Gisnei

Gisnei

Ingredientes:

Ovinhos de codorna cozidos

Farinha de trigo

Farinha de rosca

Ovo batido

Óleo para fritura

Modo de Preparo:

Cozinhe os ovinhos de codorna. Escorra a água e deixe esfriar. Descasque todos os ovinhos e reserve. Coloque o óleo em uma panela funda, suficiente para fritar. Em 3 pratos fundos coloque em cada um a farinha de trigo, a farinha de rosca e o ovo batido. Comece a cobrir os ovinhos com ovo, em seguida farinha de trigo, ovo novamente e em seguida farinha de rosca. Quando o óleo estiver quente, abaixe um pouco o fogo e frite apenas para dourar e deixar crocante o exterior, pois os ovos já estão cozidos. Faça isso com a quantidade de ovinhos que quiser.

Fonte: http://comsaborperfeito.com/

Sinopse e detalhes
Livre
Norm é um urso polar do Ártico que não tem a menor vocação para a vida selvagem. Além do mais, ele domina uma estranha habilidade: a capacidade de se comunicar com os seres humanos. Quando o ecossistema da região onde vive é ameaçado pela especulação imobiliária na figura de um ambicioso empresário, Norm decide embarcar para Nova York na companhia dos “invencíveis” lêmingues e tentar impedir que o plano siga adiante.
Fonte:http://www.adorocinema.c

Os pesquisadores da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Anelise Beneduzi, Bruno Lisboa e Luciano Kayser, publicaram um artigo no periódico Soil Biology and Biochemistry sobre a supressividade do solo (sua capacidade em evitar ou reduzir a incidência de uma doença) em diferentes sistemas de manejo. Resultado de parte do doutorado de Lisboa e do pós-doutorado de Kayser – este realizado na Universidade de Bielefeld, na Alemanha -, o artigo contou com a colaboração de pesquisadores da universidade alemã e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).
A ideia, segundo Kayser, foi mostrar como um mesmo solo, com diferentes preparos e plantios, se comporta frente a um patógeno, se o solo vai favorecer ou impedir o surgimento de uma doença. "E relacionamos esse processo, de supressividade, com a comunidade microbiana do solo", explica.
O pesquisador conta que, com este trabalho, ficou confirmado que a supressividade é um processo microbiológico, ou seja, depende da atividade dos microrganismos do solo, que vão controlar a doença. "Os manejos de solo que aumentaram a matéria orgânica do solo propiciaram condições para uma maior atividade microbiana e um maior controle da doença (no caso, a Podridão Comum do Trigo, causada pelo fungo de solo Fusarium graminearum). E mostramos também que, além da atividade microbiana de um modo geral, também alguns grupos bacterianos são responsáveis pela supressão: Chitinophagaceae, Acidobacteriaceae, Xanthomonadaceae e Burkholderiaceae foram algumas das famílias bacterianas que estiveram mais associadas à supressividade dos solos", esclarece.
Conforme Kayser, em termos práticos, o estudo mostra que um manejo conservacionista do solo leva a um ambiente mais resistente a doenças causadas por fungos de solo. Essas doenças causadas por fungos de solo são de difícil controle por outros métodos, mas podem ser evitadas por um manejo adequado do solo.


Texto: Darlene Silveira/Ascom Fepagro

A cirurgia do escritor Luis Fernando Verissimo, de 79 anos, para o implante de um marcapasso definitivo, foi bem-sucedida e o autor passa bem. Hoje (2), ele foi transferido da unidade coronariana para o quarto, no Hospital Pró-Cardíaco, na zona sul do Rio, onde foi operado.

Verissimo foi internado na sexta-feira passada (25), na unidade coronariana, com pneumonia e arritmia cardíaca, já controladas. Na última terça-feira (29), o escritor passou por uma cirurgia para implantação de um marcapasso provisório.

As informações são de boletim médico divulgado pela assessoria do hospital.

Edição: Aécio Amado
Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil

Em vez de brincar com seu carrinho, o pequeno Jorge se diverte com as rodas de seu automóvel plástico. “Ele gosta mesmo é de girar a roda do carrinho. Já percebi também que é mais interessante para ele brincar com a caixa do que com o brinquedo. Com a caixa, ele mesmo constrói sua brincadeira”, descreve o jornalista Victor Babu Lizárraga, pai adotivo do Jorginho, 3 anos. O menino tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu hoje (2) para lembrar o Dia Mundial de Conscientização Autista.

