Do crachá ao CNPJ: 5 passos para empreender do zero

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Por Markable Comunicação | Homework

CEO do JAH, Açaí, Sorvetes e Picolés compartilha dicas sobre como aplicar ferramentas de engenharia de gestão para trocar a carteira assinada pelo próprio negócio com segurança

Segundo dados da Receita Federal e do Sebrae, o país registrou o recorde histórico de 5,1 milhões de novos CNPJs abertos no último ano, um salto de 18,6% que sinaliza a maturidade do ecossistema empreendedor nacional. Segundo o levantamento, 60% dos microempreendedores brasileiros acreditam que o ano de 2026 será economicamente melhor que o anterior para seus negócios.

A migração do emprego formal para o negócio próprio é frequentemente vendida como um “salto de coragem”. No entanto, para Rafael Corte, CEO da rede JAH, Açaí, Sorvetes e Picolés, o sucesso desta transição reside menos na audácia e mais no rigor do método. Com uma trajetória que inclui passagens por multinacionais antes de escalar sua própria franquia, Corte defende que o empreendedor iniciante precisa de uma “mentalidade de engenharia aplicada ao varejo”. Para isso, o executivo elenca cinco pilares fundamentais para quem deseja sair da CLT e começar a empreender:

1 – Valide a demanda com evidências (Product-Market Fit)

Segundo o executivo, não basta acreditar na ideia, é preciso provar que o mercado a quer. “Antes do JAH eu tive um outro negócio, uma masterfranquia de paletas mexicanas que deu totalmente errado e me fez perder muito dinheiro. Na época, cometi um erro comum que é criar uma narrativa para me convencer de que o negócio seria um sucesso”, conta. Hoje, o executivo entende que é preciso olhar para dados e fatos históricos do setor. “Se você não tem números, você vive de opiniões”, alerta Corte. No varejo, isso significa analisar o fluxo real de pessoas no ponto escolhido, o ticket médio viável e a recorrência de consumo antes de investir o primeiro real.

2 – Plano macro, execução micro

Outra lição que Rafael aprendeu na prática é que um plano de negócios extenso tem pouco valor se não for traduzido na rotina do negócio. “Enquanto o plano define o posicionamento, o resultado é decidido nos detalhes da operação diária. O foco deve estar em colocar o produto/serviço na rua e ajustar o modelo rapidamente conforme o feedback dos primeiros clientes”, afirma. “Depois de fracassar com a paleteria, percebi que cometia esse erro, eu fazia um planejamento macro, mas descuidei do micro, da execução, do dia a dia. Hoje costumo dizer que o jogo se ganha na quadra”, pontua.

3 – Adote o Ciclo PDCA

Outra dica do CEO do JAHé sobre cuidar da gestão, que não pode ser intuitiva. Corte sugere o ciclo de práticas aplicáveis em grandes corporações, como o método PDCA ( Plan, Do, Check, Act — Planejar, Fazer, Checar e Agir) que utiliza atualmente na gestão da rede. “Como recursos como tempo e dinheiro são finitos, medir os resultados com frequência permite corrigir rotas antes que o prejuízo se torne irreversível. A ideia é: planeje a semana, execute, confira o que deu errado e ajuste para a semana seguinte”, aconselha.

4 – Priorize com a Matriz GUT

Para Rafael, é comum para o empreendedor sem experiência perder-se em tarefas operacionais que “não movem o ponteiro”. Para evitar isso, ele usa e recomenda a Matriz GUT (Gravidade, Urgência e Tendência). “Problemas que afetam o caixa ou a sobrevivência do negócio têm gravidade considerada como 5. Esses devem ser resolvidos imediatamente, enquanto burocracias menores podem aguardar. Classifique os problemas para perceber suas prioridades. O foco deve ser no que gera impacto rápido e real”, resume.

5 – Busque mentoria de quem já percorreu o caminho

Empreender é, muitas vezes, uma jornada solitária, mas o conhecimento necessário pode ser absorvido de quem já escalou operações. “Em vez de buscar validação emocional com amigos, o ideal é procurar mentores experientes, profissionais da área ou modelos de negócios já testados. Isso encurta a curva de aprendizado e evita erros básicos que custam caro a quem está saindo da segurança do salário fixo”, finaliza.

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