A chegada da Primavera, em 22 de setembro, traz mudanças nas temperaturas e também exige alguns cuidados com a saúde. A estação costuma ser marcada pelo aumento das alergias respiratórias, associado a maior presença de pólen no ambiente, além de exigir atenção com a hidratação e a exposição ao sol.
Docente do curso Técnico em Enfermagem da Fundatec, Mauro Renato Ribeiro Soares Junior destaca que medidas simples podem ajudar a prevenir problemas nesse período. Entre as recomendações estão manter uma boa hidratação, evitar ambientes muito fechados, reforçar a higiene das mãos e manter a vacinação em dia. Para quem possui rinite, asma ou outras doenças respiratórias, também é importante acompanhar os sintomas e buscar atendimento diante de uma piora.
“O aumento do pólen, das mudanças de temperatura e da umidade do ar pode irritar as vias respiratórias e desencadear alergias, rinite e crises de asma. Para prevenir, é importante manter os ambientes limpos e ventilados, evitar poeira e fumaça, manter uma boa hidratação e, para quem já tem diagnóstico, seguir corretamente o tratamento prescrito”, explica Mauro.
Com a elevação das temperaturas, os cuidados também passam pela alimentação, exposição ao sol e prática de atividades físicas. A orientação é priorizar refeições leves e equilibradas, evitar a exposição solar nos horários de maior intensidade e utilizar protetor solar. Durante os exercícios, optar por horários mais frescos, usar roupas leves e reforçar a ingestão de líquidos ajuda a prevenir desidratação, insolação e mal-estar.
Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias estão entre os grupos que merecem atenção especial. Nesses casos, além de manter a hidratação e evitar a exposição excessiva ao sol, é importante manter os ambientes limpos e ventilados e seguir corretamente os tratamentos prescritos.
Alguns sintomas, no entanto, exigem uma avaliação profissional e não devem ser tratados apenas com automedicação. Falta de ar, dor no peito, febre alta ou persistente, desidratação, tontura intensa e alteração do nível de consciência estão entre os sinais de alerta.
“A automedicação pode mascarar sintomas e atrasar um diagnóstico. Na dúvida, é mais seguro buscar avaliação de um profissional de saúde”, alerta o docente.