Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam queda de 3,4% nas mortes violentas intencionais em 2023, porém o país ainda enfrenta altos índices em comparação global.
Segundo a 18ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada recentemente, o Brasil registrou uma diminuição de 3,4% nas mortes violentas intencionais (MVI) em 2023 em relação ao ano anterior. Apesar da queda, o país contabilizou 46.328 mortes violentas, equivalendo a uma taxa de 22,8 mortes por 100 mil habitantes. Este índice é quase quatro vezes superior à média mundial de homicídios, conforme dados das Nações Unidas, que é de 5,8 por 100 mil habitantes.
O Anuário abrange diversas categorias de mortes violentas, incluindo homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e mortes decorrentes de intervenções policiais. O município de Santana, no Amapá, lidera o ranking nacional com uma taxa alarmante de 92,9 mortes por 100 mil habitantes, mais de quatro vezes maior que a média nacional. Outras cidades como Camaçari (BA), Jequié (BA) e Sorriso (MT) também figuram entre as mais violentas do país.
Em termos de investimento em segurança pública, o Brasil destinou R$ 137,9 bilhões em 2023, representando um aumento de 4,9% em comparação ao ano anterior. Os investimentos da União aumentaram 8,7%, enquanto estados e Distrito Federal incrementaram seus recursos em 3,6%. Os dados do Anuário são compilados a partir de informações fornecidas pelos governos estaduais, Tesouro Nacional e diversas entidades policiais, oferecendo uma análise abrangente da segurança pública no país.
Apesar da redução nas mortes violentas, os números ainda indicam um desafio significativo para as políticas de segurança no Brasil, destacando a necessidade contínua de medidas eficazes para mitigar a violência e promover a segurança dos cidadãos em todo o território nacional.
Crédito da Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil