Quem já assistiu filmes natalinos sabe que presentear a criança ou cônjuge com um cachorro é comum. Isso também acontece muito na vida real!
Pode ser um gesto repleto de amor e de boas intenções, mas é errado. Um cachorro requer muitas responsabilidades e não pode ser considerado um presente, seja no Natal ou em qualquer época do ano.
Imagina uma pessoa que não fica muito tempo em casa, ou que está passando por dificuldades financeiras — mas ninguém sabe — receber um cachorro de presente? Ela não conseguirá manter esse animal por muito tempo.
Cães são abandonados diariamente por falta de preparo, tempo, recursos financeiros e diversos outros motivos. É uma grande irresponsabilidade presentear alguém com um animal sem saber se a pessoa quer ou se está preparada.
A pessoa pode amar os animais, agradar todas as vezes que vê um na rua, expressar a vontade de ter um, mas estar disposta a adaptar a rotina e criar responsabilidade do dia para a noite, é diferente.
E presentear uma criança com um cão, pode?
Essa pergunta são os pais dos pequenos que devem responder. A criança pode afirmar que cuidará do cão corretamente, mas as responsabilidades vão muito além disso.
Os adultos dentro da casa devem se perguntar se estão aptos a bancarem:
- gastos com comida;
- remédios;
- consultas com o veterinário;
- castração;
- vacinas;
- higiene
- lazeres.
Ou se a pessoa está pronta para:
- se dedicar a educação do pet;
- se prontificar se ele adoecer repentinamente;
- dar carinho e atenção;
- levar para passear diariamente.
Uma criança não tem condições de se responsabilizar por tudo isso, somente os pais. Os cães também não são brinquedos descartáveis.
Além disso, os filhotes são eufóricos, costumam destruir objetos e têm um comportamento mais agitado.
Muitos pais ficam esgotados com a energia do cachorro e da criança juntos e, na primeira oportunidade, se livram do animal. O trauma será ainda pior se o cachorro ficar sem um lar e a criança sem o bichinho de estimação.
Por isso, é preciso refletir se a casa está pronta para receber o pet. O cenário ideal seria se todas as famílias se preparassem para todas as responsabilidades antes do cão chegar. Assim, evitaria “surpresas” futuras no dia a dia e mais um cão abandonado.

O número de cães abandonados não pode aumentar
Os cachorros são sentimentais, se apegam fácil aos integrantes do novo lar. Um cão abandonado pode sentir tristeza, ansiedade e medo. Além disso, abandonar ou maltratar um animal é crime, previsto pela Lei Federal nº 9.605/98.
É necessário considerar todas as situações citadas anteriormente com o agravante: os cães vivem, em média, de 10 a 15 anos, dependendo muito da raça, mas é bastante tempo.
Ou seja, todas as responsabilidades serão a longo prazo e é preciso estar ciente disso. O cão precisará de atenção, amor e carinho até o final da velhice.
Ter um cachorro em casa é a maior alegria que um ser humano pode ter. Assim como os benefícios que eles trazem para as crianças, como ajudar no desenvolvimento e sentidos.
Contudo, é preciso estar disposto a abrir mão de muitas coisas, adaptar a rotina, gastar as economias quando precisar. Não é uma atitude para tomar do dia para a noite, mas sim com cuidado para que a vida do cão seja boa e feliz por muitos anos.
Fonte: https://totosdatete.org.br/
