Corte em emendas parlamentares de 2022 deverá ser entrave para aprovação da LDO no Congresso

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

O Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022, apresentado pelo Governo Federal, prevê um saldo devedor menor aos cofres públicos em relação ao previsto para este ano. No texto, o déficit nas contas públicas no ano que vem será de R$ 170 bilhões, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. De acordo com a equipe econômica do governo, os gastos no ano passado e neste ano são maiores por conta da pandemia. A projeção do Ministério da Economia para as despesas do país em 2022 é de R$ 1.592 trilhão, valor no limite do teto de gastos. O principal corte proposto pelo governo no orçamento é o de emendas parlamentares. Este ano, deputados e senadores aprovaram a destinação de R$ 47 bilhões para este fim. Para 2022, ano eleitoral, o governo prevê pouco mais de R$ 16 bilhões, quase R$ 30 bilhões a menos que o recurso deste ano. O economista Cesar Bergo acredita que esta mudança pode gerar um debate maior dentro do Congresso Nacional, mas nada que dificulte a aprovação. “Os valores previstos são bem menores que 2021, isto vai acabar gerando um embate dentro da própria análise do orçamento pelo Congresso, mas é um ganho que você vai obter para efeito de utilização desses recursos nas áreas prioritárias. Em termos de saúde, educação e segurança, os valores estão corrigidos, então espera-se que o ano de 2021 não tenha muita dificuldade. Do ponto de vista de setores, a gente acredita que você vai ter alguns problemas relativos às emendas parlamentares com relação às obras localizadas em seus estados e municípios. O problema maior é que o orçamento de 2021 ainda não foi aprovado, está naquela conversão, o Congresso aprovou e depende da sanção presidencial”. Bergo ressalta que o governo terá dificuldades para manter a inflação prevista. “A previsão da inflação dentro da meta, em torno de 4.5%, 5%, o que, na minha opinião, vai ser difícil de manter, mas dá uma margem para o governo trabalhar esses gastos e cumprir o orçamento na forma que está previsto. Uma novidade também é, caso o orçamento não seja aprovado, poderá ser utilizado recursos para as obras, saúde, educação, isto também está previsto nesse orçamento. Fica claro que o governo está querendo fazer alguns investimentos, sobretudo nas áreas de obras e recuperação de rodovias, e isto é muito importante neste momento”. O Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias é o primeiro passo para que os gastos do governo sejam aprovados para o ano. A Lei Orçamentária de 2021 continua atrasada, aguardando a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Crédito da foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Este site utiliza cookies para melhorar o desempenho e entregar uma melhor experiência de navegação para você, além de recomendar conteúdos do seu interesse.
Saiba mais em. Política de Privacidade

ACEITAR
Aviso de cookies