respondem juntas por 80% de toda a safra brasileira de grãos); 19,6 milhões de toneladas, no Sudeste; 9,5 milhões, no Nordeste; e 6,7 milhões, no Norte.

Em relação à safra de 2015, houve redução de 2,1% no Sudeste, de 12,5% no Norte, de 42% no Nordeste, de 16,3% no Centro-Oeste e de 3,6% no Sul. Na avaliação para 2016, Mato Grosso foi o maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 23,9% no total do país, seguido pelo Paraná (19,0%) e Rio Grande do Sul (17,3%). Somados, esses três estados representaram 60,2 % do total nacional previsto.

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um Grupo de Trabalho (GT) para elaborar proposta de organização do Sistema Nacional de Emergências Agropecuárias, objetivando dar mais agilidade no atendimento de situações inesperadas que possam afetar a produção agropecuária brasileira. A missão da equipe, composta por especialistas em defesa agropecuária, é definir as diretrizes para capacitação de técnicos, reconhecimento de pragas e doenças e a mobilização imediata em casos de emergência. A portaria que institui o GT foi publicada no Diário Oficial da União de ontem.
De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, a criação do GT para elaborar o Sistema Nacional de Emergências Agropecuárias garante mais eficiência ao País na área de sanidade animal e vegetal. Isso, acrescenta, vai evitar que pragas e doenças tragam prejuízos econômicos e fechem mercados potenciais à produção brasileira.
"Temos que estar preparados para diagnosticar e agir rapidamente quando casos como o da febre aftosa, por exemplo, ou o aparecimento de novas doenças aconteçam", assinala Rangel. "Juntar pessoas com maior expertise nesses tipos de emergências para construir as diretrizes de identificação de ameaças permite que possamos fazer as contingências específicas com mais agilidade."
O GT será formado por veterinários, zootecnistas, farmacêuticos, químicos e engenheiros agrônomos dos estados e da União. A proposta de organização do Sistema Nacional de Emergências Agropecuárias deverá ser apresentada pelo grupo em 90 dias. Se houver necessidade, o prazo poderá ser ampliado.
 
Fonte: http://jcrs.uol.com.br/

Mesmo com problemas climáticos enfrentados em 2016 o saldo foi positivo para a agricultura, avaliou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, ao fazer o balanço do ano. “Dos R$ 183,1 bilhões programados para o atual Plano Agrícola e Pecuário, já foram contratados R$ 57,1 bilhões até novembro, com destaque para o Moderfrota.” A vigência do plano vai até 30 de junho de 2017.

Quando o ministro Blairo Maggi assumiu o Mapa, em maio deste ano, o Plano Agrícola e Pecuário 2016/17 havia sido lançado, lembrou Geller, mas a troca de comando, que poderia impactar em mudanças na condução da política e no cronograma de execução das ações, como já aconteceu no passado, teve, ao contrário, resultado positivo. “Assim que assumimos, agilizamos a normatização das regras do crédito para que o agricultor pudesse ter o dinheiro na hora certa para comprar insumos e fazer o plantio”, disse o secretário. O produtor rural pôde acessar o crédito para o custeio da safra a partir de 1º de julho, data em que o plano entrou em vigor.

Problemas climáticos, no entanto, causaram danos à produção. A seca provocou perda de 20 milhões de toneladas de grãos neste ano. As principais regiões afetadas foram a do Matopiba – formada pelo Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia –, o Espírito Santo e estados do Nordeste. As lavouras de arroz do Rio Grande do Sul também tiveram sérios prejuízos.  Em todos os casos, foi permitido renegociar as dívidas de custeio por até cinco anos, segundo o secretário.
O milho também exigiu atenção especial da Secretaria de Política Agrícola, porque é um insumo fundamental à agroindústria. Hoje, ressalta Geller, o país produz entre 78 milhões a 80 milhões de toneladas. Cerca de 70% da produção é consumida no mercado interno. Para equilibrar os preços do grão e abastecer a indústria, o governo autorizou a importação de milho do Mercosul e dos Estados Unidos. “A medida se mostrou acertada e hoje os preços do grão estão estabilizados.”

Moderfrota

O Plano Agrícola e Pecuário oferece ao setor agrícola várias linhas de financiamento, como o Moderinfra (irrigação), o Inovagro (inovação tecnológica), o PCA (armazenagem) e o Moderfrota (financiamento de colheitadeiras, plantadeiras, tratores e equipamentos). “Junto com o custeio, o carro-chefe do Plano Agrícola e Pecuário é o Moderfrota”, observou Geller.