O pai se emociona ao descrever o menino: “O Jorginho não é uma criança que fala, ele não verbaliza, mas entende tudo. Você pede para ele fazer uma coisa, ele faz. Primeiro ele demorou muito a andar, foi apenas com dois anos e seis meses. Depois vieram os movimentos repetitivos”, conta. Lizárraga é ativista, engajado na difusão das informações sobre o autismo no Brasil e em países latino-americanos.

Para ele, o autoflagelo é o momento mais doloroso de quem lida com o autismo. “É a parte mais feia do transtorno. Se ele não se faz entender, ele se agride porque ele não consegue passar o que ele quer. Ele se bate no rosto, bate a cabeça na parede. Aí tenho que pegar no colo, explicar. É um aprendizado o tempo todo.”

O diagnóstico do autismo depende da observação clínica e do comportamento do indivíduo, ao considerar o desenvolvimento motor, psicomotor e social. O transtorno não é revelado por meio de exames – usados para uma avaliação secundária, de problemas associados.

Em 2013, foi publicada uma atualização dos critérios autismo, dividindo o transtorno em três graus: leve, moderado e severo. Atualmente, são duas linhas de critério para o diagnóstico: deficit de comunicação e interação social e padrão de comportamento repetitivo e/ou estereotipado. Para ser diagnosticada com autismo, a criança precisa apresentar os dois eixos.

“O comportamento repetitivo e estereotipado é, por exemplo, ficar brincando com a roda do carrinho. Há o balanceio – onde ele fica sacudindo para frente e para trás; o flapping, gesto de ficar balançando as mãos”, explica o neuropediatra Christian Muller.

Experiências

Fernando tem 18 anos e já passou por diversos tratamentos para que pudesse interagir melhor com o mundo ao seu redor. “Ele é alfabetizado, escreve, consegue reproduzir qualquer coisa escrita. Conhece cores, números, partes do corpo. Isso tudo sem falar. Muitos autistas não falam, a gente não sabe [o motivo]. O aparelho fonador dele é perfeito”, conta a mãe de Fernando e professora Adriana Alves, uma das criadoras da organização não governamental Movimento Orgulho Autista Brasileiro (Moab). “Alguns dos autistas que conseguem falar depois ou escrever relatam que a fala para eles chega a ser uma coisa dolorosa”, acrescenta.


Adriana Alves destaca a dificuldade em garantir matrícula na escola para pessoas com autismo, um direito garantido pela Lei 12.764. “Brasília, a capital do país, é um deserto para se tratar uma pessoa com autismo. A gente tem aqui, na rede pública de educação, o melhor modelo de atendimento para pessoa com autismo, é a chamada bidocência. A secretaria de Educação consegue dar um apoio para pessoa com deficiência muito maior do que as escolas particulares, mas, ainda assim, está aquém daquilo que poderia ser”.

Tratamento

A intervenção do transtorno se baseia em quatro eixos, em torno de uma abordagem individual neurobiológica. Nesse contexto, há um trabalho multidisciplinar, com neurologista, fonoaudiólogo, terapeuta educacional, educador físico. O segundo aspecto é a abordagem psicossocial, tratamento de atrasos mais evidentes. Em conjunto, há o tratamento das comorbidades, os transtornos associados, como a hiperatividade, a hipersensibilidade auditiva, problemas com sono, transtornos alimentares, fobia social. O quarto eixo é o cuidado psicoeducacional, em que se prepara a escola pra receber a criança autista, com brinquedos, infraestrutura adequada, métodos e formas para que o ambiente seja prazeroso para entreter e manter o aluno em sala de aula.

O neuropediatra Clay Brites aponta a desinformação como um dos principais desafios do transtorno. “Quando se dissemina conhecimento, reduz preconceitos e resistência”, disse. “Atrapalha muito o processo, o aparecimento de que o autismo é puramente emocional; que basta dar carinho que melhora; que tirar alimento, melhora”, completa.

O médico é enfático ao ressaltar a necessidade do diagnóstico e tratamento precoces. “Esperar até os cinco anos [para iniciar o tratamento] é uma tragédia com a criança com autismo. Um autista sem nenhuma intervenção cedo é um indivíduo com sequelas a vida toda.”

