Espanha manterá sua Embaixada em Kiev, apesar das ameaças russas

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Por Europa Press*

A Embaixada da Espanha na Ucrânia manifestou neste domingo sua intenção de manter sua presença em Kiev, apesar das ameaças e advertências proferidas pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

“A Convenção de Viena e o Direito Internacional Humanitário vinculam a Rússia. Permaneceremos em Kiev”, publicou a Embaixada em suas redes sociais.

A missão diplomática explicou que discutiu a situação com outros chefes de missão destacados em Kiev, com os quais compartilha a “preocupação” com as “ameaças do Ministério das Relações Exteriores da Rússia contra diplomatas e estrangeiros na Ucrânia”.

A Embaixada da Espanha se alinha, assim, à embaixadora da União Europeia na Ucrânia, Katarina Mathernova, que garantiu neste domingo que permanecerá em Kiev. “Nós ficamos. A delegação da União Europeia fica”, afirmou a diplomata eslovaca em suas redes sociais antes de alertar a Rússia de que “ameaçar a Europa não impedirá seu apoio à Ucrânia, e as ameaças servem apenas para nos lembrar por que esse apoio é importante”.

Pouco depois, delegações individuais, como as da Alemanha e da Polônia, garantiram que permanecerão na capital ucraniana. “Amém. Nós ficamos”, publicou o embaixador alemão Boris Ruge em resposta à mensagem da diplomata da UE. O Ministério das Relações Exteriores da Polônia também se juntou à rejeição às “ameaças da Rússia, contrárias ao princípio do Direito Internacional”.

AMEAÇA RUSSA

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reiterou neste sábado seu apelo aos diplomatas estrangeiros lotados em Kiev para que abandonem a capital ucraniana devido ao “risco mortal” que representam os ataques russos contra a cidade.

“O Ministério das Relações Exteriores da Rússia volta a exortar os cidadãos estrangeiros, incluindo o pessoal das missões diplomáticas, a não permanecerem nem viajarem para a Ucrânia. A responsabilidade por quaisquer consequências adversas recairá exclusivamente sobre aqueles que optarem por não acatar este aviso”, afirmou Moscou em um comunicado.

A mensagem também insta a evitar as proximidades das “instalações militares” ucranianas e sugere que elas poderiam ser atacadas “em resposta aos ataques terroristas das Forças Armadas da Ucrânia”, às quais acusa de atacar a população civil e as infraestruturas russas. “Algumas pessoas estão se colocando em risco de morte conscientemente”, afirmou.

“As Forças Armadas da Federação Russa continuam realizando ataques sistemáticos e contínuos contra alvos militares em Kiev e em outras cidades ucranianas”, advertiu Moscou.

Moscou lembra que já havia emitido um alerta a esse respeito em 25 de maio, bem como notas diplomáticas dirigidas a esses países, e que vários países, como os Estados Unidos, o Reino Unido, a Noruega, a Suíça e a UE, recomendaram a seus cidadãos que não viajassem para a Ucrânia.

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