Diferença de preços dos automóveis no Brasil e Argentina

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Que o Brasil vive uma situação financeira nada boa não é novidade para ninguém, estamos em um processo de queda desde 2013, e sinceramente nestes quase 10 anos não parece ter muitas soluções.

É normal em situações como esta passarmos a olhar para os nossos vizinhos, afinal, somos a principal economia da América Latina e assim pretendemos continuar.

Por mais que em nossos vizinhos argentinos a situação também não esteja nada boa, a realidade é que mesmo estando em uma crise ainda pior, há veículos que são até 50 % mais caros.

Poucas pessoas em ambos países sabem, mas boa parte dos veículos que são fabricados no Brasil vai para a Argentina e vice-versa. O que era para ser algo que equiparasse o preço, mas na realidade alguns veículos principalmente os de topo de linha possuem até R$ 130 mil reais de diferença.

Qualquer um que more no país está cansado de saber que a aquisição de um veículo nos últimos anos passou a ser um grande desafio, onde  até mesmo os modelos mais completos dos veículos mais populares chegaram à casa dos R$ 100 mil.

Para entender como é possível que os hermanos estejam em uma situação parecida e mesmo assim tenham preços menos acessíveis para a população, continue lendo este artigo, que tem todas as informações que você precisa saber sobre os valores e sistemas que geram a grande diferença nos preços dos automóveis.

A carga tributária impacta muito nos preços

Estamos todos cansados de saber que os impostos no Brasil são abusivos e geram altos preços.

Por mais que nossa situação não seja nada boa, nos nossos vizinhos é ainda pior, no fator veículo a popular expressão “a grama do vizinho é sempre mais verde” caiu em desuso há muito tempo.

No fim do ano de 2021, o Governo anunciou que todos os carros com valores maiores de 3,43 milhões de peso serão considerados de luxo. Não se assuste com o valor, lembre que um real brasileiro vale mais de 20 pesos, logo, em valores já transformados dá algo por volta de  R$ 170 mil.

Ao estabelecer esta mudança, significa que carros que aqui são considerados “comuns”, agora serão classificados como de luxo, e com isso a tributação cresce e chega a incríveis 20% do valor.

Segundo dado dos especialistas o peso argentino foi a segunda moeda que mais se desvalorizou na América Latina perante o dólar, o que faz com que os preços subam mais uma vez e como consequência a carga tributária avance junto.

Um exemplo que acabou por mostrar muito bem a diferença entre os países e a situação que o povo argentino tem que enfrentar todos os dias é a Amarok, uma pickup que no Brasil é considerada média, e custa por volte de R$ 320 mil. Na Argentina está com preço de R$ 450 mil com a exata mesma configuração.

O preço dos SUV

Todas as categorias de veículos sofreram altas, dos mais básicos hatch até os veículos robustos.

Havendo modelos que apresentam crescimento de até R$ 120 mil em relação ao Brasil.

O chevrolet tracker é uma excelente opção para exemplificar esta diferença, no Brasil a sua versão de topo de linha custa R$ 139 mil, enquanto na Argentina custa  5,180 milhões de pesos sendo R$ 259 reais.

T-cross HightLine que está em sua versão mais básica custando 5,48 milhões de pesos, mas no Brasil está por R$ 158 Mil Reais. Uma diferença de mais de R$ 100 mil pelo mesmo veículo.

Crise dos semicondutores foi a pá de areia

A economia da argentina estava há décadas patinando sobre gelo fino, sendo apenas uma questão de tempo  para afundar, com uma inflação crescente e desvalorização de todos os seus ativos.

E então chega a pandemia do corona virus e com ela vem o lockdown que já diminuiu o consumo em todas as áreas, o que causou a crise dos semicondutores.

Item essencial para criar tudo o que utilizamos no dia a dia, computadores, controles, celulares, fones e inclusive os carros em lajeado que são vendidos no Brasil

Com a baixa produção deste equipamento fez o preço de todos os componentes tecnológicos dispararem, imagine, por exemplo, um carro, que o utiliza para tudo, desde funcionalidades complexas do motor até comandos para abaixar e levantar o preço.

Como consequência os veículos foram muito afetados.

A união dos fatores

Como pode notar, este cenário não foi construído da noite para o dia, nem muito menos por apenas um fator, é resultado de uma soma de acontecimentos e mudanças, que resultou em preços nunca antes vistos, afinal nós brasileiros já estamos enfrentando muita dificuldade com preços dos automotivos, mas acabamos por achar nossos preços ótimos em comparação com os argentinos, que ficam ainda mais refém de carros usados e semi novos.

Fonte: Redação

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