Ataque de Israel na Faixa de Gaza mata ao menos 235 pessoas e ameaça cessar-fogo

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PSE - ISRAEL/HAMAS/GUERRA/GAZA/ATAQUE - INTERNACIONAL - Pessoas em luto se reúnem ao redor dos corpos de palestinos que foram mortos no   mais recente ataque aéreo do exército israelense contra a Faixa de Gaza, nesta   terça-feira, 18 de março de 2025.  O ataque lançado por Israel na madrugada desta   terça-feira, 18, matou ao menos 235 pessoas, segundo hospitais do território   palestino. O bombardeio ameaça colocar fim ao cessar-fogo entre o grupo Hamas e   Israel que está em vigor há quase dois meses.   18/03/2025 - Foto: ABDEL KAREEM HANA/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Deir Al-Balah, Faixa de Gaza, 18 – O ataque lançado por Israel contra a Faixa de Gaza na madrugada desta terça-feira, 18, matou ao menos 235 pessoas, segundo hospitais do território palestino. O bombardeio ameaça colocar fim ao cessar-fogo entre o grupo Hamas e Israel que está em vigor há quase dois meses.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou ter ordenado o ataque por causa do impasse nas negociações pela segunda fase da trégua. “Israel vai, de agora em diante, agir contra o Hamas com força militar crescente”, informou o gabinete do premiê.

A Casa Branca disse ter sido consultada pelo governo de Israel antes do ataque, que acabou com um período de relativa calma durante o mês sagrado do Ramadan.

A ofensiva também levantou questões sobre o futuro de cerca de 12 reféns israelenses que permanecem sob o poder do Hamas desde o início da guerra, em outubro de 2023.

Izzat al-Risheq, um dos líderes do Hamas, disse que a retomada do conflito representa uma “sentença de morte” para os reféns que permanecem na Faixa de Gaza. O militante afirmou ainda que Netanyahu lançou o ataque nesta terça para tentar salvar a coalizão que o mantém no poder em Israel.

Na cidade de Rafah, 17 pessoas da mesma família, incluindo 12 crianças e mulheres, morreram ao ter a residência onde moravam bombardeada, segundo o hospital que recebeu os corpos. Fonte: Associated Press.

Foto: Estadão