Morar sozinho altera demanda por imóveis no Brasil

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O Brasil nunca teve tantas pessoas morando sozinhas. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país chegou a 15,6 milhões de moradores vivendo em domicílios unipessoais em 2025.

O número representa um crescimento de 109,8% em relação a 2012, quando eram 7,5 milhões de pessoas nessa condição. Hoje, quase um em cada cinco domicílios brasileiros (19,7%) é ocupado por apenas um morador. O crescimento dos domicílios unipessoais acompanha mudanças demográficas e sociais, como o envelhecimento da população, o adiamento do casamento, novos arranjos familiares e a maior independência financeira dos brasileiros.

A concentração desse público também reforça oportunidades para o setor imobiliário. A Região Sudeste reúne cerca de 45% dos brasileiros que vivem sozinhos, totalizando aproximadamente 7,1 milhões de pessoas.

Alteração de mercado

Essa transformação também vem alterando o mercado imobiliário. À medida que cresce o número de pessoas vivendo sozinhas, aumenta a procura por imóveis compactos, bem localizados e com soluções que ofereçam praticidade, segurança e facilidade de manutenção. Áreas de lazer, espaços compartilhados e infraestrutura que simplifique a rotina também passaram a ter maior peso na decisão de compra.

Para Diego Baroni, gerente comercial da Pafil Empreendimentos, essa mudança já influencia diretamente o desenvolvimento dos novos empreendimentos.

"Hoje, observamos um consumidor que valoriza muito mais a eficiência dos espaços do que necessariamente a metragem do imóvel. Localização, segurança, áreas de convivência e plantas inteligentes passaram a ter um peso significativo na decisão de compra, principalmente para quem mora sozinho e busca praticidade no dia a dia", afirma.

Outro movimento

A tendência acompanha outro movimento observado no país: o crescimento da população vivendo em imóveis alugados. Segundo o Censo Demográfico 2022, o Brasil registra o maior percentual histórico de domicílios alugados, que representam 20,9% das residências.

O cenário amplia não apenas a demanda por imóveis com esse perfil, mas também o interesse de compradores que adquirem unidades para investimento, priorizando empreendimentos capazes de atrair locatários em busca de praticidade, boa localização e infraestrutura.

Para a Pafil, esse contexto reforça a necessidade de desenvolver empreendimentos que atendam tanto aos moradores quanto aos investidores. Ambientes de convivência, áreas de lazer, localização estratégica e soluções que promovam conforto e praticidade passaram a integrar o conjunto de atributos mais valorizados na hora da compra.

"Esse movimento influencia todo o desenvolvimento dos empreendimentos. Hoje, pensamos em projetos que acompanhem diferentes estilos de vida e ofereçam praticidade, conforto e segurança em todas as etapas da rotina. O imóvel deixa de ser apenas um patrimônio e passa a fazer parte da forma como as pessoas escolhem viver", finaliza Baroni.

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