Febraban alerta para o risco de endividamento das famílias com o crescimento das apostas esportivas eletrônicas
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, voltou a expressar nesta quinta-feira, 12, sua preocupação com o impacto das apostas esportivas eletrônicas na renda das famílias. Defendendo a antecipação da proibição do uso de cartões de crédito para esse tipo de transação, Sidney alertou para o risco crescente de superendividamento, inadimplência e aumento do custo do crédito. A regulamentação do Ministério da Fazenda já prevê a proibição para o próximo ano, mas a Febraban acredita que a medida deve ser adotada ainda este ano.
Segundo Sidney, a crescente popularidade das apostas esportivas, especialmente em plataformas digitais, tem potencial de comprometer a capacidade de pagamento de muitas famílias. Ele enfatizou que os bancos estão preocupados com o impacto disso na saúde financeira dos consumidores e no sistema de crédito, uma vez que o uso desenfreado dos cartões para apostar pode agravar o cenário de inadimplência e prejudicar a economia familiar.
Isaac Sidney revelou que já discutiu o tema diretamente com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendendo que a vedação seja acelerada. “Eu já tive a oportunidade recente de tratar esse tema com o ministro Haddad. Eu cheguei a ter uma audiência com o presidente Lula”, afirmou Sidney, reforçando que essa é uma posição alinhada com os principais bancos do país e com ele próprio.
A Febraban busca, com essa medida, não apenas proteger o sistema financeiro, mas também mitigar o impacto negativo que o uso indiscriminado de crédito para apostas pode gerar na economia doméstica. A antecipação da proibição, segundo a entidade, ajudaria a evitar que o aumento das apostas eletrônicas resulte em uma espiral de dívidas para os consumidores.
Crédito da Imagem: Reprodução/Febraban
