As ONGs do país estão trabalhando arduamente para atender todos os cães machucados, sem um lar e até mesmo os farejadores
Após o terremoto na Turquia, mais de 29 mil pessoas perderam a vida, e os cães não ficaram fora dessa triste estatística.
Diversos protetores e ativistas locais têm compartilhado imagens de animais sendo salvos dentro de lugares soterrados.

A ONG Haytap, por exemplo, posta diariamente diversas atualizações sobre o estado dos cães no país.
As fotos e vídeos revelam o estado precário que muitos se encontram. Em um post, eles informaram a condição de um cão que salvaram. Ele estava com fraturas expostas e super desidratado.
Outras postagens mostram alguns cães em cena ajudando a salvar as vítimas dentro dos destroços. Infelizmente, alguns cães não sobrevivem. Esse foi o caso do Proteo, um pastor alemão enviado pelas Forças Armadas Mexicana.
Segundo a notícia publicada pelo G1, o cão identificou duas vítimas retiradas com vida dos escombros. Mas o totó foi atingido por um desmoronamento na cidade de Adiyaman, enquanto percorria o local.
Ele não resistiu aos ferimentos e faleceu. Posteriormente, seu treinador postou uma homenagem muito emocionado com a perda.
Por que é tão importante falar sobre os cães na Turquia?
Diversos comentários indignados movimentaram as redes sociais, porque muitas pessoas questionaram sobre a necessidade de submeter os cães dentro da zona de perigo. Contudo, esses cães são altamente treinados para agir dentro de grandes tragédias.
Também indagaram se há ferramentas tecnológicas para substituí-los ou auxiliá-los na busca.

De acordo com a matéria publicada pelo site DW, o projeto da União Europeia Cursor, apresentou robôs e drones para ajudar a resgatar as vítimas dos escombros.
Esses aparelhos verificam a presença de CO2 e proteínas específicas de seres humanos, e ajudam a encontrar as vítimas.
O site entrevistou um cientista da computação e chefe do departamento de sistemas de robôs da Universidade Técnica da Renânia-Palatinado. Ele comparou a ação dos cães com a dos robôs.
“A tecnologia dos robôs ainda não está aperfeiçoada o suficiente para superar o nariz de um bom cão farejador. Eu diria que, hoje, o cão pastor ainda é melhor.”
Na entrevista, também pontuaram que os cães conseguem farejar o cheiro de suor, hormônios, sangue, excrementos ou até mesmo hálito humano.

Atualmente, além de diversos tipos de tecnologias, há o Spot, um cachorro-robô, que possui diversas funções, uma delas, inspecionar escombros. Contudo, o custo é bem alto. Que futuramente, uma vida não seja trocada pela outra.
Além disso, outra situação alarmante está acontecendo com os animais: muitos estão sem casa e sem família. Os abrigos estão levando o máximo que podem, mas devido ao número crescente de vítimas, é difícil dizer até quando conseguirão ajudar.
Fonte: G1 / DW