Homem é cremado por engano em cemitério de SP

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Por Fabio Grellet

Um homem foi cremado por engano em um cemitério da zona leste de São Paulo, em 1º de maio. A família não havia autorizado a cremação.

Segundo parentes, o morto era umbandista e esse procedimento não é aceito pela ordem religiosa dele. O cemitério é administrado por uma empresa concessionária, que em nota admitiu o erro, lamentou o episódio e se colocou à disposição da família.

Odair dos Santos morreu em janeiro de 2022 e foi enterrado no dia 22 daquele mês, em um jazigo do cemitério São Pedro, na Vila Alpina. Em abril deste ano, a família informou ao cemitério que havia adquirido outro jazigo e iria transferir o corpo de Santos

Em 30 de abril, a empresa Velar, concessionária do cemitério, informou à família que era necessário outro modelo de caixão para acomodar o corpo e transferi-lo para outro jazigo, segundo parentes de Santos. Pelo novo caixão e o transporte, a família informou ter pago R$ 1.400 ao cemitério.

No dia 2 de maio, familiares de Odair voltaram ao cemitério e encontraram o túmulo revirado. Ao ser consultada, a administração informou que o corpo havia sido cremado, por engano, no dia anterior, contaram familiares.

Em nota, a concessionária Velar afirmou que “por um erro humano e isolado, os despojos, que deveriam ser transferidos para o jazigo familiar após a exumação, foram encaminhados para cremação”.

Segundo a empresa, as cinzas de Odair dos Santos foram entregues à família. “Apesar de encontros entre representantes da empresa e familiares, não foi possível chegar a uma solução comum. Continuamos à disposição para o diálogo”, afirma a Velar, que se comprometeu a devolver o dinheiro cobrado pelos serviços. “Ampliamos o rigor dos protocolos operacionais e processos internos, com o objetivo de impedir que um erro humano individual possa ocasionar tais consequências”, segue a nota.

Consultada pela reportagem, a Prefeitura afirmou, também em nota, que a SP Regula (agência reguladora de serviços públicos municipais) vai abrir procedimento interno para apurar as circunstâncias do caso e eventual responsabilização da concessionária. Segundo a Prefeitura, por enquanto não há registro de reclamação por parte da família de Santos.

Foto: Estadão

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