 

Segundo o secretário, 60% dos recursos ofertados pelo Moderfrota já foram acessados. Assim, os R$ 5 bilhões destinados ao programa são insuficientes. Por isso, a Secretaria de Política Agrícola anunciou aporte de mais R$ 2,5 bilhões para atender à demanda. Os recursos extras serão remanejados de linhas de financiamento do Plano Agrícola com menor procura e devem estar disponíveis nos próximos dias.
“Isso vai dar ao nosso produtor capacidade de colheita eficiente e de plantio adequado, além de ajudar a economia do país, porque movimenta a indústria de colheitadeiras, tratores, máquinas, plantadeiras e gera empregos e renda”, salienta Geller.

Seguro

Quanto à execução do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), o secretário lembra que este ano foram aplicados R$ 400 milhões com o pagamento da subvenção federal. O valor representa 42% a mais do total executado em 2015. Foram beneficiados aproximadamente 75 mil produtores rurais, proporcionando cobertura para 5,5 milhões de hectares, cifras 80% superiores às alcançadas em 2015, com destaque para as culturas de soja, milho 2ª safra, trigo, maçã e uva.

“Vamos trabalhar para aumentar o valor dos recursos em 2017 e buscar a parceria das seguradoras para beneficiar o produtor rural, como a ampliação da cobertura e a melhoria dos serviços”, adianta o secretário. Ele ressaltou ainda que os pagamentos do programa têm sido realizados em dia, ao contrário de anos anteriores, quando o atraso no repasse de recursos prejudicou o Programa do Seguro Rural. “Logo que assumimos a Secretaria de Política Agrícola, priorizamos os pagamentos que estavam atrasados.”

Geller se mostrou otimista em relação à atuação da  secrataria. “Estamos satisfeitos porque o crédito está chegando ao produtor e conseguimos manter o seguro. Além disso, o ministro Blairo Maggi está fazendo um forte trabalho para abrir novos mercados ao agronegócio brasileiro. Não só com relação à exportação de grãos, mas de produtos com valor agregado, que geram mais divisas para o país e renda ao produtor rural”.

Fonte: http://www.agrolink.com.br/

De acordo com o presidente da SNA, Antonio Alvarenga, “o Brasil é campeão em produção agropecuária sustentável”. A declaração foi dada durante o encontro “Produção Agrícola Sustentável – A inovação e tecnologia por meio do uso de insumos”, promovido este mês pelo Centro de Inteligência em Orgânicos (CI Orgânicos), da Sociedade Nacional de Agricultura, no Rio de Janeiro.

“Nossos produtores estão produzindo, cada vez mais, com consciência ambiental. Hoje, para exportar nossos produtos agrícolas, muitos países exigem certificações de produção sustentável”, sustentou Alvarenga.

Ele destacou ainda a adesão, cada vez maior, dos produtores aos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e as pesquisas de novos produtos de controle biológico, em substituição aos defensivos convencionais. “Isso é produzir com sustentabilidade”, reforçou.

Já o vice-presidente da SNA Hélio Sirimarco comentou que “a sustentabilidade é muito importante para o setor agropecuário”. A coordenadora do CI Orgânicos, Sylvia Wachsner, por sua vez, salientou que “o debate é necessário, especialmente para repassar informações a quem está começando nesse tipo de atividade agrícola ou quem precisa sempre aprimorar novas técnicas no campo”.

Fonte: http://www.agrolink.com.br/

O verão de 2017 – período importante para a atividade agrícola – deverá ter temperaturas altas e chuvas generalizadas em quase todo o Brasil, segundo prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).  No Hemisfério Sul, a estação começou oficialmente às 8h44 (horário de verão, Brasília) desta quarta-feira (21) e termina às 7h29 de 20 de março de 2017.

De acordo com o Inmet, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as mudanças nas condições de tempo no verão são marcadas por chuvas em forma de pancadas, temporais com possibilidade de granizo, ventos fortes e elevação das temperaturas.

Por suas características climáticas, o verão é fundamental a agricultura em quase todo o país. A frequência e a quantidade de chuvas neste período têm reflexos no bom desempenho da produção de grãos da primeira safra e da safrinha no país.

