Das 16 deputadas eleitas para a 57ª Legislatura, 11 assumirão o mandato pela primeira vez e estarão ao lado de outras cinco deputadas reeleitas. O resultado reflete o avanço da presença feminina no Parlamento gaúcho nas últimas três eleições estaduais: em 2018, nove mulheres foram eleitas; o número aumentou para 11 em 2022 e, em 2026, o resultado eleitoral confirma a presença de 16 mulheres que atuarão ao lado de 39 homens eleitos para a próxima legislatura.
Diferente do que ocorreu na eleição de 2022, quando o PT elegeu a maior bancada da Assembleia, o PL assume a hegemonia da nova Legislatura em deputados eleitos (12), sendo a maioria da bancada (7) formada por mulheres: cinco em primeiro mandato, lideradas pela mais votada da Assembleia Legislativa, Adri Cherini, com 129.492 votos, seguida de Comandante Nádia, vereadora de Porto Alegre; Vanice de Matos, Daiane Mello, vereadora de Caxias do Sul; e Ali Klemt, e duas reeleitas, Kelly Moraes e Adriana Lara.
A seguir quatro bancadas (PT, PSOL, PSD e PP) terão duas mulheres cada. A bancada do PT será a segunda maior da próxima legislatura, elegeu sete deputados e duas deputadas, uma delas em primeira eleição, Natasha Ferreira, também vereadora da Capital e mulher travesti e ativista dos direitos da população LGBTQIA+. Sofia Cavedon, reeleita, completa a nominata feminina da bancada petista.
Pela bancada do PSOL, a terceira maior votação da atual eleição, Luciana Genro (127.601 votos), repetindo o feito da última eleição, quando foi a segunda mais votada da Assembleia. Ao lado dela estará a recém eleita Karen Santos, também vereadora de Porto Alegre.
Segue a bancada do Progressistas, com cinco deputados eleitos e duas mulheres, ambas em primeira eleição, Ronize Damassini e Nicole Weber Covatti, vereadora de Santa Cruz do Sul.
Dos cinco eleitos pelo PSD, duas delegadas comporão a bancada, Nadine Anflor, reeleita, e Ana Tarouco, eleita em 4 de outubro para o primeiro mandato.
No Podemos, a novata Bruna Molz, que é vereadora de Santa Cruz do Sul, dividirá a bancada com o único deputado reeleito da legenda, Ronaldo Santini.
Bancada negra
Formada em 2022 com três deputados negros eleitos pela primeira vez no Legislativo estadual, apenas Matheus Gomes (PSOL) alcançou a reeleição. Bruna Rodrigues, eleita pelo PCdoB, disputou a reeleição pelo PSB, mas não se reelegeu. E Laura Sito (PT) disputou vaga na Câmara Federal, sem sucesso. Ao lado de Gomes, compondo a bancada negra da Assembleia, estará a também eleita pelo PSOL, Karen Santos.
Mandatos rejuvenescem
Na faixa etária, os 22 novos parlamentares eleitos em 4 de outubro estão divididos em dois grupos, 11 do sexo feminino e 11 do sexo masculino. A maioria, 16, têm entre 35 e 50 anos, com predomínio das mulheres (4) com idade inferior aos 40 anos. O mais jovem é Matheus Gomes, 35, e a mais jovem desse grupo é Bruna Molz, 37 anos. Acima de 50, no grupo dos novos, predominam as mulheres (4).
No contexto dos 55 eleitos para a 57ª Legislatura, incluídos os reeleitos, é Matheus Gomes o mais jovem da Assembleia, 35 anos.
Diferente da legislatura passada, que registrou mandatos na faixa acima dos 70 anos – como Adolfo Brito, nascido em 1950, e Aloísio Classmann, nascido em 1956, ambos não reeleitos – a 57ª Legislatura terá Pepe Vargas, 68 anos, liderando a faixa acima dos 60 anos.
A faixa etária predominante entre todos os eleitos está abaixo dos 50 anos, 28 parlamentares (21 do sexo masculino e sete do sexo feminino), mas equilibra com a faixa entre 50 a 68 anos, com 27 parlamentares (18 do sexo masculino e nove do sexo feminino).
