Congresso discute impacto da primeira infância na qualidade de vida familiar

O Primeira Infância Melhor (PIM), que oferece cuidados na primeira infância para ampliar a qualidade de vida familiar, foi pauta na última quinta-feira (20) do Congresso Brasileiro de Medicina Psicossomática, em Caxias do Sul. O projeto foi apresentado pela secretária de Políticas Sociais, Maria Helena Sartori, durante painel destinado ao impacto da política na saúde das famílias. O evento, cujo tema aborda a Psicossomática, novas perspectivas e suas novas práticas, ocorre entre os dias  22 e 22 de setembro.

Conforme Maria Helena, as pessoas que vivenciaram experiências adversas na infância ou na adolescência tendem a apresentar mais problemas na saúde física e mental na vida adulta. Segundo ela, a prevenção primária é uma forma eficaz de fortalecer vínculos familiares e mapear riscos ao fazer o acompanhamento domiciliar.  

No Rio Grande do Sul, o PIM reduziu o número de óbitos por causas externas e diminuiu o número de mortes evitáveis em lactentes. A informação faz parte de estudo dos pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), que investigou o efeito do programa na mortalidade infantil.

A pesquisa sugere que o tempo de exposição ao projeto parece potencializar os efeitos. "Nossos achados são compatíveis com a natureza do programa, que procura melhorar a saúde tanto dos adultos quanto das crianças", ressaltam os pesquisadores. O mapeamento das histórias de vida das famílias pode ser tema transversal nas escolas, órgãos de justiça criminal e assistência social.

O evento foi organizado pela Associação Brasileira de Medicina Psicossomática Regional e Associação Brasileira de Medicina Psicossomática Nacional.

Texto: Ascom SDSTJDH
Edição: Gonçalo Valduga/Secom

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