Famílias antecipam o futuro e repensam a compra de imóveis

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Famílias brasileiras têm incluído a compra de imóveis em estratégias de longo prazo para formação de patrimônio, de acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). O crescimento do segmento de consórcio imobiliário entre janeiro e maio de 2026 evidencia essa tendência.

Entre janeiro e maio de 2026, as vendas de cotas de consórcio de imóveis aumentaram 43,7%, totalizando 2,98 milhões de participantes ativos e R$ 137,93 bilhões em créditos comercializados, segundo a ABAC.

Neste caso, o planejamento patrimonial deixa de se concentrar apenas nas necessidades imediatas e passa a considerar diferentes fases da vida, como a conclusão dos estudos dos filhos, a necessidade de moradia futura ou a geração de renda por meio de aluguel. Essa diversificação de objetivos amplia o horizonte de decisão dos consumidores.

Marcelo Lucindo, CEO da Evoy Administradora de Consórcios, afirma que "planejar patrimônio deixou de ser uma decisão restrita ao presente. Muitas famílias passaram a enxergar o imóvel como um ativo capaz de atender a diferentes objetivos ao longo do tempo, permitindo organizar o futuro com mais previsibilidade e equilíbrio financeiro". Em entrevista, ele acrescenta que "quando o planejamento começa cedo, a família ganha mais liberdade para tomar decisões ao longo do tempo".

A mudança de comportamento acompanha transformações na composição familiar, maior mobilidade profissional e novos projetos de vida, que exigem maior flexibilidade na alocação de recursos. A educação financeira, fortalecida nos últimos anos, também tem contribuído para decisões mais estruturadas.

Na prática, consumidores que optam por consórcio podem ajustar o valor das parcelas ao orçamento familiar e definir o momento de utilização do crédito de acordo com a evolução de suas necessidades, preservando capacidade de investimento para outras metas.

Os dados apontam que a ampliação do planejamento financeiro no setor imobiliário pode influenciar o volume de negócios e a dinâmica de crédito no país, reforçando a importância de políticas que estimulem a transparência e a educação financeira entre os cidadãos.

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