Salário emocional: o que é e como medir o seu?

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A concepção faz parte do indicador de Felicidade Interna Bruta (FIB), que está entre os índices da ONU.

Desenvolver uma carreira frutífera e satisfatória demanda atenção a diversos fatores. O universo profissional está intimamente ligado a questões como finanças, propósito, bem-estar e futuro. Por isso, cada vez mais trabalhadores e empregadores têm considerado fatores novos para a satisfação profissional que vão além da remuneração pelo trabalho realizado.

Essa é a ideia do salário emocional, conceito desenvolvido no Butão, país conhecido como a nação mais feliz do mundo. Basicamente, a ideia é que há outros pontos, além do salário em dinheiro, que influenciam a felicidade e o bem-estar no trabalho.

Muitos profissionais já buscam esses benefícios mesmo sem conhecimento sobre o conceito. É o caso, por exemplo, de quem se dedica à carreira pública devido ao propósito envolvido em contribuir com a sociedade ou de trabalhadores que optam por uma empresa que oferece remuneração média, mas equilibra com bons benefícios e qualidade de vida.

O que é e como surgiu o conceito

O salário emocional é um conceito que considera benefícios, vantagens e “recompensas” que um indivíduo pode ter em seu ambiente profissional, além de seu salário em dinheiro. Esses fatores ajudam a aumentar o contentamento de um trabalhador com seu emprego, favorecendo seu bem-estar tanto profissional quanto pessoal.

O conceito reúne todos os elementos relevantes para as decisões de trabalho, as relações com colegas e comportamentos diversos ligados à vida profissional. Ainda, por ser subjetivo, o salário emocional pode mudar ao longo do tempo, conforme mudam as preferências e prioridades de um profissional.

A concepção compõe o indicador da Felicidade Interna Bruta (FIB), criado pelo rei butanês Jigme Singye em 1972. Hoje o índice é utilizado também pela ONU e considera, além do salário emocional e fatores ligados ao trabalho, questões como cuidados familiares e esgotamento de recursos naturais.

Fatores que determinam o salário emocional

Há diferentes formas de alcançar um bom salário emocional — tudo depende das preferências e desejos do indivíduo. Ingressar na carreira pública, conhecendo a fundo o órgão em que atua e trabalhando conforme os propósitos sociais do cargo, é um exemplo. Empreender em uma área desejada, alcançando resultados frutíferos e cumprindo um propósito de vida, é outro.

De acordo com a pesquisadora mexicana Marisa Elizundia, estudiosa do tema, há diversos fatores que definem o conceito. O peso de cada componente na vida do trabalhador varia de acordo com as suas preferências. Confira os pontos que compõem o salário emocional:

  • Prazer: viver momentos e situações de diversão durante o trabalho, seja pela realização da função, seja pela convivência com colegas;
  • Pertencimento: fazer parte ativa de um grupo, com valorização e reconhecimento;
  • Inspiração: sensação de ampliação de possibilidades proporcionada pela realização do trabalho;
  • Autonomia: liberdade para executar projetos e propor mudanças;
  • Criatividade: possibilidade de deixar sua marca subjetiva no mundo por meio do trabalho;
  • Domínio da função: satisfação por fazer um bom trabalho e orgulho pela obtenção de resultados positivos;
  • Propósito: perceber que sua atuação no trabalho contribui para propósitos pessoais ou da organização;
  • Plano de carreira: perspectiva de crescimento da carreira conforme o futuro avança, com projeções a médio e longo prazo;
  • Desenvolvimento pessoal: presença de desafios e situações que permitem o crescimento como pessoa, para além das habilidades profissionais;
  • Desenvolvimento profissional: momentos e contextos que favorecem o desenvolvimento de competências utilizadas na atividade profissional.

O salário emocional não necessariamente inclui todos os fatores citados nem exige que suas proporções sejam iguais. Cada profissional, em diferentes fases da vida, pode considerar diferentes pontos como mais relevantes para o seu salário emocional.

Enquanto trabalhadores jovens e em início de carreira podem priorizar o prazer e a criatividade, por exemplo, profissionais com um pouco mais de idade e experiência talvez considerem mais importantes fatores como plano de carreira e autonomia.

Como medir o seu

Embora pareça abstrato, o salário emocional pode ser identificado facilmente com duas etapas. A primeira é elencar quais fatores são mais relevantes para você, analisando a interferência de cada um em seu bem-estar e satisfação. A segunda é verificar como seus fatores prioritários são tratados pela empresa ou organização.

O salário emocional é maior ou menor conforme a primeira e a segunda etapa estão mais ou menos alinhadas. Ter esse conhecimento é fundamental não só para ter certeza de que há satisfação profissional, mas também para entender por quais melhorias o profissional deve lutar em seu trabalho.

Fonte: Redação

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