Retrospectiva do setor de investimentos em startups em 2021

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Startups receberam US$ 9,4 bilhões em aportes ao longo do ano passado.

O ecossistema de inovação e startups brasileiro teve uma recuperação histórica em 2021, em comparação com 2020. Os investimentos em startups praticamente triplicaram no ano passado, chegando a um aporte de US$ 9,4 bilhões ao longo de 2021, segundo relatório da Distrito, plataforma de transformação digital.

Um movimento importante no ano passado foi a aposta de fundos de venture capital estrangeiros em startups brasileiras. O sócio da SoftBank, Shu Nyatta, destacou que os investimentos estão ligados à inclusão, ressaltando que as startups brasileiras trazem soluções tecnológicas e modernas, que atendem às necessidades da sociedade.

De 2018 para cá, os fundos estrangeiros notaram a alta capacidade de inovação das startups da América Latina. O número de investidores também cresceu em 2021, chegando a um total de 544, um crescimento de 25,74% em comparação com 2020.

Outro ponto de destaque no mundo das startups nacionais em 2021 foi o ritmo acelerado de fusões e aquisições. Ao todo, 280 startups brasileiras foram compradas, boa parte delas sendo fintechs, startups voltadas para soluções do mercado financeiro.

2021 foi o ano com maior grau de investimentos em startups

Especialistas creditam o crescimento dos investimentos de fundos de venture capital à retomada gradativa da economia. Com isso, houve um total de 779 aportes que geraram um montante de US$ 9,4 bilhões em investimentos para startups brasileiras.

Ao avaliar a divisão por estágio do projeto, vemos que os estágios iniciais, como anjo, pré-seed e seed, recebem o menor montante de investimentos. Isso acontece por essas startups serem tratadas ainda como apostas, sendo opções de alto risco para investidores.

Os estágios intermediários, chamados de late stages, que começam da série A em diante, concentram a maior parte dos aportes, atraindo investidores de empresas maiores no mercado.

Outro ponto de destaque é o alto número de aportes de, pelo menos, US$ 100 milhões no ano passado, que ocorreu em 31 rodadas de negociações em 2021. Entre as startups que mais receberam investimentos em 2021, podemos citar Facily (US$ 250 milhões), Quinto Andar (US$ 300 milhões), Ebanx (US$ 400 milhões), Loft (US$ 425 milhões) e Nubank (US$ 1.150 bilhão).

Fintechs são as startups que mais receberam investimentos em 2021

Quando olhamos o montante de investimentos de cada setor, é possível perceber que as fintechs lideram entre as startups que mais receberam investimentos em 2021. Os setores de retailtechs e real estate completam o top 3.

O setor de real estate obteve um bom resultado entre os principais do mercado devido ao alto investimento em startups, como Loft e Quinto Andar. Ao todo, as fintechs lideraram o mercado, recebendo um volume de US$ 3,710 bilhões em 176 aportes.

Maior número de fusões e aquisições registrado em 2021

Com um total de 247 operações em 2021, o ano registrou o maior número de fusões e aquisições de startups no país. Há uma crescente na série histórica desde 2018, que se acentuou em 2020 e se manteve em alta no ano passado. 

De novo, as fintechs tiveram destaque no mercado. Das 247 operações, 44 envolveram fintechs em 2021. Isso aconteceu por conta do tamanho do mercado financeiro.

Previsão para 2022 é a manutenção da tendência de crescimento

De acordo com relatório da Distrito, as startups brasileiras receberam US$ 591 milhões em janeiro de 2022. Foram 48 rodadas de investimentos no mês, 32 delas envolvendo startups em estágio inicial e 16 incluindo startups mais consolidadas no mercado.

Assim como em 2021, as fintechs concentraram a maior parte dos investimentos recebidos no início deste ano, atingindo um total de US$ 319,2 milhões. Também houve 20 aquisições e fusões de empresas em janeiro.

A expectativa é que 2022 seja um ano com grande quantidade de rodadas de investimentos de alto valor, já que o número de investidores e fundos de venture capital estão aumentando na América Latina e devem se refletir em aportes consideráveis em startups de todos os estágios.

Fonte: Redação