O possível fim da escala 6×1, em discussão no Congresso Nacional, está levando empresas a rever seus modelos de jornada antes que a mudança regulatória as alcance. Para organizações com operação intensiva em mão de obra — varejo, indústria, saúde, serviços e logística —, a transição é um desafio de planejamento, produtividade e gestão operacional.
"Quando uma empresa passa de uma escala simples, como a 6×1, para modelos com mais combinações de jornada e maior necessidade de cobertura, o risco é compensar a complexidade com horas extras, supervisores ajustando planilhas manualmente e retrabalho. O custo sobe, mas a eficiência não acompanha", afirma Luiz Gabriel Roque, CEO da INFORM no Brasil.
A INFORM — empresa alemã especializada em otimização de operações e integrante do ecossistema Ekantika — tem atuado no tema com uma abordagem que vai além da automação de escalas. O trabalho começa com a análise do modelo de negócio, com o mapeamento dos direcionadores de demanda e com a projeção de cenários futuros.
"Com o possível fim da escala 6×1, temos ajudado empresas a redesenhar seus modelos de jornada, avaliar diferentes cenários operacionais, suportar mudanças contratuais quando necessário e encontrar o melhor equilíbrio entre produtividade, cobertura operacional e o menor impacto financeiro", explica Roque.
Após a etapa analítica — que traduz demanda em necessidade real de pessoas e propõe modelos de jornada otimizados — a solução tecnológica entra em cena para materializar os cenários projetados.
A plataforma WorkforcePlus (WFP), desenvolvida pela INFORM, automatiza a criação de linhas de escala a partir dos cenários definidos, respeitando as regras trabalhistas, períodos de descanso e restrições contratuais de cada grupo de colaboradores.
Do lado do colaborador, um aplicativo permite agendar folgas e solicitar trocas de turno com transparência e autonomia. Do lado do gestor, um painel em tempo real exibe a cobertura operacional por área, turno e horário — eliminando decisões improvisadas e o risco de lacunas não detectadas.
"Além de fazer a escala mais rápido, a empresa pode usar melhor a força de trabalho disponível, evitando excesso de pessoal em alguns horários e falta de cobertura em outros", diz o CEO.
Evitando riscos
Um ponto subestimado por algumas empresas é o risco trabalhista gerado pela gestão manual de escalas. Segundo Roque, em operações de grande porte, uma única alteração não registrada pode gerar erro de jornada, descanso, folga ou contrato.
"Também é comum faltar histórico claro de quem aprovou uma troca de colaborador. Isso dificulta auditorias e aumenta o risco de questionamentos trabalhistas. Com a automação, as regras ficam mais objetivas e as decisões deixam registros — o que protege a empresa e também dá mais transparência ao colaborador", salienta.
Cases de sucesso
A INFORM tem experiência consolidada em setores onde a complexidade de escalas é crítica, como a aviação. "Nessas operações, não basta ter pessoas disponíveis; é preciso ter a pessoa certa, com a qualificação certa, no horário certo — e com margem mínima para erro. Temos levado essa disciplina de planejamento para hospitais, varejo, indústria e serviços, adaptada à realidade de cada setor", acentua.
Os ganhos observados em projetos de alta complexidade aparecem em três frentes: redução do esforço manual de gestão, maior consistência nas decisões de escala e mais transparência para gestores e colaboradores.
A gestão estruturada de escalas também ajuda na retenção de talentos. "A escala é uma das partes mais sensíveis da relação entre empresa e colaborador, porque afeta diretamente a vida pessoal, o descanso, a previsibilidade e a percepção de justiça. Quando o colaborador visualiza sua escala, solicita folgas por canais claros e acompanha o status das solicitações, a relação muda. A empresa deixa de depender de acordos informais e passa a operar com critérios objetivos. Isso ajuda na retenção porque reduz atrito e aumenta a confiança", conclui o executivo.
Sobre a INFORM e Ekantika
Empresa alemã com mais de 50 anos de experiência em otimização baseada em inteligência artificial, a INFORM desenvolve soluções de gestão de turnos, escalas e força de trabalho para setores de alta complexidade, incluindo aviação, hospitais, varejo, indústria e serviços. É integrante do ecossistema Ekantika, grupo especializado em transformação e excelência operacional com atuação no Brasil e no exterior.
A Ekantika atua há mais de 15 anos como ecossistema especializado em transformações de grandes organizações. Como uma House of Business Solutions, soma mais de 450 projetos realizados para mais de 150 clientes em mais de 15 setores da economia. O ecossistema é composto por nove empresas: Ekantika Consultoria, Ekantika Learning Lab, Aliansa, Alliah, Chicago Advisory Partners, iEVO, INFORM, Vector 360 e Vitaryon.
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