Pandemia diminui doações e deixa estoque de sangue em nível preocupante

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Cerca de 180 pessoas fizeram doação de sangue nos primeiros dias de junho, somente em Brasília. Junto da capital federal, pelo menos nove estados brasileiros estão com baixíssimo estoque de sangue no Hemocentro e tiveram que pedir remanejamento de bolsas de sangue ao Ministério da Saúde. São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Piauí, Pernambuco, Sergipe, Amapá e Rondônia são os estados que menos coletaram sangue nos últimos meses. Para Anne Ferreira, chefe do ciclo de doação do Hemocentro de Brasília, o principal motivo foi a diminuição na circulação de pessoas por conta da pandemia de Covid-19. “A gente observa que principalmente nos picos de infectados, diminui os nossos doadores. A nossa dificuldade é que pacientes graves consomem mais sangue e as pessoas ficam com medo de vir ao Hemocentro”. Dados do Ministério da Saúde apontam que em 2019 foram feitas mais de 3.200 milhões de coletas de sangue em todo o país. No ano passado, o número caiu para 2.900 milhões. É que muita gente está com medo de ser infectada pelo novo Coronavírus no ato da doação, mas os hemocentros adotaram protocolos de segurança. “Nós estamos trabalhando, exclusivamente, por agendamento, para controlar o fluxo de pessoas e tentar proporcionar segurança aos nossos doadores. Lembrando que para doar sangue é preciso estar saudável, então se a pessoa está com sintoma, não deve vir ao Hemocentro, e se teve contato com pessoa doente, é preciso esperar 14 dias após o contato para vir”, ressalta Anne. A doação é tão importante que 14 de junho é a data escolhida para celebrar o Dia Mundial do Doador de Sangue. Para incentivar que mais pessoas participem, o Ministério da Saúde divulgou uma campanha sobre o assunto.  Durante o evento, o ministro Marcelo Queiroga pediu o apoio da população. “Vamos nos unir para manter nossos bancos de sangues com reservas suficientes para atender a população brasileira”. Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos, ter pelo menos 50 quilos e estar bem alimentado. No dia coleta, o doador não pode ingerir alimentos gordurosos e deve ter dormido, no mínimo, 6 horas por dia. As mulheres podem doar três vezes por ano, em um intervalo de três meses. Anualmente, os homens podem doar até quatro vezes. Cada doação tem de ser feita de dois em dois meses, pelo menos. 450 mililitros de sangue são suficientes para salvar até quatro pessoas.  O aposentado Jefferson Rodrigues já perdeu as contas de quantas vezes foi ao Hemocentro para doar sangue e se diz realizado por ajudar o próximo. “Doação de sangue é um ato de amor. Todos têm que pensar no outro, porque em qualquer momento da nossa vida podemos precisar do sangue doado por alguém”. 

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Crédito da foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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