Abaixo, o prognóstico do Inmet para a estação:

Previsão climática para o verão 2017

O verão de 2017 será marcado pela atuação do fenômeno oceânico-atmosférico La Niña, de forma fraca. De modo geral, a ocorrência deste fenômeno, com baixa intensidade, é favorável às chuvas na Região Nordeste e desfavorável no Sul, principalmente no Rio Grande do Sul, nos meses de verão e outono.

Entretanto, outros fatores, como a temperatura na superfície do Oceano Atlântico Tropical e na área oceânica próxima à costa do Uruguai e da Região Sul, poderão influenciar, dependendo das suas características climáticas durante essas estações, no regime de chuvas, intensificando ou atenuando os efeitos do La Niña.

A formação e atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN) serão os principais sistemas meteorológicos a atuar no norte da Região Nordeste durante o verão.

Prognóstico climático por região

A qualidade das chuvas – frequência e quantidade – nos meses de verão é fator crucial para o bom desempenho na produção de grãos da primeira safra e da safrinha no Brasil. Neste contexto, uma análise prognóstica das condições climáticas para todo o país no trimestre janeiro, fevereiro e março de 2017 (mapa abaixo) se apresenta como importante ferramenta de auxílio para o manejo dos cultivos e o planejamento agrícola.

Os prognósticos se baseiam na análise das tendências das condições oceânico-atmosféricas, que influenciam o clima no Brasil e em projeções de modelos climáticos estocásticos, como o do Inmet.

Região Norte

A Região Norte apresentou um primeiro semestre seco em 2016 chegando a ter áreas com estiagem classificada como de extrema intensidade.

De modo geral, os modelos climáticos indicam que a região deve apresentar forte variabilidade espacial na distribuição de chuvas, com significativa probabilidade de áreas com precipitação dentro da faixa normal ou acima, principalmente no Amazonas, Pará e Tocantins. Algumas áreas dos estados do Acre e Rondônia poderão apresentar irregularidade na distribuição das chuvas.

Região Nordeste

A climatologia da Região Nordeste é marcada pelo início das chuvas em janeiro (pré-estação). Os valores de precipitação serão menores em grande parte do litoral leste entre Natal e Aracaju.

As séries de precipitação mostram informações importantes sobre as irregularidades temporais da região. Observa-se que as mesmas são periódicas:

• Década de 30 (1933);
• Década de 50 (1956);
• Década de 70 (79);
• Década de 80 (80,81,82 e 83);
• Décadas de 2010/2020 (2012, 2013, 2014, 2015 e 2016).

Nota-se, então, que depois de pelo menos cinco anos de irregularidade nas chuvas, sempre se observa ocorrência de um a dois anos chuvosos.

No verão de 2017, a posição mais ao sul da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a posição mais a oeste e mais ao sul da Alta Subtropical do Atlântico Sul e, o mais importante, a formação de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN) trazem grande possibilidade da ocorrência chuvas, no setor norte e leste da região, se distribuírem de normal até acima da normal climatológica neste período.

Ressalta-se que o nordeste brasileiro passa por cinco anos consecutivos de seca (2012-2016) em alguns estados, como o Ceará, que teve a maior seca desde de 1910.

O verão poderá ser marcado por chuvas regulares em quase toda a região, igual aos anos análogos “1875/1876, 1895/1896, 1912/1913, 1946/1947, 1964/1965, 1973/1974, 1984/1985 e 2009/2010”.

Por fim, ressalta-se que, apesar da expectativa de chuvas, a gestão minuciosa dos recursos hídricos é primordial.

Região Centro-Oeste

Assim como ocorreu na Região Norte, o primeiro semestre de 2016 foi marcado por irregularidade de chuva e acumulados de precipitação inferiores à normal climatológica no Centro-Oeste. Em algumas áreas da região, houve mais que 90 dias sem chuvas significativas. Tal fato acarretou em represas e reservatórios hídricos em baixa, causando racionamento de água em algumas áreas da região e risco de racionamento de água em outras, como o Distrito Federal, até o mês de novembro.

No verão, inicia a atuação de formação de sistemas de baixa pressão atmosférica, que geralmente estão associados à ocorrência de chuvas regulares e intensas. A previsão para os próximos três meses (janeiro, fevereiro e março) indica chuvas acima da normal climatológica em grande parte dos estados de Goiás e Mato Grosso.

Com a possível posição da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) mais ao norte de sua posição climatológica, existirá a possibilidade, inclusive, de eventos extremos como chuvas intensas, ventos fortes e queda de granizo em todos os estados da região.