Não existe medicação específica para o autismo, os remédios usados no tratamento têm objetivo de controlar os sintomas do transtorno, como de comportamento repetitivo, a dificuldade de socializar ou as condições associadas. As pesquisas relacionadas à medicação direta ainda estão em nível laboratorial. Uma mediação que inibe mutação genética é desenvolvida e já foi possível reverter sintomas do transtorno em ratos.

Síndrome de Asperger

O personagem Sheldon Cooper, do seriado norte-americano The Big Bang Theory, faz sucesso com seu estilo introspectivo, com muitas dificuldades de interação social. O físico teórico tem dois doutorados e um mestrado, mas é incapaz de compreender ironias ou sarcasmos. Além disso, tem rituais e comportamentos repetitivos e muitas vezes impróprios. A natureza de Cooper descreve uma manifestação branda do autismo, a Síndrome de Asperger.

No Asperger, o comprometimento poupa, de certa forma, a inteligência e a linguagem do indivíduo. “Eles têm uma maior funcionalidade e mais autonomia para se adaptar aos desafios sociais e acadêmicos. São pessoas inteligentes, mas socialmente muito problemáticas. Não conseguem perceber a maldade dos outros, a ironia, não entendem emoções. O autista clássico já tem fala entrecortada, que não condiz com contexto, há uma desorganização de fala muito grande, dificuldade maior na vida, na escola”, explica Clay Brites.

Evolução

“O que eu tenho visto ao longo desses anos atendendo autistas é que a grande diferença na evolução de um autista é baseada no afeto. Então, que o tratamento passa pelo afeto dos pais no autista. Eles são os grandes resgatadores. O papel da família é fundamental do tratamento do autista. É muito difícil ter um filho autista, mas aqueles que conseguem perceber pequenos avanços é como se fosse uma roda positiva. O afeto da família é a janela da alma, é ele que abre esse autista para o mundo”, defende o neurologista.

Edição: Talita Cavalcante

Heloisa Cristaldo e Marieta Cazarré - Repórteres da Agência Brasil

As equipes com as melhores campanhas na Superliga feminina de vôlei 15/16 estarão frente a frente, neste domingo (04.04), na decisão. O Rexona-AdeS (RJ), primeiro na fase de classificação, jogará com o Dentil/Praia Clube (MG), segundo, às 9h, no ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF). O SporTV e a TV Globo transmitirão ao vivo. Os ingressos para a final estão esgotados.

O Rexona-AdeS disputará a 12ª final consecutiva da competição e lutará pelo 11º titulo. Já o Dentil/Praia Clube chega à decisão da Superliga 15/16 pela primeira vez na história da equipe.

O treinador Bernardinho, do time carioca, fez uma análise da equipe mineira, destacando o fato da final ser disputada pelos dois primeiros colocados na fase de classificação.

“As duas equipes vêm de duas series semifinais muito disputadas. A Alix e a Ramirez são as duas grandes pontuadoras. A Walewska é uma líder e a Michelle vem cumprindo muito bem o seu papel. Os times que foram mais consistentes durante o ano chegaram à final”, disse Bernardinho, que comentou sobre a 12ª final contra o estreante Dentil/Praia Clube.

“Se tradição ganhasse jogo, não teríamos mudanças no cenário. Temos que chegar na quadra e pensar como se fosse a nossa primeira final”, afirmou Bernardinho.

Pelo lado do Dentil/Praia Clube, o treinador Ricardo Picinin fez uma análise da temporada do time mineiro e falou sobre a expectativa para a final.

“A força do Dentil/Praia Clube é o conjunto. As jogadoras dentro de quadra se entendem muito bem. Os torcedores de Uberlândia estão muito animados pela classificação inédita para a final e nos apoiaram muito durante toda a campanha”, afirmou Picinin.

E técnico da equipe de Uberlândia garante que seu time não está satisfeito com a participação na grande decisão.

“Nós queremos algo mais. Viemos aqui para fazer uma boa partida e sair de quadra com o título. Sabemos que vai ser muito difícil. Vamos enfrentar um adversário duríssimo que disputou as últimas 12 finais de Superliga, mas estamos focados e juntos na busca desse bom resultado”, finalizou Ricardo Picinin.

SUPERLIGA FEMININA 15/16

FINAL
04.04 (DOMINGO) – Rexona-AdeS (RJ) x Dentil/Praia Clube (MG)
LOCAL/HORÁRIO: Ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF), às 9h
TRANSMISSÃO: TV Globo e SporTV

 

Fonte: http://superliga.cbv.com.br/

Policiais Rodoviarios Federais ministraram palestra para os recrutas  do 4o RCC do Exército em Rosário do Sul na última quinta-feira (31).

