Projeto Setembro Ferroviário investirá R$ 50 bilhões em 3.350 mil quilômetros de novas ferrovias

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O Governo Federal assinou, em solenidade no Palácio do Planalto, um termo que autoriza a construção de dez novas ferrovias em nove estados brasileiros. O projeto Setembro Ferroviário vai investir no transporte de cargas por meio de trilhos. A extensão total das obras é de 3.350 quilômetros, vão custar cerca de R$ 50 bilhões e devem ser entregues em até dez anos. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, apresentou a proposta. “Se eu tenho um investidor que quer fazer uma ligação de A a B e está disposto a tomar o risco de engenharia, por que não permitir? Por que a ferrovia tem de ser uma exclusividade do Estado? Quantos ramais podem surgir para ligar centros de gravidade produtores às zonas portuárias?”, questiona o ministro. Entre as principais obras estão: a construção de 557 quilômetros de trilhos entre Água Boa e Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso; 405 quilômetros entre Guarapuava e Paranaguá, no Paraná; 166 quilômetros entre Cascavel e Foz do Iguaçu, também no Paraná; 717 quilômetros entre Suape, em Pernambuco, e Curral Novo, no Piauí; e 420 quilômetros entre São Mateus, no Espírito Santo, e Ipatinga, em Minas Gerais. David Duarte, especialista em transporte e mobilidade, acredita que o investimento do Governo Federal é bom porque o transporte ferroviário é mais barato. “O custo do transporte ferroviário é de 5% a 10% do transporte rodoviário. No final das contas, consumidor está pagando muito”. Enquanto o Planalto cria projetos voltados para as ferrovias, o Congresso Nacional aprovou uma proposta que beneficia quem usa as rodovias. Os deputados concordaram, nessa semana, com a medida provisória que aumenta a tolerância de excesso de peso em caminhões de carga e em ônibus de passageiros. A proposta prevê que a tolerância passa de 10%para 12.5%. “Caminhões muito carregados consomem mais, se esforçam mais, poluem mais. O segundo problema é de natureza de segurança. Caminhões excessivamente carregados tendem a ter menor margem de manobra, freiam em distâncias maiores, em curvas tombam mais”, diz David Duarte. O texto da medida provisória segue, agora, para análise no Senado Federal. Já o projeto de construção das ferrovias terá a segunda etapa, que deve contar com obras construídas entre Ilhéus e Caetité, na Bahia. Todas as obras serão executadas em concessionárias privadas.

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Crédito da foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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