A reserva de emergência permite que você se proteja contra imprevistos financeiros e tenha a tranquilidade necessária para diversificar os seus investimentos.
Poucos passos são tão importantes para a sua independência financeira quanto uma reserva de emergência capaz de cobrir, por alguns meses, as suas despesas fixas e variáveis mais importantes, caso você perca o seu emprego ou surja alguma despesa inesperada.
Diversos especialistas recomendam economizar de três a seis meses de salário em produtos de investimento seguros e que ofereçam liquidez diária.
Como veremos neste artigo, existem hoje diversas opções que, além da disponibilidade imediata dos recursos, permitem que você tenha boa rentabilidade e também possa usar as suas reservas como um “fundo de oportunidade” para, por exemplo, aumentar o seu patrimônio e diversificar ainda mais as suas fontes de renda.
Além disso, explicaremos que, depois que você formar essa proteção financeira, poderá alçar voos maiores no mundo dos investimentos, inserindo na sua carteira produtos mais sofisticados e rentáveis com foco no longo prazo. Boa leitura!
O que é uma reserva de emergência?
A reserva de emergência é basicamente um dinheiro que você poupa para cobrir despesas inesperadas, tais como:
- custos com tratamentos médicos não cobertos pelo seu plano de saúde;
- reformas de urgência na sua casa, como um reparo estrutural, vazamento ou pane elétrica;
- conserto de um problema mecânico de última hora no seu veículo, como uma batida ou avaria no motor;
- uma viagem profissional ou pessoal extremamente necessária;
- compra de um equipamento de trabalho capaz de aumentar a sua produtividade.
Por que ter uma reserva de emergência?
Além de se precaver contra imprevistos financeiros, a reserva de emergência permite que você tenha a tranquilidade de usar os seus recursos excedentes para buscar opções mais sofisticadas de investimento, que envolvam um risco maior e exijam um prazo mais alongado de aplicação, durante o qual você não poderá usá-los.
Em geral, costuma-se dizer que, para conseguir taxas de retornos maiores, você precisa aumentar o risco da sua carteira com ativos líquidos, como ações, fundos multimercado e alocações em câmbio, por exemplo, e também aproveitar oportunidades mais seguras, porém sem possibilidade de resgatar os recursos antes do prazo.
A recomendação é que, depois que você formar a sua reserva de emergência, use os recursos excedentes para diversificar as suas fontes de renda passiva no médio prazo, bem como complementar a sua previdência e a dos seus filhos, visando ganhos maiores no longo prazo.
Em seguida, caso haja interesse, você pode usar esse excedente para realizar operações mais especulativas no mercado financeiro.
Onde investir a reserva de emergência?
Via de regra, os recursos reservados para imprevistos financeiros devem ser guardados de forma segura e que permita seu resgate no mesmo dia. Dessa forma, é esperado que o fundo de emergência não consiga alcançar uma rentabilidade muito grande.
De forma geral, o mais indicado é que você busque investimentos que remunerem, pelo menos, a taxa básica de juros da economia, chamada taxa Selic, que serve de referência para o CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro), taxa utilizada nos empréstimos feitos entre os bancos para adequar seus balanços de um dia para o outro. O CDI é o referencial de juros mais usado nos produtos de renda fixa, mais indicados para a reserva de emergência.
Podemos dizer, portanto, que as três características mais importantes na hora de reservar dinheiro para imprevistos financeiros são:
- segurança;
- remuneração mínima equivalente à taxa Selic ou 100% do CDI;
- liquidez imediata, ou seja, que permita realizar resgates a qualquer momento.
Entre os exemplos de investimentos ideais para reserva de emergência, podemos citar:
- Tesouro Direto – títulos considerados “sem risco”, já que são emitidos pelo governo federal, em moeda nacional. Entre os títulos disponíveis, o mais recomendado é o Tesouro Selic, que oferece remuneração diária e não está suscetível a variações do mercado.
- Contas de bancos digitais que remunerem, no mínimo, 100% do CDI e contem com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o valor de 250 mil por CPF.
- CDBs – títulos de captação emitidos por bancos e que contam com a proteção do FGC. O ideal aqui é procurar títulos com liquidez diária, de bancos com boa classificação de crédito e que, se possível, remunerem acima de 100% do CDI.
Estas são as classes de ativos mais usadas para guardar a sua reserva de emergência. Lembre-se de que esse fundo emergencial deve cobrir de três a seis meses do seu salário, podendo chegar a até 12 meses, no caso de profissionais liberais ou autônomos que dependem da sua produtividade laboral para manter sua estabilidade financeira.
Fonte: Redação