Tais níveis, de chuva esperada, poderão beneficiar a agricultura e o desenvolvimento para cultivos no Centro-Oeste. Em contrapartida, o prognóstico para o sul do estado de Mato Grosso do Sul indica maior probabilidade de chuvas irregulares e abaixo da normal climatológica para o trimestre.

Como a média trimestral é alta, existe também a possibilidade de chuvas consecutivas por mais de sete dias. Esses altos níveis de umidade poderão ser prejudiciais ao manejo agrícola e aparecimento de doenças, especialmente da “Ferrugem Asiática”. As chuvas intensas e temporais (avisos meteorológicos especiais - http://www.inmet.gov.br e http://www.crc-sas.org/pt/), nas áreas vulneráveis, deverão ser monitoradas com atenção (Defesa Civil).

Região Sudeste

No Sudeste, sistemas de baixa pressão atmosférica, posição da Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), ausência de bloqueios atmosféricos e a formação frequente da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) favorecem chuvas, por vezes de forte intensidade em toda a região.

A previsão de longo prazo indica chuvas com grande variabilidade espacial e temporal. Ressalta-se ainda que a média trimestral de precipitação é alta.  Há uma tendência de anomalias positivas de precipitação na divisa dos estados de São Paulo, Minas Gerias e do Rio de Janeiro, beneficiando a agricultura, o desenvolvimento dos cultivos e a recarga dos reservatórios.

Na nascente do Rio São Francisco poderá haver um aporte de água que possibilitará minimizar a estiagem que a afeta o Nordeste há pelo menos cinco anos (2012-2016), incluindo o norte do estado de Min as Gerais, área de semiárido que frequentemente sofre com as secas, e norte do Espírito Santo.

Salienta-se que a possibilidade de chuvas, consecutivas por mais de sete dias, poderá ser prejudicial ao manejo agrícola e aparecimento de doenças, especialmente da “ferrugem asiática”, por causa da possibilidade de umidade excessiva no solo. Chuvas intensas e temporais (avisos meteorológicos especiais- http://www.inmet.gov.br e http://www.crc-sas.org/pt/), nas áreas vulneráveis, deverão ser monitoradas com atenção (Defesa Civil).

Região Sul

O Sul do Brasil também poderá ter uma distribuição irregular de chuva; devido à previsão de formação persistente de ZCAS nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Isso pode acarretar diminuição na precipitação (condição atmosférica conhecida como subsidência) em grande parte do Sul do país.

Com o enfraquecimento das frentes frias e os Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs), principais sistemas meteorológicos que ocasionam as chuvas entre a primavera e o verão, o destaque é para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Existe previsão de chuvas irregulares e acima da normal climatológica, apenas na metade norte do Paraná. Especial atenção à agricultura (manejo da água), pois poderá haver longos períodos sem chuva na região (Rio Grande do Sul e Santa Catarina).

