União Brasil troca candidato e apoia Hugo Motta para presidência da Câmara em 2025

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Elmar Nascimento desiste da candidatura em movimento estratégico do partido por cargos na Casa e no governo

Após uma série de negociações tensas, o União Brasil retirou oficialmente a candidatura do deputado Elmar Nascimento para a presidência da Câmara dos Deputados em 2025, optando por apoiar o deputado Hugo Motta, do Republicanos. A decisão foi formalizada durante um jantar entre os principais líderes da sigla, realizado na casa do presidente do partido, Antonio Rueda, em Brasília. Em troca, o União Brasil garantiu a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a segunda vice-presidência da Câmara, cargos considerados estratégicos no contexto político.

Além dos espaços conquistados na Câmara, o União Brasil iniciou conversas com o Palácio do Planalto para assegurar uma posição no governo para Elmar Nascimento. O deputado baiano tem interesse no Ministério da Integração Nacional, atualmente ocupado por Waldez Goes, que conta com o apoio do senador Davi Alcolumbre. Esse reposicionamento estratégico inclui negociações complexas entre Elmar e Alcolumbre, ambos membros influentes do União Brasil, para que a transição ministerial ocorra de forma consensual.

Segundo fontes internas do partido, a mudança de apoio a Motta foi motivada pelo crescente respaldo político que o candidato do Republicanos obteve nos últimos dias. Essa adesão ampliada tornaria a candidatura de Elmar Nascimento pouco competitiva e, ao mesmo tempo, privaria o União Brasil de obter posições de relevância na Câmara. Assim, a direção do partido optou por antecipar o anúncio de apoio a Hugo Motta, posicionando-se antes do PSD, que também participa da disputa pelo controle da Câmara.

Esse movimento foi cuidadosamente planejado com o objetivo de assegurar ao União Brasil uma parcela significativa de influência, aproveitando sua bancada de 59 deputados, em contraste com os 45 do PSD. A ação do União Brasil reflete a dinâmica complexa entre alianças e concessões dentro do Congresso, onde os partidos se revezam em busca de poder e visibilidade para manter suas bases eleitorais e políticas ativas.

Crédito da imagem: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados