Emagrecer após a menopausa é mais difícil? Entenda o motivo

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email
Por Markable Comunicação

Especialista explica como as mudanças hormonais influenciam o metabolismo e quais cuidados ajudam no controle de peso nessa fase

O corpo feminino não responde da mesma forma ao controle do peso em todas as etapas da vida. Esse cenário se insere em um quadro mais amplo: segundo o Vigitel 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde, 62,6% dos adultos brasileiros apresentam excesso de peso, e a obesidade já atinge 25,7% da população, mantendo a tendência de crescimento observada nas últimas décadas. Entre as mulheres, essa etapa da vida é um dos momentos em que o controle do peso se torna mais desafiador, não apenas por questões de rotina, mas por alterações biológicas próprias do período

Segundo Fernanda Lopes, nutricionista e profissional da Six Clinic, iniciativa 100% online voltada ao cuidado de pessoas com obesidade e sobrepeso, a queda do estrogênio tem papel central nessa dinâmica. “Esse hormônio ajuda a regular a distribuição de gordura e o gasto energético. Com a diminuição da produção natural do estrogênio, há desaceleração do metabolismo basal e alterações na forma como o corpo passa a armazenar gordura”, explica.

O que muda no corpo feminino nessa fase?

Além das alterações hormonais, ocorre perda progressiva de massa muscular. “A partir dos 40 anos já começamos a perder musculatura, e com a queda hormonal esse processo se acelera. Como o músculo é um dos tecidos que mais consome energia, sua redução faz com que o consumo energético em repouso também diminua”, afirma. Essa combinação contribui para uma redistribuição de gordura corporal, que tende a se concentrar mais na região abdominal, condição associada a maior risco metabólico.

O sono e o estresse também influenciam esse contexto. “Dormir mal desregula hormônios ligados à fome e à saciedade, como grelina e leptina, e o aumento do cortisol está associado ao acúmulo de gordura”, explica. Ainda, segundo os dados do Vigitel 2025, 31,7% dos adultos apresentam pelo menos um sintoma de insônia, com prevalência maior entre mulheres (36,2%) do que entre homens (26,2%), reforçando o impacto do descanso insuficiente na regulação do peso. Diante desse cenário, o cuidado com o peso precisa ser adaptado à nova realidade metabólica.

A seguir, a especialista lista três estratégias que ajudam a manter o equilíbrio de forma mais sustentável, entenda:

Manter a musculatura ativa é prioridade

“A perda muscular se acelera nesse estágio, e isso influencia diretamente o gasto energético. Quando essa estrutura diminui, o corpo passa a consumir menos energia em repouso. Por isso, a ingestão adequada de proteínas ao longo do dia e a prática regular de exercícios de força são fundamentais”, orienta Fernanda. A musculatura funciona como um motor metabólico: quanto mais preservada, maior o consumo de energia, mesmo fora dos treinos.

Dietas muito restritivas podem piorar o metabolismo

“Muitas mulheres reduzem demais a alimentação quando percebem dificuldade para emagrecer, mas isso pode ter efeito contrário. Cortes muito agressivos contribuem para a perda muscular, e o corpo responde economizando energia, o que desacelera ainda mais o gasto calórico”, alerta a nutricionista. O ideal é uma abordagem equilibrada, que mantenha nutrientes suficientes para preservar o funcionamento corporal.

A importância do suporte profissional

Para Fernanda, o ponto principal é que o corpo muda — e o plano também precisa mudar. “Após essa etapa, o emagrecimento tende a ser mais lento, e a frustração pode levar a decisões precipitadas, como dietas sem embasamento ou uso de medicações sem orientação adequada. O suporte profissional permite ajustar a alimentação, monitorar a composição corporal e adaptar a estratégia conforme o organismo responde. Isso reduz erros comuns e torna o caminho mais sustentável”, conclui.

OESP não é(são) responsável(is) por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, bem como tais Conteúdos não representam a opinião da OESP e são de inteira responsabilidade da Markable Comunicação

Créditos: Freepick

Este site utiliza cookies para melhorar o desempenho e entregar uma melhor experiência de navegação para você, além de recomendar conteúdos do seu interesse.
Saiba mais em. Política de Privacidade

ACEPTAR
Aviso de cookies