Com a aproximação do Enem, os estudantes entram na reta final de preparação, mas ainda há tempo para revisar conteúdos e, principalmente, treinar a redação. Considerada uma das partes mais importantes da prova, ela exige domínio da estrutura dissertativo-argumentativa, capacidade de desenvolver argumentos e atenção à proposta de intervenção.
Para Marcos Penteado, professor de Língua Portuguesa da Estácio, estabelecer uma rotina de prática pode fazer diferença no desempenho. “A redação é decisiva na média final e segue um modelo rígido de competências. Você deve produzir um texto dissertativo-argumentativo que apresente uma tese clara e uma proposta de intervenção detalhada para o problema proposto. Pratique a escrita semanalmente, cronometre o tempo e estude os cinco elementos obrigatórios da intervenção: agente, ação, meio ou modo, detalhamento e efeito esperado”, orienta.
Além da prática constante, o professor recomenda que o estudante não tente revisar todo o conteúdo do ensino médio de uma só vez. A estratégia, segundo ele, deve priorizar os assuntos mais recorrentes nas provas anteriores e alternar diferentes áreas do conhecimento ao longo da semana.
“Estudar todo o conteúdo do ensino médio em poucos meses só gera esgotamento. Em vez disso, analise os temas mais cobrados em cada disciplina nas edições anteriores. Distribua os temas de estudo ao longo da semana, intercalando matérias de exatas e humanas para manter seu cérebro ativo”, afirma o especialista.
Na preparação para a redação, outra recomendação é utilizar propostas de edições anteriores e simulados para reproduzir as condições da prova, inclusive com controle de tempo. A partir dos textos produzidos, o estudante pode identificar dificuldades recorrentes e trabalhar pontos específicos, como repertório, argumentação, coesão e proposta de intervenção.
Entre os possíveis assuntos para a redação de 2026, Marcos aponta temas relacionados à inclusão social e às neurodivergências, incluindo a invisibilidade das pessoas com altas habilidades; os impactos da tecnologia na saúde mental; os limites éticos e riscos do uso da inteligência artificial; a emergência climática; e as questões envolvendo o vício e a regulamentação das bets no Brasil. “É importante lembrar que essas são possibilidades de temas, e não previsões. O estudante deve estar preparado para discutir diferentes questões sociais, mobilizando conhecimentos e argumentos de forma crítica e bem estruturada”, conclui.
Plataforma gratuita para se preparar para o Enem
O Enem Action é uma plataforma gratuita e online que oferece um ecossistema completo de preparação para o Enem. Com mais de 10 anos de atuação, reúne apostilas, mais de 200 aulas em vídeo, provas anteriores, workshops de redação, mini simulados, e-books, teste vocacional, planos de estudo e informações atualizadas sobre o exame. A plataforma já beneficiou cerca de 1 milhão de estudantes por meio de ações digitais e presenciais. Basta acessar o site: enemaction.com.br
Entre os principais recursos está o Corrige EA, ferramenta de avaliação de redação com inteligência artificial que permite ao estudante praticar com os cinco últimos temas do Enem e receber, em poucos minutos, uma nota estimada de 0 a 1000, baseada nas cinco competências avaliadas no exame. A ferramenta também aponta pontos fortes e aspectos que precisam ser aprimorados, ajudando o candidato a acompanhar sua evolução durante a preparação.