Quais as principais doenças ocupacionais que afetam trabalhadores?

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Funções com repetições de movimento são as principais causadoras de doenças a longo prazo

Para grande parte da população, o trabalho é o local onde mais se passa tempo durante a semana — e até mesmo durante a vida. Profissionais de limpeza, marceneiros, escritores, artesãos e diversos outros que realizam trabalhos manuais ou em máquinas estão mais expostos aos riscos de desenvolverem doenças ocupacionais.

Mas isso não significa que apenas determinados grupos de trabalhadores possam adoecer pelas funções exercidas no trabalho e que os demais estejam imunes a problemas de saúde, como inflamações, infecções e diminuição da capacidade pulmonar ao longo do tempo.

Entenda a seguir o que são as doenças ocupacionais, conheça suas principais causas e saiba as formas de evitar o surgimento delas de acordo com a sua profissão.

O que caracteriza uma doença ocupacional?

Uma doença ocupacional pode ser definida por qualquer condição negativa de saúde adquirida pelo trabalhador dentro do ambiente em que suas funções são exercidas, podendo considerar também o trajeto que a pessoa faz até o local de trabalho.

De acordo com a Lei nº 8.213/91, existe uma separação entre doenças profissionais e doenças do trabalho, que podem ser classificadas como acidente de trabalho a depender da gravidade e consequências posteriores na vida do trabalhador:

  • doença profissional: é desenvolvida em função da tarefa realizada pelo trabalhador, desde que listada pelo Ministério do Trabalho;
  • doença do trabalho: é a doença adquirida pelo trabalhador dentro da empresa ou ambiente de trabalho, mas sem relação direta com a função exercida por ele durante o contrato.

Doenças ocupacionais mais comuns

No Brasil, algumas profissões acabam sendo mais comuns, reflexo da má distribuição de renda no país, e que acaba expondo uma boa maioria da população a funções com maior risco de desenvolvimento de doenças ocupacionais. Algumas delas estão listadas a seguir.

LER – lesão por esforço repetitivo

Essa é talvez a doença ocupacional mais conhecida, até mesmo por quem não realiza funções classificadas como de risco. Entre os trabalhadores que apresentam maior frequência de LER estão redatores, pedreiros, pintores, profissionais de limpeza, recepcionistas, ascensoristas, motoristas, entre outros.

A LER é desenvolvida a longo prazo, de forma quase imperceptível. Se não tratada, pode ocasionar inflamações graves, como bursite, exigindo até mesmo cirurgias. O modo mais acessível de evitar ou reduzir os danos é através da ginástica laboral e da prática regular de atividades físicas, além de pausas ao longo do dia.

Dermatose ocupacional

Profissionais que são expostos a agentes químicos como graxas, produtos de limpeza, ácidos e combustíveis estão mais propensos a desenvolverem a dermatose ocupacional. Ela provoca alterações na pele e em mucosas dos trabalhadores, podendo causar câncer a depender do nível e tempo de exposição.

A principal forma de prevenção é a utilização de EPIs, como luvas, óculos de proteção, roupas vedadas, sapatos fechados, entre outros.

Asma ocupacional

Podendo ser agravada em pessoas que já possuem problemas respiratórios, a asma ocupacional causa obstrução das vias respiratórias no trabalhador. Sua causa está diretamente associada à inalação de agentes nocivos, como fumaça, poeira e gases tóxicos.

Roupas de proteção e máscaras respiratórias com filtragem adequada podem evitar esse tipo de doença e, caso o trabalhador venha a contrair, o tratamento requer afastamento das atividades e remoção total do contato com os agentes causadores.

Surdez temporária ou permanente

Trabalhadores de chão de fábrica, mineradores, mecânicos e pavimentadores estão entre as profissões de maior risco à surdez ocupacional. Porém, ela pode ser ocasionada em praticamente qualquer ambiente mais ruidoso, como exposições em centros culturais, salões de beleza, casas noturnas e afins.

A prevenção se dá pelo uso de protetores auriculares e fiscalização dos níveis de barulho presentes no local de trabalho. É uma das doenças ocupacionais que pode resultar em aposentadoria por invalidez, independentemente da idade.

Fonte: Redação

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