Câmara da Citricultura da Secretaria da Agricultura debate perspectivas para a safra 2020/2021

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Representantes da Câmara Setorial da Citricultura, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), e de entidades do setor reuniram-se virtualmente nesta quarta-feira (12). Entre outros assuntos, foram debatidas a situação e as perspectivas da Safra 2020/2021. O encontro, que contou com a participação de produtores e técnicos da Fronteira Oeste, Vale do Caí, Alto Uruguai e Serra, foi dirigido pelo coordenador das Câmaras Setoriais e Temáticas da SEAPDR, Paulo Lipp João.

Conforme ele, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam que a safra 2020/2021 mundial de laranja está estimada em 49,36 milhões de toneladas, sendo que o Brasil está em primeiro lugar no ranking, com a produção de 16,93 milhões de toneladas. “A China aparece em segundo lugar com 7,5 milhões de toneladas”.

 No Brasil, segundo dados do IBGE, os principais produtores de laranja são São Paulo (78%), Minas Gerais (6%), Paraná (4%), Bahia (3%), Sergipe (2%) e Rio Grande do Sul (2%). “Já na produção de bergamota, o Rio Grande do Sul aparece em terceiro lugar, com 15% da produção brasileira”, destacou Lipp.

Dados do IBGE indicam ainda que os dez maiores produtores de laranja no Estado são: Liberato Salzano, Aratiba, Planalto, Alpestre, Itatiba do Sul, Tupandi, Harmonia, Mariano Moro, Severiano de Almeida e Montenegro. Em 2019, foram produzidas 349,56 mil toneladas da fruta no RS; em 2020, houve diminuição para 319,9 mil toneladas, devido à seca.

Quanto à produção de bergamota, de acordo com dados do Instituto, o Rio Grande do Sul está em terceiro lugar, com 15%, perdendo apenas para São Paulo (34%) e Minas Gerais (21%). Em 2019, a produção foi de 148,4 mil toneladas. Os dez maiores produtores do Estado são Montenegro, Pareci Novo, São Sebastião do Caí, Harmonia, São José do Sul, Rosário do Sul, Veranópolis, São José do Hortêncio, Tupandi e Brochier.

A Supervisora de Agropecuária do IBGE no RS, Fernanda Assaife de Mello, destacou a importância da participação de produtores e representantes das indústrias nas reuniões municipais para o levantamento de dados.

Técnicos e produtores presentes relataram que, em relação a 2021, as laranjas para suco deverão ter uma quebra que poderá chegar a 30% na região do Alto Uruguai, devido a duas estiagens na mesma safra: na primavera passada e no final deste verão e início do outono. Isto resultou em floradas fora de época que farão com que parte das laranjas seja colhida mais para o final do ano.

Nas demais regiões, tanto para as laranjas como para as bergamotas, a situação é de normalidade conforme produtores do Vale do Caí, da Serra e da Fronteira Oeste.

Outro ponto apresentado durante o encontro foi o recente Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou para os cítricos no Rio Grande do Sul. O tema voltará a ser pauta da próxima reunião da Câmara, com a presença da Embrapa de Pelotas para esclarecer a metodologia utilizada. 

Eventos divulgados

Durante a reunião, foram divulgados dois eventos: 17ª Abertura da Safra de Citricultura e Seminário Técnico em Liberato Salzano, que ocorrerá virtualmente dia 31 de maio, às 14h, pelo Youtube da Emater/RS-Ascar; e a 21ª Abertura da Colheita de Citros do RS em Montenegro, também de forma online, dia 8 de junho – Dia do Citricultor -, às 19h, pelo Youtube da Emater/RS-Ascar.

Encaminhamentos

Roberto Balen, da Central de Comercialização da Agricultura Familiar de Economia Solidária (Cecafes), sugeriu a criação de uma campanha de conscientização para controle da mosca da fruta. “Por causa dessa praga, há uma grande perda e uma baixa na qualidade da fruta”, lamentou. A ideia é que um pesquisador da Embrapa aborde o assunto.

O diretor do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/SEAPDR), Caio Efrom, informou que a secretaria realizará, em parceria com a Emater/RS-Ascar, dois eventos sobre fruticultura, onde a questão da mosca da fruta poderá ser abordada. “A mosca é um problema permanente, o principal da fruticultura brasileira”.

Texto: Darlene Silveira
Foto Paulo Lipp: Evandro Oliveira/SEAPDR
Foto laranjas: Fernando Dias/SEAPDR

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