Motoboy próprio ou aplicativo de entrega: o que vale mais a pena para empresas?

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Custo e benefício devem ser avaliados para decisão

Cada vez mais, fazer entregas se torna uma necessidade de boa parte das empresas brasileiras. Principalmente por conta da COVID-19, que impossibilitou a circulação normal de pessoas pelos ambientes fechados e abertos, muitas empresas optaram por entregar seus produtos diretamente para o cliente, sem a opção de retirada ou a compra presencial. Com o andamento da vacinação no país, porém, ainda que os setores estejam voltando lentamente ao trabalho presencial, a entrega veio para ficar.

Esse ponto traz à tona a dúvida: vale mais a pena ter um motoboy contratado ou optar por trabalhar em parceria com aplicativos de entrega? A dúvida é legítima, e considerando o progresso dos aplicativos de entrega, esta segunda opção parece mais tentadora.

            Um ponto importante a ser considerado, primeiramente, é a respeito dos custos com a contratação de um motoboy ou de um aplicativo de entregas para a sua empresa. De acordo com Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae, ter uma estrutura focada apenas em delivery, com motoboy próprio, demanda mais recursos, ao passo que os aplicativos de entrega constroem toda a estrutura para a empresa, desde a parte de gestão e frota até funcionários para fazer as entregas. Nas palavras de Quick, “(…) em pequenos negócios, nos quais tudo é cuidado pelo próprio empreendedor, quem decide gerir o serviço de entregas corre o risco de perder o foco do negócio”.

Por outro lado, quem decidir por terceirizar a entrega contratando uma empresa deve também considerar os custos com as taxas de serviço das plataformas. O valor pode variar de 10% a 30% sobre o valor do produto entregue. E, para fazer esse cálculo, o empreendedor deve pensar também em outro ponto: qual é o volume de pedidos do seu negócio voltados para a entrega?

Se o volume for relativamente baixo, com demandas eventuais, pagar a taxa dos aplicativos compensa, principalmente porque você não precisará se preocupar em estruturar toda uma equipe somente para as entregas.

Agora, se as demandas forem constantes, o ideal seria implementar uma equipe para fazer a logística do delivery – e, aqui, vale atentar-se às burocracias necessárias, como sobre o que é CRV (Certificado de Registro do Veículo) dos automóveis necessários para fazer as entregas, bem como contratação dos funcionários, incluindo autônomos e/ou registrados, no caso de configurar como vínculo empregatício.

Créditos: IStock

Fonte: Redação