A América Latina atrai quase US$ 300 bilhões em exportações chinesas: Euromonitor International

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As marcas chinesas estão ampliando rapidamente sua presença na América Latina, tornando-se concorrentes de longo prazo na economia de consumo da região. As exportações chinesas para a América Latina atingiram quase US$ 300 bilhões em 2025, um aumento de 7% em relação ao ano anterior, de acordo com a empresa de inteligência de mercado Euromonitor International.

Um relatório recente, intitulado “A ascensão das marcas chinesas na América Latina” (The Rise of Chinese Brands in Latin America), destaca que as empresas chinesas estão indo além do âmbito das exportações, investindo na indústria local, nas cadeias de fornecimento e nas operações comerciais em um mercado com mais de 650 milhões de consumidores.

Tim Chuah, diretor de pesquisa para a Ásia-Pacífico da Euromonitor International, afirmou: “De eletrônicos de consumo à moda e ao setor de alimentação, as marcas chinesas presentes nas prateleiras, nas plataformas online e nas grandes cidades são o sinal mais visível de uma transformação econômica mais profunda que está remodelando a região.”

A América Latina surge como um importante destino de crescimento

A América Latina oferece às empresas chinesas acesso a um dos maiores mercados de consumo do mundo ainda pouco explorados. A crescente adoção do e-commerce, os recursos naturais abundantes e os laços comerciais estratégicos tanto com o Atlântico quanto com o Pacífico estão impulsionando os investimentos em toda a região.

As marcas chinesas já construíram posições sólidas nos setores de eletrônicos de consumo, eletrodomésticos e veículos elétricos por meio de preços competitivos, inovação e investimento local. Em 2025, o volume de vendas de eletrodomésticos chineses foi cerca de 55% maior do que em 2020, registrando um aumento de aproximadamente 10% em relação ao ano anterior.

Marcas com foco digital ganham terreno

Impulsionadas pela crescente influência de plataformas como o TikTok e o Instagram, as marcas chinesas estão adaptando estratégias digitais globais às condições do mercado local, aumentando o reconhecimento da marca e alcançando os consumidores diretamente. No setor de vestuário e calçados, a Shein se tornou a terceira maior marca da América Latina em 2025, subindo da 11ª posição em 2020, demonstrando como modelos de negócios que priorizam o digital podem ganhar escala rapidamente.

Fatima Linares, diretora de pesquisa no setor de cuidados com a casa e moda da Euromonitor International, afirmou: “As marcas chinesas estão transformando seus recursos digitais em engajamento com o consumidor. As redes sociais estão acelerando a descoberta dessas marcas, mas o sucesso a longo prazo dependerá da adaptação aos consumidores locais e da construção de uma relevância duradoura para a marca.”

Marcas chinesas expandem sua presença no setor de foodservice

Em 2025, o delivery representou 25% do valor das vendas do setor de foodservice na América Latina, um aumento de 59% em termos de valor desde 2019. Até 2030, a previsão é de que o delivery represente quase um terço de todo o setor. A região apresenta uma oportunidade significativa para marcas chinesas com expertise em pedidos digitais, integração logística e modelos operacionais que priorizam as entregas.

Chuah acrescentou: “A entrada das marcas chinesas na América Latina não é uma moda passageira. É um dos sinais mais claros de um reajuste econômico de longo prazo entre a América Latina e a China. As empresas que continuarem a enxergar a região a partir de uma perspectiva centrada nos Estados Unidos ou na Europa correm o risco de ignorar uma das mudanças econômicas mais significativas da última década”.

Contato:

Euromonitor Press Office – press@euromonitor.com

Fonte: BUSINESS WIRE