 

Os policiais do Grupo de Motociclismo da Delegacia da PRF em Santana do Livramento palestraram e exibiram vídeos sobre condução de motocicletas, direção defensiva, técnicas de frenagem, posicionamento da moto no trânsito e correta utilização dos equipamentos de proteção  individual.

 

 Após a palestra, foi realizada uma demonstração de maneabilidade em pista de cones com as motocicletas da PRF utilizadas em motopoliciamento, escolta e batedor. Na sequência, os militares foram convidados a passar na pista com suas motocicletas

Na manhã de sexta-feira (1°), o Governo Municipal realizou, no Salão Nobre, o ato de desincompatibilização de quatro secretários que deixam a Administração para concorrer no próximo pleito eleitoral.
Durante a cerimônia, Mario Santanna (Educação), Fabricio Peres da Silva (Administração), Ana Aseff (Serviços Urbanos) e Denise Toledo (Turismo) despediram-se realizando um balanço das principais ações realizadas pelas Secretarias em três anos e três meses de gestão.

Serviços Urbanos
A Secretária Ana Aseff salientou sua satisfação com os resultados obtidos até agora à frente da Secretaria de Serviços Urbanos. “Estou emocionada e feliz com o momento, acredito na proposta do Prefeito Glauber e estou tranquila de que fiz o melhor nas ações que beneficiaram nossa comunidade em primeiro lugar”, disse. Ana também relembrou os serviços prestados pela pasta neste período. “A iluminação pública é o principal e expressivo avanço, com 1.000 novos pontos de luz implantados, além da iluminação dos trevos da BR 158”, frisou. Ela ressaltou, ainda, o importante convênio celebrado pelo município com a Susepe, para a utilização de mão de obra apenada, o qual tem auxilia sobremaneira no trabalho de limpeza de praças, por exemplo.

Turismo
A Secretária Denise Toledo, do Turismo, listou todos os eventos idealizados pela Secretaria de Turismo neste período, como o Festival Binacional de Páscoa, Festival Binacional de Enogastronomia, Fronteira na Magia do Natal, Juninão Municipal, Semana do Funcionário Público, Ferradura dos Vinhedos, Semana da Consciência Negra, entre outros. Denise enfatizou, ainda, o apoio de várias secretarias municipais e de empresários que acreditaram no sucesso dos eventos. “Em todos os projetos contamos com parcerias fundamentais e não tenho palavras para agradecer”, destacou.

Administração
O Secretário Fabrício Peres elencou as principais conquistas do Governo Municipal que priorizou, na Secretaria de Administração, a valorização do servidor público de carreira. “Em 2013, pagamos 5 anos de licenças-prêmio que estavam atrasadas, referentes aos anos de 2008 a 2011; adicionamos 20% no salário dos servidores da fiscalização e instituímos vale alimentação para todos os trabalhadores”, frisou. Fabricio recordou, também, os Concursos Públicos realizados pela Administração Municipal. “Realizamos o Concurso para Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate a Endemias, no qual 83 servidores foram nomeados, além, é claro, do maior concurso da última década para 237 vagas, das quais 161 servidores já foram empossados em menos de 8 meses”, frisou.

Educação
O Secretário Mário Santanna destacou os grandes avanços promovidos pelo Governo Municipal na área da Educação, muitos deles inéditos. “Construímos 17 novas salas de aula; a 1° Escola de Educação Infantil da Tabatinga; criamos 3 novas Escolas de Educação Infantil e a 1º com funcionamento noturno. Foram 1250 novas vagas criadas na Educação Infantil e 18 Escolas totalmente reformadas”, relembrou. Mário também se despediu, agradecendo ao Prefeito pela oportunidade de ter estado à frente da Pasta da Educação. “Este é um momento singular, o encerramento de um ciclo de trabalho em conjunto, no qual agradeço muito por ter participado”, disse.

“Todos foram companheiros valorosos, que não tiveram medo de construir o novo”
Para encerrar a solenidade, o Prefeito Glauber Lima fez uso da palavra e elogiou o trabalho dos Secretários. “Todos foram companheiros valorosos, que não tiveram medo de construir o novo. Estamos deixando um legado e temos orgulho do que fizemos para o povo”, ressaltou. O mandatário também desejou sucesso aos quatro secretários. “Governar é criar e inovar, ter princípios a defender e ideias a implementar. Desejo sucesso na nova caminhada e tenho orgulho de ter ombreado com vocês nesta caminhada. Sorte, fé, determinação e luta” concluiu.