Fonte: http://www.agrolink.com.br/

Mesmo com uma produção de alimentos dentro da normalidade, 2016 não deixará saudades à agricultura familiar gaúcha. As dificuldades na tomada de crédito, a alta nos custos de insumos e a queda nos preços pagos aos produtores em boa parte das culturas são apontados como marcas de um ano que não agradou aos pequenos e médios agricultores. "Só não dizemos que é um ano para esquecer, porque, para não repetir os erros no futuro, precisamos lembrar de 2016, que maltratou bastante o setor", argumenta o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado (Fetag), Carlos Joel da Silva.
Entre as principais críticas da entidade, que concedeu coletiva de imprensa de balanço de fim de ano nesta quinta-feira, está a redução nos financiamentos. Seguindo estatísticas do Banco Central, a Fetag acusa 148.830 contratos assinados via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no Estado neste segundo semestre. Isso significa uma queda de 11% em relação a 2015. Já no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), a redução é ainda maior, de 19% - foram 17.434 os contratos assinados no período.
Em termos de valores totais, houve aumento de 1% em termos nominais no Pronaf, para R$ 3,45 bilhões, e queda de 28% no Pronamp, para 1,53 bilhão, mas ambos significam redução real quando se leva em conta a inflação. Sem crédito junto aos bancos, argumenta a entidade, os produtores precisam buscar financiamento junto às indústrias ou outros meios. O problema é que, assim, ficam excluídos do seguro rural, sem garantias aos riscos de intempéries.
O aumento dos juros no mais recente Plano Safra também teria gerado um impacto de R$ 102 milhões ao Rio Grande do Sul. "Tudo isso afeta diretamente a agricultura, pois é menos dinheiro no bolso para os produtores", defende Silva. A situação é agravada, na visão da entidade, pelo aumento médio de 13% no custo dos insumos em relação a 2015, seguido por quedas nos preços em várias culturas.
A soja (-9,4%), o trigo (-20,72%) e os suínos (-8,9%) foram usados como exemplos de produtos que tiveram redução nos preços pagos aos produtores. A Fetag bate os dados com o aumento de 7,11% no valor da farinha de trigo e de 7% no óleo de soja para questionar quem lucra com o sistema. "Alguém está ganhando, mas não é o produtor. O agricultor perde em uma ponta e, mesmo assim, o consumidor paga mais caro na outra, por isso que o produtor chora", defende Silva.
Questionado sobre para onde iria o dinheiro, Silva afirmou haver uma "caixa preta" nas informações nesse sentido, e lembrou que a indústria também diz não ser ela. "Alguém explora a cadeia. E ganha tanto quando vai bem como quando vai mal", ressalta Silva.
Para 2017, apesar das críticas, a Fetag acredita que os produtores continuarão plantando, mas vê novos problemas quanto à comercialização da produção. A recessão do País e o aumento do desemprego tendem a reduzir ainda mais a aquisição de alimentos pela população, na visão de Silva. Ao contrário do grande produtor, os pequenos não teriam capacidade de armazenagem nem diversidade de culturas para se proteger de problemas pontuais. "O familiar ainda tem o compromisso dos financiamentos, que precisa pagar de qualquer jeito", justifica Silva, sobre a falta de proteção à queda nos preços.
A entidade ainda aproveitou o evento para se posicionar quanto às medidas de ajustes em andamento. Em âmbito estadual, a Fetag criticou abertamente a proposta de extinção da Fundação Estadual de Pesquisa Agropécuária (Fepagro) e da Fundação de Economia e Estatística (FEE), além das mudanças no Laboratório Farmacêutico do Estado (Lafergs), hoje vinculado à também ameaçada Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps).
Já no nível federal, Silva criticou a falta de definição quanto à volta do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a aprovação da PEC do Teto dos Gastos e, principalmente, a reforma da Previdência. "Quem mais lucra nesse País são os bancos, que são, também, quem mais deve", disparou o presidente, que defendeu auditoria na dívida pública, a tributação sobre lucros e o combate à sonegação como alternativas.
 
 
Créditos: MARCELO G. RIBEIRO/JC

O Estado de São Paulo abriga o maior parque citrícola do mundo, com mais de 180 milhões de plantas, responsável por mais de 50% da produção mundial de suco de laranja, gerando uma receita de US$ 2 bilhões ao ano, com mais de um milhão de toneladas de suco embarcados.

Levantamentos realizado pelos órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo mostram que o setor exporta aproximadamente 98% do suco que produz e responde por 80% de participação no mercado mundial, em valores monetários. A citricultura paulista é muito importante para o agronegócio do Brasil e mundial.

Números tão representativos demandam cuidados de mesmo porte, para manter a qualidade dos frutos e a sanidade das plantas, pois elas sustentam uma brigada de 60 mil empregos diretos e estão presentes em quase metade dos municípios do Estado.

A incessante busca por soluções para combater e evitar pragas e doenças como o greening, a pinta preta, o amarelinho e o cancro cítrico tem sido a tônica da cadeia produtiva, debatida pela nossa Câmara Setorial de Citros, e apoiada pela Comissão Técnica de citricultura e pelo Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas. O apoio deve ser tanto aos pomares próprios da indústria citrícola, como aos pequenos citricultores, muitos deles familiares.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento tem empreendido, ao lado das entidades que atuam no setor, destacadamente o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), um intenso trabalho para disseminar práticas de sanidade. Os esforços surtiram efeitos e tivemos a publicação de nova instrução normativa do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que permitirá que os produtores adotem o Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o controle do cancro cítrico.

A Instrução Normativa nº 37 do Mapa foi apresentada numa série de eventos e palestras voltadas aos citricultores, engenheiros agrônomos, técnicos e até mesmo estudantes de agronomia, esclarecendo as novas ações a serem adotadas nos pomares, propriedades, packing houses, indústrias e transporte.

Com a adoção do SMR, os produtores terão a proteção formal das medidas fitossanitárias e o controle de disseminação de doenças será ampliado, garantindo a saudabilidade da sua produção, habilitando as propriedades a comercializar suas frutas in natura para outros mercados que reconheçam nossas medidas fitossanitárias.

