Paquistão pede que Trump adie prazo final de negociações com o Irã em 2 semanas

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Por Laís Adriana

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu que o presidente dos EUA, Donald Trump, adie o prazo final para as negociações de paz com o Irã por mais duas semanas, em publicação nesta terça-feira, 7, no X.

“Os esforços diplomáticos para resolver pacificamente a atual guerra no Oriente Médio estão em progresso estável, forte e com potencial para levar a resultados significativos no futuro. Pedimos a extensão do prazo para permitir que a diplomacia siga seu curso”, escreveu Sharif.

Além dos EUA, o premiê paquistanês pediu que o Irã conceda a reabertura do Estreito de Ormuz pelo período correspondente de duas semanas como gesto de “boa fé” durante as negociações de paz. “Também pedimos que todas as partes cumpram um cessar-fogo geral por duas semanas para permitir que a diplomacia termine a guerra completamente, no interesse da paz e estabilidade de longo prazo na região”, acrescentou.

Sharif marcou na publicação perfis de autoridades envolvidas nas negociações, incluindo Trump, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o enviado especial Steve Witkoff.

Do lado do Irã, foram marcados os perfis do presidente do país persa, Masoud Pezeshkian, do líder do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

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cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e o Irã é válido para todas as frentes de batalha, incluindo o Líbano, destacou na noite desta terça-feira, 7, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador do conflito.

As forças armadas israelenses também mantêm o controle de uma vasta área do sul do Líbano, invadida nas últimas semanas.

Irã aceita acordo após pressão chinesa

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Pelo lado iraniano, o acordo foi anunciado pelo chanceler Abbas Araghchi. “Se os ataques contra o Irã pararem, nós vamos interromper nossas ações defensivas. Por um período de duas semanas, a passagem pelo Estreito de Ormuz será permitida com a coordenação das nossas Forças Armadas e levando em consideração limitações técnicas”, disse.

O Irã aceitou a proposta após intensos esforços diplomáticos paquistaneses e uma intervenção de última hora da China, um aliado fundamental, que pediu ao Irã que demonstrasse flexibilidade e reduzisse as tensões, e em meio a crescentes preocupações com a devastação econômica causada pelos danos à infraestrutura crítica. cessar-fogo foi aprovado pelo novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei.

Foto: Mark Schiefelbein/AP

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