FOTOS JADIR PIRES/ASCOM

Assessoria de Comunicação Social

Responsável por 70 a 80% da composição da ração animal, o milho tem trazido preocupação para os produtores de aves e suínos. A alta do preço do grão no comércio brasileiro e a diminuição dos estoques públicos nas regiões consumidoras impulsionaram as cadeias produtivas a discutir medidas emergenciais para abastecer o mercado com preços acessíveis e, assim, reduzir prejuízos.
A melhoria no programa de venda do milho balcão, a utilização de instrumentos governamentais para o escoamento dos excedentes do grão das regiões produtoras e a desoneração de PIS e COFINS para importação de outros países estão entre as principais medidas discutidas pela Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), durante reunião, nesta semana.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), entre janeiro e fevereiro deste ano, o Brasil exportou 9,8 milhões de toneladas de milho, mais que o dobro do embarcado no mesmo período de 2015, quando acumulou 4,2 milhões de toneladas. Essa alta, somada à desvalorização do real frente ao dólar, pressiona os custos de produção de aves e suínos, já que o grão pode impactar 70% no total dos custos.
Enquanto o setor produtivo de milho se redesenhou, investindo em produtores capacitados, armazéns próprios nas propriedades e desenvolvendo a infraestrutura logística para escoamento da safra de Mato Grosso para fora do país pelo Arco Norte, a produção independente de aves e suínos pouco se atentou a mecanismos de proteção de mercado para seus principais insumos, o milho e a soja. “Por conta disso, alguns produtores brasileiros vêm importando o milho de países vizinhos, mas para tanto, precisamos nos certificar dos impactos das medidas para desonerar os tributos PIS e COFINS e aliviar, de fato, o bolso do produtor”, explicou o presidente da Comissão e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (FAPE/DF), Renato Simplício.
Suinocultura no Plano ABC – A produção sustentável de suínos visando à baixa emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) na atmosfera é uma das prioridades para o setor. Um dos focos do projeto Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é aperfeiçoar a linha de crédito específica para financiar o tratamento de dejetos animais dentro das diversas linhas que compõem o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono). Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Nilo Chaves de Sá, essa técnica pode transformar os dejetos em adubo fértil, bioenergia e proporcionar o aumento da renda e produtividade do suinocultor.
“Esse plano é de extrema importância, pois trará potencial impacto na economia de carbono, além de valorizar uma produção mais sustentável, com foco na viabilidade financeira através da adoção da tecnologia nos biodigestores”, disse. Durante a reunião, Nilo de Sá lembrou que na 21ª Conferência do Clima (COP-21), em 2015, o Brasil se comprometeu em reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 43% até 2030. Um dos pilares propostos é o aumento de área do tratamento de dejetos animais em 4,4 milhões de hectares.
Compartimentação – Os membros da Comissão Nacional de Aves e Suínos também discutiram as regras de compartimentação da produção, de acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Para o diretor de produção da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ariel Mendes, também presente no debate, a compartimentação da avicultura e suinocultura pode ser uma alternativa para garantir o fluxo do comércio exterior de carnes e material genético. "O compartimento permite a divisão de cada núcleo de produção, estabelecendo o rastreamento sanitário pleno e alcançando gestões mais rápidas em caso de surtos sanitários”, afirmou Mendes.
O Programa de Compartimentação foi criado pela OIE em 2006, mas só começou a ser desenvolvido em 2008, com o Brasil saindo na frente, investindo em projetos pilotos. Trata-se de um modelo, no qual todos os elos que compõem uma cadeia industrial são isolados de doenças, por meio de medidas rigorosas de biosseguridade e monitoramento criterioso para garantir o status sanitário daquele compartimento. “Seria uma alternativa para as empresas não serem afetadas por restrições de mercado impostas por outros países, caso ocorra surtos de doenças. O problema é que, além de serem elevados os custos para sua implantação, existe a sobreposição de frigoríficos e a alta eficiência do Serviço de Vigilância Oficial (SVO)”, destacou o assessor técnico da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Victor Ayres.

Fonte: http://www.agrolink.com.br/

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