 

No mês de novembro, em parceria com o Fundecitrus, iniciamos um ciclo de eventos para apresentar as mudanças na legislação federal. O primeiro foi o Seminário Internacional, realizado em Cordeirópolis, onde foram apresentadas as diferenças entre a antiga e a nova regra, além de experiências de sucesso implantadas no Estado de Santa Catarina e na Argentina para o controle da doença. Na sequência, realizamos encontros de trabalho regionais nos municípios de Avaré, São José do Rio Preto e Araraquara.

Estes encontros foram muito produtivos, reuniram mais de 800 pessoas de 26 regionais da Secretaria, possibilitando a troca de informações e o esclarecimento de dúvidas sobre a nova legislação.

Os eventos foram organizados pelas Coordenadorias de Defesa Agropecuária (CDA) e de Assistência Técnica Integral (Cati) e do Instituto Agronômico (IAC), que tem trabalhado para o desenvolvimento de novas cultivares menos suscetíveis às pragas e doenças.

A possibilidade de buscar alternativas à erradicação das plantas doentes foi muito bem recebida pelos citricultores que participaram dos eventos e que, entusiasmados, esperam melhorar o manejo de doenças nas propriedades, adotando práticas mais eficientes, além de economizar tempo e dinheiro.

A partir dessa mudança, a Defesa Agropecuária da Pasta passará a dividir a responsabilidade com produtores para manter o controle do cancro cítrico e das outras doenças. Para isso, é preciso monitorar cada etapa, desde a produção, passando pelo packing house, a certificação da produção por profissionais credenciados até chegar nas auditorias da CDA e do Mapa.

Por isso, o trabalho de orientação continuará sendo realizado por meio das Casas da Agricultura, onde o produtor poderá ter informações sobre como aderir ao Sistema de Mitigação de Risco e proteger seu pomar, visto que somente com essas medidas teremos sucesso no controle do cancro cítrico e das outras doenças.

A atuação da Secretaria no próximo ano continuará a ser debatida na Câmara da Citricultura e integrará os esforços das diversas entidades que atual no segmento, tendo como foco buscar uma ação mais efetiva contra o greening (HLB) e acabar com os pomares abandonados que comprometem os esforços de controle das diferentes pragas que afetam o setor.

Fica uma sensação positiva de que o cenário se abre para o fortalecimento da citricultura paulista, este é o nosso objetivo!

Fonte: http://www.agrolink.com.br

Assim como em qualquer empresa ou atividade econômica, nas propriedades rurais é preciso utilizar as ferramentas de gestão estratégica para reduzir custos e riscos e garantir a saúde financeira do negócio. No entanto, muitos produtores brasileiros ainda têm dificuldade de mensurar financeiramente o resultado do seu negócio.
 
O bom planejamento financeiro, com controle de custos e resultados, entre outras práticas, é tão necessário quanto a correta adubação ou o controle eficiente de pragas e doenças. O produtor rural precisa adotar a condução profissional do seu negócio. “Isso significa que não basta apenas ter uma boa produtividade, sem saber quais são os seus custos. Não são raros os casos de fazendeiros cujas lavouras alcançam altos índices de produtividade, porém, acompanhados de custos de produção muito elevados que inviabilizam o resultado financeiro positivo do negócio”, explica o presidente da Albaugh Brasil, Renato Seraphim.
 
De acordo com dados do Senar (Sindicato Nacional de Aprendizagem Rural) de Mato Grosso do Sul, a correta gestão rural proporciona elevação na lucratividade entre 15% a 20%. Segundo a entidade, somente o registro regular de custos e despesas, por exemplo, pode gerar uma economia de até 3%. Caso haja adesão ao cooperativismo, os produtores rurais podem obter lucro de até 50% nas negociações de produtos.
 
Uma das formas eficientes de reduzir os custos de uma propriedade é planejar a compra de insumos com antecedência, optando quando possível pelos defensivos genéricos, que são mais baratos e têm eficiência e qualidade garantida. “Adquirir os produtos por meio de barter com os fabricantes de agroquímicos e distribuidores também é uma excelente alternativa de planejamento e de previsibilidade de custos”, orienta Seraphim.
 
Como os preços das commodities agropecuárias são definidos pelo mercado, a melhor alternativa para o fazendeiro elevar seu lucro é investir na otimização de custos com a utilização eficiente de máquinas e mão de obra e compra planejada de insumos, além de negociação antecipada de parte da colheita.

 

 

Agrolink com informações de assessoria
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